Dragon Ball UD

3 Rumo ao Planeta Sadala! Os saiyajins do sexto universo


No episódio anterior de Dragon Ball UD…


Uma misteriosa tragédia abalou todo o cosmos! Freeza, ao lado de um aliado desconhecido, usou as Super Esferas do Dragão para eliminar todos os Deuses da Destruição e seus Kaio-Shins, incluindo Bills e Shin!


Convocados por Bulma à Corporação Cápsula, Goku, Vegeta e os Guerreiros Z descobrem a extensão do desastre. Com Whis partindo para a Assembleia Celestial, surge uma missão urgente: reunir as Super Esferas do Dragão espalhadas pelos doze universos para restaurar os deuses e impedir um colapso total!


A equipe escolhida para essa jornada é formada por Uub, Goten, Pan e Piccolo, que partem a bordo de uma nave especial rumo ao Universo 6, primeira parada dessa aventura interdimensional!


Agora… começa uma nova busca pelas esferas, onde perigos desconhecidos aguardam em cada universo...


Durante os primeiros dias da viagem, o grupo manteve o foco total em sua missão. Mas, conforme as horas viravam dias, e os dias se estendiam em semanas, cada um acabou seguindo sua própria rotina dentro da nave.


Uub passava quase todo o tempo na câmara de gravidade, treinando incansavelmente. Seu objetivo era claro: ficar mais forte — não só para cumprir a missão, mas para honrar o legado de seu mestre, Goku.


Pan aparecia de vez em quando para acompanhá-lo nos treinos, mas acabava desistindo assim que ele aumentava a gravidade para mil vezes. Por mais determinada que fosse, seu corpo ainda não suportava aquele nível. Mesmo assim, ela não reclamava. Sabia que, cedo ou tarde, alcançaria o mesmo nível.


Goten, por outro lado, continuava preso em sua apatia. Passava a maior parte do tempo em seu quarto, lendo revistas, jogando cartas consigo mesmo ou simplesmente resmungando alto por estar ali.


Já Piccolo, como sempre, se mantinha atento e concentrado. Pilotava a nave com precisão, acompanhando o trajeto em tempo real. A nave projetada por Whis voava a velocidades que superavam até mesmo a luz, cortando distâncias absurdas como se fossem apenas ruas em uma cidade.


Em apenas uma semana, eles atravessaram quase todo o Universo 7 e agora adentravam o Universo 6, lar do antigo deus da destruição Champa.


No momento, os quatro estavam acomodados na cabine de comando, cada um em sua poltrona.


Piccolo pilotava calmamente.


Pan se olhava num pequeno espelho de mão, escovando os longos cabelos negros.


Uub, esparramado, dormia profundamente, babando como uma criança.


Goten, largado na poltrona, comia salgadinhos direto do pacote, tentando esquecer que estava em missão.


Foi quando um alarme estridente começou a soar, ecoando por toda a nave.


— Ataque?! — exclamou Uub, despertando em alerta, já pronto para lutar.


— Meu salgadinho! — lamentou Goten, deixando o pacote cair.


Piccolo franziu a testa, os olhos ainda no painel.


— Não é um ataque. Estamos sendo... escoltados. — disse, digitando comandos. — Três naves nos flanqueiam pela retaguarda e uma à frente. Estão nos conduzindo a algum lugar.


— Escoltados? Pra onde? — perguntou Pan.


Antes que pudessem questionar mais, um planeta rosado e envolto em uma aura opaca surgiu no horizonte. Era como um campo de destroços — um cemitério de naves quebradas orbitando o planeta como satélites mortos.


A nave desacelerou ao entrar na órbita, sendo guiada para uma plataforma de pouso dentro de um enorme campo militar.


Assim que a escotilha se abriu, Piccolo foi o primeiro a sair, seguido por Uub, Pan e Goten.


Do lado de fora, vários guerreiros saiyajins apontavam suas armas na direção do grupo. Armamentos pesados, olhares desconfiados e dedos prontos no gatilho.


Uub avançou meio passo, cerrando os punhos, mas Piccolo estendeu o braço, impedindo-o.


Entre os soldados, um rosto conhecido surgiu. Um jovem de cabelos negros, olhar firme e postura militar. Kyabe, agora mais velho, com cerca de vinte e poucos anos, usava uma armadura de elite semelhante à de Vegeta.


Ele franziu o cenho ao reconhecer o grupo.


— Vocês... — murmurou ele, dando um passo à frente. — Piccolo...


