Dragon blood
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu acordo com a sensação do feno nas minhas costas. Abrindo os olhos, me encontro em um lugar que eu nunca estive antes. Notando agora, eu não consigo me lembrar de nada, porém, algum cheiro naquele lugar me parece familiar de algum jeito. Enquanto tentava me lembrar de onde eu conhecia aquele cheiro mesmo não tendo lembrança nenhuma, um som de passos me tirou dos meus pensamentos. Quase um minuto depois, chega uma mulher aparentando ser bem jovem. Sua pele era pálida como a neve, seus cabelos eram longos, lisos e negros como a noite e seus olhos tinham uma coloração avermelhada escura. Ao notar que eu estava acordado ela abre um sorriso gentil.
—Que bom que acordou, está se sentindo bem? -Pergunta a jovem, parecendo estar um pouco preocupada. -Tome, deve estar com fome. -me oferecendo uma bandeja com um pouco de pão e água que ela estava carregando.
—Obrigado. Poderia me dizer onde estou?- Pergunto ainda tentando entender a situação em que me encontrava, enquanto começo a comer o pão que me foi entregue.
Notei que o cheiro que achava familiar vinha daquela garota e , também, que ela tinha caninos maiores que o normal, os quais tentava esconder enquanto sorria pra mim, porém não com muito sucesso.
—Você está no meu celeiro, eu te encontrei na floresta aqui perto. Parecia ter sido atacado por alguém, mas não achei nenhum ferimento no seu corpo. Então te trouxe pra minha casa- quando olhei pro meu corpo notei que minhas roupas estavam bem rasgadas e com algumas partes faltando- Sinto muito por não ter te colocado em um lugar mais confortável, eu não tenho outro lugar lá dentro. Mas se estiver se sentindo melhor, o almoço está quase pronto.
Eu respondo com um acenar de cabeça e conferindo se não tenho nenhuma ferida no meu corpo. Quando ela está quase saindo, ela dá meia volta olhando para mim e pergunta.
—Poderia saber o seu nome?- ela parecia com dificuldade de segurar a curiosidade. Não posso culpar ela, afinal, se eu encontrasse uma pessoa na minha situação também ficaria curioso sobre ela. Eu a respondo com sinceridade
—Eu não sei, não me lembro de nada. Mas e o seu?- ela parece ficar ainda mais curiosa, mas acaba por simplesmente colocar aquele sorriso gentil no rosto e responder.
— Gwen! Vou te esperar na sala com uma roupa limpa para voce trocar- Logo após dizer isso, ela sai em direção a casa principal.
Pouco tempo depois eu me levanto, ainda me sentindo meio dolorido pelo acontecimento desconhecido da noite anterior, e sigo para a casa principal. Chegando lá, tem uma muda de roupa perto da porta. Eu pego ela e sigo em busca de um banheiro. Escuto ela gritando a localização no pouco tempo que comecei minha busca. Lá dentro tem um espelho. Parei por um momento para ver como eu era: alto, cabelos negros e lisos até a metade das costas, orelhas um pouco alongadas e com uma pequena pontinha, olhos completamente negros, forte e surpreendente bonito. Depois de me observar por um tempo, eu visto as roupas que ela separou. Eram bem simples, porém um pouco pequenas. Saio do banheiro em direção a cozinha onde tinha uma mesa, que na teoria era para aguentar quatro pessoas, porém, só cabia duas e me sento na mesma.
Quando ela começa a colocar as comidas na bancada, eu escuto o som de cascos se aproximando e comento a ela.
—Tem gente chegando.- disse sem preocupação na voz, e ela me olha parecendo confusa
—Por que diz is…- ela para de falar parecendo estar ouvindo o som dos cascos agora- Espere aqui, por favor, e tente não fazer barulho- e ela segue em direção a sala. Segundo depois eu ouço batidas na porta.
—Abra a porta, guarda do reino.- era uma voz masculina no outro lado, porém, eu sentia seis cheiros distintos e acreditei que metade fossem cavalos. Ela abre a porta calmamente com um sorriso cordial, perguntando como poderia ajudar- Recebemos relatos de que a senhorita está abrigando uma pessoa em sua casa, cabelo negros e orelhas pontudas, é verdade?!- a jovem fica quieta por um segundo.
Eu sentindo que algo ia dar errado ali, resolvi interferir. Me aproximo da entrada da sala, uma orelha colada na parede e com uma mão na cabeça escondendo a cabeça.
—Faz xiu ae por favor! “Querida” quem são eles?- começo uma encenação para a garota acompanhar, mas quando ela ia me responder o guarda que estava na frente dela a cortou e disse.
—Como o senhor ousa falar assim de um oficial do reino seu…- de repente minha cabeça começa a doer insanamente a ponto de eu cair no chão e começar a gritar. Todos no ambiente se assustam e olham para mim. A dor era tamanha que eu não conseguia mais entender o que estava acontecendo. A próxima coisa que eu sei que aconteceu foi ter minha barriga perfurada por uma espada.
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