Dragon Pals

7 A Verdade Sobre Sleet Frostbite


Notas iniciais
Um encontro inesperado com a Princesa Celestia obriga Sleet a confrontar alguém do seu passado.

Algum tempo atrás, quando Twilight Sparkle havia proibido Spike de continuar lendo os livros de “Orengi, o Dragão”, o filhote de dragão havia procurado Rainbow Dash e pedido para que ela guardasse os livros para ele. A ideia era que ele a procuraria sempre que tivesse vontade de ler os livros, mas entre tantas coisas, desde o “treinamento de dragão” com o Sleet até o incidente na Floresta Everfree, Spike acabou esquecendo disso completamente.

O mesmo não aconteceu com Rainbow Dash: toda vez que ela pegava um dos livros de Daring Do para ler, ela dava de cara com uma das capas do livro estrelado pelo simpático dragão laranja. Aquilo fez com que, num belo dia, Rainbow Dash começasse a ler os livros de Orengi. De início, Rainbow Dash estranhou a narrativa que, diferente dos livros de Daring Do, era mais focada num humor pastelão compassando as aventuras de Orengi. Com o tempo, no entanto, ela começou a engrenar a leitura de forma que um conhecedor da série conseguiria facilmente deduzir em que ponto da história ela estava pelos comentários em voz alta que ela soltava enquanto lia sozinha em seu quarto.

- Hahahaha, eu não acredito que ele achou que a carroça da Star Chaser era um lobo de madeira! Que tonto!

- HAHAHAHAHA!!! O Talon quer os Elementos para parar de ter medo de unicórnios bonitas! Será que ele teria pesadelos com a Rarity? HAHAHAHAHA!!!

- Gostei desse Thundercloud. Esse pégaso tem estilo.

- Caramba, esses gatos de uniforme são durões!

- HAHAHAHAHA!!! Eu não acredito que o Marechal Calico tem medo de parasprites!

- Aquele... monstro... acabou com o Marechal Calico e com o pai da Wildflower como se eles não fossem de nada!

- Mas que pônei mais desnaturado! Ele é que era para ser o pai do Orengi? Estou começando a entender por que a Twilight proibiu o Spike de ler esses livros... mas que eles são legais, eles são muito!

- Nãããão, o Thundercloud não! Grrr, acaba com essa maldita barata, Orengi!

- Ai, que nojo! Que troço foi esse que o Rei Bassoon vomitou?

- Finalmente! Finalmente o Orengi ganhou uma edição dos Jogos de Equestria!

- QUÊ??? O Orengi tem um irmão?

Nessa brincadeira, Rainbow Dash acabou devorando os três primeiros livros da série num piscar de olhos, e agora estava no início do quarto. Diferente dos outros livros, que ela lia fazendo comentários graciosos sobre os momentos em que mais gostava, o quarto livro ela lia em silêncio absoluto, com os cascos tamborilando levemente na própria cama e as penas ficando arrepiadas em determinados momentos. Num certo trecho, Rainbow Dash sentiu algo travando sua garganta e embaçando seus olhos. Ela usou as penas das asas umas cinco vezes para enxugar os olhos, mas eles continuavam se enchendo de água enquanto ela lutava para ler aquele trecho.

- “Não foi... tão ruim... passar um ano inteiro... com você.” – Rainbow deixou escapar um soluço enquanto lia aquele trecho. – “E-Eu... gosto de você... Bonfire.”

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Com a chegada inesperada da Princesa Celestia em Ponyville, Twilight, com a ajuda de Pinkie Pie, preparou bolo e chá para recebe-la na Biblioteca Carvalho Dourado. Celestia agradeceu o convite e a oferta, mas uma vez que ela especificou que gostaria de conversar com Sleet nesse mesmo chá de boas-vindas dado a ela, a coisa acabou azedando. Naturalmente, ninguém ousou contestar o pedido de Celestia, muito menos Twilight Sparkle, mas quando a mesa foi posta, ficou bem claro que talvez a Princesa do Sol não tivesse tido a melhor das ideias: De um lado da mesa estavam cinco pôneis encarando Sleet com expressões pouco amigáveis e Spike e Fluttershy completamente desconfortáveis com tudo aquilo. Do outro lado, estava Sleet, que aproveitava o bolo e o chá como se não tivesse feito nada de errado. No meio, estava Celestia, que conseguia perceber facilmente a tensão que estava no ar.

