Dramione - All You Had To do Was Stay
3 Capítulo 2: I Can't Stand How Much I Need You
Notas iniciais

~Pov Hermione
A pior o sensação do mundo, na minha opinião, é acabar sendo o centro das atenções. Eu, particularmente, odeio isso.
— Hey Granger, pegando todos hein? — Ouvi uma voz entre a multidão, a qual estava as gargalhadas.
— Esperava mais da sabe-tudo irritante de Hogwarts. — Só não se esqueça: Draquinho não é homem de uma só! — Parkinson "alertou-me".
Abaixei a cabeça e continuei andando. Logo, senti uma mão em meu ombro. Ah não, de novo não!
— Hermione, não acredito que está ligando para esse tipo de gente! — Percebi o duplo sentido dessa frase, o que me deixou pior ainda.
— Ronald, não fale assim com a Mione! — Harry o repreendeu. — Não percebe que ela está passando por um momento difícil?
— É, eu também estou, mas parece que ninguém se importa com isso. — Virou as costas e saiu.
— Então, agora que estamos "sozinhos", poderia me explicar o que aconteceu?
— É bem difícil, para falar a verdade... — Comecei a dizer. — É que... Hum, Harry, você não nos disse o que aconteceu antes de voltar do vagão coberto de sangue?!
— Então... Antes de descer do trem, fui espionar o Malfoy... — O QUÊ? — O problema é que ele descobriu, de alguma forma, minha presença. Os machucados que voltei foram feitos por ele. Fim.
— EU NÃO ACREDITO! — Berrei, um pouco mais baixo que o habitual, mas mesmo assim, foi um berro. — PUTA QUE PARIU, HARRY! AQUELA DONINHA SALTITANTE LHE DEIXOU ASSIM?! AH, MAS EU MATO ESSA LOIRA OXIGENADA! AH, SE EU MATO!
— Calma, Hermione! — Respondeu, tentando acalmar-me. Em vão. — Se irritar agora não vai fazer diferença, já aconteceu! E outra, não tente mudar de assunto, conte-me o que aconteceu com você.
— Jura que não vai ficar bravo comigo?
— Juro, pode contar — dei um suspiro aliviado.
— É que eu, ahn, digamos que eu e o Malfoy nos beijamos... — Potter fez uma cara engraçada, de questionamento misturado com indignação. — Hogwarts inteira sabe disso e está rindo da minha cara!
— Entendi agora o "não acredito que está ligando para esse tipo de gente". — Olhou para os lados, como se estivesse procurando por alguém. — Sabe que Rony gosta de você, não sabe? — Assenti. — Procura não, sei lá, magoar ele ou algo do tipo.
— HARRY, RONALD WEASLEY SABE QUE NÃO TEMOS NADA ALÉM DE AMIZADE! — Gritei, furiosa.
— Eu sei! Quem não entende é o Rony! — Defendeu-se. — Só que deve ser difícil ver uma das pessoas amadas com outra! Eu sei o que é isso... Gina me faz passar por isso, na maioria das vezes...
Enquanto conversávamos, íamos em direção à aula de Herbologia, a qual seria junto da Corvinal. Nossa, teria que encarar o David. Situação constrangedora.
— Olá, alunos! — Professora Sprout, alegre como sempre, nos cumprimentou, quando chegamos na estufa.
— Professora... eu gostaria de falar com a senhora... — Ela autorizou e segui para junto dela, um tanto longe de Harry. — Eu precisava de um favor... David Martin, da Corvinal, está me ignorando e, juro, preciso falar com ele. Aconteceu umas coisas e... Tantos problemas... Por acaso, a senhora não poderia me deixar de dupla com ele?
— Promete que fará os exercícios com seus colegas e não ficará apenas de conversa?
— Juro que farei. — Encarei-a, com um sorriso convincente na cara.
— Sente-se que eu resolvo isso... — Sorridente, respondeu.
*-*
— Alunos, nossa aula de hoje será em duplas! — Vários olhares se entreolharam, como se dissessem: "Vai comigo, né?!". — Não, não, não, nada disso! Mistura de casas E... Tenho as duplas prontinhas! — Suspiros emburrados. Ela começou a distribuir:
—Harry Potter e Miguel Corner;
—Ronald Weasley e Cho Chang;
—Neville Longbottom e Padma Patil;
—Hermione Granger e David Martin;
—Terencio Boot e Dino Thomas;
E foi dizendo os pares.
— Então... Granger... já decidiu o que faremos? — Envergonhado, Martin sentou-se ao meu lado.
— Ah... — Corei. DROGA! — Na verdade, gostaria de conversar primeiramente...
— Claro! Bem, sugiro que seja a...
