Dragon Pals
1 O Novo Amigo de Spike
Notas iniciais
Uma grande dragoa de cor azul-clara e branca voava, carregando em seus braços seu filhote e também uma bagagem que, embora grande, para o filhote, era pequena para ela. Do alto dos céus, seus olhos avistaram um prédio ao longe, o qual era seu destino. Ela aterrissou em frente ao portão, e apesar do susto inicial dos pôneis que passavam por ali, eles facilmente voltaram ao que estavam fazendo antes, com exceção de cerca de meia-dúzia deles, que ficaram parados na entrada do portão, observando os recém-chegados.
A dragoa entregou a bagagem para o filhote, que olhou para ela com uma expressão facial triste.
- Mamãe, não vai embora. Eu não quero ficar aqui, eu quero ficar com você! – O filhote implorou.
- Oh, Sleet. Mamãe promete que virá visitar você assim que ela puder. Seja um bom menino, e também seja obediente aos professores, está bem?
A dragoa alçou voo, e então sumiu em meio às nuvens. Cabisbaixo, o dragãozinho pegou sua bagagem e se dirigiu até uma pônei uniformizada, que tinha um sorriso no rosto.
- Olá, pequenino. Seja bem-vindo ao Colégio Interno Starswirl.
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- Atenção, marujos! Dragões à vista! – anunciou Pinkie Pie.
Era o dia da grande migração de dragões. Uma vez por geração, centenas, quiçá milhares de dragões voavam em um grande bando, em busca de regiões para construir seus ninhos e colocar seus ovos. Aquele era, literalmente, o espetáculo de uma vida, e Twilight Sparkle, Rainbow Dash, Fluttershy, Rarity, Applejack e Spike estavam lá para assistir.
Os habitantes de Ponyville pouco sabiam sobre os dragões, e observá-los tão de perto assim era algo que requeria bastante cautela. Por isso, as pôneis haviam cavado uma trincheira, onde poderiam assistir ao espetáculo em relativa segurança. Cautela e segurança estas que se mostraram de grande valia quando um dragão mais irritadiço soprou uma rajada de fogo sobre a trincheira, a poucos centímetros acima das cabeças de todos.
- O que ocê achou, Rainbow Dash? Ainda acha pobre? – Applejack zombou.
- Errr... nem tanto. – Rainbow respondeu, reticente. – Eu diria... bombástico.
- E formidável. – Rarity comentou.
- E super-duper assustador. – Pinkie Pie respondeu, de um canto onde estava encolhida.
- É, dragões têm uma força formidável. – Spike comentou.
Spike havia levado algumas guloseimas para as garotas, enquanto elas assistiam ao espetáculo, todas feitas por ele mesmo, motivo pelo qual ele ainda estava usando o avental rosa que usou para prepara-las.
- Ahahaha, tá legal Spike. Esse avental é um dos mais assustadores que eu já vi. – Rainbow Dash zombou.
- O que tem de errado em usar avental? Vocês não vão rir quando derramarem amora em suas escamas, digo, penas. – Spike respondeu. – É uma mancha forte.
- Uma mancha forte contra um dragão fraco, HAHAHAHAHA!!! – Rainbow Dash riu mais ainda.
- Deixa ele em paz, Rainbow Dash! – Rarity reclamou. – O estilo do Spike é único! Ele não precisa se parecer com os outros dragões, e nem agir como eles. Meu pequeno, querido Spike é perfeito do jeito como ele é.
Embora as intenções de Rarity fossem boas, elas não ajudaram Spike a se sentir melhor consigo mesmo. Sendo o único dragão de Ponyville, Spike costumava ser bem sensível quanto à sua própria identidade.
Mais tarde, horas após o espetáculo da imigração dos dragões, Spike continuava pensando sobre aquilo, e aquilo começou a incomodar Twilight, que só queria dormir.
- Pela última vez, Spike, me deram você ainda ovo. Não sei quem te achou ou onde te acharam!
- Fala sério. – Resmungou Spike. – Isso é tudo que você sabe? Isso não me diz nada do que eu sou! Preciso de respostas! Às vezes, me sinto como... se estivesse olhando para um completo estranho.
- Awwn, Spike... que tal fazermos uma pesquisa noturna, para ver o que descobrimos? – Twilight sugeriu.
