Drama Total: A Revanche!

14 Há um abismo em trenós


Notas iniciais
Espero que gostem do episódio ♥

Chris McLean relaxava nos jatos aquecidos de sua jacuzzi pessoal. Ele notou a luz da câmera ligada, limpou a garganta e iniciou a recapitulação.

CHRIS: No episódio anterior de Drama Total: A Revanche!, após um pequeno desencontro, Sarah e Brooke colocaram a aliança delas de pé novamente! Claro, com uma pitada de tensão porque aqui é Drama Total! Enquanto isso, Daya estava pronta para destruir geral, com mais espuma que um cão raivoso. E para ajudar nesse objetivo, eu fiz o desafio ser o clássico Cervos vs. Caçadores, com umas bazucas de almôndegas para apimentar as coisas! Uma das minhas melhores ideias! — Se gabou, orgulhoso. — Danny e Gino, que se aproximaram nesses últimos dias, aproveitaram a chance de serem FRACASSADOS e foram os primeiros a saírem do desafio. Brooke e Daya se enfrentaram numa batalha que terminou num gol-contra de Daya e foi muito divertido de ver! — O apresentador riu. — Então, no final, a invencibilidade estava entre as novas BFFs e Sarah garantiu a vitória para si. Com a noite se aproximando, foi um enorme caos com trocas de planos de último minuto, leva-e-traz e pavios bem curtos! Ao fim da votação, tivemos um empate, entre Danny e Daya! É claro, os dois participaram do sorteio das pedras e foi a vez de Daya vazar, sem aliados, sem sorte e com muita raiva acumulada no pequeno corpo dela! — Ele riu. — Apenas quatro campistas seguem no jogo. Quem será eliminado hoje, na porta da final?

*Abertura*

A noite ainda cercava o Chalé McLean, o céu acinzentado anunciando o fim da madrugada.

Por serem mulheres, Brooke e Sarah concordaram em dormirem em camas vizinhas do mesmo quarto no Chalé McLean para Vencedores. Brooke estava largada em sua cama, roncando baixinho, enquanto Sarah, deitada na cama ao lado, mantinha os olhos abertos e atentos, o olhar fixo no teto.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: Top 4. De novo. — Ela ajeita o cabelo loiro, jogando uma mecha para trás com um sorriso irônico. — Surpresos? Porque eu não estou. Ser a única que já chegou a esse ponto da competição me dá uma vantagem, claro. E eu mereço. — Ela faz uma pausa, cruzando os braços, pensativa. — O Gino? — Ela finge confusão por um segundo, e então suspira, dramaticamente. — Coitado, mal chegou na fusão na última vez. Não aguenta o tranco aqui em cima. Quase injusto... quase.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Sarah olhava para o teto, o sorriso se formando devagar enquanto sua mente trabalhava em todos os ângulos. Ela já podia sentir a maleta com dois milhões de dólares em suas mãos. Do lado, Brooke se mexia na cama, abrindo os olhos inchados de sono.

BROOKE: Sarah... — Ela bocejou, a voz arrastada. — Você nem dormiu, né? Tá igualzinha a cinco horas atrás...

Sarah virou a cabeça lentamente, o sorriso ainda presente, como se tivesse passado uma noite revigorante e não cheia de estratégias.

SARAH: Não, mas tô ótima. E muito, muito confiante.

Brooke piscou, confusa, mas sem energia para responder, e logo virou para o outro lado, se enfiando ainda mais no cobertor.

BROOKE: Que bom pra você… Eu preciso de café... — murmurou, antes de cair de volta no sono.

Sarah observou a colega dormir novamente, o sorriso agora mais calculado.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: Brooke é boa jogadora, sim, mas ela confia em mim. O que é... fofo. — Ela revira os olhos, quase com pena. — No Top 4, confiança é burrice. Talvez ela ache que eu sou uma versão nova da Savannah ou Keandra. — Ela dá de ombros. — Não, querida. Eu sou minha própria jogadora. E alerta de spoiler; A futura campeã desta temporada!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A câmera corta para o abrigo. Danny e Gino acordam ao sol brilhando no penúltimo dia de competição. O lugar estava um caos; roupas de Tristan jogadas por todo lado, cobertores embolados e algo vivo se movendo debaixo deles.

DANNY: Ah! — Ele se espreguiça exageradamente. — Dormi que nem uma pedra! Literalmente, acho que deitei em uma.

GINO: Ugh, isso aqui tá nojento. — Olhou ao redor, franzindo o nariz. — A gente devia limpar essa bagunça.

DANNY: Pra quê? Daqui 48 horas, os estagiários vão explodir isso aqui.

GINO: Justamente. Vamos deixar pelo menos um abrigo decente pra sair.

DANNY: Desde quando você virou o rei da limpeza?

GINO: Desde que conheci a mãe do Dylan. — Ele deu um suspiro resignado. — Então, vai ajudar ou vai ficar aí?

Relutante, Danny se levantou e começou a ajudar, mas a limpeza rapidamente se transformou num desastre. Vemos os destaques, entre eles:

Gino e Danny competem para ver quem cospe mais longe na fogueira; Gino escova os dentes com um galho (ideia de Danny), só para acabar com um pedaço de madeira preso na gengiva e entrar em pânico; Danny pega um peixe fedorento do riacho e acha engraçado assustar Gino, que grita, mas arremessa o peixe de volta, iniciando uma guerra de peixe podre. No meio disso, os dois cantam uma música brega de acampamento, desafinando sem dó.

