Dragões ascendentes.

23 O primeiro confronto


Notas iniciais
Kenji mostra-se completamente diferente do que parecia ser. Sim, é chegada a hora de evoluir, provando o seu valor. Os reinos das trevas caírão, sendo consumido pela luz da esperança. Qual será o futuro? Uma incógnita.

Uma nova aventura acabara de se iniciar, sim, levando-os a um destino incompreensível. Deveriam resgatar o tesouro perdido, porém, não conseguiam compreender como o fariam. No decorrer de todo o trajeto, algo inesperado ocorreu: Sarah e Emily, surgiram. Agora, estas também estariam aderindo a missão que lhes fora concedida.

Dorion remexera-se nos ombros de Takashi, irrequieto, algo o incomodava era um fato. O primeiro passo havia sido realizado, agora, deveriam seguir o próprio rumo. Takashi, então, colocara-se à caminhar na direção oposta do reino, fazendo com que todos o acompanhassem.

Passos curtos e arrastados, denotando a ansiedade daquela viagem. Podia ouvir a respiração pesada, dos demais, atrás de si. As meninas também estavam apreensivas, mas era tarde demais para mudar de ideia.

Emily, uma bela jovem, de cabelos avermelhados, sustentando um semblante impassível. Ela sempre mantinha a perspectiva aparente de que nada a amedrontava. É claro que, no fundo, isso não era verdade. Colocava-se como uma ''mulher'' mais forte que Sarah, porém, estava apenas tentando ocultar a realidade de que, naquele momento, estava arrependida de abandonar o reino.

Kenji mantivera-se calado o tempo todo, analisando o caminho que transcorriam. Cada área poderia ser perigosa, sim, apresentando uma característica comum, em áreas tão afastadas. E para a sua infelicidade, suspeitava-se que alguém estavam lhe seguindo.

Takashi mantivera-se, também, atento aos detalhes. Quando silenciavam-se, primeiro, pareciam não perceber e os passos repercutiam pela região. Então, apenas quando notavam que o movimento haviam cessado é que os passos desapareciam. Assim, tornou-se óbvio àquela perseguição. O que não sabia responder fora em que momento ela começou mas, mesmo assim, já era perigoso demais andar naquela floresta, sem que ninguém os seguisse.

Eles, então, decidiram seguir sem olhar para trás. Mas no momento em que movimentaram-se, dois homens robustos cruzaram vossos caminhos. O da esquerda, sem camisa, deixava amostra as cicatrizes de torturas por todo o corpo. Sua madeixa, comprida, mantinha-se recaída no rosto inexpressivo.

E aquele que encontrava-se na direita, possuía uma massa mediana, mas era bem mais elegante que o primeiro. Trajava armadura, bem como em sua cintura encontrava-se uma espada, que ao seu ver era realmente cara. Todavia, ainda não tinha entendido o porque estavam sendo seguidos, mas Takashi tinha medo de perguntar.

Sarah levara Emily para trás, afim de escondê-la. E, então, erguera a destra, retirando o seu arco das costas. Em sua sestra, a flecha também fora tomada em mãos. Era uma elfa e estava preparada para a situação que estava prestes a ocorrer.

A sugestão de um sorriso tocara os lábios de Kenji, sutilmente, sugerindo que toda aquela situação o divertia. O fato é que sempre fora muito raro vê-lo com àquela expressão, uma vez que evita qualquer tipo de confusão, além de ser um príncipe, o que indicava que ele deveria ser mimado. Mas, naquele momento, parecia não demonstrar isso. Muito pelo contrário, a vontade de matar mantinha-se explícita em seu olhar.

Takashi não reparara por muito tempo em Kenji, afinal, havia dois homens prontos para quebrá-los ao meio. Então, levara a destra na direção de sua bainha, firmando-a com certeza. Eram apenas crianças, nada mais do que isso, e com certeza morreriam ali se tentassem começar um combate direto. Conquanto, não conseguiriam escapar, sem nenhum arranhão... Logo, era forçado a lutar.

– O quê crianças fazem aqui, ultrapassando as fronteiras? — Quis saber o grandalhão, com um enorme sorriso nos lábios. Sua fisionomia denotava o quão miserável era, capaz de tudo para adquirir poder. — Droga, vocês são realmente chatos, acho que irei matar a todos. — E, então, o primeiro movimento fora realizado, sem que o seu parceiro fizesse sequer um único esforço.

Kenji recebera um golpe, direto, com a parte inferior da espada, ao qual acertara sua nuca, jogando-o diretamente no chão. Logo, sem consciência — fácil demais-, seguira para acabar com Takashi.

O desespero tomara conta de si, sim, ao ver que um enorme monstro seguia em sua direção. Kenji, sem se dar conta, já havia perdido. Então, haveria esperança? Notara a aproximação extremamente rápida e quando pensara que era o fim... Algo aconteceu.

Uma luz, negra, preencheu o espaço vazio da região. Madeixas, enegrecidas, bailando diante da escuridão. Era Kenji, completamente mudado, mantendo-se entre o grande ataque, para interceptar o avanço do inimigo. Embora fosse uma criança, continha um poder adormecido dentro de si, ao qual pode ser manipulado com frequência, se treinado.

O oponente mostrara-se impressionado com o desenvolvimento aparente de seu adversário. Logo, fora necessário chamar o seu grande ajudante. Porém, quando este tentara atacar por detrás do jovem, Takashi mexera-se quase no mesmo tempo, pegando-o de surpresa. Sua lâmina desembainhara e fora direto no seu coração.

Kenji cerrara os punhos, concentrando um porcentual significativo em sua mão. Logo, desferira um soco na região abdominal, levando-o ao falecimento. Aquela fora a primeira luta, que acontecera, seguido de outras que ainda aconteceriam. E, então, eles seguiram tranquilamente, em busca do tesouro perdido. Vosso futuro? Não sabe-se dizer.

Notas finais
Olá, galera, postei um pouco tarde- ou cedo-, pois não consegui entrar antes. Mas independente do horário eu postei o novo capítulo. Espero que continuem acompanhando pois isso me incentiva a continuar escrevendo. Se gostaram deste capítulo, então, espere o próximo. Não deixe de acompanhar, garanto, não irá se arrepender e não custa nada. Bom, pessoal, espero que esteja tudo bem... Até mais.