- É mesmo? Faria isso por mim?
- Claro! – Twilight sorriu. – Com certeza acharemos alguma coisa!
Nada foi encontrado. Twilight folheou cada livro de sua biblioteca particular, sem obter nenhuma resposta satisfatória.
- Nada... nada nesse aqui também! – Twilight ficou frustrada. – É difícil acreditar, mas os pôneis não sabem quase nada sobre dragões. São raros e assustadores demais para se aproximar deles ou mesmo estuda-los de longe.
Aquilo não deixou Spike satisfeito. Decidido a encontrar respostas, ele arrumou suas coisas e decidiu viajar até encontrar os dragões que estavam em imigração. Apesar dos protestos de Rainbow Dash e Rarity, Twilight decidiu apoiá-lo, pois entendia o quanto isso era importante para ele...
... isso não significava, no entanto, que elas não iriam segui-lo de longe. Para a própria segurança dele.
A viagem para chegar até o ponto de encontro dos dragões que estavam migrando era longa, mas a de Spike acabou sendo mais curta do que ele imaginava. Durante uma de suas paradas para descansar, Spike se viu surpreendido por um dragão que estava afastado do bando principal. O dragão não era muito maior que ele, e parecia ser, ainda, um adolescente. Ele era azul-claro, com ventre branco, asas roxas e escamas pontudas em azul escuro, que iam do alto de sua cabeça até a ponta de sua cauda. Seus olhos eram de um tom verde-esmeralda, e tinham pupilas verticais.
- E aí, lagartinho? – O dragão azul-claro perguntou, com um tom de voz irreverente. – Você está meio longe de casa, não está? O que faz aqui na floresta, sozinho?
- E-Eu não sou um lagartinho, eu sou um dragão. – Spike respondeu.
- Um dragão? – O recém-chegado ficou surpreso. – Como você se afastou tanto da imigração? Você se perdeu de seus pais?
- Não, eu não me perdi, é que... – Spike ficou reticente. – Eu nunca conheci eles. Eu nasci e cresci aqui.
- Aqui? Mas aqui só tem pôneis.
- Pois é, é uma longa história. – Spike comentou.
- Ah, de boas. Tenho bastante tempo para ouvir sua história. A minha é bem curta, sabe? Eu decidi me afastar um pouco da imigração porque não gosto muito de aglomerações, e eu me viro melhor sozinho. A propósito, meu nome é Sleet. Qual é o seu?
- Spike.
- Prazer em conhece-lo, Spike. – Sleet respondeu.
Os dois começaram a conversar. Spike estava definitivamente bastante animado em conhecer outro dragão como ele, e isso era visível na conversa. Porém, pouco a pouco, ele foi ficando cabisbaixo e desanimado: aquele dragão conhecia um monte de coisas legais que ele não conhecia, e ele sempre reagia ao desconhecimento de Spike com risadas.
- Hahahahaha! Não, não, pera, pera... – Sleet ofegou, tentando recuperar o fôlego. – Desculpe, é que eu não consegui me segurar. Você é o primeiro dragão que eu encontro que não faz a ideia de quem é Orengi. Tipo, esse é simplesmente o personagem mais legal já criado! Todo dragão já brincou ou ainda brinca disso!
- Eu já disse que não sei quem é “Orengi”! Qual parte você não entendeu?
Sleet percebeu o aborrecimento de Spike, e então sua expressão facial se mudou para algo mais suave.
- Aí, cara, não fica assim. Se você nunca brincou de “Orengi”, então vamos brincar disso agora.
- E como se brinca disso?
- Vou te mostrar. Me espere aqui.
Sleet foi embora, deixando Spike sozinho, sendo vigiado, inadvertidamente, por Twilight, Rainbow Dash e Rarity. Algum tempo depois, Sleet voltou, carregando algo muito engraçado: era uma espécie de pinhata, na forma de algo que Spike descreveria como “uma aranha de cinco pernas, feita de folhas, ramos e gravetos”.
- O que é isso?
- Isso, meu amigo Spike, é um “abrolho combatente”. – Sleet respondeu, com um sorriso no rosto. – São monstrinhos maldosos, enviados por caras muito maus para destruir tudo no caminho deles. Este aqui foi plantado por aqui mesmo, e ele está viajando até a cidadezinha de pôneis de onde você veio para detonar geral. Me diga Spike, o que você vai fazer a respeito.
