Se todos nascemos para morrer, então por que nascer? É uma artimanha para que Aquele quem tudo criou possa assistir como filmes. Queria fugir de sua vida tediosa. Não vê filmes nem TV. Passa o dia somente a apreciar as peripécias de um humano, de um ser quase vivo.

Manipula aqui ou ali, um desastre a desatar; um coração a se partir; alguém a morrer e uma dor a sentir. Conte as vezes em que um dia riu. Agora conte as vezes em que um dia sofreu. Aplaudir só pode ser feito ao final. O fim parece mais próximo a cada segundo, não é?

Uma peça improvisada tende a ser mais interessante, não vê? Não há ensaios.

Talvez Ele devesse participar do ato.

Somos programas; cinema vivo. Não comédia, e sim drama.

Está vendo?

Está gostando?

Pois nós não...

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