"Acho que vou tentar ensinar a voar hoje, filho!" Eu disse enquanto tomava o café da manhã com Draco no dia seguinte.

"Voar? Você acha que eu consigo, pai?"

"Só basta você querer! Sei que você é bem forte!"

Ele sorriu para mim. Eu percebi que ele não confiava muito em si mesmo, o que era ruim. Eu tinha que aumentar a autoestima dele, pois se o que Esmeralda está dizendo for mesmo desse escalão alguém que ele goste poderá morrer. Talvez EU poderia morrer. Mas eu tenho mais medo por ele, caso ele tente fazer alguma besteira se algo assim acontecer. Por isso eu tenho que aumentar a autoestima dele para que ele não fique pensando que foi culpa dele.

"Você acha mesmo que eu sou forte?" Ele pergunta depois de algum tempo.

"Você está brincando comigo? Draco... você é um dragão! Seus músculos são os mais fortes que existem! eu sei que se você mordesse um tronco iria parti-lo ao meio!" Eu não estava exagerando.

"Eu ainda não sei muito bem do que eu sou capaz. Mas... Como você vai me ensinar a voar se você não voa?"

"Bela pergunta, filho! Bela pergunta. Eu vou tentar. E quero que você tente com todas as suas forças em!"

"Eu não vou tentar. Vou conseguir!" Era bom ver ele com aquela confiança.

"Bom! Então, vamos lá?"

Draco estava esperando eu acabar de comer, pois ele já havia acabo. "Sim! Estou empolgado."

"Onde poderíamos treinar?"

"Bem... Tem que ser em um lugar com muuuito espaço."

Ele falou aquilo de um jeito tão engraçado. Haha! Não me contive e ri um pouco. Então uma ideia maluca me veio à mente. "Na praia!"

"Praia? Eu gosto de água! Poderemos nadar?"

Eu vi a cauda dele balançando de um lado para o outro, um pouco mais rápido. Ele parecia animado. "Tá bom tá bom! Acho que podemos nadar depois do treino. Eu vou levar a espada que Esmeralda me deu para treinar um pouco também. Nunca manejei nada igual isso. É um pouco mais pesada do que eu pensava."

"EBA!" Draco pulou da cadeira para o chão, derrubando o copo da mesa. O copo se quebrou ao lado de Draco, assustando-o. Ele deu um segundo pulo para longe do copo. Ele olhou para os cacos de vidro e depois para mim. "Me desculpa pai!"

Eu ainda tava meio assustado com a euforia de Draco, mas depois eu olhei para ele. "Está tudo bem! Não se preocupe com isso não! Pelo menos não foi o MEU copo! Hehe!" Eu não sei porque, mas eu tinha um copo só meu. Só bebia nele. Não me sentia muito a vontade com outros da minha casa, quero dizer, nos restaurantes eu bebia normal, assim como na casa dos meus amigos.

Eu me levanto e começo a recolher os cacos de vidro. Eu via que Draco se sentia culpado por fazer aquilo. "Calma, filho! Foi só um copo! Não se preocupe com isso não! Mas... não chega perto! Não quero que se corte!"

Ele estava em cima do sofá, com as duas patas dianteiras na cabeça dele, me olhando varrer o chão. Toda hora eu olhava para ele e dava um pequeno riso. Ele estava muito engraçado daquele jeito. Parecia um cachorrinho curioso.

Quando eu terminei eu peguei uma malinha que eu tinha e coloquei meu protetor solar e uma toalha lá dentro. Procurei para ver se não estava esquecendo nada e tirei minha roupa para colocar a sunga. Quando eu ia tirar a cueca, Draco virou a cabeça para trás.

'Ele sabe o que é?' Pensei. 'Mas ele tomou banho comigo!' "O que foi?"

"Não sei... Pensei ter ouvido alguma coisa..." Ele se virou para mim novamente.

Eu parei um instante para tentar ouvir também. Então eu ouvi uma martelada e Draco se virou novamente.

"Olha o barulho de novo!"

"A! Isso? É alguém martelando alguma coisa! Só isso!" Então eu tiro a minha cueca.

Draco voltou a virar para mim. "Martelando? Estão construindo alguma coisa?"

"Acho que sim." Coloco a minha sunga e minha bermuda por cima. "Bem... vamos?"

Ele assente e nós dois saímos para a praia de Sydney. Eu gostava de lá. Era uma bela praia. Ia de vez em quando com Daniel, mas Richard não gostava muito de praia. Sem foi um chato quanto a isso! Haha!

Chegando no começo da praia Draco se animou em ver aquele mar azul. Claro... Todos estavam olhando para nós, e aquilo era bem desconfortável. Algumas estavam até falando baixinho entre si. Era muito ruim aquilo.

Draco olhou para uma menininha que estava correndo. Não sei porque ele olhou para ela. Talvez seja porque ela era uma das únicas pessoas que estavam se mexendo lá na praia. Mas a menininha tropeçou em uma pedra.

Sinceramente, eu nunca vi tanta agilidade! No momento que ela tropeçou, Draco correu e a segurou com a asa antes de ela bater no chão. Até eu fiquei impressionado, pois ela estava a uns 5 metro de distância de nós.

Eu o vi falando com a menininha. "Cuidado aí! Você pode se machucar!" Dizia ele.

A menina olhou para ele um pouco assustada. "Você é um dragão?" Perguntou ela.

Draco assentiu. "Onde estão seus pais?"

A menina aponta para um casal que estava na praia.

"Venha! Vou te levar para eles!" Eu decidi ir com Draco também.

Quando Draco Chegou nos pais da menina, eles estavam o olhando, acho que estavam com medo pela criança. Talvez, não sei ao certo.