Eles caem no chão, exaustos e rindo como dois pré-adolescentes numa festa do pijama.

*CONFESSIONÁRIO ON*

GINO: Eu não vim aqui pra fazer amigos, beleza? O plano era usar o Danny pra avançar no jogo. Mas... — Ele hesita, parecendo incomodado com o próprio pensamento. — Talvez a gente tenha mais em comum do que achei. — Ele coça a cabeça, desconfortável. — Quem sabe a Becky toparia um encontro duplo com minha namorada? — Ele balança a cabeça, rápido. — Não que isso importe. Não vim aqui pra fazer amigos!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

De volta ao abrigo, Danny enrola um suéter velho em forma de bola e mira num cesto improvisado.

GINO: Você não vai acertar.

DANNY: Quer apostar?

GINO: Nem aposto no que já sei que vou ganhar.

DANNY: Então assista e aprenda!

Danny arremessa a bola improvisada e acerta direto no cesto. Gino fica surpreso, mas tenta esconder.

DANNY: Tá vendo? Eu sou o melhor!

Gino, sem conseguir evitar, começa a rir, mas logo é puxado por Danny para uma luta de brincadeira.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DANNY: Eu e o Gino começamos com o pé errado, tipo, ele me irritava ganhando desafios. E com um ego do tamanho do mundo! E o cara nem é atleta! Mas agora… não sei. Ele é tosco, mas do jeito certo. — Ele pensa por um segundo. — Becky sempre diz que eu preciso de mais amigos. Talvez ela esteja certa.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A manhã ainda estava começando quando Chris McLean convocou os quatro finalistas para uma nova parte da ilha, longe de onde tinham estado. No centro do campo, uma visão inesperada chamou a atenção de todos: uma montanha gigantesca, suas rochas afiadas cortando as nuvens.

SARAH: Ei! Espera... eu conheço essa coisa...

Antes que Sarah pudesse continuar, Chris apareceu com seu típico sorriso.

CHRIS: Bem-vindos ao desafio da semifinal! Preparados?

Os campistas se entreolharam, sem dizer nada, mas com olhares determinados.

CHRIS: Isso aí no meio de vocês é o Everest 2.0! Agora maior, mais perigoso e 100% legal... talvez. Eu deveria chamar de Everest 2.5?

SARAH: Peraí… como esse trambolho apareceu aqui? Essa montanha não estava na Ilha Mahquulin?

CHRIS: Não faça perguntas! — Ele limpou a garganta. — Enfim, no desafio de hoje, vamos homenagear um dos meus desafios favoritos de Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo; A corrida de trenós na Sibéria!

Os finalistas franziram a testa enquanto Chris batia palmas. Estagiários exaustos surgiram, puxando trenós pesados, carregados de pedras e outras tralhas inúteis.

CHRIS: Vocês terão que puxar esses trenós pesados montanha acima. No caminho, vão encontrar várias matrioskas. O campista que chegar ao topo com o maior número dessas belezinhas vence e garante a vaga na final!

Enquanto os estagiários finalizavam os ajustes nos trenós, Chris tirou uma matrioska do bolso, exibindo-a com orgulho.

CHRIS: Após vocês quatro chegarem ao topo, eu vou contabilizar as matrioskas. Quem tiver mais, vence! Não é a velocidade que conta, e sim o número de bonequinhas! Tudo entendido?

Os campistas, com os trenós já presos aos ombros, resmungaram em concordância.

CHRIS: Então, vamos nessa! Lembrando: a pressa é inimiga da perfeição. — Ele deu uma pausa dramática. — Mas é claro, corram como loucos! Vai ser mais legal!

Imediatamente, os campistas saíram correndo, arrastando os trenós pesados atrás deles. Chris, sorrindo com satisfação, cruzou os braços.

CHRIS: Isso vai ser divertido...

***

Depois da primeira corrida inicial, Sarah começou a perder o gás. Ofegante, ela reduziu o ritmo para uma caminhada pesada, o trenó resistindo a cada passo.

SARAH: Ugh! Inferno de corpo humano frágil que precisa dormir... e respirar.

Ela deu um puxão no trenó, que ficou preso em uma pedra que parecia estar ali apenas para ser irritante. Grunhindo, ela usou toda a sua frustração para desprendê-lo.

Enquanto isso, não muito longe, Danny continuava a puxar seu trenó, trotando com a energia desnecessária de um cavalo de corrida.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DANNY: Esse desafio? Moleza. É como um treino básico de resistência na academia! Só que com trenós... e sem esteira... e com bonequinhas russas. Ah, quem se importa, tô arrasando!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Logo atrás dele, Gino seguia com mais cautela. Já Brooke vinha mais atrás, lutando contra o peso do trenó e o próprio cansaço.

Sarah, depois de finalmente soltar o trenó da pedra, avistou sua primeira matrioska presa entre algumas rochas. Um sorriso confiante se espalhou por seu rosto enquanto a pegava.

SARAH: Perfeito!

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: Ha! Os outros idiotas... correndo como malucos! Passaram direto pela primeira matrioska! Burros. Eu? Eu sou muito mais esperta. E adivinhem quem vai ganhar isso aqui? — Ela sorri, satisfeita consigo mesma.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os campistas avançavam com dificuldade pela trilha íngreme. Na frente, Danny puxava o trenó, forçando um sorriso orgulhoso enquanto tentava disfarçar o cansaço. Sua expressão de triunfo só durou até ele tropeçar numa pedra do tamanho de uma bola de boliche.

