Dramione - A Sugestão
2 Capítulo 2 - A Biblioteca
Notas iniciais
Quando voltei para o quarto, realmente estava dolorida. Tomei um banho rápido e coloquei o pijama, depois de escovar os dentes, arrastei-me até a cama e desmoronei.
O próximo dia seria sábado, este que significava: DORMIR.
Mas o meu erro foi imaginar que no sábado haveria um baile em Hogwarts todas as meninas pensariam "vamos conversar baixinho, sem gritos".
8 horas da manhã os gritos irromperam.
As meninas estavam completamente fora de si. Elas gritavam e esbarravam-se no quarto. Havia uma quantidade surpreendente de meninas com cremes no rosto e robes desfilando pelo quarto. Algumas choravam pelos vestidos que não haviam chegado ainda, outras tentavam equilibrar-se em saltos gigantescos e manter um sorriso.
A quantidade de movimento e atividades sendo exercidas na minha frente era surpreendente. Sentei na cama com o cobertos nos meus ombros e ficou observando pensando em como elas eram bobas. Eu sorri e fiquei pensando...
Se essas meninas tivessem metade do esforço que têm se arrumando para estudar... Ainda bem que eu não me preocupo, já que não vou ao baile...
Naquele momento eu senti um tapa na minha cara. Eu tinha esquecido completamente. O baile bobo que eu não estava pretendendo ir... Viktor Krum havia me convidado, E EU HAVIA ACEITADO.
MEU. DEUS.
Nos últimos dias, minha mãe havia me mandado um vestido, sapatos, joias, maquiagens e tudo o mais.
Respirei profundamente, sem motivo para pânico, estava tudo em ordem. Mas a agitação daquelas garotas estava enlouquecendo-me e fazendo eu questionar se eu tinha feito o certo em aceitar. Avistei Gina na porta do quarto, que também parecia meio deslocada no meio do turbilhão de garotas ensandecidas e fui até ela.
—Bom dia – falei ainda enrolada no cobertor.
—Bom dia, Mione – ela respondeu – eu vim aqui saber se você não quer tomar café.
—Sim, pelo amor de Merlin, sim, só espera eu me vestir.
Gina esperou na Sala Comunal da Grifinória. Desci e vi que os meninos também estavam nervosos.
Rony e Harry vieram até nós e descemos conversando até o Salão Comunal.
Os meninos também estavam nervosos com o baile, mas suas parceiras não representavam "grande ameaça" como Rony havia dito. Harry perdia o foco de vez em quando e olhava por toda a mesa Corvinal. Passei a mão nas suas costas e disse:
—Você vai ver ela de noite, não se preocupe.
Ele balançou a cabeça e voltou a comer.
—Então, Mione, você ainda não disse quem é seu par... — começou Rony
—E nem vou dizer.
Rony começou a falar alguma coisa, mas não prestei atenção, nesse instante, um suspiro ergueu-se na mesa da Sonserina e olhando para a porta de entrada já sabia que um loiro estaria lá. Só não sabia que o loiro ficaria encarando-me.
Malfoy empurrou um menino para o lado e sentou diretamente na minha frente, encarando-me.
Engoli um pedaço de torrada com dificuldade e voltei a conversar com Harry, Rony e Gina. As vezes, olhava para frente, Malfoy conversava e quando via meu olhar eu desviava.
Gina decidiu que estava na hora dela começar a arrumar-se também e saiu.
—Eu não acredito que vou ter que usar aquilo – Rony resmungava.
—Ouvi falar que anda assaltando o guarda-roupa da sua avó, Weasley – disse uma voz.
Senti Harry ao meu lado endurecer e levantei a cabeça. Malfoy comia uma maçã despreocupadamente atrás de Rony.
—Cala a boca, Malfoy.
—Não se zangue, Weasley, para dizer que nunca colaborei com a sua situação econômica, pode ficar com a minha maçã — Malfoy teve a ousadia de colocar sua maçã mordida pela metade no prato de Rony e sair rindo com seus amigos imbecis.
Rony quis levantar, mas apontei a varinha para ele.
—Quieto, Ronald – falei. — Eu estava de detenção ontem, não se esqueça. A prataria já está polida, se você pegar uma detenção, ainda mais hoje, o seu serviço vai ser bem pior.
—Mas, Hermione...
—Ela tem razão, Rony, e ele ainda vai conseguir sair impune – cortou Harry.
—Lembra do soco que eu dei nele? Mantenha em mente até você se acalmar, ele não vale o esforço.
Rony suspirou e concordou com a cabeça, virei a cabeça e vi Malfoy piscando para uma garota da Lufa-Lufa que quase derreteu.
Revirei os olhos.
—Como foi a detenção ontem, falando nisso? — inquiriu Harry.
—Malfoy mandou os escravos dele saírem levitando Madame Nor-r-ra por aí, Filch enlouqueceu e deixou nós sozinhos, Minerva disse que ficaríamos na sala até terminar de polir, no momento que Filch saiu, Malfoy sentou e não fez mais nada – recortei da história a parte que eu caia da escada e continuei normalmente – quando Filch voltou eu já tinha feito quase todo serviço e Malfoy conseguiu se safar.
