Dragon Coaches

3 O Prazer É Todo Meu


Notas iniciais
Aos novos leitores, sejam Bem Vindos! Após quatro anos de publicada essa história pela primeira vez, decidi fazer algumas alterações. Recomendo aos leitores de antes da atualização que releiam os 10 primeiros capítulos da história, pois houveram algumas mudanças significativas. Data da Mudança/Atualização: 28/02/2019

— Então você veio da White Star, Eron. – Fala Kevin. – Puxa, eu ouvi dizer que lá é cheio de gente bem forte...

— É, são quase todos classe A. – Responde Eron. – Mas a maioria continua na guilda, são poucos que saem em busca de um título classe S, como eu, entende?!

— É verdade que sairam de lá Dragon Coaches que hoje são membros oficiais do judiciário e trabalham nas academias de Valastia?

— Sim. Eles são bem fortes.

— Imagino.. Mas e ai?!

— E aí... O quê?

— Você disse que ia me ajudar a ser um treinador bem forte, que nem você, lembra?!

— Ah, tá falando nisso. – Kevin assente, enquanto Eron se deita num gramado à beira de um córrego. – Sabe, Kevin, primeiro você precisa relaxar.

— Relaxar?!

— É. Vai, se deita.

— Assim?! – Pergunta Kevin, enquanto se deita também. – ...Nossa!!! Olha como o céu está lindo e cheio de estrelas!!!

— O céu é sempre lindo e cheio de estrelas. Um treinador que voa com seu dragão tem que saber disso. Você tem que relaxar, deixar a seu espírito se conectar com o do seu dragão, faça com que seus espíritos virem um só. Quando seus espíritos forem um só, vocês terão aprendido a ter confiança um no outro. A força física, habilidade no voo ou a potência dos golpes são coisas que vem com o tempo e o treino pesado de ambos.

— Mas numa batalha você não tem que ter força para vencer?! Quer dizer, nos testes para subir as classes, eles testam a força de uma dupla, não é verdade?!

— Não. Você está errado Kevin.

— O quê?! Errado??!

— Sim. Errado. Uma batalha de Dragon Coach não é definida pela força física da dupla. Você precisa gostar de batalhar e amar sua parceira. Uma batalha entre duas duplas é, na verdade, o confronto entre dois espíritos unificados. E o vencedor é aquele que mais quer vencer. É aquele que mais tem confiança no seu espírito e no da sua parceira, você precisa alimentar o seu espírito para poder vencer. Lembre-se que a Sophy usa essa força para lutar. Então o seu desejo de querer vencer irá alimentá-la. Num exame para subir de classe, eles testam sua força sim, mas a força do seu espírito, a força de confiança que um tem que ter no outro. Não esqueça isso, assim como o céu tem infinitas estrelas, sua vontade de vitória também deve ser infinita!

— UAU. Poxa, que legal.

— Pois é, ser treinador, batalhar, viver com um dragão. É para ser divertido, né?! Afinal essa marca que a gente tem não é só para dizer que você tem um dragão submisso a você. Ela mostra que você tem uma ligação de confiança e espírito entre alguém que é mais do que um membro de sua família. Sabe, é o seu dragão, sua parceira, Kevin. Quando vocês batalham, são um!

— NOSSA! – Fala um Kevin com brilho nos olhos. – E-Eron, você é DEMAIS!!!

— Não, eu sou apenas um treinador, um Dragon Coach!

E então eles deitam novamente sob o gramado, observando atentamente as estrelas. Passando uns trinta minutos em completo silêncio, um silêncio agradável e confortante. Até que...

— KEVIN MAPLE!!! AONDE VOCÊ ESTAVA POR TODO ESSE TEMPO?? ROLAR NA GRAMA É COISA PARA CACHORRO!!! – Fala uma garota, que deveria ser apenas um pouco mais nova que Eron.

— Ah, Mariana?! O-o que você está fazendo aqui?! – Pergunta Kevin.