DANNY: Ah, sério?! Quem colocou essa coisa aqui?

Antes que pudesse se levantar, a montanha inteira começou a tremer. Pedras começaram a rolar colina abaixo, ganhando velocidade. Danny arregalou os olhos e pulou para o lado, escapando por um triz de uma pedra gigante.

DANNY: Woah! Que adrenalina!

Mais atrás, Gino também sentiu o chão tremer. Ele tentou uma cambalhota desajeitada para escapar de uma, mas acabou caindo no chão. Ainda assim, ele se levantou rapidamente, limpando a poeira como se nada tivesse acontecido, tentando manter a dignidade.

GINO: Ninguém viu nada!

Já Brooke não teve a mesma sorte. Uma pedra bateu no trenó dela, fazendo-o balançar descontroladamente. Ela tropeçou e quase despencou da montanha.

BROOKE: Alguém me ajuda! — Gritou.

Ela se esforçou puxando o trenó que agora estava perigosamente inclinado como uma gangorra.

Com um último puxão, ela conseguiu estabilizar o trenó, mas antes que pudesse comemorar, viu um esquilo tentando roubar uma matrioska.

BROOKE: Ah, você só pode estar brincando!

Ela saiu correndo atrás do esquilo, tropeçando e quase caindo de novo. O bicho correu em ziguezague, desafiando Brooke. Num grito desesperado, ela finalmente espantou o ladrãozinho.

BROOKE: Essa matrioska é MINHA! — Berrou, segurando a bonequinha como se fosse uma barra de ouro.

Quando colocou a matrioska no trenó, ela trocou um olhar com Sarah, que observava tudo à distância, com um sorriso debochado.

***

Gino avançava com determinação, avistando uma fenda na parede da montanha. Dentro dela, três matrioskas o aguardavam como troféus.

GINO: Huh, o Danny não viu isso? Melhor pra mim!

Sem pensar duas vezes, ele se jogou com tudo dentro da fenda estreita, ignorando o trenó amarrado às suas costas. Obviamente, o grande trambolho ficou preso, travado na rocha, fazendo Gino perder a paciência.

GINO: Ugh! Que droga! — Ele resmungou, esticando o braço para tentar alcançar as matrioskas, os dedos quase tocando uma delas. — Quase... só mais um pouquinho... se não fosse por esse trenó estupidamente gigante...

Ele finalmente percebeu que estava preso pelo trenó e deu um tapa na própria testa.

GINO: Por que eu sou assim?

Desfazendo os arreios do trenó, ele se libertou do peso extra. Agora livre, Gino simplesmente andou até as três matrioskas, as pegando com uma satisfação exagerada.

GINO: Espero que nenhuma câmera tenha gravado isso. — Ele murmurou enquanto saia da fenda, afivelando novamente o trenó.

Mas antes que pudesse terminar, o chão sob seus pés tremeu. O som ensurdecedor de uma explosão ecoou pelas montanhas, e Gino sentiu o chão se abrir à sua frente.

GINO: O quê?!

Com o tremor, as três matrioskas que ele acabara de coletar escorregaram de suas mãos, caindo direto na fenda recém-formada.

GINO: Não, não, não, não!!

Ele se jogou para tentar pegá-las, mas era como tentar agarrar bolhas de sabão. Uma a uma, as bonequinhas desapareceram no vazio.

GINO: Nãããããooo! Voltem aqui, suas traidoras!

Ele continuou tentando se lançar na fenda para recuperá-las, mas o trenó preso a ele o puxou de volta, fazendo-o bater as costas contra a rocha com um baque sonoro.

GINO: Droga!!!

*CONFESSIONÁRIO ON*

GINO: Igor, Matrioskas, estrogonofe… tudo que vem da Rússia não é confiável! Ugh! — Ele balança a cabeça, ainda incrédulo. — Quem diria que uma bonequinha russa poderia arruinar o dia de alguém?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

No topo, Chris McLean observava tudo através de seu tablet, gargalhando com gosto.

CHRIS: Nossa, que azar pro Gino, hein? Quem poderia prever essa explosão totalmente aleatória? — Ele disse, segurando um controle remoto. — O que é isso? Será que vai acontecer de novo? — E, com um sorriso malévolo, apertou o botão.

O som de outra explosão ecoou pelas montanhas.

Enquanto isso, Brooke vinha logo atrás, observando a cena caótica de Gino lutando para se recompor.

BROOKE: Ainda bem que eu já garanti duas matrioskas... — Ela sussurrou.

Ela tentou passar por Gino, mas, claro, seu trenó ficou preso exatamente na mesma fenda ampliada pela segunda explosão de Chris. Ela puxou com força, mas outro tremor fez o chão deslizar sob seus pés, e com um puxão errado, Brooke perdeu o equilíbrio e caiu de costas.

BROOKE: Ai! Isso vai doer amanhã...

Enquanto tentava se levantar, seus olhos se arregalaram ao ver suas duas preciosas matrioskas rolando lentamente montanha abaixo.

BROOKE: Nããããão! Voltem aqui! Eu preciso de vocês!

Ela se jogou para tentar agarrá-las, mas as bonequinhas escaparam de seu alcance, rolando cada vez mais perto da beira da montanha até despencarem na queda sem fim.

