Dragões ascendentes.
21 A espada do infinito
Notas iniciais
Takashi havia, então, seguido para a ''sua'' casa, onde fora recebido adequadamente pela rainha. Contudo, omitira alguns assuntos em relação ao que teria ocorrido naquele monumento, achou que fosse melhor e, assim, poderia estudar mais sobre o que estava acontecendo. No entanto, Aurora, conhecia-o muito bem e essa era uma questão preocupante, pois sabia que o jovem estava mentindo. Todavia, apenas o observava-o, sem dizer nada. E, para o garoto, isso era bem pior.
– Sou apenas uma criança, porque fui envolvido nisso? — Seu olhar direcionou-se a Dorion, seu fiel dragão, que crescia languidamente, com o decorrer do tempo. Passara os últimos meses treinando, caçando, pouco tempo teve para acompanhar Takashi em suas aventuras. Mas ambos eram grandes amigos, e todo o reino, agora, já não possuía aquela insegurança de outrora. — Ei, rapaz, como está? — Estendera sua destra, para tocar a cabeça do pequeno animal, que sentiu-se a vontade.
Madeixas, alvas, remexendo-se ante à força eólica, empregada no local, através de uma pequena brecha existente na janela. Seus olhos, azuis, miraram o céu da região, atravessando o vidro. Inconformado com a situação, sua mente processava toda a lógica daquele ocorrido. Queria compreender um pouco mais, sua curiosidade o deixava inquieto. Eis que, então, uma batia, na porta o despertara. — Quem é? — A maçaneta girou, lentamente, concedendo-o uma agonia sem fim, devido ao barulho das dobradiças, novas, mas ''preguiçosas'' demais para realizar o trabalho. Ao notar o semblante, assustado, de seu amigo, indagou. — O que houve, Kenji? — Suas madeixas, negras, mantinham-se recaídas ao rosto, a respiração ofegante. Tudo indicava que tinha acontecido alguma coisa.
A criança, após alguns segundos, sem respirar, retomou o fôlego e colocou-se a falar, claramente. Fora dito tudo o que havia acontecido. Ele havia pesquisado mais sobre o ocorrido daquele momento, no monumento, e fora atrás de outras pistas, e acabou encontrando um templo sagrado, abandonado. Não entrara, mas havia gravado, na porta, os mesmo símbolos rúnicos. Logo, isso deveria significar alguma coisa. — E foi isso o que aconteceu. — Disse, por fim, convidando Takashi a acompanhá-lo naquela busca. Sem delongas, é claro, o garoto aceitou.
Porém, antes de seguir, chamara Dorion, que o acompanhara por fim. Os três seguiram, discretamente, para não chamar a atenção. Deveriam comportar-se como se estivesse tudo bem, ou não conseguiriam sequer passar pela porta. Takashi tornou-se apreensivo, tendo em vista que Aurora, provavelmente, sabia que ele escondia algo, mas nada falava. Ainda havia muito treino que ele fugira, apenas para brincar. Em sua mente processava-se o quão ruim seria, quando o pegassem e fizesse pagar, de uma vez, toda a sua ausência.
O alívio tomou conta de si quando encontraram a porta e, então, passaram por ela, sem serem interceptados. As meninas, dessa vez, não os acompanhariam, pois estavam ocupadas, treinando tiro ao alvo, e isso era extremamente cansativo. E seguiram, na direção oposta do palácio, a outra área, cujo continha mais de uma placa, proibindo-os de avançar. Conquanto, o fizeram, sem medir o risco, e atravessaram a área, devastada, com vários monumentos em pedaços. Possivelmente, arrasado pela guerra. Todavia, a única construção que vos chamara atenção, fora o templo.
Gravado na porta, de pedra, outros símbolos rúnicos formavam palavras. Eles, ao mesmo tempo, começaram a ler. — '' Ó, guardiões, adentre este templo caso exista confiança. O mundo fora devastado devido a ganância, e a chave para a resposta encontra atrás das paredes de pedra, moldadas afim de esconder o maior segredo, que apenas os deuses retém. Se conseguem ler estas palavras, entrem, sem temer a ninguém.'' — Terminaram, também, ao mesmo tempo e seus olhos cruzaram-se. Sem precisarem dizer nada, seguiram, um ao lado do outro, para saber o que lhes esperava.