Era facilmente perceptível, pelo tom de voz de Sleet, que ele estava motivando Spike a entrar na brincadeira criada por ele, e para a alegria do dragão mais velho, Spike decidiu mergulhar de cabeça.
- Não vou deixar você machucar a Rarity, seu bicho feio.
- Nhéééé!!! – Sleet imitou um rugido estridente.
Spike começou a dar socos e chutes no brinquedo em forma de pinhata, fazendo-o balançar pelo ar.
- Isso mesmo, Spike! É assim que se faz! Mostra pro abrolho quem é que manda! – Sleet incentivou Spike. – Mas não deixe ele te pegar! Isso é muito importante, Spike! Se preza por seus amigos, não deixe o abrolho combatente te agarrar!
- O que acontece se ele me agarrar?
No momento em que Spike se distraiu para perguntar aquilo, Sleet tirou a pinhata da vara e a jogou em spike, e ela se enroscou ao redor do corpo dele, de forma que ele não conseguiu se soltar.
- Sleet, me ajuda, eu não consigo me soltar!
Sleet se aproximou, esfregando as mãos com um sorriso maldoso. Então, ele acendeu um pavio escondido no brinquedo. Em seguida, ele se afastou de Spike.
- Ai, Celestia, isso aqui é uma bomba?
- Spike, cuidado! – Twilight gritou de longe, mas seu grito foi abafado quando a pinhata explodiu, horrorizando as três garotas. Felizmente, Spike se levantou pouco depois, sem nenhum arranhão, apenas coberto de confetes coloridos, iguais aos que Pinkie Pie usava em suas festas. Sleet começou a gargalhar com a cena toda.
- Isso não teve graça, Sleet! – Spike resmungou. – Por que você não me falou que o boneco explodia?
- Ai, desculpa, desculpaEu queria te pegar de surpresa. Isso é parte da brincadeira. – Sleet respondeu, enxugando uma lágrima. – Ei, não fica chateado, amigo. É assim com todo dragão que brinca disso pela primeira vez. Olha só, na minha vez, o boneco estava recheado de piche e penas. Meus amigos ficaram me chamando de “piche à passarinho” por duas semanas!
A anedota de Sleet fez Spike se esquecer imediatamente do susto que havia tomado e a cair na gargalhada. Para as três amigas dele, no entanto, seria preciso bem mais que uma história engraçada para mudar a impressão delas.
- Você aí! Como se atreve a tentar explodir meu pequeno Spike? – Rarity vociferou.
- Espera aí, vocês estavam me seguindo? – Spike comentou.
- Você não percebeu que ele podia ter se machucado? – Rainbow Dash avançou com tudo até ficar com o focinho colado no rosto de Sleet, visivelmente aborrecida.
- Ei, calminha aí, azulzinha. Nem foi tudo isso. De onde eu venho, todo dragão da idade dele brinca disso.
- Bem, adivinhe só! Ele não é como os outros dragões, e com certeza não é como você!
Aquele comentário de Twilight fez o humor de Sleet mudar de defensivo para agressivo.
- E você é quem para dizer o que um dragão é ou não é, chifruda? – Sleet rosnou.
- Pessoal, calma! gente só estava brincando, não precisam se alterar. – Spike tentou apartar a briga, e então se virou para Sleet. – Sleet, escuta, a gente se vê depois, está bem?
Para não piorar a situação, Spike decidiu ir embora com as garotas, deixando Sleet para trás, que agora não estava com uma expressão tão amigável quanto antes. Chegando de volta à casa de Twilight, as três pôneis decidiram deixar bem claro seu desagrado em relação ao novo amigo de Spike.
- Spike, aquilo foi muito perigoso! Tem ideia de como você poderia ter se machucado?
- Twilight, nós só estávamos brincando!
- Brincando? Ele amarrou uma bomba em você, e depois foi se esconder! – Rarity pontuou.
- Aquilo era parte da brincadeira. Ele mesmo me disse isso.
- E você acreditou nele? – Rainbow questionou. – Spike, você conhece aquele dragão não tem nem um dia!