Brooke se ajoelhou, os olhos fixos na borda, completamente derrotada, enquanto seu trenó balançava perigosamente na fenda.

No topo da montanha, Chris McLean sorria de orelha a orelha.

CHRIS: É ISSO que a gente quer ver! Devastação emocional, física e psicológica! — Ele se virou para a câmera. — E ainda tem muito mais de onde veio isso! Não percam, voltamos já com mais Drama Total: A Revanche!

*Intervalo*

Danny avançava pela encosta, o trenó arrastando atrás de si enquanto seus tênis escorregavam nas pedras soltas. Ao avistar uma matrioska pendurada em um galho retorcido que saia da montanha, seus olhos brilharam.

DANNY: Mais uma pra coleção! — Ele sorriu, desafivelando os arreios.

Ele se lançou no ar, agarrando a matrioska com uma precisão impressionante. Antes que pudesse saborear a vitória, um som gutural reverberou. Um rugido. Não, era um balido.

Desconfiado, Danny colocou a nova matrioska ao lado de outra que ele tinha coletado antes.

DANNY: Espera aí, montanhas não rugem!

Ele girou o corpo, e ali estava: um rebanho de cabras e bodes selvagens, enormes, com chifres ainda maiores. Elas avançavam na direção dele, e rápido. A boca de Danny se abriu, incrédulo.

Danny olhou para o trenó e depois para as cabras, que agora se aproximavam como um exército furioso. Sem pensar duas vezes, ele correu, puxando o trenó atrás de si, e os bichos seguiram como se ele fosse o prato principal do dia.

DANNY: Sério, Chris? Cabras?! — Gritou, sabendo que o apresentador podia ouví-lo.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DANNY: Devo admitir, por essa eu não esperava. Eu esperava explosões, choques elétricos, talvez fogo! Mas as cabras assassinas não estavam na minha lista!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Sem perder mais tempo, Danny disparou pela encosta acima, com o trenó batendo contra as pedras e as cabras quase roçando suas costas. As patas das cabras levantavam poeira e pedregulhos, enquanto seus chifres pareciam cada vez maiores. Danny corria como se sua vida dependesse disso.

Ele desviou de uma árvore, pulou uma pedra, mas as cabras eram implacáveis. O trenó quase virou várias vezes, e Danny começou a gritar a cada curva apertada, a matrioska sacolejando. Em um ato desesperado, ele se jogou atrás de algumas rochas, deslizando pelo chão com falta de controle.

As cabras passaram direto, bufando e grunhindo, sem nem perceber que sua presa havia escapado. Com o coração disparado, Danny se levantou, esfregando o ombro dolorido.

DANNY: Estou vivo... por pouco.

Ele olhou para o trenó. Havia algo errado. Uma das matrioskas estava faltando. Danny olhou para trás, apenas para ver a pequena boneca rolando encosta abaixo, sumindo de vista.

Ele olhou para cima. Ainda faltava um terço da montanha. Estava exausto, mas sabia que não podia parar agora.

DANNY: Bom, se eu sobrevivi às cabras, o topo da montanha não vai me vencer. Quer dizer, eu espero… Eu só tenho uma matrioska. Preciso protegê-la…

O rapaz olhou prum lado e pro outro, garantindo que estava sozinho. E então enfiou a boneca russa dentro das calças.

Com um último suspiro, ele ajustou o trenó e seguiu em frente, na esperança de que ainda restassem matrioskas pela trilha.

***

Mais abaixo, Sarah lutava com o próprio trenó, tentando subir por um caminho cheio de galhos e pedras escorregadias. Ela mantinha os olhos fixos na única matrioska que tinha conseguido capturar até agora, zangada com a falta de progresso.

Seu cabelo estava grudado na testa por causa do suor, e sua camisa estava completamente manchada de sujeira e lama.

SARAH: Devagar e sempre… — A garota tentou se convencer.

Mas então, uma rajada de vento surgiu de repente. O trenó balançou com violência, e antes que Sarah pudesse reagir, a matrioska que estava repousando precariamente na borda foi lançada pelo vento.

SARAH: NÃO!!! Volta aqui sua-

Sarah arregalou os olhos e deu um salto desesperado para tentar agarrar a boneca no ar. Porém, seus dedos apenas roçaram na superfície da matrioska enquanto ela escapava, quicando de pedra em pedra montanha abaixo.

SARAH: Você só pode estar brincando! Isso nem faz sentido com a física!

Sarah ficou ali por alguns segundos, respirando pesadamente e encarando a vista. O cansaço e a frustração a atingiram como uma onda forte.

SARAH: Bem... ótimo. Agora só me resta continuar subindo. Não tenho outra opção. — Ela bufou, ajustando o trenó com um movimento brusco antes de voltar a subir a montanha.

***

Enquanto isso, Gino subia a montanha com uma determinação quase visível. Ele podia ver Danny alguns metros à frente, lutando desesperadamente com o trenó que agora estava preso em uma pilha de pedras. Provavelmente mais uma armadilha ridícula de Chris.

GINO: Ha! Esse é o meu momento!

Ele acelerou o passo, quase saltando pelas pedras, e passou por Danny com facilidade, lançando um olhar triunfante para o outro. Danny, ainda tentando soltar o trenó, olhou com incredulidade, vendo Gino o ultrapassar sem esforço.