— Você não parece ter feito muitos amigos no período que esteve aqui, Sleet. – Celestia decidiu tentar quebrar o gelo.

Sleet teve uma reação involuntária, como se tivesse tomado um susto ou se engasgado com o bolo. Para disfarçar, ele decidiu tomar um pouco do chá e, em seguida, se recostou nas costas da cadeira, tentando parecer o mais relaxado possível.

— O que eu posso dizer, princesa? Eu prefiro qualidade no lugar de quantidade.

Twilight revirou os olhos ao ouvir aquilo. Spike, por outro lado, percebeu que Sleet parecia bastante nervoso, não com Twilight ou com nenhuma das amigas dela, embora elas é que estivessem sendo hostis à presença dele, mas sim com a Princesa Celestia. Spike já havia convivido com Sleet o suficiente para perceber, por baixo da pose de despreocupação e sarcasmo, que ele estava mostrando os mesmos sinais físicos de prontidão e alerta que ele havia mostrado quando lutou com a ursa na Floresta Everfree.

— Você sabe por que eu estou aqui? – A Princesa Celestia perguntou.

— Tenho um palpite. – Sleet respondeu, com o sorriso sarcástico de antes. – Uma certa nerd com uma estrelinha desenhada na anca não conseguiu resolver suas diferenças comigo de forma limpa e decidiu escrever uma carta chorando para você vir e comprar a briga dela, como se você não tivesse nada melhor para fazer.

Twilight ficou com mais raiva ainda de Sleet. O que mais a deixava irritada não era aquilo que ele falava dela, mas a forma como ele se dirigia à Princesa Celestia, falando com ela como se ela fosse alguma colega de escola dele. Celestia percebeu o humor de Twilight e sinalizou, com seu olhar, para que ela não fizesse nada.

— Interessante seu palpite envolver uma carta, senhor Frostbite. – Celestia respondeu. – Porque eu escrevi algumas cartas para Ponyville, e nenhuma delas foi respondida, e ao chegar aqui, descubro que elas não estavam chegando ao seu destinatário. Você sabe alguma coisa sobre isso?

Spike desviou o olhar, enquanto que Sleet deu uma tremidinha de nervoso, mas continuou sustentando o olhar e a postura de confiança performática.

— Talvez eu saiba. – Sleet respondeu, pegando outra fatia de bolo. – Mas eu fiquei curioso: o que a fez pensar que eu sei de algo? Digo, você é a Princesa do Sol. Eu sou só um dragão andarilho, sem eira nem beira. Como um dragão como eu teria acesso à correspondência de uma alicórnio como você? Você por acaso usa dragões como seu serviço postal particular, Princesa?

Twilight teve vontade de pular em Sleet e estrangulá-lo por ter dito aquilo. Celestia percebeu aquilo e olhou novamente para Twilight, sinalizando para ela se acalmar.

— A julgar pelo seu tom de voz, imagino que isso seja algo que lhe aborreça. É por isso que você se achou no direito de destruir minha correspondência? Mesmo sabendo que eu sou a Princesa do Sol e uma das governantes de Equestria?

A fachada de despreocupação e arrogância teatral de Sleet rachou, e Twilight e suas amigas sentiram uma grande satisfação quando Sleet não conseguiu mais disfarçar direito que ele estava intimidado por Celestia, mas não era a intenção da Princesa do Sol que aquilo fosse uma disputa de egos.

