Notas iniciais
Espero que gostem! Desculpem a demora!

No dia seguinte eu acordei e fiquei aliviado em ver Draco enfiado ao lado do meu braço e peito. Eu sorri ao ver ele bocejando e abrindo os olhos. Parecia que ele sabia que eu havia acordado.

Ele olhou para mim e me lambeu no rosto, meio que dizendo bom dia. "Bom dia meu garotinho! Está com fome?" Perguntei.

Draco assentiu sorrindo e logo se levantou, se espreguiçando. a cauda de se esticou para trás e eu percebi que ele era quase do meu tamanho.

Eu me levantei e me espreguicei também. Fui ao meu guarda-roupa e coloquei uma roupa mais leve, pois estava calor. De repente uma ideia veio na minha e eu olhei para Draco. Sorri e virei para o guarda-roupa e comecei a procurar uma coisa.

Draco ficou curioso pois desceu da cama e se aproximou de mim. "Achei!" Viro para Draco com um cachecol roxo na mão. Draco entortou a cabeça para o cachecol. Eu ri e comecei a colocar no pescoço dele. "Eu ganhei esse cachecol do meu pai, antes de ele ir para a guerra e..." Eu olhei para baixo e parei de enrolar o cachecol. Draco já sabia o que eu ia dizer pois ele aproximou sua cabeça de mim e me lambeu. A próxima coisa que ele fez me surpreendeu muito.

Ele me lambeu, olhou em meus olhos e abriu a boca. "Pai." Ele disse com uma voz tão simples. Eu olhei para ele surpreso com aquilo, sorri e abracei ele. ele me lambeu e encostou a cabeça em minhas costas, retribuindo o abraço.

Desde que meu pai morreu na guerra, dois meses antes de eu encontrar Draco, eu me sentia muito infeliz. Só conseguia sorrir com meus amigos e com Joe. Mas agora que eu tenho Draco, meu querido filhinho, está tudo melhor.

"Draco... Obrigado!" Eu me separo e me deparo com os olhos de Draco me olhando com carinho. Acho que ele falou aquilo porque me considerava um pai, então foi aí que eu comecei a chamá-lo de filho. Terminei de colocar o cachecol no pescoço de Draco e me levantei. "Vamos... filho. Vou preparar o café da manhã para nós."

Draco sorriu ao ouvir a palavra filho e me seguiu para a cozinha. Lá eu fui até a geladeira e peguei uma garrafa de leite e uma prato com queijo e presunto. Coloquei na mesa e fui até o armário. Lá eu peguei dois copos e um saco de pão. coloquei tudo na mesa e me sentei. Draco subiu na cadeira ao meu lado e se sentou nela com a cauda caindo pelo vão de trás da cadeira. Eu achei graça de vê-lo daquele jeito e comecei a preparar os lanches.

Draco parecia estar com fome, pois não parava de ficar olhando para o pão e para os frios. Ao terminar eu coloquei um dos lanches na frente de Draco e ele começou a morder o pão arrancando um pedaço com seus dentes como se fosse manteiga. Coloquei leite nos copos e estendi um para Draco.

Ele olhou para o copo e o cheirou. Pensei que ele iria beber de um jeito diferente, mas ele apenas pegou o copo com a cauda e começou a beber como uma pessoa. Ele era inteligente. Bastante inteligente.

Depois de alguns minutos eu decidi ir assistir TV com Draco. Me sentei e ele subiu no sofá e se sentou ao meu lado. Liguei a TV no canal do noticiário. Estava passando, como sempre, roubos e assassinatos. Então, como não era nenhuma novidade aquilo tudo, mudei para outro canal que estava passando um programa bem popular aqui na Austrália.

Fiquei assistindo acariciando a cabeça de Draco. Até que o plantão interrompeu a programação. "O que é isso agora?" Eu pensava que era alguma tragédia em algum lugar, mas estava enganado.

"Interrompemos nossa programação para dar uma notícia fantástica. Neste momento estamos do lado de um ser recentemente descoberto!" O câmera vira para uma menina que aparentava ter 14 anos. Um filhote de dragão, do tamanho de Draco, roxo claro estava do lado dela. Eu fiquei surpreso em ver outro dragão, ainda mais aparecendo na TV. A menina dá uma pequena risadinha para a câmera e começa a falar. "Meu nome é Daphine, e essa fofinha aqui é a Wendy!" Um cientista estava do lado da repórter e começou a falar. "Parece que ela é mesmo um dragão. Más precisaríamos fazer exames para..." A menina interrompe um passo para frente e encarando o cientista. "Você não irá relar o dedo nela, seu monstro! Sei muito bem o que você irá fazer com ela!" O cientista revida. "Calma meninha! Não vou machucá-la! Só queria pegar uma amostra do DNA para saber se já temos registro desta espécie. Pode ser um pouco de sangue, por exemplo." Daphine ainda estava meio brava com aquilo. "Acho bom mesmo, pois ela... todos os dragões são seres racionais, como nós! E também..." Nesse momento Daphine arregala os olhos e cai no chão, mole.

Eu achei aquilo muito estranho, mas depois de segundos aconteceu a mesma coisa comigo. Se Draco não tivesse pulado para o lado eu teria caído em cima dele. Eu estava me sentindo estranho. Muito estranho. Até que eu ouvi uma voz dentro da minha cabeça que era muito reconfortante.