- Mas ele parecia ser tão legal...
- Olha Spike, eu sei o quanto é importante para você aprender mais sobre dragões, mas aquele sujeito é encrenca certa. – Twilight pontuou. – Vai por mim, você vai ficar melhor sem ele.
Spike não se sentiu melhor com tudo aquilo. Para tentar parar de pensar naquilo, ele decidiu gastar o resto do dia ajudando Twilight com seus afazeres na biblioteca...
... mas o destino quis que as coisas fossem diferentes.
Mais ou menos no horário da tarde, um “toc toc” ouvido da janela do quarto que ele estava limpando foi ouvido. Ao ir até lá, viu Sleet voando.
- Yo, Spike. Tudo bem?
- Sleet, o que você está fazendo aqui?
- Ah, decidi te seguir, já que suas amigas também se acharam no direito de nos seguir. – Sleet riu. – Enfim, não quer continuar brincando de “Orengi” comigo?
- Puxa, cara, eu adoraria, mas a Twilight não quer que eu saia para te ver de novo.
- A Twilight é aquela unicórnio que parece uma balinha de uva? Ela é sua mãe por acaso?
- Não.
- A pégaso com crina arco-íris é sua mãe?
- Também não.
- E a unicórnio frufru? Ela é?
- Não.
- Ora, Spike, então manda as três pastarem. – Sleet foi firme. – Elas não mandam em você. Você é um dragão. Dragões não foram feitos para ficarem juntando poeira numa biblioteca velha. De lugar minúsculo e apertado, já bastam os ovos de onde nascemos. Vem, vamos continuar nossa batalha épica pelo destino dessa cidade.
Sleet levou Spike voando para outro lugar, diferente do lugar onde eles se encontraram pela primeira vez. Este novo lugar era um ponto não muito distante de Ponyville. Depois de ambos chegarem àquele novo lugar para brincarem juntos, Sleet deu um pigarro e então começou a incorporar uma voz mais grossa, mais altiva e mais agressiva.
- Então, você é o infeliz que destruiu meu exército de abrolhos combatentes? Nos encontramos, finalmente! – Sleet falou, incorporando seu personagem.
- Não vou deixar você destruiu Ponyville e nem machucar minhas amigas, seu... dragão malvado!
- Insolente! Isso é jeito de falar com o Príncipe dos Dragões? Você será o primeiro a ser eliminado!
Sleet avançou com tudo para cima de Spike, fazendo o bebê dragão se assustar. Percebendo a insegurança de Spike, Sleet errou o soco de propósito, acertando o tronco de uma árvore. Depois, ele deu um chute alto, errando de propósito outra vez. Nervoso, Spike deu um soco por puro reflexo, acertando Sleet no focinho. O soco foi fraquíssimo, mas Sleet se jogou para trás e rolou como se tivesse sido atingido por um bisonte.
- Ai, Sleet, por favor, me desculpe!
- Insolente! – Sleet vociferou, ainda incorporando seu personagem. – Esse poder flamejante... quem é você?
Spike sorriu, entrando de vez na brincadeira.
- Eu sou Spike, o grande herói de Ponyville!
A brincadeira continuou. Sleet e Spike trocavam socos e chutes como lutadores ferozes. O dragão azulado calibrava seus ataques, para que não machucassem Spike de verdade e, ao mesmo tempo, parecessem realistas. Seus golpes mais fortes ele mirava, de propósito, apenas nos objetos do cenário, como troncos de árvore ou barris vazios. Por outro lado, os que acertavam Spike apenas causavam um estalo em suas escamas, e deixavam pouco mais que uma marquinha suave.
Para deixar a brincadeira ainda mais épica, volta e meia, Sleet agarrava Spike pela cauda ou pelos braços e o levava para outro canto de Ponyville, como um dragão predador agarrando sua presa. Da primeira vez, foi assustador para Spike, mas a partir da segunda vez, aquilo passou a ser emocionante, a ponto de que o próprio Spike começou a improvisar seus próprios “golpes dracônicos”, como ele mesmo chamava: em dado momento, ele agarrou Sleet e se jogou com ele num riacho que estava por perto. Em outro, Spike conseguiu agarrar o braço dele e Sleet simulou como se tivesse sido arremessado para o alto por Spike, em seguida aterrissando com um chute matador (que, obviamente, ele errou de propósito) que, ao impacto com o solo, assustou vários animaizinhos dos quais Fluttershy estava tomando conta. Por último, a “batalha épica” que se arrastou por toda Ponyville terminou no Rancho Maçã Doce, onde ambos já estavam bem cansados.
