Dragões de Diamante
5 A ida para Greynov
Notas iniciais
As trevas se contorciam em chamas azuis brilhantes, Sollan conseguiu se libertar e criou um portal para o mundo sombrio, onde Dillon as empurrou e foram sugadas... Estávamos a salvo...Por enquanto.
—Diamante! Você está bem?!-Sollan corre para me ajudar a não cair no chão.
—Sim... É só que...Estou me sentindo cansada...-Falei, a voz saindo quase com um sopro de ar.
—Com certeza não está, ainda não está pronta para me despertar totalmente e principalmente usar a magia dos dragões, eu quase suguei toda sua energia vital... Desculpe-me não sabia que quase a mataria... -Falou Dillon preocupado, já em sua forma original.
—Você não sabia?! Ela ainda não tem força suficiente, se não percebeu, ela acabou de saber tudo agora!- Falou Sollan irritado.
—Por Favor, Sollan... Não brigue com ele... Ele não sabia... Muito menos você e eu... das conseqüências...- Falei com uma voz bem cansada.
—Mas...- Ele percebeu que eu não tinha mais forças para falar- Tudo bem... Dillon venha me ajudar a levantá-la e por ela na cama.
Dillon: Você sabe que não é mais seguro ficarmos aqui, logo aparecerão mais sombras e não sei se dessa vez, poderemos impedi-las, a mestra esta impossibilitada de lutar, temos que partir agora.
Sollan: Eu já sei pra onde temos que levá-la...
Dillon: E para onde seria? Não tem como abrirmos um portal aqui, perceberiam onde estaríamos e abririam o portal novamente para atravessar.
Sollan: Eu sei é por isso que vamos até a caverna escondida a alguns quilômetros daqui, lá abriremos o portal.
Estava desacordada, sonhei com um lugar tão bonito, um jardim cheio de ninfas e fadas que cuidavam das rosas com muito amor, tinha um ser bem no meio do jardim, mas não pude chegar perto, ele disse: “Você é forte, tenha fé, lembre-se de quem você é...Não é possível que tenha esquecido...” eu perguntei: “Onde estou? Quem é você?” Ele respondeu-me: “Você está, onde sempre esteve, no berço do coração dos Dragões, você mais do que ninguém deveria saber disso, você veio aqui várias vezes quando criança e conversava sempre comigo.” Eu Falei: “Eu não me lembro disso, nem de você.”...
Quando abri levemente os meus olhos ainda pesados estava no ar, sobrevoando sobre as nuvens, senti alguém me segurando nos braços, um anjo? Um pássaro? ...adormeci novamente.
Quando acordei estava em uma caverna Dillon estava do meu lado dormindo, havia uma fogueira para nos aquecer, mas onde estava Sollan? Sei que não faz muito sentindo ele possuir os dons que tem, estou cheia de perguntas, e quando éramos crianças não me lembro dele possuí-los...estava pensativa...quando Sollan aparece.
—Já despertou? Como se sente?
—Acho que bem agora, como vim parar aqui? E por que estamos aqui?
—Bom, eu trouxe você, Dillon veio voando, como pode perceber ele é um dragão... – Falou querendo fazer um pouco de graça.
—Claro, besta...- Falei abrindo um pequeno sorriso.
—Respondendo a sua segunda pergunta, estamos aqui porque precisávamos nos esconder das sombras e achar um lugar pra você descansar antes de irmos.
—Irmos pra onde?- Perguntei.
—Para Greynov, minha terra Natal, onde procuraremos respostas, iremos ao oráculo e perguntaremos sobre seus pais.
—Mas... Como faremos isso? Você também se esforçou demais.
—Mas acho que posso pelo menos abrir por alguns segundos...- Falou ele pensativo.
—Falando nisso... Você sabe alguma coisa sobre o cristal do dragão?
—Bom... Lembra do cristal que você pegou dentro do dragão de pelúcia? Era ele.
—E o que faço com ele?
—É isso que vamos perguntar ao Oráculo, a única coisa que sei é que com aquela pedra azul, você pode ver além do universo e pode despertar um poder jamais visto, é como o soar das trombetas do cosmo te chamando para o coração dos dragões.
—Hmmmm... Quando toquei no cristal senti algo realmente poderoso, admito que senti até medo de não conseguir controlar...- estava nervosa com aquilo meu coração começou a bater mais acelerado.
—Mas você não deve ficar assim, vai conseguir você só está impressionada com o que fez e o que pode fazer, acredite eu também fiquei assim no começo que descobri o meu... acho que posso chamar de dom ou poder talvez, dádiva divina, enfim, do que quiser chamar, Você só precisa manter a calma e depois ficará tudo bem.
—Quando vamos para Greynov?
—Se você quiser e se estiver se sentindo bem mesmo podemos ir agora.
Dillon acorda e chega sem percebermos...
—Sobre o que estão falando?
—Sobre a ida para Greynov para falarmos com oráculo, a propósito, quantos dias faltam para o eclipse, Dillon? Perguntei.
—Mestra aqui neste mundo falta seis anos, mas como o universo funciona diferente em outros mundos, em Greynov, 2 meses...
—2 meses! Como vou estar pronta para enfrentar as trevas em 2 meses!- Falei muito assustada.
—Calma Diamante lembra do que te falei?- Falou Sollan tentando me acalmar.
—Mestra sinto dizer isso, mas se quer estar pronta acredite que pode primeiro, se pensar como esta pensando, é sinal de fraqueza para nós.
—Me desculpe Dillon- Falei com um pouco de vergonha, mas depois Respirei fundo, me levantei e confiante disse- Vamos, não podemos mais ficar aqui de braços cruzados sem fazer nada, vamos atrás do Oráculo...
—Certo!-Falaram os dois em uníssono.
Sollan recitou algumas palavras pelo que eu entendi foram “Assim como o sol e o mar não podem se tocar, a terra de Greynov longe estará, mas se as palavras certas você recitar, Freyweel Gryn Strylar, a casa de Treyn sua porta abrirá...” O portal se abriu.
—Rápido! Não temos muito tempo! Logo o portal se fechará!-Falou Sollan.
Todos entramos no portal o mais rápido possível, ao atravessarmos, estávamos em um grande salão de pedra com pinturas que eu nunca havia visto e um chafariz cheio de moedas de ouro.
—Onde estamos?-Perguntei
—Estamos no templo de Treyn o Oráculo Perdido – Disse Sollan.
—O que há muito tempo sumiu e só aparece quando seu enigma é decifrado?
—Exatamente Dillon, embora seus enigmas sejam muito difíceis, dizem que só os decifram quem é honrado e possui bom coração.- Diz Sollan.
Uma Ave branca pousa em um pedestal e diz: “O que procuram não esta aqui, o oráculo Perdido, uma reposta lhe dará, que é onde encontrar o que com o coração saberá...” Depois sai voando...
—O que com o coração saberá...hmmmm...-falo pensativa.
—É bem difícil...-Fala Sollan
—Como vamos conseguir decifrar algo assim?-Dillon se preocupa.
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