Dragon Ball CDZ: A Batalha do Zodíaco
34 A Dança das 12 Casas
A SAGA DAS TRÊS FRENTES
Enquanto Aldebaran, Saga, Máscara da Morte e Shura se tornavam sombras, descendo sorrateiramente pelas entrâncias escarpadas e escondidas de Star Hill rumo ao Santuário, três assinaturas de ki acompanhadas de uma quarta presença silenciosa rasgaram o céu da Grécia.
Uub, a Androide Número 18, Vegeta e Goku retornavam de sua missão de selar a placa do Mar Egeu. Pairando bem acima das nuvens, invisíveis para a infantaria, o quarteto analisava o dantesco teatro de guerra lá embaixo.
A visão aérea revelava uma pintura macabra. Dava para distinguir perfeitamente as tropas oceânicas de Poseidon das hordas de Hades: o brilho arroxeado e escuro das sapuris do exército do Submundo se espalhava pelo relevo como uma praga. Além de se destacarem pelo tom, compunham a maioria. Mais ao centro, os Cavaleiros de Prata e Bronze haviam se espalhado ao redor do colossal escudo defensivo dourado de Atena, formando uma verdadeira cerca viva de puro Cosmo, rechaçando os invasores que tentavam forçar a entrada.
Nas margens da costa, o pânico era possível ver a minúscula população local correndo desenfreadamente rumo às colinas para se proteger do ataque marítimo. A única coisa que impedia a aniquilação daqueles civis era Hyoga de Cisne. Posicionado na vanguarda do desastre, o Cavaleiro de Bronze mantinha toda a sua formidável Cosmo Energia direcionada às águas furiosas do Egeu, congelando o tsunami e transformando-o em uma muralha de gelo cintilante antes que o mar pudesse engolir a península helênica.
— Por que o tal do Hades ainda não mandou ninguém de peso? — perguntou a Número 18, com os braços cruzados, parada no ar junto com os demais, os olhos azuis analisando friamente a formação do inimigo.
— Kanon disse que ele é o mais frio dos dois — A expressão de Goku estava séria enquanto o seu olhar percorria toda a extensão daquele imenso campo de batalha, lendo as intenções por trás das hostilidades. — E é ele quem controla o exército mais numeroso. Ele está deixando o de Poseidon bater de frente e fazer o trabalho duro primeiro. Deve estar só esperando o momento em que a nossa defesa enfraquecer para agir.
Embora a barreira de Atena mantivesse o perímetro firme, o volume de invasores cobria a península. Ainda assim, a mente de Goku percebeu a disparidade: Hades não havia enviado nem um terço de seus verdadeiros generais.
Era uma guerra de desgaste.
Lá de cima, os olhos ágeis do Saiyajin varriam o terreno, analisando o cenário. Yamcha e Kuririn formavam um escudo aéreo para os civis, estilhaçando em pó cada pedaço de gelo rebatido pela muralha de Hyoga. Marin e Shaina patrulhavam as laterais da longa escadaria das Doze Casas, atentas a qualquer brecha na retaguarda. A assinatura vital de Shun, submerso nas profundezas, permanecia estável sustentando a falha geológica com a mesma firmeza de quando o quarteto havia deixado as águas do Egeu. E Tenshinhan continuava imóvel, sentado em posição de lótus na entrada da Casa de Áries.
— Nenhum deles voa — concluiu Goku em voz alta, observando o solo. — Nem os aliados, nem o inimigo. Precisamos explorar essa vantagem. Dezoito, você faz a ronda pelo leste. Uub, você cobre o oeste.
Mas antes que Goku pudesse continuar a ditar as rotas, a atenção dos quatro guerreiros foi subitamente puxada para a vastidão do noroeste grego.
— Tem alguém... — Uub fechou o cenho, uma repulsa transparecendo no rosto do garoto — indo direto atrás do Shun?
— Esses deuses terráqueos não têm um pingo de escrúpulo — disparou Vegeta, cruzando os braços com um sorriso desdenhoso. — Vão emboscar o cor-de-rosa achando que ele está sozinho lá no fundo.
A Androide 18, contudo, não acompanhou o sarcasmo do Príncipe. Ela voltou os olhos semicerrados para a superfície do Santuário, onde rastreou uma segunda anomalia. Era uma vibração cósmica muito mais densa e afiada do que a dos soldados rasos ao redor; uma carga ameaçadoramente parecida com a do primeiro General Marina que Tenshinhan havia derrotado horas antes.
— Mandaram dois desta vez — constatou ela, inclinando a cabeça para baixo. Os outros três guerreiros seguiram seu olhar.
