Dramione - All You Had To do Was Stay
1 Prólogo
Notas iniciais
Sugestão de música pra escutar lendo ele: I Wanna Go - Britney Spears
Link: https://www.youtube.com/watch?v=T-sxSd1uwoU
~Pov. Hermione
As aulas começam hoje. Primeiro dia de aula do sexto ano. Surpreendente, não é mesmo? Afinal, parece que foi ontem que conheci Harry, Rony, Neville, todos a caminho de seu primeiro ano em Hogwarts. Passou tão rápido e, ao mesmo tempo, tão devagar. Apenas esse e mais um ano na escola. Depois, tudo acaba. Uma nova rotina, uma nova vida começa.
— Então, Herms, animada para o sexto ano? — Gina me perguntou, com um sorriso no rosto. — Eu mal posso esperar pelo quinto! Será que algum menino vai estar mais gatinho?
— Definitivamente este ano vai ser épico! — Ignorei minha "preocupação". — Ahn, Ginny, na minha opinião, os meninos vão estar como sempre. O máximo que pode acontecer é entrar um transferido muito lindo. Isso sim seria sorte!
— Verdade! Os meninos dos nossos anos são meio feios, né? Claro que tem uns Sonserinos que, meu Merlin!
— Eu ouvi direito? — Olhei para ela, indignada. — Você disse "Sonserinos"?! O que bebeu ou fumou, Ginevra? — A garota revirou os olhos, deixando-me no vácuo.
Optei por caminhar um pouco pela Toca. Estava lá fazia uns três dias, aguardando com Rony, Harry e Gina para a volta às aulas. Iríamos à Estação Kings Cross juntos, embarcar na plataforma 9 3/4.
— Hey, Mione — Harry me avistou. — O que faz? Andando sozinha? Não é do seu hábito. Deixe-me adivinhar... discutiu com a Weasley?
— Ainda duvida? — Arqueei a sobrancelha. — Acredita que a criatura chamou os Sonserinos de "gatos"?
— Ela realmente disse isso? — Perguntou.
— Não foi bem com essas palavras, mas... "Claro que tem uns Sonserinos que, meu Merlin!" — Imitei sua voz o melhor que pude, ainda ficando muito diferente do habitual.
— Meu Merlin digo eu! — Rony interveio, surgindo do além. — A pergunta é: que droga minha irmã fumou? Será que anda usando o pó de flu da lareira?
— Louca do jeito que é, não duvido nada! — Agora, Potter deu sua opinião.
— Falando de mim, pessoas? — Estremeci ouvindo a voz da ruiva. — A questão é que não sou mentirosa! Herms, não pode negar que, por exemplo, o Malfoy é lindo demais! Você mesma já disse isso! -
Os meninos olharam para mim, com uma cara de "que história é essa?".
— E-eu não disse nada! — Me defendi. — Já consultou um médico, amiga? Está definitivamente maluca!
— Aham, sei. Também tem outros, o Theodore Nott... — suspirou. — Ah se eu pego ele este ano...
— GINEVRA! — O irmão dela a repreendeu. — Ele é da Sonserina! Vou lhe levar para o psiquiatra caso não parar com isso!
Segui para o quintal, não ia aguentar brigas de irmãos. Esses dois... avistei o balanço que costumávamos brincar antigamente. Ele me trazia boas lembranças, como meu primeiro beijo com o Ronald, o dia que Luna saiu "voando" e cantando "I believe I can fly" e, depois, caiu na poça de lama. Rimos muito naquele dia e o cabelo da loira ficou da cor do meu. É... Difícil imaginar que estamos crescendo.
— Hermione — Sra. Weasley chamou da cozinha. — Venha tomar seu café, querida. Está pronto! Logo iremos levá-los e não terá tempo para isso!
— Estou indo, Molly.
Caminhei até a porta, adentrando. Toda família estava sentada na mesa, comendo algo, tomando suco de abóbora, quase vestidos completamente, ou seja, prontos! Puta merda, ainda não tinha trocado de roupa. Apenas o malão estava arrumado.
— Bom dia, Sr. Weasley — cumprimentei-o.
— Oh, Hermione, fofa. Bom dia, está uma bela manhã lá fora, não?! — Exclamou, alegre. — Um ótimo dia para passear, uma pena que as aulas estão começando.
— É, que saco! — Resmungou Ginny.
— Comporte-se, minha filha. Se eu receber alguma reclamação sua este ano.... Já não bastava seus irmãos terem fugido, ano passado! Não dê uma de Fred e Jorge, porque vai ficar de castigo as férias inteiras! — Dona Molly por fim, falou.