— David — cortei-o. — Eu não tenho nada com Draco Malfoy, tenha certeza disso. O único sentimento que sinto por ele é nojo. Nunca vou ser capaz de amar uma criatura daquelas! Essas fofocas que estão correndo... É mentira! Nada não passa de uma brincadeira de mal gosto!
— Herms... — começou. — Acredito em ti... Sei que não tens nada com o Malfoy, mesmo assim, se aquele tapado te fizer mal... Estarei aqui, prometo.
— Fico feliz por isso... — Pisquei os olhos, tentando pensar no que dizer. — Agradeço pela ajuda, porém consigo defender-me sozinha. Agora, vamos ao trabalho!
O tempo era escasso: aquela mini-conversa havia durado um tempão! Por fim, resolvemos replantar mandrágoras, algo que estávamos acostumados.
— Posso te acompanhar até o Salão Principal? — pediu.
— Acho que sim — franzi as sobrancelhas. No fim, segurei sua mão. Ele queria correr; eu, caminhar tranquilamente. — Por favor, caminhe mais devagar.
— MIONE! — Harry acompanhava-nos. — A mesa da Grifinória é para cá!
Fui abraçar David para despedir-me e acabei sendo surpreendida: o Corvino me deu um selinho! O QUE SE PASSOU PELA SUA CABEÇA? Louco! Corri os olhos pela mesa da Sonserina e alguém estava irritado e demonstrava livremente...
*-*
Eu perambulava impaciente pela Sala Comunal da Grifinória: havia esquecido de buscar um livro desejadíssimo na biblioteca. O pior: não conseguiria dormir sem lê-lo!
— Harry, preciso de sua ajuda! — Implorei, desesperada. — Quero emprestada a capa da invisibilidade! Necessito ir à biblioteca urgentemente!
— Calma, calma, já busco! — Subiu as escadas correndo, logo voltando com ela nas mãos. — Aqui está, Mione. — Agradeci e vesti-a.
~Pov. Draco
— Hey, o que acha que está fazendo? — Blás impediu-me de quebrar um vaso da Sala Comunal da Sonserina. — Draco, o que te deixou assim?
— Não enche o saco! — Cuspi as palavras, bravo.
— Eu não acredito! — Gargalhou, como se tivesse juntado as "pistas" e desvendado o enigma de minha irritação. — Theo, corre aqui! — Nosso amigo apareceu. — Draco Black Malfoy, Draco Galinha Malfoy, Draco Gostoso Malfoy, está irritado porque a Sangue-Ruim deu um fora nele, ficando com o Martin!
— Não acredito — os tapados riram. — É verdade, Draquinho? Justo a Sangue-Ruim? É muita humilhação, não acha?!
— CALEM A BOCA! NÃO, NÃO ESTOU IRRITADO PELA HERMIONE! ELA FAZ O QUE QUER DA VIDA DELA! — Cheguei ao nível máximo de enfurecimento e berrei.
— Pera lá... Hermione? Desde quando vocês tem essa intimidade toda? — Se algo voar na cara do Zabini, a culpa não é minha! — Ela te chama de Draco também? Ou seria... Draquinho?
— Calados — grunhi.
Meu ápice de raiva surgiu e decidi por perambular pelo colégio, esfriando a cabeça. O primeiro lugar que passou por minha cabeça, o lugar que continha tranquilidade... biblioteca.
Caminhava pelas sessões e escutei um barulho. Olhei para os lados, procurando vestígios de pessoas. Absolutamente nada a vista. Significa uma coisa.
— Divertido aí, Granger? — Despi a capa da invisibilidade de suas costas quando a morena passou por mim.
— Capaz que você não iria me seguir para tirar satisfações, não é, Malfoy?! — Quem ela pensa que é?
— O que te leva pensar isso, Sangue-Ruim? — Aproximei-me de seu rosto, o vento gelado e úmido da noite que vinha da janela aberta batia em nosso rosto. — Acha que me importo com você? Vim só... procurar tranquilidade. — Seu olhar caiu, num sinal de desapontamento. Ao ver isso, só me restou beijá-la.
Dessa vez, o beijo foi calmo, doce e suave. A garota interrompeu-o por alguns milésimos, só que optou por não desvincilhar-se de meus braços.
— O QUE SIGNIFICA ISSO? — A soltei quando ouvi a voz da Profª Minerva McGonagall. — Hã? Hermione Granger e Draco Malfoy? Estou surpresa... Fico feliz pelos dois, mas, detenção! Não é porque estão no sexto ano que podem fazer o que bem entendem! Regras são regras!
— Professora, não é o que a senhora está pensando — interveio a Grifinória. — Eu e Malfoy.. só.. só foi um beijo!
— Dois — corrigi-a, a deixando enfurecida.
— Não justifica estar fora da cama depois do horário! Querem passear? Pois bem, detenção lá fora! Só vão voltar quando aprenderem a trabalhar juntos sem brigar ou se agarrar! Em frente, queridos.
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