Lá embaixo, alheia ao caos da infantaria e varrendo os defensores de Bronze e Prata de Atena com facilidade, uma silhueta soturna começava a vencer os degraus do monte sagrado. Tinha a pele escura, longos cabelos brancos que esvoaçavam contra o vento, e o corpo coberto por escamas de um dourado-alaranjado. Em suas mãos, girava uma lança dourada de lâmina formidável, avançando com a postura intocável e letal de um carrasco.
"Kanon?"
O gêmeo estava com os cotovelos apoiados na sacada de pedra, guardando Atena, quando a voz de Goku ecoou em sua mente. Ele ainda carregava um sorriso sombrio de satisfação no rosto; agora, estava saboreando os efeitos que a súbita revelação do seu Cosmo havia causado nas fileiras do Submundo.
"O homem com a lança dourada logo à sua frente é Krishna de Chrysaor", devolveu o ex-general Marina, mantendo o olhar fixo na vastidão da entrada da Casa de Áries. "E Io de Scylla no encalço de Andrômeda."
"Piccolo, você ouviu isso?"
"Sim, Goku", respondeu o Namekuseijin, a voz grave soando nítida pela rede mental.
A ausência de Uub, Dezessete, Dezoito, Hyoga e Shun havia forçado um rearranjo na defesa. Com a linha avançada reduzida, Shiryu, Gohan, Seiya e Trunks haviam se concentrado estrategicamente na Casa de Virgem junto com Piccolo, formando uma barreira concentrada. Enquanto isso, Tenshinhan mantinha o posto isolado guardando a Primeira Casa, e Ikki formava a contenção secundária na Quinta.
O Namekuseijin cortou a conexão telepática e voltou-se para os aliados físicos ao seu redor.
— Shiryu — chamou Piccolo, rompendo a quietude do templo. — Tenshinhan já derrotou um general e recebeu reforço de uma Semente dos Deuses pela Marin, mas o inimigo marchando agora contra a primeira casa carrega uma lança.
O Cavaleiro de Libra caminhou até a saída da Casa de Virgem, apoiando o antebraço no arco de pedra da entrada, sondando a energia que subia o morro muito abaixo deles.
— Eu já enfrentei Krishna de Chrysaor no Templo Submarino — respondeu Shiryu, a lembrança daquele combate vindo à tona. — Tenshinhan está desarmado e luta sem armadura, e ainda por cima exausto. Krishna se movimenta na velocidade da luz, e aquela lança dourada dele é capaz de perfurar e destruir absolutamente qualquer coisa.
— Tenshinhan não vai querer usar armas, escudo ou armadura para lutar — ponderou Gohan, conhecendo bem o mestre do estilo Garça. — Ele prefere a morte.
— Não podemos nos dar ao luxo de sermos caprichosos numa guerra dessas — rebateu Seiya, o suor gelado escorrendo pelo esforço de manter o próprio Cosmo oculto. — Eles estão em vantagem numérica, e os Cavaleiros de Ouro nem sequer chegaram ainda!
— Quatro deles já estão a caminho — interrompeu Piccolo, os braços cruzados e a capa branca levemente agitada pelo vento. — O de Áries me avisou.
Shiryu e Seiya trocaram um olhar de descrença aberta, que foi rapidamente quebrado pelo cosmo descomunal que Kanon emanava do pico da montanha das 12 casas.
— Quais deles estão vindo? — apressou-se Seiya.
Piccolo encolheu os ombros, com o desdém habitual para formalidades.
— Eu não decorei os nomes. Vocês são muitos.
No fundo do templo, Gohan e Trunks apenas balançaram a cabeça, trocando sorrisos mudos.
— Se são Cavaleiros de Ouro, já é o suficiente — decretou Shiryu, a expressão séria enquanto ainda acompanhava o avanço do inimigo escadaria acima. — Gohan, Tenshinhan tem uma boa resistência psíquica?
— Depois do senhor Piccolo, ele é o melhor de nós — garantiu o Saiyajin.
Shiryu desencostou o braço da pilastra de mármore da entrada da Casa de Virgem, virando-se para Seiya e os novos aliados.
— Touro está vazia, com o Uub lá fora, e é o posto mais próximo de Áries — decidiu, fitando Piccolo com respeito.
Em um ressoar metálico, o Cavaleiro de Libra levou as mãos aos encaixes de sua armadura. De suas costas, desembainhou a afiada Lança Dourada na mão direita e fixou o inexpugnável Escudo de Libra no braço esquerdo.
— A Armadura de Libra possui doze armas, que só podem ser usadas com a autorização direta de Atena ou pelo julgamento do próprio Cavaleiro — continuou Shiryu, os olhos brilhando com a determinação inabalável do Dragão. — Não teremos baixas hoje. Eu vou descer e cobrir o Tenshinhan.
O Libriano equilibrou a lança nas mãos, ajustando a pegada na haste, e se lançou pelas escadarias escuras rumo ao Templo de Touro.
— Shiryu? — chamou Piccolo, pouco antes de o cavaleiro desaparecer pela curva dos degraus da Sexta Casa.