"Willian. Meu nome é Esmeralda. Sou a mãe de Draco e sua guardiã. Desde que você nasceu eu fui instruída de te proteger até que esse dia chegasse. Sempre estive lhe observando, escondida, para te proteger. Agora que você está com Draco, devo lhe dizer. Algo muito grande irá acontecer! Essa coisa, se não for impedida, irá aniquilar ambas nossas espécies! Em cada cidade de cada país há um filhote de dragão e um escolhido que irá nos ajudar a impedir isso. Daqui dois meses, quando Draco já for jovem, você e Draco, assim como todos os outros escolhidos, deverão ir para o deserto de Nevada e irão treinar juntos. O destino das nossas espécies estão nas suas mãos e em nossas patas! Se precisar de mim, olhe em volta e se concentre, você irá me encontrar. Sempre estarei com você, Willian." A voz desaparece da minha cabeça e eu ouço o mundo novamente.

"Pai! Pai!" Draco estava desesperado, me empurrando e me chamando.

"Calma, calma! Eu... Eu estou bem fofinho!" Eu me levanto com a mão na cabeça. Draco me lambeu muito ao saber que eu estava bem. Eu olhei para a TV e vi que Daphine já estava se levantando.

"Eu... Eu estou bem! Estou bem! Más... algo irá acontecer! Wendy, precisamos começar a treinar. Algo grande irá acontecer! Daqui dois meses iramos precisar ir até o deserto de Nevada, treinar!" O cientista interrompe. "Nós?" A menina responde. "Em todas as cidades de todos os países há um filhote de dragão!" O cientista se espanta.

Draco estava esfregando sua cabeça em mim, e eu acariciando ele entre as asas. Eu fiquei um tanto que feliz ao saber que ele se importava daquele jeito de mim.

Eu peguei ele no colo e me levantei, sempre o acariciando para acalmá-lo. Eu fui até a janela e fiquei olhando lá para fora, procurando por Esmeralda. Não tinha nada que eu queria perguntar para ela, só queria vê-la. Mas não a encontrei.

Enfim eu dei um beijo no topo da cabeça de Draco e falei para ele. "Meu pequenino... Acho que nós temos um grande destino para frente."

Ele olha para mim, nos meus braços, e fala uma frase inteira pela primeira vez, sem gaguejar, como se tivesse falado por anos. "Eu irei te ajudar, pai!" Disse ele.

Eu sorri para ele e o acariciei. "Sei que vai! Agora vamos, preciso ir ao mercado. E agora não tenho mais que te esconder de ninguém."

Então eu me virei, fui ao meu quarto, peguei minha carteira e saí de casa. Coloquei Draco no chão e tranquei a porta. Quando me virei para a rua, percebi que minha vizinha estava me olhando espantada. Na verdade estava olhando para Draco.

"O... Oi!" Eu disse. Ela me olhou ainda com cara de boba. Eu me senti estranho e decidi começar a andar para o mercado. Nunca fui mais olhado na minha vida. Sentia uma pontada de vergonha, mas Draco parecia estar com medo, ainda mais quando viu uma arma no cinto de um policial que estava patrulhando. Ele se apronximou mais de mim, me encostando, e eu olhei para ele. Ele não parava de olhar para a arma, sabendo o que era aquilo.

"Calma Draco! Ele não vai te machucar não!" Eu olho para o policial e ele estava olhando para Draco, como todos na rua.

Enfim... Chegamos ao mercado. Draco ficava olhando para todos os lados, ainda com um pouco de medo. Hehe, mas ele logo perdeu o medo quando chegamos ao açougue do mercado.

O açougueiro era um amigo meu a tempos. Ele logo me viu e veio me atender. Ele olhou para Draco e depois para mim. "Ta de brincadeira com a minha cara! Você Willian?!"

Eu sorri. "Sim... Encontrei ele ontem."

Ele sempre foi um cara bem bacana comigo. Era amigo para caramba do meu pai. Foi na guerra com ele, inclusive.

Ele olha para Draco e sorri. Então ele abre o freezer e pega um bife. Volta e estende o bife na direção de Draco. "Aqui! Tome!"

Eu sorri em ver que ele não estava como todo mundo. Draco se aproxima da carne e a pega com delicadeza. Ele come o bife e lambe os lábios. "Obrigado!" Diz ele.

"Ora! De nada dragãozinho!" Diz o açougueiro. "Bem... O que você quer hoje, Willian? Veio comprar carne para o Joe?"

Ele, como meus amigos, também sabia sobre Joe. "Sim. E para Draco também!"

"Belo nome!" Ele se vira e começa a pegar carne. Depois de alguns minutos ele coloca o saco de carne na balança. "5 kg certo?"

"Coloca mais uns três quilos para Draco, por favor!"

O açougueiro se vira novamente e pega mais carne. Então ele coloca na balança e vê que deu 8,103 kg. Ele amarra o saco e imprime a etiqueta e coloca no saco. "Mais alguma coisa?"

"Não não! Obrigado Ralph!" Agradeci e fui até o caixa. Paguei e fui embora, sempre sendo alvo de olhares.

Cheguei em casa e coloquei a carne na geladeira. "Acho que podemos começar a trinar lá no pântano. O que acha, filho?"

"Por mim tudo bem!" Responde Draco.

"Tudo bem! Começaremos amanhã então! Hoje eu quero mostrar você para meus amigos. Quer conhecê-los?"

Draco assente e sorri para mim.

Notas finais
Eu realmente gostei deste!