— Há quanto tempo, Kyabe. — respondeu Piccolo, com tom respeitoso. — Quer nos explicar essa recepção armada?


Kyabe assentiu e ergueu a mão, fazendo sinal para que os soldados baixassem as armas.


— Mil perdões. Achamos que fossem aliados de... Frost. — disse ele com desprezo na voz.


Goten bufou.


— Frost? Aquele palhaço que imita o Freeza? Pensei que ele tivesse sido destruído após o Torneio do Poder.


— Você deve ser o segundo filho de Goku. — disse Kyabe, se aproximando. — Fala com confiança... mas não faz ideia do monstro que Frost se tornou. Ele se escondeu por anos... e agora está de volta, mais forte do que nunca. Estamos em guerra com ele.


— Tá falando sério? Ele era um fraco. — Goten deu de ombros. — Se quiser, eu resolvo isso rapidinho.


O olhar de Kyabe mudou. Não havia mais formalidade, apenas desafio.


— Você fala demais. Vamos ver se consegue manter esse tom na prática. — E sem aviso, Kyabe liberou seu ki, se transformando em Super Saiyajin em um estalo de energia. — Eu conheço a força dele, vejamos a sua.


Goten sorriu.


— Muito bem, se quer uma demonstração, vai ter. — e então também explodiu sua energia, assumindo sua forma de Super Saiyajin com facilidade.


O solo tremeu sob os dois.


Pan arregalou os olhos.


— Eles vão lutar aqui mesmo?!


Uub sorriu de lado.


— Pelo menos agora o Goten vai parar de reclamar e irá lutar de verdade.


Piccolo apenas cruzou os braços, observando os dois com atenção.


A tensão aumentava. Os guerreiros do universo 6 formaram um círculo ao redor, ansiosos para ver se os saiyajins da Terra realmente eram dignos da fama que carregavam.


E no centro de tudo, Kyabe e Goten se encaram, prontos para colidir.


No instante em que o combate começou, Kyabe sumiu em um borrão dourado e reapareceu diante de Goten, desferindo um soco preciso no rosto do terráqueo. Goten respondeu no reflexo, acertando um chute lateral que fez Kyabe cambalear para o lado.


A troca de golpes explodiu pelo campo de pouso. Raios dourados cortavam o ar enquanto os dois guerreiros trocavam socos, chutes e esquivas a uma velocidade que deixava os soldados do Universo 6 boquiabertos.


Kyabe recuou, os olhos ardendo em desafio. Em um movimento relâmpago, lançou-se à frente com uma voadora devastadora, mas Goten, atento, desviou no último segundo, soltando uma rajada de energia que atingiu Kyabe nas costas.


O saiyajin caiu de joelhos, o rosto contorcido de frustração, mas a luta estava longe do fim. Goten cruzou os braços e provocou:


— É só isso? Pode mostrar mais, eu aguento.


Kyabe respondeu com um sorriso selvagem. O chão sob seus pés trincou à medida que ele liberava todo o seu ki. Relâmpagos azuis dançaram ao redor de seu corpo; seu cabelo ficou ainda mais ereto, dourado intenso — o Super Saiyajin 2 havia despertado.


— Agora você vai ver o que é pressão de verdade!


Num instante, Kyabe avançou, desferindo um golpe direto no abdômen de Goten. Antes que ele reagisse, Kyabe engatou um gancho certeiro no queixo, arremessando Goten para o alto como uma folha ao vento.


Pan observava com olhos arregalados, mal conseguindo acompanhar a luta. O nível de ambos estava além do que ela já havia testemunhado.


Goten tentou recuperar o fôlego no ar, mas Kyabe não deu trégua. Apareceu acima dele, martelou-o com os dois punhos entrelaçados e lançou o filho de Goku ao chão como um míssil.


O impacto levantou poeira e pedras, deixando Goten ofegante e sangrando, mas teimosamente de pé.


Na lateral, Uub analisava a luta com atenção:


— Ele não vai vencer desse jeito. — murmurou Uub. — Goten está desperdiçando energia, luta só no impulso. Kyabe, por outro lado, está frio e focado. Essa é a diferença de quem mantém o treinamento em dia.


— Exato. — assentiu Piccolo, observando cada movimento.


Goten, reunindo suas últimas forças, começou a carregar um Kamehameha, a energia azul pulsando entre as mãos. Mas antes que pudesse disparar, Kyabe surgiu como um raio à sua frente e enterrou um soco certeiro em seu abdômen.


Goten perdeu o ar e, no mesmo instante, sua transformação se desfez. Sem misericórdia, Kyabe apareceu atrás dele e aplicou um chute que lançou Goten de volta para perto dos companheiros.