— Eu não estou zangada com você, Sleet, se é disso que você tem medo. – Celestia comentou. – Eu só gostaria de saber: você chegou a ler alguma das cartas, pelo menos?

— Tchk, medo? Por que eu teria medo de você? – A confiança de Sleet deu lugar a um aborrecimento e uma sensação de ultraje. – Mais importante: por que eu leria suas cartas?

— Porque elas eram sobre sua mãe.

Ao ouvir aquela resposta, a máscara performática de Sleet quebrou de vez. O espanto era visível na face dele, e também na face de Twilight e suas amigas, bem como na de Spike.

— O q-quê?

— Sua mãe está lhe procurando há bastante tempo, Sleet. Sei disso porque eu e ela estávamos conversando por correspondência. – Celestia continuou. – Nas cartas que eu estava enviando para Twilight, eu estava pedindo que, durante o fenômeno da imigração dos dragões, ela ficasse atenta caso encontrasse alguém com a sua descrição: um dragão de gelo adolescente, com escamas de cor azul clara e olhos verdes. Na última carta que eu recebi de Twilight Sparkle, quando ela mencionou o nome “Sleet”, eu reconheci o nome que sua mãe havia mencionado, e decidi vir o mais rápido possível para Ponyville a fim de encontra-lo.

— Eu não acredito que ela fez uma coisa dessas... – Sleet disse, entre dentes.

— Agora que eu o encontrei, gostaria que você viesse comigo, reencontrar sua mãe.

— E se eu disser não?

Ao questionar aquilo, a máscara performática de Sleet caiu totalmente. Agora era visível que ele estava com um humor pesado, uma mistura de raiva, ansiedade e aborrecimento.

— Essa é sua resposta final para a Princesa do Sol?

Celestia perguntou aquilo de forma neutra, sem tentar soar intimidadora ou autoritária. Mesmo assim, aquela pergunta fez algo quebrar dentro de Sleet. Ele não se lembrava de qual tinha sido a última vez que alguém o havia feito se sentir tão pequeno, tão frágil, tão... impotente. Celestia lançou um olhar de genuína simpatia para o dragão de gelo, que estava cabisbaixo naquele momento, com os punhos cerrados. Twilight e as amigas dela, por outro lado, observavam aquilo com uma satisfação palpável.

— Quando terminar seu chá e seu bolo, se levante e venha comigo.

Sleet respondeu soltando um grunhido baixo, sem nem olhar Celestia nos olhos. Quando Sleet estava terminando, Celestia se levantou e foi até a porta, mas deu uma parada e olhou para trás com o canto do olho, como se sinalizasse para Sleet ir com ela. Soltando outro grunhido baixo, Sleet se levantou e começou a segui-la. Twilight e suas amigas se entreolharam, cada um com um sorriso, e então começaram a seguir Celestia e Sleet de longe. Elas decidiram manter um pouco mais de distância para poderem conversarem entre si sem que a conversa cochichada delas fosse ouvida por Celestia ou Sleet.

— Caraca, num querdito nisso! – Applejack começou. – Digo, sabia qui a Princesa Celestia colocaria essa lagartixa no lugar dela, mas num achei qui seria tão rápido assim.

— Eu não estou nem um pouco surpresa. – Rainbow Dash continuou. – Valentões como o Sleet só são durões com quem é mais fraco. Digo, sem ofensas, Fluttershy.

— Não me ofendi, Rainbow.

— Enfim, meu ponto é: quero ver se ele é durão com alguém à altura dele.

— Não me faça rir, querida, a Princesa Celestia está muito acima da altura dele!

— Pessoal, pega leve! – Spike disse. – Eu sei que o Sleet pisou na bola com a gente, mas vocês também estão pegando pesado já!

— Estamos nada, Spike. – Twilight respondeu. – Quem pegou pesado foi o Sleet, ensinando você a falar aquelas coisas feias para a Rarity e fazendo o que ele fez com a Fluttershy.