Shiryu parou e virou apenas o rosto na direção do Namekuseijin.
— Avise ao Fênix que o Dezessete está com Andrômeda — Piccolo fez uma pausa na entrada do templo. — Vocês zelam pelos nossos. E nós zelamos pelos seus.
Shiryu fez um leve e respeitoso aceno afirmativo com a cabeça e continuou o seu avanço isolado em direção à segunda casa.
Enquanto ele descia, muito mais abaixo, Krishna de Chrysaor acabava de alcançar os limites do Anfiteatro do Santuário. O General Marina caminhava a passos lentos, a lança apoiada no ombro. Mantinha o olhar cravado no céu grego. Seus sentidos espirituais rastreavam o ardor pulsante de três energias , enquanto a sua visão física analisava com frieza a mulher misteriosa que os acompanhava; um vácuo completo de energia que, de alguma forma, voava com a mesma imponência que os outros três.
Os aliados de Atena... voam? Enquanto ultrapassava os limites do Anfiteatro e marchava na direção do largo pátio em frente à Casa de Áries, Krishna de Chrysaor não abaixou a cabeça. Sob a luz alaranjada e moribunda do pôr do sol grego, o General Marina mantinha o olhar fixo no quarteto suspenso nas nuvens, como se quisesse lhes enviar uma mensagem silenciosa.
Com a sua percepção espiritual aguçadíssima, ele os analisava: Uma energia bruta e avassaladora... Outra carregada de puro orgulho e fúria... Outra exalando um poder tão vasto e divino que se assemelha a qualquer Cavaleiro de Ouro veterano. Ele matutou, os olhos recaindo sobre a última figura. E um absoluto e indecifrável vazio de energia.
Lá em cima, Goku, Vegeta, Dezoito e Uub acompanhavam a encarada inabalável de Krishna, reconhecendo o peso de um guerreiro de elite.
— A brincadeira lá embaixo ficou séria — Goku coçou a cabeça, um sorriso empolgado querendo nascer no canto dos lábios ao sentir a densidade do inimigo.
— Esqueça o arrogante. Estamos sendo observados de outro ângulo — Vegeta interrompeu o raciocínio de Goku, os olhos do Príncipe cravados na costa marítima muito além do Santuário.
Na mesma direção de onde Krishna viera, a alguns quilômetros dali, as águas agora congeladas do Egeu serviam de esconderijo. O reflexo rubro do sol poente bateu sutilmente contra o metal de um elmo alaranjado escondido entre as rochas da encosta. Os olhos e a testa sob a viseira da criatura eram as únicas partes de seu corpo visíveis acima da superfície.
"Kanon?" , chamou Goku, usando a via telepática.
A quilômetros dali, no Templo do Grande Mestre, Kanon ajustou a postura no parapeito da sacada. Ele entrelaçou os dedos das mãos, apoiando o queixo sobre eles, e ergueu uma sobrancelha. Um sorriso irônico e quase nostálgico desenhou-se no rosto do Gêmeo.
Hmm... Então você foi promovida e assumiu a Escama de Dragão Marinho... murmurou Kanon para si mesmo, reconhecendo o brilho da sua antiga e infame armadura oceânica. Em seguida, abriu a conexão:
"É Tétis, Goku", a voz de Kanon ressoou na mente do Saiyajin, revelando a espiã. "Outrora uma mera serva, agora parece ter herdado o mais alto posto. É a mais leal guerreira a Poseidon."
Lá no alto, a Número 18 descruzou os braços.
— Eu tive uma ideia — o tom blasé habitual da ciborgue fora substituído por aquele brilho letal e malicioso que só um bom desafio era capaz de proporcionar. — Vem comigo, Uub. Já que essa gente está nos encarando tanto, vamos ter a educação de deixá-los nos ver bem de perto.
Sem aviso, a Dezoito mergulhou no ar rumo ao chão, com Uub mergulhando logo atrás.
Como a ciborgue não utilizava energia rastreável, a sua descida vertiginosa não gerou alerta espiritual algum, apenas o rasgar violento do vento. Ela desceu como um míssil exatamente na entrada da Casa de Áries. A poucos metros de colidir contra o solo de pedra, estabilizou o voo em uma curva perfeita e avançou na horizontal.
Ao se deparar com Krishna de Chrysaor caminhando no pátio, Dezoito reduziu bruscamente a velocidade, deslizando pelo ar e passando pela lateral direita do General a uma distância provocativa, porém milimetricamente segura. Enquanto flutuava devagar por ele, a androide devolveu a encarada longa, os olhos azuis gélidos cravados no rosto do Marina.
Krishna fitou os olhos artificiais da mulher naquele curto intervalo de tempo. O General não recuou um milímetro. Em vez disso, retribuiu a afronta com um sutil sorriso de meia boca, genuinamente admirado pela audácia kamikaze daquela exibição.