Gino continuou sua corrida, subindo os últimos metros com arrogância. Quando finalmente chegou ao topo da montanha, ele levantou os braços em um gesto exagerado.

GINO: É ISSO! EU VENCI! Estou na final!

Chris apareceu do nada, aplaudindo lentamente com um sorriso malicioso.

CHRIS: Uau, parabéns, Gino. Agora, só uma perguntinha... quantas matrioskas você trouxe?

GINO: Hã?

CHRIS: Eu perguntei, quantas matrioskas você trouxe? Lembra, o objetivo do desafio?

Gino piscou, confuso. O sorriso de vitória que ele exibia sumiu tão rápido quanto havia aparecido. Ele olhou para o trenó vazio, o pânico começando a se formar.

GINO: E-eu... bem, eu tinha algumas... mas... elas caíram numa fenda e...

Chris cruzou os braços, claramente se divertindo com o sofrimento de Gino.

CHRIS: Então... trouxe nenhuma?

GINO: Nenhuma...

CHRIS: Uau, que azar, hein? Porque, veja bem, acho que eu devo ter mencionado umas 57 vezes que o vencedor seria quem trouxesse o maior número de matrioskas, não quem chegasse primeiro.

Gino ficou ali, parado, os braços caindo ao lado do corpo, o rosto pálido. Chris continuava com suas palmas lentas e zombeteiras, saboreando cada segundo.

GINO: Eu... eu posso descer a montanha para pegar mais matrioskas?

CHRIS: Uhum... — Ele balançou a cabeça afirmativamente, mas antes que Gino pudesse correr montanha abaixo, completou: — Quando todo mundo chegar aqui em cima.

GINO: Ah, sério?!

Gino resmungou enquanto ajustava as fivelas do trenó, claramente frustrado, mas sem coragem para desafiar Chris.

CHRIS: Seríssimo. Qual é, eu expliquei as regras várias vezes. Vocês ao menos ouvem o que eu digo?

Gino preferiu não responder, bufando irritado. Enquanto isso, Danny ainda lutava para soltar seu trenó das rochas. O suor escorria por sua testa e seus braços tremiam de esforço.

Foi então que ele viu, com horror, Sarah passar por ele, sorrindo de leve enquanto subia com seu trenó intacto.

DANNY: Não! Não pode ser... ela não!

*CONFESSIONÁRIO ON*

DANNY: Tudo menos isso! Eu estava lidando com Gino me passando, mas Sarah? Eu não posso deixar ela passar na minha frente! Eu não preciso ganhar esse desafio, mas eu NÃO ACEITO a Sarah vencendo e passando na minha frente quando eu estava tão perto! Pensando bem, apaga isso que eu falei antes. Eu preciso ganhar esse desafio! — Ele afirmou com determinação.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Brooke passou ofegante por Danny, e isso foi a gota d'água para ele. Frustrado até o último fio de cabelo, ele soltou um grito de raiva e usou toda a força que tinha para levantar o trenó, mesmo com os pesos que os estagiários haviam colocado. Com um último esforço, ele finalmente conseguiu desprendê-lo das pedras.

DANNY: Ufa! Finalmente!

Agora livre, Danny disparou pelos últimos metros da montanha. Suas pernas pareciam de borracha, mas ele não ia desistir.

No topo, Chris esperava com aquele sorriso cruel de sempre. Mas, para o horror do rapaz, Sarah e Brooke já tinham chegado.

SARAH: Ha! Toma essa!

Sarah ergueu os braços em vitória, enquanto Brooke simplesmente desabou no chão, exausta demais para qualquer tipo de reação.

CHRIS: Uau, que final apertado. Bem, Sarah, já que você chegou logo depois do Gino, vamos ver quantas matrioskas você trouxe!

Sarah, ainda comemorando, congelou no meio do gesto de vitória.

SARAH: Quantas o quê?

CHRIS: Ah, não vá me dizer que você TAMBÉM não trouxe nenhuma matrioska?

SARAH: Ai, Chris… você sabe, eu até tinha uma, mas esses obstáculos malditos derrubaram minha bonequinha russa no abismo!

Chris suspirou dramaticamente e virou para Brooke, que ainda estava jogada no chão como uma marionete sem cordas.

CHRIS: Brooke, e você? Trouxe alguma matrioska?

Ainda sem forças para falar, Brooke apenas balançou a cabeça negativamente, deitada no chão, com os olhos fechados, como se estivesse à beira de um colapso.

CHRIS: Inacreditável. E depois dizem que eu sou malvado. Claramente, com um bando de incompetentes e surdos, eu PRECISO ser assim...

De repente, a voz de Danny ecoou pelo topo da montanha.

DANNY: Espera!

Ele chegou arfando, suas pernas bambas e os braços tremendo de cansaço, mas com um brilho triunfante nos olhos.

DANNY: Eu… eu tenho uma matrioska!

Com uma expressão de pura vitória, Danny tirou a bonequinha russa de dentro das calças e a ergueu para Chris, que abriu um sorriso malicioso.

CHRIS: Finalmente! Danny vence o desafio de hoje!

SARAH: O quê?!

DANNY: Isso!