— Mas eu já pedi desculpas... – Spike desviou o olhar.

— Mas o Sleet, não.

— Chegamos, Sleet. – Celestia anunciou, se virando para Twilight e suas amigas. – Meninas, fiquem aqui. Isso aqui é pessoal.

O grupo havia chegado a um prédio grande, que era usado como auditório pela prefeita de Ponyville. Havia um grupo de guardas reais vigiando o local, e logo após Celestia ter aberto a porta e ter entrado com Sleet, os guardas bloquearam a passagem de Twilight Sparkle e suas amigas, o que as deixou um pouco frustradas, até que Rainbow Dash teve uma ideia.

— Aí, querem ver de camarote aquele dragão se dar mal?

Sendo a mais atlética e ágil de todas, Rainbow Dash facilmente conseguiu encontrar um caminho de pontos cegos na vigilância e guiar suas amigas por ele: elas deram a volta pelo local, pularam uma cerca nos fundos, pegaram uma escada, subiram até uma janela pequena, se espremeram por ela, até chegarem numa plataforma de madeira, que dava uma visão aérea perfeita de Celestia, Sleet e o motivo pelo qual Celestia havia mandado a guarda real cercar aquele lugar e impedir qualquer curioso de se aproximar demais: uma dragoa enorme, de cor azul-clara, num tom bem mais claro que o de Sleet, quase branco. A crista de escamas dela possuía vários tons de cores, parecendo quase uma aurora boreal em miniatura.

— Como a Princesa Celestia conseguiu trazer uma dragoa daquele tamanho para Ponyville sem chamar a atenção? – Fluttershy perguntou.

— Ela deve ter vindo durante a noite. – Twilight deu um palpite.

— Ei, quietas aí, eu quero ouvir a conversa! – Rarity repreendeu.

Todas ficaram esperando pelo momento em que a dragoa gigante começaria a dar bronca em Sleet, mas a reação dela foi totalmente diferente: ela correu, apressada para abraçar Sleet, inclusive deixando cair uma lágrima no processo. Sleet, por outro lado, não moveu um músculo no processo.

— Sleet, meu filho! Há quanto tempo! Eu estava tão preocupado com você! Você desapareceu sem nenhum...

— ME LARGA!!!

As garotas tomaram um susto com aquele grito, mas o susto delas não foi maior que o da dragoa, que imediatamente desfez o abraço e recuou alguns passos.

— S-Sleet...? O q-que houve?

— Por que você está aqui? O que é que você quer? – Sleet vociferou.

— S-Sleet, meu filho, eu queria reencontrar você! A Princesa Celestia gentilmente se ofereceu para...

— Você chamou a alicórnio mais poderosa de Equestria para me rastrear?

Cansada da postura agressiva de Sleet, a mãe dele levantou a voz contra ele.

— Você desapareceu! Sumiu do mapa! Tem ideia do quão preocupada eu fiquei com você? Tem ideia de quanto tempo e energia eu gastei tentando encontrar você?

— Pra quê? Você nunca me quis, para começo de conversa! – Sleet rosnou. – Quando o papai se foi... a primeira coisa que você fez foi me largar numa escola de pôneis!

Aquela fala de Sleet mudou totalmente a postura das garotas em relação ao que estavam ouvido. De início, elas queriam vê-lo tomando bronca da própria mãe, talvez até meter um pouco de lenha na fogueira. Agora, elas perceberam que algo mais complexo estava acontecendo.

— Você não está sendo justo, Sleet! Depois que seu pai morreu, cuidar de você se tornou impossível! Eu mal conseguia cuidar de mim mesma, de tão difícil que a situação ficou! Naquele internato, você tinha cama, comida e segurança.

— Eu tinha humilhação! Era isso o que eu tinha! – Sleet vociferou. – Tem ideia de toda a humilhação pela qual eu passava? Ver tudo o que eu gostava sendo rechaçado? Ver tudo o que eu era sendo tratado como uma anomalia? Tem ideia de quanto tempo eu passei sendo forçado a viver como algo que eu não era, tentando me adequar a um local ao qual eu não pertencia?