— Ahn, claro mãe, eu nem estava planejando nada... — deu um risinho pelo plano 'infalível' de encher a Sala Comunal Lufana de objetos não-confiáveis, obra dos gêmeos. — Produtos oficiais Gemialidades Weasley, mamãe! — Sussurrou, para que a mesma não ouvisse.
Assim que terminei, subi correndo ao quarto, trocando de roupa rapidamente. Pus uma camiseta azul bebê, simples, e um abrigo cinza, normal. "Era para estudar, não desfile de moda!" Cansei de dizer as minhas amigas.
— Prontas, crianças? — Sr. e Sra. Weasley, animados, perguntaram. — Entrem no carro, antes que se atrasem!
Entramos no carro, o qual tinha um feitiço de extensão, portanto era superconfortável. Estávamos todos acomodados, por isso partimos. A viagem foi curta, rápida. O embarque estava próximo.
— Meus filhos... — mãe dos ruivos chorava baixinho, despedindo-se deles. — Cuidem-se! Nada de aprontarem! Amo demais os dois! Ah, Hermione e Harry, amo vocês também!
— Ok, meu amor — Arthur acalmou-a. — Deixe-os ir. É para a educação... — a esposa assentiu.
Os abracei, derramando pequenas lágrimas. Afinal, é um ano longe. Cinco minutos depois, nós quatro já procurávamos cabines vazias. Passamos pela da Sonserina e, eca, Malfoy estava aos beijos com Pansy Parkinson. "Essa garota é muito idiota!" Opa, Hermione, o que você tem a ver com os dois? Não pense isso!
Encontramos Luna e Neville em uma. Sentamos na mesma.
Ao conferir meus livros, notei que havia perdido um. Despedi-me rapidamente de meus amigos e fui procurar. Encontrei-o na frente de um vagão da Sonserina. "Puta merda" pensei, "Tomara que não tenham avacalhado comigo!". Quando o segurei, caiu um bilhetinho.
"Querida Granger,
Espero você hoje, no segundo andar, logo após o jantar. Obrigado.
D.M"
D.M? Eu só conhecia uma pessoa com essas iniciais.... Deve ser do David Martin, da Corvinal!
~Pov. Draco
— Malfoy, verdade ou desafio? — Blásio me perguntou, assim que fomos sorteados pela garrafa.
— Está brincando comigo, né? – Perguntei. – Óbvio que desafio!
— Eu tenho um maravilhoso! — Os olhos do Zabini brilharam ao relatar a brincadeira. — Escreve um bilhetinho para a Granger e coloca nas coisas dela! Claro, marcando um encontro.
— Isso é impossível! — Pansy gargalhou na minha fala. — Ela é tão organizada que não deve esquecer um grampo fora do lugar.
— Ah, Draquinho, eu a notei derrubando um livro em frente à nossa cabine. Vou rápido pegá-lo e deixamos o "recadinho" — saiu, empinando a bunda ao abaixar-se para pegá-lo.
*-*
— DROGA – enfureci quando voltou com o livro.
— Viu? Não duvide de mim, Draquinho – Parkinson viu minha reação.
— Affz, agora diz, o que eu tenho que mandar? – Perguntei novamente.
— “Querida Granger,
Espero você hoje, no segundo andar, logo após o jantar. Obrigado. D.M“ – Zabini imitou uma voz aguda, o que já o deixou morto.
Assim que escrevi, questionei:
— Pronto, mas eu não preciso aparecer lá mesmo, né? Não faz parte do desafio.
— É, tem razão – assentiram. – Só que não vamos perder de ver a Granger esperando alguém, não é mesmo? – Gargalhamos.
— Imagina a cara dela quando ninguém aparecer? – Propus. – Espero que ela vá, claro.
— Será que a rata de biblioteca sabe de quem é o bilhete? – Perguntaram.
— Acho que não, por questão de segurança, não mostro minha letra para ninguém de outra casa.
— Ah sim. “Ora bolas, mas não marcaram encontro comigo hoje? Estou chateada, que bolo! “ – Pansy Parkinson imitou uma voz estranha, nada parecida com a da ratinha.
— Vai ser muito hilário – Nott falou e todos concordamos.
— Por mais que, obviamente, ela não fale assim — ressaltei. Era a verdade.
Agora, o que resta é esperar o horário.
Notas finais
VOU DAR UMA DE LUBAAAAAA (REEEI)::: "Um beijo pra quem quiser"
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