Mais a frente, um lance de escada, e tendo em vista a expressão de vossos rostos, não gostaram do que viam. Afinal, sempre tinha de subir escadas rotatórias, cansativas, para alcançar um objetivo. Totalmente desnecessário, deveriam deixar mais acessível. Assim rodeava seus pensamentos, mas a apreensão era ainda maior. Temiam descobrir o que estava por detrás de tudo, mas ansiavam pela resposta também. E ao término de uma longa caminhada, atravessaram outra porta, bem menos detalhada e completamente acabada.
– Está ali, Takashi, venha. — Kenji avistara uma enorme estátua, cujo, aos seus pés, continha um pergaminho dourado, constituído por papiro, um dos papéis mais velhos existentes. Em seu ''corpo'' um laço, dourado, e outro símbolo rúnico, ao qual continha a imagem de um dragão. Ambos olharam para Dorion, que até pouco tempo manteve-se no ombro, do garoto, sem sequer mostrar algum interesse, mas naquele momento, tremia incessantemente.
– O que houve, Dorion? — Takashi parecia preocupado com o seu parceiro, claro, pois eles formavam uma dupla única, contendo uma ligação especial, como irmãos. Os olhos do animal, então, assumiram um brilho carmesim, emanando-o sobre o símbolo que, lentamente, começou a se partir. Ao término, o filhote desmaiara de exaustão, aquilo tinha consumido sua energia. E, as crianças, ficaram sem compreender o que acabara de acontecer.
– Takashi, o pergaminho, olhe! — O corpo, do pergaminho, abriu-se, iluminando todo o local. E como um passe de mágica, várias imagens foram mostradas. Denotava uma guerra, entre divindades, e um objeto que caíra na terra, durante este período. Os Deuses o buscaram, mas não encontraram, o que significava que alguém havia pego.
Após vários anos de uma procura interminável, conseguiram achar o tal artefato, mas este fora deixado, responsável, pelos reis de manãthrion, sendo a família de Aurora. Mas, agora, o mesmo artefato desaparecera, este contendo um grande poder. Teme-se que Thrãncren tenham pego, assim, podendo dominar o mundo dos mortais. Toda a situação fora narrada, por uma voz angelical, que então, continuara. — Vocês, crianças da profecia, possuem um destino completamente opostos. Mas este ''resgate'' só pode acontecer, caso ambos estejam juntos. Estão aqui para cumprir essa missão... Resgatem a espada do infinito, e tragam-na até nós. Porém, cuidado, esta pode manchar vossos corações, caso não sejam puros. Conquanto, é por isso que são as pessoas certas, pois o futuro depende de ambos.- E as luzes cessaram-se, onde o breu dominou toda a localidade. O que havia acontecido? Não sabiam responder.
– Como assim, os escolhidos? Porque logo nós, sendo que somos apenas crianças? Isso não tem o menor sentido! — Takashi não conseguia aceitar essa responsabilidade, cujo fora lhe empregado, impossível descrever aquela sensação, incapaz de entender o que acontecera naquele exato momento. Os escolhidos? As crianças da profecia? Os únicos capazes de vencer o mal? Ah, sim, uma completa confusão.
– Devemos buscar respostas Takashi, mas somos apenas crianças, e isso tem razão, ninguém irá acreditar na gente. — Observara Dorion, por alguns segundos, assemelhando a ligação daquele animal, com tudo o que acontecia. Era uma completa confusão, não sabia responder se era apenas um sonho, nada mais do que um conto de fadas, ou real. — Vamos, devemos retornar, e assim cuidarmos para que não descubram o que aconteceu, até termos as devidas conclusões. — E ele puxara o amigo, pelo pulso, levando-o para fora do local. Ó, sim, um destino incompreensível, sobrecarregado de responsabilidades. Vossos destinos? Uma incógnita.
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