Dragão Dourado

3 O Anjo da Morte, Saizou


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Já fazia algumas poucas horas que eles haviam montado acampamento e, ainda assim, ele simplesmente não conseguia pegar no sono. Talvez fosse o tédio irritante que insistia em lhe perseguir ou mesmo aquela sensação estranha de que se dormisse acabaria perdendo algo importante. Como se, no meio daquela floresta, escondidos como estavam, fosse realmente acontecer algo de interessante ou aparecer algum ninja louco o bastante para enfrentá-los sozinho.

Suspirou pendendo a cabeça para trás, apoiando-a na árvore em que estava encostado. Se ao menos os outros não estivessem descansando ele sabia que acabaria se distraindo enquanto os irritava. Era um passa-tempo eficiente, embora nem mesmo se comparasse à uma boa luta.

“Ah, uma boa luta!” Saizou fechou os olhos se perguntando à quanto tempo não enfrentava um ninja de verdade. É claro que tinha enfrentado vários ninjas desde que entrou na Dragão Dourado, mas quem disse que os ninjas que enfrentaram eram realmente bons? No dia anterior havia enfrentado um anbu, mas duvidava que o homem que enfrentou fosse até mesmo um simples ninja, afinal não durou nem meio minuto em suas mãos. Sorriu levemente. Um sorriso cruel, de satisfação pelo feito. Anbus deviam ser ninjas de verdade, com treinamento eficiente e inteligentes e, no entanto, aquele que havia enfrentado não conseguiu se quer ver seu movimento. Isso era possível? Um anbu ser tão lento assim?

Encarou o céu escuro e estralado se perguntando quando os ninjas de elite haviam se tornado tão pateticamente inúteis e fracos. Talvez sempre tivessem sido. Exceto ele. Ele nunca foi fraco. Nunca se permitiu ser. Sabia que era o melhor anbu que a Aldeia da Névoa já havia tido ou poderia ter, mas eles tiveram medo. Medo de sua força, de sua inteligência e do que ele era capaz de fazer. Eles tinham medo de um monstro que eles mesmos haviam criado. Mas afinal, todo aquele treinamento que a Aldeia da Névoa exigia deles era para isso: torná-los pessoas frias e cruéis, para que não sentissem nada ao matar um inimigo, para que seus gritos de agonia não lhe despertassem piedade. E, no entanto, o recriminaram quando ele buscou algum prazer naquilo. Na agonia de seus inimigos, algo que eles mesmos tinham o ensinado a fazer.

“Patéticos.” Pensou irônico lembrando-se do desespero da vila quando souberam que ele havia fugido da prisão. Talvez por saberem que ele queria e teria a vingança pelo acontecido. E pensar que, por alguns instantes, eles realmente acharam que conseguiriam manter Saizou preso pelo resto de sua vida por ser simplesmente quem era. Um ninja perfeito. Uma arma letal.

Sorriu levemente sabendo que seu objetivo se aproximava cada vez mais e que logo acabaria com aquela maldita aldeia a riscando do mapa, transformando-a apenas em uma mera lembrança perdida entre tantas outras no Mundo Shinobi, que logo seria esquecida, deixada para trás. Como ele deixou. Lembrava-se de ter levado consigo em sua fuga apenas a katana e nada mais, nem mesmo sua bandana. Não queria lembranças daquele lugar. Não queria nem mesmo que ele existisse e era isso o que faria. O destruiria com todo e qualquer vestígio que pudesse lembrá-lo mais tarde, para que assim não pudesse atormentá-lo como fazia.


–Entediado, Saizou-san? – Hyune surgiu a sua frente com um sorriso frio chamando sua atenção, o despertando de seus devaneios. Não precisou de respostas para saber que estava certa, foi o suficiente vê-lo dar de ombros suspirando – Bem, então imagino que vá gostar de saber que temos visitas inesperadas. – um sorriso sádico iluminou o rosto de Saizou, que se colocou em pé rapidamente


–Vou dar as boas vindas. – se concentrou sentindo os chakras, que se aproximavam cada vez mais, e percebeu que um deles parecia forte e preparado o suficiente para lhe dar uma boa luta. “Finalmente!” sentiu a adrenalina correr por suas veias e agradeceu internamente por não ter caído no sono ou teria realmente perdido algo interessante

–Divirta-se. – a morena comentou o vendo sumir entre as árvores indo de encontro aos intrusos

–Quanto tempo? – Hanami perguntou surgindo ao seu lado

–Cinco minutos. – deu de ombros inclinando levemente a cabeça olhando fixamente o lugar onde Saizou havia sumido – Talvez menos. – comentou ao ouvir o primeiro grito vindo daquela direção e ela podia jurar que era da garota que se encontrava lá no meio

–Eu apostaria mais. Você sentiu o chakra daquela mulher? – a ruiva cruzou os braços remexendo distraidamente o pequeno palito entre os dentes – Eu duvido que ele volte em menos de dez minutos.

–Uma garrafa de saquê? – Hyune a olhou sugestivamente

–Perfeito. Eu estou mesmo precisando de uma bebida. – Hanami sorriu de canto imaginando que essa seria outra, de tantas outras apostas feitas antes entre as duas, que ganharia. Por que ela tinha uma precisão incrível quanto às habilidades de cada um e sabia que Saizou venceria, mas não sem antes levar uma canseira da mulher que estava lá no meio e isso, sem sombra de dúvida, seria empolgante para ele

Notas finais
Oiiiie *-------* Então, eu voltei galera ^-^

Eu sei, eu sei que vocês devem estar querendo me matar pela demora pra postar, mas é que eu estava sem computador - uma história bem longa e que envolve muitos problemas com minha máquina, pais bravos e um castigo >.

Enfim, mas agora eu estou de volta e prometo prometido que vou postar TODOS os participantes até o fim do mês ^---^ Tá eu sei que isso não é lá muito preciso, mas é que a minha criatividade saiu pra dar uma volta e me deixou na mão e eu to tendo que me virar sem ela, sem contar que, como estamos no fim de ano, to cheia de provas e trabalhos - sem contar as recuperações xD ~~

Maaaas, o fato é: EU VOLTEI *------* E vou continuar com a fic, postando sempre que eu puder, portanto não nos abandonem *-----*

BeijÔ ;**