— O que EU estou fazendo aqui?!! A pergunta não seria o que VOCÊ está fazendo aqui?! Sabia que já escureceu?! Você saiu de manhã para um torneio, deveria ter voltado antes de escurecer! Estão todos preocupados com você e...

— Quem é ela? – Pergunta Eron, deixando a garota falando sozinha.

Eron abre seus olhos sonolentos bem devagar para analisar a meina meio baixinha, com olhos cor de mel e cabelos castanhos escuros na altura no ombro, usando uma bolsinha pochete e óculos redondos e grandes.

"Ela parece uma coruja." Eron pensou para Meline.

— O nome dela é Mariana, é uma garota da minha guilda. – Responde Kevin.

— Ahh, entendi. Ah, é mesmo. Você ia voltar para sua guilda, né?!

— Pois é, mas aí, a gente acabou se distraindo. Hahaha. Eu deveria ser mais cuidadoso.

— Haha. É mesmo. Poxa, me desculpa, a culpa é minha por ter feito você sair por aí andando comigo. Você nem me conhece direito.

— Que nada, você é meu amigo, Eron. A Mariana adora dar chilique mesmo, não ligue muito para ela não.

— Ah, então tá.

— EI! Vocês pretendem mesmo me deixar falando sozinha, é isso?!! – Fala uma Mariana irritada.

— Opa, foi mal, Mariene. – Fala Eron.

— Meu nome é MARIANA! – Responde ela.

— Poxa, Mariana, desculpa. Eu não queria ter deixado o pessoal da guilda preocupado, nem ter feito você ter vindo até aqui só para me procurar. – Diz Kevin. – Me desculpa.

— Tudo bem. – Suspira Mariana. – Mas é melhor voltarmos agora. – Kevin assente, enquanto Eron fica encarando Mariana. – E-Err. E você quem é?

— Eu?! O Meu nome é Eron. Prazer em te conhecer.

— Ah, o prazer é todo meu. Eu me chamo...

— Mariane. Eu sei, o Kevin já falou!

— É MARIANA. M-A-R-I-A-N-A! Mariana. Entendeu?!

— Sim. Entendi Marinana.

— Augh. É sério?! Você é burro assim mesmo?!

— Não, só estou te zoando, Mariana. É que você fica muito fofa quando está irritada. – Provoca Eron, deixando a pobre Mariana vermelha que nem tomate.

— E-Err... E-Eu não q-queria. Hã... – Gagueja a garota.

— Eron, você é mesmo hilário. – Caçoa Kevin numa alta gargalhada. – Sabe, já está bem tarde. Por que você não fica lá na guilda com a gente? Pelo menos até amanhecer?! Tem uma estalagem nos fundos e geralmente recebemos viajantes!

— Hum. Pode ser. Vamos lá! – Responde Eron.

— Legal. – Kevin já começa a se animar.

— Quer dizer, se a senhorita Mariana não for explodir de vergonha. Porque tá cada vez mais vermelha. – Provoca ainda mais Eron.

— Escuta aqui, seu merda. Acho bom você não me provocar, se não eu vou... – Mariana olha para os dois, que estão encarando-a, esperando sua resposta. – E-Eu vou... Que saco! Vamos logo.

— Ela é muito divertida. – Sorri Eron.

— Sim. É a Mariana, você se acostuma. – Concorda Kevin.

Eles vão caminhando pela cidade em direção a guilda. Enquanto isso, em outro lugar mais afastado do centro.

— Então você perde e volta correndo para casa como um filhotinho assustado?! É ISSO, Bradley?!

Num galpão afastado na periferia menos nobre da cidade, Bradley tem encarar seu líder.

— N-Não é isso, Kyuka. O cara era realmente forte. Apesar do dragão dele não parecer acho que era um tipo água e... – Bradley tenta dar uma boa desculpa.

— Está dizendo que além de ter perdido, você ainda perdeu para um tipo que tem vantagem?!! – Kyuka encara Bradley.