—Filha da mãe! — exclamou Rony.
—Eu não acredito, Mione – disse Harry indignado.
—É, eu sei. Foi uma noite horrível, por isso, vamos evitar brigas, pelo menos até ter uma estante com taças cheias de pó, ninguém quer passar a noite limpando o chão depois de um baile – olhei para meu relógio de pulso e já eram 10 horas. -Vou para biblioteca terminar meu tema de DCAT, vejo vocês de noite – terminei olhando feio para os meninos que abriam a boca para questionar o lugar que eu estava indo.
Saí em direção a biblioteca, haviam estudantes correndo para todos os lados, mas os professores também estavam ocupados. Subi até meu quarto e peguei minha lição, só faltava uma informação que estava num livro da biblioteca, eu havia lido para passar o tempo enquanto estava no segundo ano, mas precisava ter certeza se eu me lembrava de tudo.
Como eu imaginei a biblioteca estava quieta, haviam, no máximo, 3 estudantes alí. Fui para o fundo, encontrei o livro e sentei em uma cadeira longe de janelas, aquela correria toda estava começando a afetar-me.
Lia tranquilamente, esquecendo dos problemas quando uma cadeira foi arrastada ao meu lado e alguém se sentou. Tirei os olhos do livros e levantei para encarar quem era.
—Por que não me surpreende você estar aqui? — disse o loiro.
—Posso fazer a mesma pergunta.
Ele riu e passou a mão nos cabelos bagunçados. Aquele ato era interessante muito interessante... Mas lembrei o que havia acabado de acontecer e senti uma raiva profunda.
—Saia daqui, Malfoy, garanto que há centenas de cadeiras por aí e nenhuma delas têm uma sangue ruim sentada do lado – disse entredentes.
—Guardando rancor, Granger? — ele disse sorrindo e, então, o sorriso desfez-se — Você sabe que eu não digo isso faz tempo.
Era verdade, Malfoy havia parado de dizer "sangue ruim" havia algum tempo e eu me sentia feliz por aquilo de algum modo.
—De qualquer jeito, uma cadeira vazia é uma companhia melhor, vá embora, Malfoy – eu disse fingindo que lia o livro.
Ele puxou minha cadeira para ficar cara-a-cara com ele e disse:
—Não me diga o que fazer, Granger. Já sou bem crescidinho para saber o que eu quero.
Ele falou aquilo com tanta intensidade que eu fiquei arrepiada, tentei não demonstrar.
—Mas parece não ser crescidinho o suficiente para ter respeito pelos outros – falei furiosa.
Ele não tinha resposta para aquilo, empurrou minha cadeira para longe e levantou-se. Estava indo quando, de repente, virou-se.
—Quem é o seu par para o baile? O santo Potter e o escudeiro Weasley não são, ouvi falar que eles vão com as gêmeas. E você vai com quem?
—Não te interessa.
—Não me faça arrancar essa informação de você, Granger... — então ele parou de falar e olhou-me — A não ser que você não tenha um par!
—Malfoy, se eu tenho ou não um par pro baile não te interessa, como eu já disse.
Então Malfoy fez agiu rapidamente e eu esqueci de respirar. Ele puxou minha cadeira e inclinou-se até nossos narizes encostarem-se. Eu sentia sua respiração, quem dera eu lembrasse como se respirava.
—Eu disse que eu vou arrancar essa informação de você, então, Granger, seja uma boa garota e responda – ele disse baixando o olhar para minha boca e voltando para meus olhos.
Os braços dele ao meu redor e suas mão que seguravam a cadeira que eu estava sentada não ajudavam a minha mente a processar tudo.
—Eu, bom, eu, hã... — ele estava divertindo-se com aquilo, fiquei furiosa comigo mesma e busquei no fundo da minha mente palavras – Eu não sou uma boa garota, ou você já se esqueceu do que eu fiz com seu olho? — Respondi olhando dentro do cinza que parecia ficar ainda mais cinza.
Ele sorriu de lado, um sorriso que fez minhas pernas tremerem.
—Está bem, então, se você não vai dizer-me – ele colocou a boca no meu ouvido e disse — só não se canse muito durante o baile, guarde uma dança.
Ele saiu da biblioteca e eu comecei a contar de olhos fechados enquanto esperava a razão voltar ao meu corpo.
Um
Aqueles olhos tão cinzas...
Dois
Olhos cheios de veneno!
Três
Aquele cabelo desarrumado...
Quatro
Cabelo, Hermione, sério?
Cinco
Aqueles braços fortes e musculosos, quadribol realmente tem utilidade...
Seis
Ele é uma doninha, Hermione!
Sete
Aquele sorriso arrebatador...
Oito
Ele é cruel, Hermione!
Nove
Ele me salvou ontem...
Dez
O que Malfoy quis dizer com "guarde uma dança"?
NÃO, CHEGA, HERMIONE. FOCO. VOCÊ TEM UMA LIÇÃO PARA TERMINAR!
Suspirei e terminei o que precisa ser feito.
Aquele ano estava difícil com o Torneio e tudo o mais...
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