Dragons And Warriors: A Descendente
4 Maylon
Notas iniciais
Maylon gostou de Aria assim que a viu. Ela era divertida e dava para ver que ela seria bonita assim que passasse pelas mãos dos especialistas.
Ele olhava em silêncio enquanto Aria fazia uma de suas milhares de perguntas ao Mestre Grun.
–Mestre Grun, o senhor não me falou como eu vim parar no orfanato quando meu pai morreu.
–Ah, sim. Seu pai era um guerreiro noturno e depois que sua mãe morreu ele jurou que não viveria mais aquela vida. Ele fugiu com você para um lugar que ninguém nunca soube, para despistar possíveis inimigos. Você tinha menos de um ano quando ele morreu. Provavelmente um pouco antes de... — Mestre Grun hesitou um pouco — se suicidar, ele deixou você na porta do orfanato.
Maylon viu Aria segurar o choro e admirou-a. Ela precisaria de muito autocontrole nessa vida de guerreira.
–Ele não me... — Aria soltou a palavra seguinte com a voz meio trêmula — amava?
Mestre Grun olhou para Aria com compaixão e segurou a mão dela entre as suas.
–Ah, doce Aria, ele amava. Amava muito. Ele fez tudo o que pode para se manter são e poder criá-la, mas, infelizmente, a doença foi mais forte que ele. Quando ele percebeu que não era mais capaz, ele deixou você em um lugar onde ele acreditava que você viveria melhor.
Uma lágrima caiu dos olhos de Aria e Mestre Grun abraçou-a e sussurrou:
–Eu sei que você não gostava do orfanato, mas você vai gostar de Bellator. Lá você terá amigos.
Maylon sabia que deveria falar alguma coisa a Aria, mas ele não era bom em falar sobre sentimentos e limitou-se a dar um pequeno sorriso de compaixão.
Aria passou o resto da viagem quieta.
Maylon adormeceu durante a viagem e acordou com o movimento familiar de aterrissagem da carruagem. Maylon olhou pela janela e viu que o dia já começara em Bellator. Algumas guerreiras caçadoras tinham aula de arco e flecha, e alguns guerreiros da noite descansavam de seu turno inverso de aulas.
O motorista abriu a porta da carruagem e anunciou:
–Mestre Grun, sr. Kelloowd, srta. Venatrix chegamos.
Maylon foi o primeiro a sair. Ele adorava voar, mas nada melhor que esticar as pernas depois de uma longa viagem. Logo que saiu ele ajudou Aria a descer. Mestre Grun foi o último a deixar a carruagem.
–Bem-vinda a sua nova casa, Aria. Bellator a aguardava ansiosamente. — disse Maylon.
Aria ficou totalmente boquiaberta.
–Você parece bastante deslumbrada, Aria. — disse Mestre Grun — Bem diferente de Stan Louise, não?
Aria limitou-se a concordar com a cabeça, ainda deslumbrada, o que fez Maylon rir.
–Vamos levar suas coisas ao seu quarto e depois Maylon mostrará o campus para você — disse Mestre Grun, pegando a mala de Aria.
–Vá rápido, Aria. Tenho muitas coisas para mostrar. — disse Maylon, empolgado.
–Ei, Kellwood, você já tem todas as outras garotas daqui, deixe a nova para a gente. — era Robin, um amigo de Maylon.
–Cala a boca, Robin. Não tenho culpa se eu sou mais bonito e elegante e bem-vestido e charmoso... — Robin jogou uma bola em direção a Mason, quase acertando-o na cara.
–Mas eu continuo melhor que você no fightball.
–Você me pegou desprevenido.
–Vem provar, então, Kellwood. A gente tá jogando uma partida.
–Só se for agora — Maylon virou para Aria e disse — Te encontro às onze para mostrar o campus, combinado?
–Aham, combinado.
–Vamos, Kellwood! — apressou-o Robin.
–Até mais então. — disse Maylon para Aria e correu em direção ao amigo.
Quando já estavam longe Robin comentou:
–Ela vai ficar bem bonita quando passar pelos especialistas. Você tá de olho nela?
–Na Aria? Ah, não, ela é só uma amiga.
–Nós sabemos o que você tem com suas amigas, não é, Mandy? — falou Robin, cutucando Maylon com o cotovelo e rindo. Maylon riu também.
–A Mandy é legal.
–Eu sei que você não acha ela só legal. O príncipe e a plebeia. — Maylon não respondeu — Então, já que você não tá de olho na menina nova, você se importaria se eu tentasse?
–Vai lá, cara. Ela é bem legal.
–Que coisa é essa de você só chamar as mulheres de "legais". Essa viagem te transformou em gay?
Maylon gargalhou. Ele adorava o amigo, ele sempre o animava.
–Só estou sendo cavalheiro, seu pervertido. — Maylon respondeu ainda rindo.
–Tá bom, tá bom. Mas agora vamos esquecer um pouco as mulheres e jogar um pouco de fightball.
Maylon e Robin se encontraram com outros amigos e jogaram pelo que pareceu minutos. Fightball era a terceira paixão de Maylon, atrás apenas de mulheres — na verdade, uma mulher em especial — e dragões.
–Tenho que ir. Combinei de mostrar o campus para a Aria às onze. — disse Maylon aos amigos.
–Até de tarde, então, Kellwood. Não esquece de levar sua espada para a aula.
–Não vou esquecer. Até mais tarde.
Maylon foi até o prédio dos dormitórios femininos encontrar Aria. Quando chegou lá, ela já esperava por ele.
–Desculpe o atraso, mas fightball me faz perder a noção da hora. Se quiser posso te levar ver uma partida qualquer dia desses.
–Ah, eu adoraria.
–Combinado, então.
Maylon ofereceu o braço a Aria e foi mostrar-lhe o campus. Ele achou graça do encanto dela. Eles terminaram o passeio um pouco antes do horário do almoço e Maylon deixou Aria no dormitório dela.
–Vou trocar de roupa e venho pegar você para irmos ao refeitório. — disse Maylon.
–Até daqui a pouco, então.
Maylon respondeu com um sorriso e saiu em direção ao seu dormitório.
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