Dramione - A Sugestão

4 Capítulo 4 - As Viagens


Notas iniciais
Eu queria agradecer a Dreams Books, Ana P e Srta Dy que deixaram comentários super bonitinhos e de incentivo e também para quem favoritou a história ou marcou como "acompanhando". Vocês são uns amores. Bom, esse capítulo não está muito grande, mas ele vai ser importante, pois vai introduzir futuras cenas importantes. E ele traz uma novidade: Ponto de vista do Draco. Espero que gostem!!!

POV DRACO MALFOY

O dia começou às 4 horas da tarde para mim.

Acordei e recolhi um número suficiente de roupas para tomar banho e sair vestido. Depois de um banho relaxante fui para frente do espelho e comecei a escovar os dentes. Revisei tudo que havia acontecido durante a noite, não conseguia evitar um sorriso. Isso mesmo, com pasta de dente na boca e escova, sorrindo, feito um idiota.

Quando terminei de bocejar a água, coloquei a escova no lugar que ela sempre ficava e desarrumei mais um pouco o cabelo.

"Sexy, sem ver vulgar".

Resolvi que seria uma boa hora para terminar um dos desenhos que havia começado. Meu forte eram as paisagens, já que muitas vezes meu pai trancava-me no quarto por horas e eu não tinha nada para fazer, a vista da minha janela dava para os jardins. Foi assim que iniciei meus desenhos. Com o passar dos anos ele já não me trancava tanto, ele me batia. A quantidade de tapas e socos que eu recebia dele durante o período fora da escola era surpreendente, mas já estava acostumado.

Desenhar pessoas era um desafio para mim, os olhos principalmente. Todas aquelas emoções, todos os anos vividos, capturar aquilo e colocar na ponta da pena era mais do que difícil. Já as paisagens pareciam revelar apenas uma emoção por vez, os dias chuvosos traziam um sentimento de tristeza, os dias ensolarados a felicidade e assim por diante. Era fácil.

Peguei meu caderno de desenhos e a pena, ajeitei com cuidado em minha mochila. Desci com a varinha no bolso e em 3 segundo haviam braços ao meu redor.

Pansy Parkinson estava muito bem acordada e a minha espera.

—Bom dia, Draco – cantarolou alto demais para meus ouvidos.

Todos da Sala Comunal da Sonserina já estavam acostumados com a menina exagerada.

—Bom dia – falei sem emoção, retirei os braços dela do meu pescoço e continuei andando.

—Então... — ela não desistia – O que vamos fazer hoje? — Ela sorria tanto que eu estava começando a ficar preocupado sobre ela estar sofrendo do mesmo mal que Gilderoy Lockhart.

—Eu não sei você, Pansy, mas eu tenho umas almas para atormentar, se me dá licença...

—Draquinho, espera, eu vou com você...

—Não, vão achar que tenho medo de andar sozinho.

—Mas...

—Sem "mas", até o jantar, Pansy.

E saí. Deixando uma Pansy fazendo biquinho para trás.

Pansy havia sido minha companhia para o baile, depois dela implorar por dias para ir comigo, aceitei. Sabia que a escolha agradaria meus pais, uma vez que a família Parkinson e a família Malfoy eram próximas.

Pansy conseguia grudar em mim e não me soltar por número impressionante de horas. Ela também era uma boa distração, devo admitir. Na falta de uma diversão, Pansy sempre estava lá. Isso era um tanto abominável da minha parte, mas ela estava sempre lá, implorando por atenção e algumas vezes eu realmente queria ficar com ela, afinal não era tão ruim assim.

Fui até um corredor vazio do castelo, haviam aberturas entre as paredes que davam para o gramado que a maioria dos estudantes usava nos momentos que não faziam nada de produtivo. Eu havia começado um desenho no outro dia daquele panorama, mas faltavam retoques.

Quando levantava a cabeça pela terceira vez para tentar captar o detalhe de uma árvore, vi Hermione Granger e a dupla da desesperança: Harry Potter e Ronald Weasley.

Eles estavam em uma profunda discussão sobre como decifrar um ovo. Provavelmente tentando entender a próxima pista do Torneio. Hermione franzia a testa e estava muito quieta, já Weasley, que havia voltado a falar com o santo Potter, estava com torradas demais na boca para poder opinar.

Tudo estava normal, até que aquele desgraçado do Krum apareceu e puxou a Granger pela mão, ela se despediu dos amigos e os dois saíram. A dupla da desesperança também estava boquiaberta. Fechei meu caderno com força total e decidi que estava na hora de arrumar o malão. Mais uma semana de aula e iniciavam as férias por causa do Natal.

A escola mal havia terminado de tirar os enfeites do baile e o desajeitado daquele Hagrid já começava a trazer as árvores para o Salão Comunal.

Ao voltar para a Sala da Sonserina, havia uma disputa entre dos meninos, muitos urravam. Parei no portal e fiquei encarando sorrindo. Eram dois colegas meus, quartanistas que fingiam saber o que eram feitiços de verdade, mas, mesmo assim, era divertido de se ver.

Eles erravam os alvos por vezes a plateia tinha que se abaixar. Os padrinhos dos meninos que lutavam pareciam entediados. Com a mira daqueles dois e a experiência, eles nem precisavam preocupar-se sobre a possibilidade de entrar na briga.

Então Snape entrou na Sala sem fazer cerimônia, a briga parou na hora e todos olharam para ele.

—O que vocês pensam que estão fazendo? — Disse mau humorado, como sempre.

—Hãã... Treinando feitiços? — gaguejou um dos meninos que estava brigando.

—Vocês chamam isso de treinar? — Ele riu maldoso – Voltem a estudar, do jeito que seguram essa varinha vão acabar perdendo um braço.

As pessoas que acumulavam-se antes aos montes, agora estavam dispersando-se, estava indo para meu quarto quando Snape reverberou:

—Malfoy, você vem comigo.

Engoli em seco e vire-me. Como sempre as únicas emoções que poderiam ser lidas na cara de Snape eram ódio e tédio.

Caminhamos até chegarmos na sala de Snape, lá ele me entregou uma carta. Pela letra reconheci o remetente: casa.

"Querido Draco,

Receio que este Natal você terá que comemorar em Hogwarts, seu pai e eu iremos viajar para resolvermos alguns negócios. Sinto muito, meu amor. Assim que voltarmos envio mais notícias.

Com amor, mamãe."

Inacreditável.

POV HERMIONE GRANGER

Durante a noite de domingo comecei a pensar, deitada em minha cama.

Depois de descobrir que teria que passar o Natal em Hogwarts, pois vovó que estava doente e meus pais haviam viajado para cuidar dela, contentei-me em saber que Harry estaria lá comigo. Mas então, Harry falou que iria para casa de Rony. Rony convidou-me para ir também, recusei, pois não iria para casa de Rony sem avisar meus pais e não queria causar mais transtornos para o Sr. e a Sra. Weasley que não esperavam que eu fosse.

Suspirei, pelo menos eu teria tempo para estudar.

Notas finais
O que acharam? Continuem comentando, vocês são um estímulo muito grande para a história continuar. P.S. qualquer erro de escrita ou de gramática podem falar, eu estou tentando corrigir enquanto escrevo, mas algumas vezes escapa.