— Com esse nível, você não chegaria nem perto de vencer Frost. — declarou Kyabe, impassível.


Goten rangeu os dentes, humilhado, mas não discutiu.


Foi então que Uub deu um passo à frente, encarando Kyabe com um brilho confiante no olhar.


— E esse Frost, quão perigoso ele realmente ficou? — questionou.


Kyabe olhou de lado, a expressão séria.


— No momento, ele é o segundo mais forte deste universo. Só perde para o Hit... mas, desde o sumiço do assassino, ninguém foi páreo para Frost, nem mesmo eu.


Uub sorriu, o tom provocador:


— E se fosse comigo agora? Eu mantenho o treino em dia, diferente do meu amigo ali.


— Você não é Saiyajin, é um terráqueo né? — Kyabe arqueou uma sobrancelha, analisando a postura de Uub. — Não subestime o poder dos Saiyajins. Eu poderia te esmagar sem dificuldades, humano.


Antes que Uub respondesse, um soldado se aproximou às pressas.


— Senhor Kyabe, o rei está chamando. Encontraram Caulifla!


Kyabe assentiu, voltando ao seu modo sério de comandante.


— Muito bem. Vocês, venham comigo. O rei de Sadala vai querer conhecê-los e seu amigo terá o tratamento médico de que precisa.


Piccolo agradeceu com um leve aceno.


— Vamos. Acho que chegou a hora de conhecer o tal rei.


Uub lançou um olhar desafiador para Kyabe, como quem promete um reencontro em breve. Pan correu até Goten, ajudando-o a se levantar.


O grupo partiu, agora sob escolta dos saiyajins, rumo ao palácio real de Sadala — onde o destino do universo 6 e a próxima etapa da busca pelos dragões seriam decididos.


O castelo do rei de Sadala era uma fortaleza impressionante. As muralhas altas reluziam sob o céu rosado do Universo 6, e bandeiras balançavam orgulhosas entre torres e janelas. Por toda parte, havia guardas e patrulheiros, atentos a qualquer movimento suspeito. Para os recém-chegados da Terra, o local transbordava respeito, tradição e força.


No interior, Goten foi levado à ala médica, acompanhado de perto por Pan. O ambiente era um misto de hospital e campo de batalha: guerreiros feridos, médicos apressados, cheiro de remédio e ki no ar.


Um velho saiyajin de barba cerrada e uniforme branco examinou Goten com olhar crítico.


— Interessante como só aparecem jovens por aqui ultimamente... — comentou, pegando uma semente verde cintilante parecida com a dos deuses. — Toma. Mastiga. Vai doer menos do que parece.


Sem hesitar, Goten obedeceu, sentindo a energia da semente restaurar seu corpo pouco a pouco.


Pan, sempre atenta, indagou:


— Ele vai ficar bem, doutor?


— Já vi saiyajin sobreviver a coisa muito pior. Se ele está resmungando, é porque vai sobreviver. — respondeu o velho, já se afastando para cuidar de outros pacientes.


Assim que o doutor se foi, Pan não perdeu tempo:


— Tio, sério... você é muito fraco. Apanhou pra um magrelo desses? Se o vovô Goku visse, deserdava na hora!


Goten fez uma careta, massageando as costelas:


— Ei! Eu só estava aquecendo, tá?


Nesse instante, a cortina ao lado foi aberta com força. Ali, sentada numa cama, estava uma garota de cabelos espetados, olhos negros vibrantes, um corpo cheio de faixas e um ar inquieto e elétrico.


— Goku? Aquele velho do Universo 7? — ela disparou, o olhar feroz. — E vocês, quem são?


Pan logo ergueu o queixo, defendendo a família:


— Meu avô não é velho! Quem é você, enfaixada?


A garota ergueu o queixo, divertida.


— Sou Caulifla, chefe da gangue mais forte desse planeta! — se gabou, e logo gemeu ao tentar cruzar os braços. — Só não estou inteira por causa daquele canalha do Frost...


Pan sorriu, já gostando da atitude da garota.


— Sou Pan, neta do Son Goku. E esse bobo é meu tio, Goten.


Goten, por sua vez, ficou mudo por um instante. Nunca tinha visto uma saiyajin como ela — forte, cheia de atitude... e incrivelmente bonita. Engoliu em seco e acenou, meio atrapalhado.


Caulifla o olhou dos pés à cabeça, avaliando. Um sorrisinho de canto apareceu.