Danny, mesmo exausto, começou a fazer uma dancinha de comemoração ridícula. Enquanto isso, o olho de Sarah tremia de tanta raiva. Ela estava a um passo de arrancar os próprios cabelos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: Que ódio! Arrgh! — Ela cerrou os dentes, segurando o assento do sanitário com tanta força que parecia que ia quebrá-lo. — Quero deixar uma coisa bem clara aqui: eu fui MELHOR que o Danny nesse desafio. Ele não venceu. Eu perdi porque essas REGRAS estúpidas e mal formuladas me ferraram! Ele só ganhou porque teve sorte! — Ela jogou as mãos no ar e bufou, visivelmente indignada.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

De volta ao topo da montanha, Danny continuava com sua dancinha absurda, o sorriso colado no rosto. Chris parecia satisfeito com o caos que havia semeado.

CHRIS: Bem, querendo ou não, esse é o resultado! Danny está imune e tem uma vaga garantida na grande final da temporada.

Sarah estremeceu ao ouvir aquelas palavras. Ela fechou os punhos com força, as unhas cravando nas palmas, enquanto seu rosto ficava vermelho de frustração.

CHRIS: Para o resto de vocês... Gino, Sarah, Brooke... um de vocês será o último eliminado antes da final, perdendo a chance de ganhar DOIS MILHÕES de dólares. Tão perto do fim... — Ele alongou as palavras com aquela típica provocação sarcástica. — Enfim, vejo vocês ao pôr-do-sol…

Danny, ainda dançando e totalmente fora de ritmo, parou de repente.

DANNY: Uh, Chris?

CHRIS: O que foi agora? — Ele revirou os olhos, claramente aborrecido com a interrupção.

DANNY: Você não tá esquecendo nada? Eu tenho que chamar alguém para o Chalé McLean comigo. É minha vitória, afinal.

Chris soltou uma risada curta, enquanto massageava o nariz, como se estivesse lidando com crianças.

CHRIS: Ah, agora vocês prestam atenção no que eu digo, né? Curioso... — Ele suspirou dramaticamente. — De todo o modo, não tem Chalé McLean hoje!

Os campistas trocaram olhares incrédulos antes de soltar um grito coletivo.

DANNY: Isso é tão injusto! A minha vez de aproveitar o Chalé e... não tem?!

CHRIS: É? Que peninha. Vocês já passaram muito tempo lá, Danny. Além disso, é a última noite da competição. Nada mais justo que dormir sob as estrelas, não? — Ele disse, com um sorriso malicioso.

Danny cruzou os braços e balançou a cabeça, incrédulo.

CHRIS: Como eu ia dizendo, vejo vocês ao pôr-do-sol e… aproveitem a caminhada montanha abaixo!

Um helicóptero desceu lentamente, e Chris subiu nele.

CHRIS: Tchauzinho, pessoal! — Ele acenou enquanto os campistas olhavam para ele com ódio puro.

SARAH: Sério, CHRIS?!

DANNY: Isso é ridículo!

BROOKE: Eu não consigo nem levantar...!

Mas, claro, eles não tinham outra escolha. Com o helicóptero de Chris sumindo no horizonte, os quatro começaram a descida da montanha.

***

Os campistas arrastaram-se de volta à clareira, suas pernas pesadas e os rostos marcados pelo cansaço. Danny, no entanto, exibia um sorriso discreto. Sarah e Brooke estavam largadas sob uma árvore, mais jogadas no chão do que sentadas.

BROOKE: A gente precisa falar sobre o voto de hoje?

SARAH: Não sei se é necessário.

BROOKE: Certo. Pergunta estúpida. — Ela olhou para os próprios pés, hesitante. — Eu devia... falar com o Danny para ele votar no Gino também?

SARAH: Ugh! Só de ouvir o nome dele já me dá ranço! — Revirando os olhos, Sarah se jogou mais contra a árvore, praticamente deitada agora. — Mas vai lá, se quiser perder tempo. Ele é mais teimoso que uma mula.

Brooke suspirou, levantando-se com dificuldade.

BROOKE: Bem, eu vou tentar, pelo menos.

SARAH: Vai lá. Eu fico aqui... curtindo a sombra.

Com um suspiro resignado, Brooke se afastou de Sarah, que fechava os olhos, como se buscasse paz na sombra da árvore. Ela ajeitou a camiseta, claramente nervosa, e se aproximou de Danny, que estava sentado, encarando o horizonte.

BROOKE: Então, Danny… precisamos conversar. Sobre o voto.

DANNY: Hm.

BROOKE: Eu sei que você não suporta a Sarah.

DANNY: Ahã.

BROOKE: E com razão! Mas... se eliminarmos o Gino agora, nossas chances aumentam na final. Ele chegou no topo primeiro hoje, mesmo sem as matrioskas. O cara é uma máquina, e eu... e você... temos mais chance se ele sair agora.

Danny continuava encarando o horizonte, completamente indiferente. Brooke, frustrada, persistiu.

BROOKE: Você não precisa votar na Sarah. Só... pense no jogo. Vai ser quase impossível vencer o Gino na final.

Finalmente, Danny olhou para ela, expressão neutra.

BROOKE: Danny, você tá me ouvindo ou só fingindo que tá aí? Porque sinto que tô falando com uma pedra.

DANNY: Hm.

BROOKE: Falando em pedras, e se o voto empatar? Tudo que tô pedindo é que você e o Gino votem diferente. Assim, a gente evita o empate...

DANNY: Eu tô imune.

BROOKE: Eu sei disso, mas eu não tô! Eu não quero ser eliminada por causa de uma pedra!

DANNY: Eu vou votar na Sarah. — Ele finalmente quebrou o silêncio.

