Notas iniciais
Um tanto agressiva... mas comovente...

Meu filho não sabia, mas eu e Daphine está vamos escondidos, os observados enquanto trocavam elogios e beijos.

“Quem diria em... Fico feliz que meu filho tenha alguém que ame...” Eu disse sorrindo e olhei para Daphine.

“Fico honrada em ser sogra do filho de Esmeralda! Haha! Mas... você não acha que são meio jovens não?”

“Seu guardião falou para você, não? Os dragões crescem mais rápido quando são criados por humanos até atingirem a idade da adolescência. Devem ter 15 ou 16 anos agora. Bem... Na verdade tem apenas 3 meses... mas okay... Hahaha!”

“Ele falou sim É que é meio estranho. A dois meses eu lembro de estar dando leite em uma mamadeira para minha Wendy. Hehe.”

“Enquanto isso eu estava jogando com Draco. Realmente foram ótimos meses...”

“Ah... Continuam sendo. Wendy sempre está comigo. Ela não mudou quase nada. Claro... se tornou um pouco mais independente, mas, mesmo assim, fica sempre ao meu lado. As vezes até acho que a mimo demais.”

“Brinque de luta com ela as vezes. Faz bem, pois assim ela criará um laço diferente com você, além de se tornar ainda mais próxima. Você vai dar um ar de que não a quer mimar, mas isso será bem para ela, sabe.”

“É uma boa ideia...”

“Eu sempre brincava de luta com Draco quando acabávamos de treinar. As vezes você vai se machucar, mas é sem querer. É que eles se empolgam demais. Acabam mordendo um pouco mais forte, arranhando ou te acertando com a cauda. Mas nada que passe.”

“Sei... Você já ficou bravo com Draco alguma vez?”

“Uhu. Um dia quando ele me desobedeceu.”

“Te desobedeceu? Como?”

“Eu disse para ele fazer uma coisa e ele não fez. Fiquei bem bravo. Gritei com ele. Mas ficou tudo bem, pois depois ele fez. Ele não é um dragão mal. Eu o amo pelo seu jeito de ser. Com suas qualidades e seus defeitos. E você?”

“Eu perguntei isso justamente porque queria saber se alguém além que eu já ficou... Eu bati na Wendy porque fiquei muito brava com ela um dia. Mas eu tinha perdido a cabeça.”

“Você bateu em um drag...”

“Madeira.”

“Oh! Nossa! Mas... o que houve para você ficar assim com ela?”

“Bem... eu tenho uma irmãzinha. Ela tem 4 anos de idade. Wendy gosta muito dela. Seu nome é Rebecca. Ela gosta de montar na Wendy e ficar andando para lá e para cá em cima dela. Wendy gosta de servir de cavalo para ela. São duas companheiras muito boas. Mas, um dia, quando Rebecca estava em cima da Wendy, Wendy viu um rato e pulou para pegá-lo, derrubando minha irmã no chão, fazendo-a chorar. Ahh... Eu vi ela chorando e fiquei louco. Peguei a primeira coisa que eu vi, que era o cabo de madeira de uma vassoura, e bati com toda minha força na Wendy.”

“Ai! Deve ter doído.”

“Acho que doeu mesmo. Deixei a contada mancando. O cabo quebrou no quadril dela. Ela gritou alto quando eu acertei ela. Começou a chorar também e correu mancando para seu esconderijo, que era debaixo da cama e ficou lá, com medo de mim. Eu não liguei muito na hora. Estava nervosa. Eu olhei para minha irmã e percebi que ela estava completamente bem. Tinha sido apenas uma pequena batida no chão. Nesse momento a culpa veio a tona.”

“O que foi que você fez?”

“Eu fiquei muito culpada. Olhei para minha mão, para o cabo quebrado e depois para meu quarto. Eu fui até lá e percebi o choro de dor de Wendy.”

Flashback de Wendy

“W... Wendy? V... Você está bem?” Eu perguntei com a voz trêmula percebendo que Wendy estava com dor.

Eu vi os olhos amarelos de Wendy me encararem com lágrimas. “D... Des... desculpa mãe... F... Foi... foi sem querer...” Wendy gaguejava bastante entre soluços.

Eu pus-me de cócoras olhando para ela. “Wendy... Eu tenho que te pedir desculpas. Eu te machuquei?”

Ela não respondeu e eu vi que ela olhou para baixo.

“Machuquei, né? Eu não queria ter feito isso... Perdi a cabeça. Esqueci que todo mundo erra. E, além do mais, Rebe está bem. Eu fui ignorante.... Venha aqui Wendy. Deixa eu ver.”