— Então, esse Goten é filho do Goku? Seu pai me prometeu ensinar o Super Saiyajin 3 e sumiu. Vocês, desse universo são sempre assim, somem quando a coisa aperta? Ou fingem que esqueceram das promessas.


Goten coçou a nuca, rindo meio sem graça.


— Ah, meu pai promete muita coisa e depois esquece... Mas posso te ensinar o Super Saiyajin 3. Eu sou bom nisso.


— Você? — Caulifla arqueou uma sobrancelha, desafiadora. — Olha, não parece lá grande coisa. Mas... — Ela se aproximou um pouco, sorriso travesso. — Você pode ser útil pra mais do que só papo furado, quem sabe para treino.


Goten sorriu de volta, engolindo o nervosismo.


— Pode acreditar, eu treino pesado. Só peguei leve antes com o menino para não o machucar. Se eu liberar meu poder mesmo, faço esse sistema solar inteiro tremer...


Pan revirou os olhos tão forte que quase ficou tonta.


Caulifla soltou uma gargalhada.


— É mesmo? Tô doida pra ver isso então! Quem sabe a gente não resolve isso numa luta depois?


Goten piscou para ela.


— Quando quiser. Posso mostrar uns truques exclusivos do Universo 7.


Caulifla chegou mais perto, com aquele olhar que misturava faísca de rivalidade e uma pitada de interesse. Mas com cuidado para não cair da maca.


— Se for tudo isso mesmo, você pode nos ajudar. O Frost prendeu minha protegida, Kale. Ele me derrotou, mas... se a libertarmos, o poder dela pode acabar com esse covarde. Você topa ajudar?


Goten não pensou duas vezes.


— Se você me prometer aquela luta, ajudo agora mesmo. Onde ela está?


— Presa na fortaleza do Frost. Mas vou precisar de alguém corajoso e forte pra invadir comigo. Acha que aguenta?


Goten sorriu, confiante.


— Pode contar comigo, Caulifla. Eu aguento qualquer parada.


Ela o encarou, satisfeita.


— Muito bem, Goten. Vamos ver do que o filho do Goku é feito então.


Enquanto trocavam aquele flerte cheio de desafio e energia, Pan já considerava pedir transferência para outra ala médica. Mas não pôde deixar de sorrir vendo o tio finalmente animado e sem resmungar.


Naquele instante, lá fora, Uub e Piccolo eram recebidos pelo rei de Sadala. Um homem velho, com olhar penetrante e várias cicatrizes no rosto.


Ele encontrava-se sentado em seu trono. Os soldados prontamente se ajoelharam diante dele, inclusive Kyabe. Uub e Piccolo permaneceram de pé, atentos a tudo ao redor.


— Quem são esses visitantes? — perguntou o rei, observando Uub e Piccolo.


— São aliados do Universo 7. — Kyabe se levantou, respondendo.


— Viemos atrás das Super Esferas do Dragão. — Uub deu um passo à frente. — Estamos tentando resolver essa confusão causada pelo desaparecimento dos deuses.


— Ah, então realmente pretendem nos ajudar. — o rei se levantou do trono, seu olhar duro tornou-se um pouco mais leve, mas ainda carregava tensão. — Frost, o demônio do frio, que antes era visto como o salvador de nosso universo, se revelou um grande traidor, conspirando com forças obscuras que ainda desconhecemos. Ele está em posse de uma das Super Esferas do Dragão e prometeu reunir todas para "o bem do universo". Alguns tolos acreditaram nessa história e se aliaram a ele.


— Lutadores como Botamo e Magetta também se uniram a Frost, assim como os namekuseijins, que se fundiram em um único ser chamado Gast. — contou Kyabe. — Esse é muito perigoso também.


— É, mas o Botamo e o Magetta foram derrotados pelo senhor Kyabe. — um dos guardas falou.


— Um namekuseijin do mal? Isso está ficando interessante. — Piccolo esboçou um raro sorriso.


— Senhor rei, iremos ajudar no que for preciso. Derrotamos Frost e seus capangas para vocês, mas tudo o que pedimos é a esfera do dragão. — Uub olhou firme para o monarca.


— Eu aceito esse acordo. Kyabe sempre nos falou sobre vocês do Universo 7, sei que são boas pessoas e têm uma missão nobre, por isso vamos trabalhar juntos na derrubada deste tirano. — o rei estendeu a mão para Uub. — E pode me chamar de Snacks.


— Sim, vamos trabalhar juntos, Rei Snacks. — Uub apertou a mão do monarca, selando o acordo.