— Não entenda dessa forma. Veja, ele era tão forte que conseguiu vencer a Duda mesmo com a desvantagem e...

— VOCÊ É QUE É MUITO FRACO!

— Kyuka, o cara era um classe A. Acho que deveria estar viajando pelo país. Uma pessoa assim é, realmente, forte. Você sabe disso. Afinal você também é um classe A viajante.

— E daí?! – Kyuka fala como se estivesse tirando sarro de Bradley. – Você também é um classe A, não é, Bradley?!

— S-Sim, mas...

— Mas nada. Você também deixou a sua guilda e é um classe A! Arranje um jeito de derrotar esse tal de Merom ou sei lá qual é o nome.

— Mas Kyuka, eu deixei minha guilda depois que conheci você. Você me tornou um classe A! O cara é forte, se você e a Takuna lutassem contra ele, ele não teria chance!

— Como você ousa fazer uma insinuação dessas?! DERROTE ESSE COACH MISTERIOSO! Faça o que tiver que fazer e pronto! É uma ordem.

— S-Sim senhor.

— O que está esperando? – De trás de Kyuka aparece um dragão com enormes asas e com um só rugido libera uma incrível ventania, derrubando Duda e Bradley no chão. – É PARA IR AGORA!!!

Kyuka era um garoto alto com cabelos bem escuros e longos, os fios lisos estavam presos com uma liga verde. Forjando um sobre tudo por cima da camiseta bem colada no corpo, que mostra o bom físico. Tanto ele, quanto sua dragão permaneciam na penumbra da luz encarando Bradley.

— Ahh. Sim, senhor Kyuka. Vamos Duda. – Bradley monta em Duda e sai voando.

— Eron Tsagani, é?! – Fala Kyuka com a dragão. – Finalmente vai acontecer algo divertido por aqui, não acha Tak?!

— Sim, mestre. – A dragão assente.

— Será um prazer conhecê-lo, Eron Tsagani.

***

Enquanto um adversário um tanto “obscuro” se prepara para um possível ataque a Eron, ele finalmente chega, acompanhado de seus mais novos amigos, à Red Sky.

— Seja Bem Vindo, Eron. – Fala Kevin. – Essa é a nossa guilda, a Red Sky...

— Puxa, então essa é a guilda de vocês dois?! – Fala Eron, observando os poucos membros, que ainda estavam presentes na guilda àquela hora da noite. – Muito maneira.

— Bem, isso aqui é mais movimentado durante o dia. – Diz um homem de uns 40 anos se aproximando deles. – Seja Bem Vindo. Qual seu nome?

— Eron. Muito prazer senhor...

— Almeida. – Responde o homem. – Kevin, sua mãe já ligou. Está preocupada com você. Pediu para que nós mandassemos você ir para casa assim que aparecesse, ou seja, agora.

— Ah, sim. É mesmo. Eu não avisei a mamãe que eu voltaria tarde para casa. Obrigado, senhor Almeida. – Fala Kevin, já indo embora. – Thau, galera. Até amanhã!

— Até. – Respondem todos em coro.

— Mariana, eu já vou subir para dormir. Você fecha tudo quando subir, querida?! – Pergunta o Almeida.

— Sim, não se preocupe. Ah, e pai. O Eron pode passar a noite aqui? – Questiona Mariana. — Ele é da White Star.

— Claro. Fique à vontade, senhor Eron.

— Obrigado. – Responde Eron.

— Certo. Boa noite, crianças. – Com isso, o Almeida se vira e desaparece subindo as escadas localizadas no fundo do salão principal da guilda.

— Ele é o seu pai, Mari?! – Pergunta Eron.

— Sim. E-Ei, quem disse que podia me chamar por um apelido?!

— Ninguém. Aliás... Você tá fazendo de novo!

— D-De novo?

— Vermelha.

— Mas que droga. P-Pare de ficar notando isso.