Logo atrás dela, Uub passou voando rasante. De cara amarrada, o garoto explodiu propositalmente a sua aura de Ki ao cruzar pelo inimigo, chicoteando os cabelos brancos de Krishna e varrendo o pátio com uma pressão esmagadora, apenas para deixar claro que eles não temiam a lança dourada.
Longe dali, escondida na encosta do Egeu sob o elmo de Dragão Marinho, Tétis franziu os olhos. Um misto de estranhamento e apreensão apertou o seu peito.
Eles voam com total controle e velocidade de dobra. Pela primeira vez desde o início da retaliação, a comandante espiã sentiu o verdadeiro terror do que aquela batalha contra forasteiros iria representar para as leis da guerra.
Ignorando as explosões e o caos que fervilhavam nas encostas inferiores, Krishna avançou com passos medidos pelo extenso pátio de pedras antigas.
À sua frente, erguia-se a solene Casa de Áries. O primeiro dos doze templos zodiacais exibia uma arquitetura monumental: imensas colunas estriadas de mármore sustentavam o grandioso frontão triangular, onde o símbolo clássico do Carneiro repousava entalhado no centro da rocha. Banhado pela luz alaranjada e moribunda do crepúsculo, o templo respirava serenidade, um contraste gritante com a guerra lá fora.
O General Marina subiu a larga escadaria frontal e parou a exatos quatro degraus do portão principal. Apoiou a base de sua Lança Dourada contra o chão de pedra com um baque surdo, fitando as sombras densas entre as colunas.
Pouco depois, a figura de Tenshinhan despontou no vão da entrada, desfazendo a sua meditação e caminhando calmamente para a luz do fim de tarde.
O estado do terráqueo contava a história de um massacre. O torso nu, salpicado de poeira e sangue seco, somado aos retalhos esfarrapados do que restara da calça do seu dogi verde, testemunhavam a violência bruta de sua batalha recente contra Bian. No entanto, em absoluto contraste com o visual destruído, o Ki do artista marcial corria em equilíbrio. Graças à Semente dos Deuses e ao seu foco impecável, não havia um único traço de fadiga ou hesitação em sua aura.
Krishna o olhou de cima a baixo. Diferente da arrogância natural da maioria dos deuses e comandantes, o olhar do indiano não carregava um pingo de desdém. Como um mestre espiritual capaz de manipular a própria energia Kundalini, o Marina conseguia ler a extrema periculosidade por trás da calmaria daquele homem de três olhos.
— Onde está a sua armadura de ouro, cavaleiro? — perguntou Krishna, a voz profunda perfurando a calma solene do templo, genuinamente intrigado por encontrar um guerreiro de peito aberto emanando uma pressão tão esmagadora.
— Eu não preciso de uma armadura para enfrentar o general de um deus mitológico — respondeu Tenshinhan, a voz inabalável, destituída de qualquer arrogância.
Krishna ergueu o queixo levemente. Aquela não seria uma batalha convencional; seus instintos espirituais já o haviam avisado. O General Marina concluiu a subida dos últimos degraus, cruzando o pórtico sagrado e ficando finalmente frente a frente com o guerreiro marcial.
Foi então que seus olhos captaram a magnitude do cenário logo atrás do guerreiro.
Um imenso buraco retangular, uma anomalia geométrica profunda e impossível de ser esculpida em pedra por um impacto normal, ocupava quase a totalidade do piso de mármore da Primeira Casa. Lá no fundo da cratera, inconsciente e com a Escama despedaçada, jazia Bian de Cavalo Marinho, o formidável protetor do Pilar do Oceano Pacífico Norte.
O indiano olhou de Bian para Tenshinhan. De Tenshinhan para Bian. A matemática daquele combate era assombrosa. Para esmagar uma defesa divina com tamanha precisão, aquele monge mortal condensara um poder letal.
— Pois que assim seja — sentenciou Krishna, o tom carregado de genuíno respeito.
Em um ato que surpreendeu o próprio Tenshinhan, Krishna moveu os ombros e desengatou a parte superior de sua Escama. As pesadas peças de metal dourado-alaranjado se desprenderam de seu corpo com um tinido divino, revelando o seu peito e abdômen escuros e nus, tal qual o seu oponente.
Eles lutariam de igual para igual. Carne, osso e energia Kundalini.
Mas, antes que o General Marina pudesse girar a Lança Dourada e assumir a sua base de combate, o chão de pedra do Santuário tremeu bruscamente sob as botas de ambos. A vibração contínua subia desde as profundezas abissais do Mar Egeu, propagando-se pela rocha matriz.
Longe dali, mergulhado na falha geológica, as Correntes de Andrômeda que trancavam as placas tectônicas haviam acabado de ser atacadas.
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