BROOKE: Ah, fala sério! Tô aqui me matando pra salvar sua pele e você só consegue pensar em eliminar a Sarah?!

Danny finalmente sorriu, aquele sorriso irônico que indicava que, sim, ele prestara atenção o tempo todo.

DANNY: Sim.

Brooke respirou fundo, o olho tremendo de frustração, antes de se afastar.

*CONFESSIONÁRIO ON*

BROOKE: Danny é... o quê? Um robô? Porque não é possível alguém ser tão teimoso! Eu tava dando todas as cartas pra ele e ele só... me ignora! Ele acha que eliminar a Sarah é uma vingança pessoal, mas eu juro, isso vai sair pela culatra. Ele pode estar imune, mas não vê que pode ser o fim do MEU jogo?! — Ela joga as mãos no ar, exasperada. — Só uma vez, só uma vez eu queria que ele... argh, fosse menos... ele mesmo! Por que ele não está se sacrificando pra me ajudar? Ele não pode me colocar em primeiro lugar? — Ela diz na beira de um colapso nervoso.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Sarah estava exausta. O último desafio tinha sugado o que restava de suas forças, e, sem nem perceber, ela havia adormecido debaixo da árvore. Acordou de um pulo, ofegante, o cabelo loiro completamente desgrenhado, mechas coladas ao rosto suado. O céu alaranjado indicava que o tempo estava passando. Faltavam poucas horas para a Cerimônia de Eliminação.

Xingando baixinho, limpou o rosto com as costas da mão, espalhando ainda mais terra. Não havia tempo a perder.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: O que eu tô fazendo?! Dormindo e deixando o jogo passar por mim! Já estive nessa situação antes... Perdi o desafio de imunidade no Top 4 ano passado e tive que implorar pela minha vida pra gente que me odiava. — Ela sorri, confiante. — Mas sobrevivi, não sobrevivi? Sei ser muito persuasiva. E não vou sair desse jogo sem lutar.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Com passos rápidos e decididos, Sarah avistou Gino sozinho e sentado no abrigo, mexendo distraidamente em alguns gravetos. Ele parecia relaxado, talvez até confiante demais.

SARAH: Precisamos conversar.

Gino levantou o olhar, um pouco desconfiado, mas não pareceu totalmente surpreso. Sarah sentou-se ao lado dele, fingindo um pouco de camaradagem enquanto limpava o suor da testa.

GINO: Precisamos? Sobre o quê?

SARAH: Sobre a Cerimônia. — Ela parou para confirmar que estavam sozinhos. — Precisamos pensar no voto. E... bom, se formos inteligentes, não vai ser nem você nem eu que vamos sair hoje.

GINO: Eu nem sabia que estava em risco hoje.

SARAH: Qual é, deixa desse papo. Você sabe que a Brooke quer que votemos em você.

GINO: Eu sei disso? — Se fez de desentendido.

SARAH: E você sabe que vai votar em mim com o Danny, não vai? Ou estou errada?

GINO: Hm. Talvez você esteja certa. — Deu um sorriso curto.

SARAH: Se a gente votar desse jeito, vai dar empate. Todos sabemos que esse jogo é cruel, mas isso é crueldade demais! A gente jogou 29 dias nessa ilha fedorenta, passando fome e calor, e agora, no finalzinho, um de nós pode ser eliminado porque escolheu a pedra errada num desempate? Isso não é justo pra mim, nem pra você.

Ela fez uma pausa, observando as reações de Gino. Ele franziu o cenho, claramente considerando a lógica dela.

GINO: Bem? E o que você propõe?

SARAH: Simples. Nós dois votamos na opção segura. Nenhum de nós corre o risco de ser eliminado por um desempate estúpido, e ainda ficamos no controle da situação.

Gino balançou a cabeça, ainda ponderando. Sarah estava prestes a continuar falando, mas ele finalmente assentiu.

GINO: Faz sentido. Não quero sair por uma besteira dessas. Nenhuma pedra colorida vai me eliminar.

SARAH: Isso mesmo. Estamos juntos nessa. — Deu um tapinha no ombro do rapaz.

Ela se levantou, satisfeita consigo mesma, mas ainda mantendo o semblante calmo. Ao se afastar, Gino ficou olhando para o chão, aparentemente confortável com o plano.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SARAH: Eu disse que eu sabia ser persuasiva. Fazer o quê? — Ela deu de ombros. — Mas eu não devo lealdade a ninguém, principalmente no Top 4. E eu tenho certeza que os outros devem ter proposto o meu nome para a eliminação também. É lógico. Eu não tenho outra opção. É um sacrifício necessário. Eu não vou deixar ninguém impedir minha vingança contra o Danny. — De repente sua voz vacilou. — Eu já fracassei em eliminar o Liam e a Maya. Eu não posso perder essa chance. Eu vou superar o Danny e vai ser por minhas mãos! Se o Danny tem uma vaga garantida na final, eu também estarei na final! — Seus olhos estavam um mix de determinação e emoção. — Eu preciso ser a primeira participante a chegar na final duas vezes. Eu vou ser!