— Meu filho...

— Você me abandonou! Nunca foi me ver uma única vez naquele lugar horrível! Nunca perguntou se eu queria aquilo! Você simplesmente decidiu que a melhor coisa para mim era ser criado e educado por gente que me desprezava, ao invés da minha própria gente...

— Eu queria que você tivesse uma boa educação! Queria que você aprendesse que há mais coisas na vida do que só lutar e ser violento! – A mãe de Sleet continuou. – Eu não queria que você seguisse os passos do seu pai! Se ele não tivesse participado da Prova de Fogo...

— O que há de errado em querer ser como meu pai? – Sleet questinou. – O que há de errado em querer ser um dragão de verdade?

— Seu pai morreu por causa de uma demonstração de força estúpida!

— Meu pai morreu como um dragão! Você tentou me obrigar a viver como pônei!

Sleet estava no ápice da fúria: os punhos cerrados, a ponto dos nós dos dedos terem ficado brancos, os rosnados, os tremeliques leves. Ele estava com tanta raiva que até mesmo uma leve aura congelante começou a se espalhar pelo chão ao redor de onde ele estava.

— E então teve um detalhe que Twilight e suas amigas não perceberam, mas que Celestia e a mãe de Sleet perceberam: as lágrimas caindo.

— Pessoal... eu não quero mais ficar vendo isso. Vamos embora logo?

— Boa ideia, Fluttershy. – Twilight concordou.

— E-Espera, parem de me empurrar! Desse jeito, a gente vai...

Antes que Rainbow Dash pudesse terminar a frase, ela acabou perdendo o equilíbrio. Tentando não cair, ela acabou se segurando na cauda de Applejack, o que acabou criando uma reação em cadeia que derrubou todo mundo do esconderijo onde estavam. A cena da queda pegou de surpresa Sleet, a mãe dele e a Princesa Celestia. O que mais chocou Sleet, no entanto, foi a presença de Spike ali no meio.

— Peraí, você estava me espionando? – Sleet questionou, se dirigindo especificamente ao Spike. – Ora, como pôde? Eu achei que você era meu amigo! Eu confiei em você!

— Sleet, espera... – Spike tentou remediar.

— Não quero ouvir suas desculpas, Spike! As coisas que você me pediu para te ensinar, por acaso elas não significaram nada para você? – Sleet vociferou. – “Dragões sempre permanecem unidos”, você lembra disso?

— Sleet, não é nada disso!

— É sim, Spike! – Sleet rosnou, dirigindo o olhar para as amigas pôneis de Spike. – Eu já esperava que todas elas viessem aqui para me ver sendo humilhado, mas eu nunca imaginei que você tomaria partido nisso!

— Sleet, a culpa não é dele! – Twilight tentou intervir. – Fomos nós que arrastamos o Spike para cá! Ele mesmo queria que nós deixássemos você em paz.

— Eu não preciso da sua pena, queridinha da Princesa! – Sleet respondeu. – Eu não preciso da pena de nenhuma de vocês! Vocês não queriam que a Princesa Celestia me ensinasse uma lição? Pois bem, eu aprendi minha lição: nunca deveria ter vindo para cá e nunca deveria ter feito amizade com esse vira-casaca de uma figa!

— Sleet, para onde você vai? – A mãe dele questionou, ao vê-lo se dirigindo à janela.

— Vou me juntar à imigração dos dragões! – Sleet respondeu. – Vocês nunca mais vão ouvir falar de mim e eu nunca mais vou ter que ver as caras de vocês de novo! Todos nós saímos ganhando!

— Sleet, não faça isso!

Antes que a mãe de Sleet pudesse impedir o filho de fazer alguma besteira, ele saiu voando pela janela, deixando a mãe desolada.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.