“Ela poderia ter quebrado o pescoço! Prestem mais atenção nela, sim!” Diz Draco.

Eu fiquei surpreso com o que ele falou. Ele falou como se fosse um adulto! De fato os dragões são muito superiores a nós, humanos. Ele deu uma empurradinha de leve na menininha com a asa, fazendo-a ir até os pais. Os dois ficaram olhando para Draco até que a mãe falou. “Obrigada.”

Draco sorriu de imediato. “Não precisa agradecer não!” Então ele se vira para mim e começa a andar.

“Muito bem filho! Estou orgulhoso de você!” Eu disse, acariciando-o.

“Obrigado pai!” Ele sorriu para mim. Eu me senti realmente muito bem vendo o rostinho de Draco sorrindo para mim daquele jeito. De fato ele me fazia sentir feliz.

Então nós dois fomos para um lugar um pouco mais distante, onde não havia ninguém. “Bem... vamos começar! Primeiramente se concentre! Se alongue, bata as asas um pouco...”

Ele estende completamente suas asas para a lateral do corpo e bate 1, 2, 3 vezes lentamente. Depois ele se estica inteiro, como se estivesse se espreguiçando. “Pronto.”

“Mnnn... Deixe-me ver... Acredito que para os dragões voarem devem se concentrar, respirar fundo para encher seus pulmões e bater as asas. Se você levantar voo, já vai pegar a manha rapidinho. Afinal... você é um dragão!”

Draco respira fundo e abre as asas. Ele então pula e bate as asas, mas não consegue voar. “Droga.”

“Tente novamente! Você vai conseguir! Sei que vai! Enquanto isso...” Eu fui procurar alguma coisa pelas redondezas do qual eu poderia treinar com a espada.

Draco tenta novamente e consegue ficar algum tempo no ar. Isso o animou e ele tentou de novo e de novo, sempre conseguindo um pouco mais de tempo.

“Viu só? Urrrgg!” Eu estava arrastando um tronco de árvore pela areia. “Você só precisa de algum tempo e consegue rapidinho! Está no seu sangue! Urrgg!”

“Quer ajuda aí?”

“Se você puder! Hehe.”

Sorte que eu falei aquilo! Foi muito bom eu ter falado aquilo! Draco veio até mim e pegou o tronco como se fosse papel pela com a boca. Sério, aquele tronco tinha mais de 50 quilos! Eu fiquei bobo vendo ele. “Minha nossa! Você é muito forte, Draco!”

Ele sorriu para mim com a cabeça erguida com o tronco na sua boca. Eu então cavei um pequeno buraco na areia e mandei ele colocar o tronco lá dentro para mim poder pressioná-lo e mantê-lo firme, para que eu possa atacá-lo.

“Parece bom...” Então eu desembainhei minha espada e comecei a atacar o tronco. Eu era péssimo, mas estava tentando ao máximo. Draco começou a tentar novamente e não demorou muito para ele conseguir.

“PAI! PAI EU CONSEGUI!” Diz ele, muito animado.

Eu olhei para ele e vi ele voando. Aquilo me fez ficar tão feliz. “Muito bem filho! Como eu estou feliz de você ter conseguido fazer isso! Parabéns filho!”

“UHU! Isso é incrível!” Draco pegou a manha rápido pra caramba! Ele já dava piruetas no ar, voava pelo oceano, fazia parafusos no ar. Era incrível ver ele voando daquele modo.

“Uau! Muito bem mesmo filho! Você aprendeu muito rápido! Estou muito orgulhoso!”

Ele vem em minha direção e pousa ao meu lado. “Obrigado!”

Então eu continuo batendo no tronco, aguentando cada vez mais o peso da espada. Draco deitou ao meu lado e ficou fazendo uma coisa que eu realmente não tinha ideia do que era.

“O que você tá fazendo, filho?” Eu já estava suando.

Draco estava soltando ar pela boca, meio que se concentrando e se divertindo. Eu não entendia nada daquilo.

“Tentando descobrir meu elemento! Acho que é fogo, porque eu sinto minha boca quente quando solto o ar.”

Então eu entendi tudo aquilo. “Entendi!”

“E acho que estou quase conseguindo! Falta só um pouco.” Ele tenta novamente e desta vez lambe dentro da boca. “Eu senti o fogo na minha língua!”

Eu sorri para ele e continuei. Tentei fazer algumas sequências de golpes agora. Não acertei todas, mas foi legal.

Uns 7 minutos depois eu dei um pulo de susto quando uma labareda de fogo surgiu nos meus pés.

“Consegui! Haha! Foi mais fácil do que eu pensava!”

“É bom saber disso! Ai ai ai!” O fogo tinha me queimado um pouco, mas nada sério.

“Hahaha! Desculpa!” Draco estava um pouco ofegante. “Estou me sentindo fraco! O que é isso?”

“Que? Fraco?” Eu fico em silêncio por um tempo. “Você não pode abusar de você! Para usar seu elemento você usa energia vital! Por isso que se sentiu fraco, porque é a primeira vez que usou.”

“Entendi. Mas... como você sabe?”

“Esmeralda acabou de me falar! Hehe.”

Fiquei lá com Draco por mais algumas horas, até que decide parar. “Nossa! Já chega! Vamos nadar um pouco?”

“Oba! Oba! Sim! Vamos sim!” Draco se levantou na hora e correu para o mar.

“Ei ei! Tome cuidado! Você sabe nadar?”

“SEI!” Grita Draco indo para o mar.

Eu ri e tirei a bermuda. Então eu corri para o mar junto com Draco. De fato ele sabia nadar. E que nadador!

Ficamos nadando e nos divertindo por horas até que ficamos cansados e decidimos ir para casa.