—-

GINO: Danny e eu nos aproximamos, é, não tenho como negar. E ele vai ficar com raiva se eu abandonar o plano dele. Principalmente pra me unir com a Sarah, que ele odeia mais que tudo no mundo. Mas é uma vaga na final. Eu não preciso de amigos, eles me desapontam. Eu preciso de dois milhões de dólares! — Ele olhou fundo na câmera. — Eu não sou idiota, eu preciso considerar a ideia da Sarah. Se as meninas votaram em mim e Danny e eu votarmos na Sarah, eu posso pegar a pedra errada e sair hoje! Eu não quero isso, obviamente. — Ele cruzou os braços. — Se Brooke votar em mim e Sarah votar em Brooke e Danny e eu votarmos na Sarah, ela sai. Mas se eu votar na Brooke, o Danny votar na Sarah e as duas votarem em mim… — Seus olhos esbugalharam. — Uh, eu prefiro não pensar nesse cenário.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A fogueira no topo da cachoeira crepitava. Os quatro finalistas haviam feito seus votos, e Chris McLean retornou com um sorriso predatório e uma bandeja com três marshmallows.

CHRIS: Vamos aos negócios! Sem mais delongas, o primeiro marshmallow vai para... Danny!

O triatleta pegou o doce no ar e deu uma mordida, piscando para Sarah. Ela apenas revirou os olhos e virou o rosto, claramente sem paciência.

CHRIS: Mas antes de entregar o próximo marshmallow, que tal fazermos as coisas... um pouco diferentes hoje?

Os campistas soltaram gemidos e resmungos. Todos sabiam que isso nunca significava coisa boa.

CHRIS: Eu vou ler os votos!

O sorriso de Chris se alargou enquanto ele segurava os papéis, claramente saboreando o momento.

CHRIS: Temos um voto para... Gino.

O italiano levantou o olhar, piscando uma ou duas vezes, mas mantendo seu ar confiante. Chris continuou.

CHRIS: Um voto para... Sarah.

Sarah arqueou uma sobrancelha, lançando um olhar de soslaio para Gino e, em seguida, para Brooke.

CHRIS: E... um voto para... Brooke!

Brooke começou a enrolar uma mecha no dedo, nervosa. Seus olhos se arregalaram e seu rosto empalideceu. Ela olhou de Danny para Gino, e de Gino para Sarah, buscando uma resposta, mas ninguém lhe deu um olhar direto.

Danny parou de mastigar o marshmallow, confuso.

CHRIS: E o último voto vai para... Brooke! Você recebeu dois votos e está eliminada!

Chris jogou os marshmallows restantes para Gino e Sarah, mas nenhum dos dois sequer tentou pegar. Estavam aliviados demais. Brooke, por sua vez, levantou-se de supetão, o choque evidente em seus olhos.

BROOKE: Sério mesmo, galera? — Ela perguntou, sua voz tremendo de incredulidade.

O olhar dela vagava de um para outro, claramente sentindo a traição. Danny encarou Gino, traído e aborrecido. Ele apertou o punho com força, mas não disse nada por enquanto.

BROOKE: Até você, Sarah? Você me apunhalou pelas costas?

SARAH: É um jogo, Brooke. Alguém tem que sair, e... por que não você? — Deu de ombros com frieza.

BROOKE: Eu pensei que éramos aliadas!

SARAH: E éramos. Até deixarmos de ser. Se você tivesse feito o mesmo, não estaria saindo agora.

Brooke balançou a cabeça, em choque. Suas palavras pareciam presas na garganta.

BROOKE: Inacreditável...

SARAH: Fazer o quê? Eu ainda desgosto de você menos que dos outros. — Ela tentou suavizar.

Brooke cruzou os braços e olhou para Sarah com os olhos semicerrados, sua voz saindo mais amarga do que antes.

BROOKE: Já eu... não sei se posso dizer o mesmo.

Com isso, ela virou as costas e se afastou. Danny aproveitou o momento e sibilou para Gino.

DANNY: O que diabos foi isso? Por que Sarah não saiu? O que aconteceu com o que combinamos?

Gino nem sequer olhou para Danny quando respondeu.

GINO: Eu arranjei um combinado melhor.

Danny cerrou os punhos, seu rosto ficando vermelho de raiva, mas se segurou.

***

Na frente da Bota do Terror, Brooke estava de braços cruzados, visivelmente frustrada. Seu corpo todo parecia refletir seu desgosto pela situação.

CHRIS: Algumas últimas palavras, Brooke?

Ela apenas virou o rosto, claramente amarga demais para responder.

CHRIS: Bom, prefiro assim!

Chris apertou o botão e, com um grito de surpresa, Brooke foi lançada aos céus, desaparecendo no horizonte.

Os três finalistas, Danny, Gino e Sarah, finalmente ousaram trocar olhares. Era real. Eles eram o Top 3. Chris virou para a câmera com seu sorriso característico.

CHRIS: E assim chegamos ao nosso Top 3 nesta temporada de segundas chances: Danny, Gino e Sarah! Mas é claro... só um deles vai vencer essa joça!

Os três finalistas deram risadas tensas e trocaram piscadelas com a câmera.

CHRIS: Quem será o derradeiro campeão dessa batalha de veteranos? Não percam a nossa grande final, aqui no mesmo canal, no mesmo horário! Fiquem ligados para a conclusão de Drama Total: A Revanche!

Notas finais
E é isso! O Top 3 da temporada: Sarah, Danny e Gino. Quem vocês acham que vai vencer? Deixe sua opinião nos comentários. OU UM TRENÓ VAI TE ATROPELAR! Até a grande final, que vai ser postada em alguns dias. Beijocas