Wendy, passo a passo, começa a sair da cama, mancando com a pata traseira direita. Ela gemia de dor enquanto mancava em minha direção.

Eu percebi que tinha machucado ela e a peguei no colo para fazer ela parar de andar. Me levantei e a coloquei em cima da cama. “Nossa filha! Me desculpe!” No lugar em que eu acertei o cabo estava roxo e ressaltado em suas escamas. Eu sofria quando ela sofria. Meu coração estava apertado.

“Não foi nada...” Wendy diz e dá uma lambida no machuca, mas para imediatamente após sentir muita dor. “Unh!”

“Ei, Ei! Não mexe não! Droga, Wendy... Eu quebrei sua perna!” Eu falei assim que percebi o que tinha acontecido. Eu relei na área e Wendy se remexendo e gemeu de dor, apenas enfatizando o que eu tinha dito. “Eu quebrei sua perna! Que péssima mãe eu sou!” Eu, olhando o sofrimento de minha filha, sentei na cama com minhas mãos em meus rosto, chorando.

Sentei próximo de Wendy, assim ela pôde perceber que eu estava chorando. “N... Não mãe... V... Você não é não! Eu te amo. Não chora. Unh!” Ouvi Wendy gemer novamente assim que ela tenta chegar em meu rosto.

“Tenho que te levar no hospital!” Eu disse ainda chorando. “Fique quieta por favor, Wendy. Você vai se machucar mais. Não quero te ver mais machucada!”

“Unh... Mãmãe...” Wendy diz olhando em meus olhos.

Eu sabia que ela estava morrendo de dor, mas não queria demonstrar aquilo para mim.

Por sorte tinha um hospital perto da minha casa. Eu me levantei, peguei ela no colo e a levei.

Eu, todo o caminho, a acariciava no pescoço, sentindo muita culpa no que tinha acabado de fazer.

Assim que entrei no hospital com Wendy no meu colo, virei o centro das atenções! Todos queriam saber o que acontecera e fui atendida em um piscar de olhos.

Os médicos tiraram raio x da traseira dela e, de fato, tinha quebrado. O fêmur tinha quebrado bem no meio com o impacto. O úmero também foi danificado, ficando muito dolorido os músculos.

Enfaixaram e imobilizaram a perna e a traseira dela. Ela teria que ficar de cama por algumas semanas, mas ela se curou mais rápido que o previsto.

Enquanto ela estava de cama eu a tratava com todo o carinho do mundo.

Rebecca sempre ficava deitada com ela, as vezes até dormido com Wendy enrolada em torno dela.

Felizmente não demorou tanto para ela se recuperar...

Visão de William

“Nossa! Então você quebrou a perna da Wendy!? Bem... Eu não queria falar porque pensei que você iria me achar um mal pai, mas eu também já quebrei, mas foi a pata dianteira.”

Daphine olhou para mim. “Sério? Como?”

“Bem... sabe isso que eu te falei que tinha mandando ele fazer uma coisa e ele não me atendeu?”

“Sei.”

“Então... Não foi bem assim...”

Flashback de William

Eu tinha acabado de chegar em casa. Havia pedido para Draco arrumar uma coisinha pouca para mim. Tinha pedido para arrumar a sala que tínhamos bagunçado na noite passada, brincando.

Eu tinha deixado ele em casa só por causa disso, ou eu teria levado ele comigo para a escola, mas quando voltei ele estava dormindo na minha cama e a sala estava do mesmo jeito.

Fiquei nervoso, por uma coisa idiota como essa. Poderia ter apenas falado para ele ir arrumar e teria ficado tudo bem, mas não.

Eu subi gritando seu nome. Quando cheguei no meu quarto percebi que ele já sabia porquê eu estava nervoso.

“Droga! Desculpa pai! Eu não acordei e... pai? PAI! NÃO!”

Eu peguei ele pela pata o comecei a leva-lo para a escada, furioso.

“Calma pai! Eu vou arrumar! Calm... AHHH!”

Eu não sei o que estava pensando naquele momento. Assim que eu cheguei na escada eu simplesmente joguei ele escada a baixo, gritando. “VAI ARRUMAR A SALA AGORA, PORRA!”

Draco rolou escada abaixo e eu nem vi ele acabar, pois fui para meu quarto me trocar e arrumar minha cama novamente, já que Draco havia a desarrumado.

Eu deixei minha mochila no meu armário e me troquei. Assim que saí do meu quarto e desci as escadas, olhei para a sala. Draco estava tentando ao máximo colocar o forro do sofá no lugar com uma de suas patas dianteiras levantadas, apenas com a cauda.