— Tudo bem. Desculpa. Ei, o seu pai é o mestre da guilda?

— Bem, eu não diria “mestre”. Diria responsável.

— Por quê? Ele não é um Dragon Coach?!

— Não é que ele não seja um Dragon Coach, ele só não tem um dragão.

— Não tem um dragão?!

— Isso não importa. Mas Eron, você tem um dragão, né?! Posso vê-la?

— Hã. Claro. Meline, venha até aqui. – Com essas palavras, Meline volta a sua forma física, cumprimentando Mariana. – Mari, essa é a Meline.

— Muito prazer, dragão do Eron!

— Quem é você? – Pergunta Meline, num tom de hostilidade nem um pouco amigável.

— Err... Mariana.

— Eron, o que estamos fazendo aqui?

— Calma aí, Meline. Vamos passar a noite aqui hoje, tudo bem?!

— Que seja. Mas não vá se entregando nos braços de qualquer uma assim tão fácil! É melhor dormir comigo hoje à noite. Para sua segurança. – Meline encara Mariana.

— Me entregar nos braços de alguém? Segurança? Meline, acorda! Só vamos passar a noite aqui.

— Ei. Eu ainda estou aqui! – Mari se impõe na conversa. – Desse jeito, vocês estão começando a me ofender. Principalmente, essa dragão mau humorada.

— Mau humorada?! Eu?! Quem está ficando ofendida, agora, SOU EU! Quem você pensa que é?!

— Ei, ei, ei. Podem ir parando por aqui! – Eron interfere na discursão antes que fosse tarde demais. – O que é isso, meninas?! Já vão começar a brigar antes mesmo de se conhecerem?! Meline, estou falando com você.

— Humpf. – Meline grunhe.

— Ok. Que tal começarmos de novo, hein?! Meu nome é Mariana. Eu conheci o Eron recentemente e o convidei para passar a noite aqui, na guilda que faço parte.

— Eu sou Meline. Dragão do Eron.

— Bom, muito bom, meninas. – Comemora, cautelosamente, Eron.

— Bem, tem um alojamento lá nos fundos para dragões. Não é muito chique, mas é confortável. Se você quiser. Pode passar a noite lá com o Eron, já que pensa que vou ataca-lo durante a noite.

— Certo. Eron, o que acha de passar a noite lá? – Meline se vira a Eron.

— Por mim, tudo bem. Mari, aonde fica esse alojamento?

— É por aqui. Venham. – A menina guia eles até a parte de trás da guilda, de onde já se vê o alojamento. – Aliás, Meline. Que tipo de dragão você é? Não parece ser de nenhum dos quatro báscos.

— É porque não sou!

— Desculpe a Meline, Mari. Ela deve está estressada.

— Sei...

— Bom, mas respondendo a sua pergunta, a Meline é um dragão elementar.

— Um dragão elementar?! Aquele tipo raro de Land Core??! – Mariana fica surpresa.

— É, esse mesmo.

— Pensei que fosse só uma lenda. Então como vocês se conheceram?

— Foi lá em Land Core. Eu era bem novinho, aí...

— VOCÊ É DE LAND CORE, ERON??

— Sou.

— Sério?! E como é lá?? Tem muitos dragões? Como é o ecossistema?

— Calma! Sabe, eu vim para esse continente, quando ainda era bebê.

— Ah, entendi. Mas então, como você sabe como conheceu a Meline?

— Histórias de parentes. Sabe como é que é, né?!

— Sei. – Eles encerram a conversa com a chegada ao alojamento. – Chegamos.

— Hmm. Legal, gostei daqui. – Eron se joga numa cama. – Confortável...

— Até que não é um local tão ruim. – Afirma Meline.

— Hm, Eron. Eu li em livros sobre dragões que os tipo elementar são capazes de dominar todos os elementos. A Meline é capaz disso?

— Mas é claro que sou. Garota burra.