- Vejo que subestimei seu poder. – Sleet comentou. – Mas não importa quão forte seja, não será páreo para meu sopro dracônico.
Spike pareceu incerto quanto ao que fazer, então Sleet cochichou.
- Ei, essa é a parte que você usa seu sopro de dragão também.
Spike assentiu e usou sua chama dracônica. Vendo quão pequena era, Sleet, calibrou seu sopro na mesma intensidade, soltando um pequeno jato congelante, que, ao contato com as chamas de Spike, criaram uma pequena explosão que criou uma chuva de neve em miniatura.
- Ufa, já deu, vamos parar por ora. – Sleet sorriu. – Você se saiu bem para sua primeira batalha de dragão. Vamos comer uma rodada de joias por minha conta.
- Oba! – Spike comemorou.
Spike saiu para comer joias com o Sleet, e ambos se esbaldaram, até que quatro pôneis de aparência familiar e expressões carrancudas se aproximaram de ambos.
- Aí está você! Estivemos procurando você o dia inteiro, Spike! – Twilight reclamou.
- Cara, que história é essa de que você estava brigando com um dragão? – Rainbow Dash emendou. – E nem pra me chamar?
- Rainbow! – Twilight exclamou.
- Que foi?
- Ai, querido, você está todo cheio de hematomas! – Rarity gemeu.
- Que mané “hematomas”. Só pônei mesmo pra chamar umas marquinhas dessas de “hematomas”. – Sleet começou a ficar impaciente.
- Você! Foi você quem fez isso com ele?
- Ei, calminha aí, Carminha Frufru. – Sleet respondeu. – A gente estava só brincando, tá legal?
- O Sleet é um cara muito legal! – Spike interrompeu. – Ele me ensinou sobre uma brincadeira chamada “Orengi” onde tem esse príncipe do mal que invade Equestria, e aí nós lutamos para...
- Espera, então tudo o que ouvimos era verdade?! – Twilight exclamou.
- Errr... o que foi que vocês ouviram?
- A gente ouviu histórias sobre dois dragões arruaceiros que estavam brigando por toda a Ponyville. – Rarity começou a contar. – Esses dragões saíram deixando marcas de garras em troncos de árvores, derrubaram barris, espantaram os animais da Fluttershy e ARRUINARAM O VESTIDO QUE EU ESTAVA MONTANDO!!!
- Desculpa, eu queria ter acertado aquela bomba de lama no Sleet. – Spike desviou o olhar.
- Isso sem falá im todas as maçã mordida qui achei nu meu pomá!
- Ah, dá um tempo! Eu já comi cerejas maiores que aquelas maçãs! – Sleet riu. – Vai mesmo fazer desaforo por causa de umas duas dúzias de maçãs nanicas?
- Intão foi ocê, disgramado?
- Talvez... por quê? Vai querer me dar um coice por isso? – Sleet atiçou a briga De novo: você tem um pomar até onde a vista alcança! Vai mesmo começar uma briga por causa de algumas maçãzinhas?
- OCÊ CRIÔ UMA GEADA NO MEIO DO MEU POMAR, MISÉRA!!! – Applejack ficou furiosa!
- Gente, calma, aquilo foi um acidente! – Spike tentou apaziguar.
- Spike, vamos para casa. – Twilight comentou. – Você tem muito o que explicar.
- Aí, quem você pensa que é para dar ordens pro meu amigo? – Sleet começou a ficar irritado.
- Eu não estou falando com você! – Twilight respondeu na mesma moeda.
- Gente, por favor, calma! Eu já vou, está bem? – Spike disse, tentando apaziguar a situação, e então se voltou para Sleet. – Tchau, cara. A gente se vê depois.
Spike foi embora com suas amigas. Sleet ficou olhando tudo de longe, com uma cara de poucos amigos. Ele definitivamente não gostou do jeito que aquelas pôneis trataram o colega de brincadeira dele.
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