Eu arregalei meus olhos vendo aquilo. “D... Draco?”

Draco, que estava de costas para mim, virou e ficou com cara de medo. “S... Só f... falta o s... sofá, pai.”

De fato ele havia arrumado TODA a sala sem uma de suas patas dianteiras. “O... O que houve com sua pata?”

Ele olhou para baixo. “N... Nada.”

“Eu te machuquei?”

De repente ele olha para mim com os olhos brilhando. “Você me jogou escada abaixo. O que você queria?”

Senti uma estaca cravar em meu peito com as palavras de Draco. Eu realmente machuquei Draco feio, desta vez. “D... Draco... E... Eu...”

“Vai fazer o que você tem que fazer, tá, pai? Eu já estou acabando aqui.” Draco diz voltando seu olhar para o sofá.

“Para Draco! D... Deixa que eu faço isso.”

“Vai fazer o que você precisa fazer. Eu termino.”

Draco estava com razão. Agi imaturamente com ele. O joguei de uma escada só porque ele não acordou na hora.

Eu comecei a ir na direção dele e ele olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas, mas não era tristeza, ódio, alegria nem nada assim. Era dor. Sua pata estava doendo demais, e eu podia ver aquilo em seus olhos.

“D... Desculpa Draco.”

“Por que você ficou tão bravo comigo? E... Eu só não acordei...”

“E... Eu sei... Eu... Eu só... estava nervoso. Não queria te machucar. Deixa eu ver essa pata.”

“Não consigo mexer ela.” Draco diz e olha para a pata.

“Ai droga! Acho que está quebrada!” Eu disse e fui até ele. Assim que relei em sua pata ele rugiu, me assustando.

Eu soltei na hora e caí para trás.

“Unh! N... Não mexe!” Draco diz apertando os olhos. “Está doendo. Pai...”

“Ai droga! Filho! Preciso examinar essa pata! Aguente firme.” Eu disse me levantando. “Agora, firme!” Disse e toco em sua pata.

Ele gemeu de dor ao meu toque. Sua pata realmente estava torcida. Muito torcida. Muito provavelmente quebrada. Mas, assim que dei uma leve apertada, eu soube que estava quebrada.

“RAAAWWWRR! AHH! NÃO! PARA! Não! Larga!”

Eu soltei na hora e olhei para ele. “Filho... Eu quebrei sua pata. E... Eu quebrei sua pata. Eu te joguei do alto de uma escada! O... O que eu fiz?” Fechei meus olhos, olhando para baixo.

Nesse momento eu senti a língua de Draco passar na minha bochecha. “Calma pai. Eu continuo te amando com a minha vida viu? Eu também te machuco toda hora.”

“Mas não igual a isso! Pera aqui. Vou pegar o kit de socorros.” Eu disse me levantando e correndo para o banheiro. Peguei a maleta de socorros e fui até Draco.

Chegando lá, peguei uma pomada que tinha propriedades anestésicas. “Vou passar essa pomada na sua pata toda, tá? Vai doer um pouquinho enquanto eu passo. Aguente.” Eu digo e começo a passar, devagar.

Draco olha para baixo e aperta os olhos, rosnando enquanto eu passava. Depois eu imobilizei com uma pequena tábua e enfaixando.

Depois disso eu a enfaixei mais ainda para ficar o mais duro possível e coloquei uma tipoia ao redor de seu pescoço, para ele colocar seu braço. “Aqui Draco. Coloca sua pata aqui.”

Draco levanta seu braço até a tipoia e encaixa sua pata lá. “Melhor...”

“Desculpa, ta filho?”

“Claro pai! Você não fez isso por querer! Eu desculpo sim!”

Visão de William

“Você o jogou da escada? Nossa William. Você foi mais agressivo que eu!” Daphine diz olhando para mim com surpresa.

“Sim... É que um amigo meu tinha sido espancado no dia, e eu estava com a cabeça doendo. Estava sendo um dia ruim...”

“Sei como é... Bem... Vamos chamar aqueles dois amantes?”

“Uhu! Vamos ver as caras deles quando souberem que vimos tudo dês do início!”

Nós dois saímos dos nossos esconderijos e fomos até os dois pombinhos. “Olá Wendy/Draco!” Dissemos em uníssono.

Os dois viram suas cabeça para nós e arregalam os olhos. Wendy se apressa em sair de cima de Draco e esconde seu rosto. Draco continua deitado, mas cobre seu rosto com suas asas.

“Parem de ser bobos! Vimos vocês dês do início! E fico feliz!” Daphine diz.

“Eu também estou muito feliz com isso! Parabéns você dois!”