— Meline. Eu já disse para se acalmar. – Eron dá uma bronca em Meline, que vira a cara, fazendo pouco caso. – Ai, ai. O que eu faço com você, hein Meline? Sabe, Mari... Sim, nós vamos conseguir dominar todos os elementos, mas não vai ser assim tão fácil.

— Como assim? Um dragão elementar já não nasce dominando todos os elementos? – Questiona Mariana.

— Bem, não. É como dizer que um bebê dragão do tipo fogo, por exemplo, já nasce sabendo dominar ataques fortes de fogo. É preciso treino para a dominância de seu elemento. Com Meline não é diferente. Entende, Mari?!

— Acho que sim.

— Nós começamos dominando elemento por elemento. A começar pelo ar, seguido da água, terra e fogo até os elementos mais difíceis como gelo e o trovão (ou raio). – Explica Eron.

— E já estou perto de acabar, por isso, garotinha burra, não me provoque! – Meline ameaça Mariana.

— M-Mas o Eron disse que vocês ainda irão dominar todos os elementos...

— Mas só falta um. Por isso não me provoque!

— Meline, deixe de contar mentiras para os outros. Mari, ainda faltam três, mas já estamos na metade do caminho. – Eron ameniza a conversa.

— Então vocês já dominaram o ar, a água e a terra?

— Exatamente.

— Humpf, até que você não é tão burra assim!

— Meline...

— Tudo bem, Eron. Já me acostumei com ela.

— Então tá. Ei, Mariana. Já que você faz parte de uma guilda e é uma coach também, que tipo de dragão você tem?

— Hã... Bem, eu não tenho nenhum dragão não. Eu meio que gosto mais de cuidar deles, afinal tem tanta gente que só se preocupa em treinar e batalhar que acaba se esquecendo da saúde do dragão, né?!

— É.

— Sabe, Eron, cuidar de um dragão é igual a cuidar de uma pessoa. Precisa dar banho, escovar, cortar as unhas e levar a um veterinário, de vez em quando, para uma análise. E por falar nisso, Eron, você me deixa analisar a Meline?

— Analisar, como assim? – Pergunta Eron.

— Ah, fazer um check-up, sabe?!

— Como assim um check-up, você pensa que sou o que, hein?! – Meline volta a ficar irritada.

— Ah, não se preocupe, eu faço curso técnico em medicina dragônica, não vou te machurar, vou cortar suas unhas, limpa suas escamas, verificar e limpar suas asas. Tudo para que você possa se sair melhor nas batalhas. E claro, ver se você não está doente ou algo do tipo. – Explica a garota.

— Bom, nesse caso, acho que tudo bem. – Meline se deita, deixando Mariana se aproximar dela.

A garota retira algumas ferramentas veterinárias da pequena maleta e passa a polir as escamas da dragão, cortando e afiando, cuidadosamente, suas garras, mesmo como seus espinhos e chifres.

“Puxa, A Mariana é muito atenciosa com os dragões. Ela está certa. Ser um treinador não é só treinar e batalhar, é preciso cuidar do dragão também. Ver como ele está de saúde e o ajudar a fazer a higiene... Coisa que eu acho que nunca fiz com a Meline. Agora entendi o que ela quis dizer quando falou que ela não tinha o dragão, não é preciso ter um dragão para ser um treinador, basta amar os dragões como a Mari faz. É, ela é uma verdadeira Dragon Coach.” Pensa Eron.

— Olha só, Eron. – Fala Mariana. – Depois que eu comecei a passar essa esponja na Meline, ela acabou adormecendo. Hahaha, acho que o mau humor dela era só sono mesmo... Hehehe... Eron?! – Ela vira na direção dele.

— Meeeline... Vaaai Meeeline! Aght, Nós vamos venceeer, Meeeline...

— DORMIU TAMBÉM?!!

Notas finais
Obrigada por concluir o terceiro capítulo de Dragon Coaches! O conteúdo pode ser gratuito, mas o esforço é real! Comente nas histórias dos autores.