Draco e Hermione, um amor complicado
1 Voltando a Hogwarts
Notas iniciais

Pov. Hermione
Nós estávamos no trem voltando para Hogwarts, eu e Rony ficamos juntos na mesma cabine, Harry decidiu ficar sozinho com a Gina em outra cabine, Rony tinha ficado um pouco bravo com seu melhor amigo, mas eu consegui convencê-lo de que é legal Harry gostar da irmã dele.
- Então Mione, o que acha que eles estão fazendo? – perguntou Rony meio sem graça
- Eu não sei e nem quero saber! E o senhor Rony Wesley não vai incomodá-los, ouviu bem!? – eu respondi muito brava.
- Mas Mione ela é minha irmã – suplicou Rony
- Belo argumento, ela é sua irmã, e é justamente por isso que você não vai interferir.
Sinceramente, eu acho que o Rony anda meio idiota, ele vive criticando a mim, a Harry e a Gina. Acho que se eu o deixasse faria a Gina terminar com o Harry.
— Quer alguma coisa para comer? – Perguntou Rony
— Sim eu quero, mas pode deixar que eu vou buscar, porque eu sei exatamente o que você vai fazer se eu deixar você sair – respondi ele. Como se eu não soubesse o que ele iria fazer, francamente usar a desculpa mais velha do mundo para ir incomodar o Harry – o que você vai querer?
— Como se você não soubesse
— Sapo de chocolate, certo?
— sim
Sai da cabine a procura da moça com o carrinho de doces, quando encontrei a Luna, que estava mais estranha que o normal, pois ela estava usando uma blusa de penas pretas e um chapéu com corvo, que aparentava estar vivo.
— Olá Mione – disse Luna super simpática
— Oi Luna, por acaso você viu o carrinho de doce?
— Sim, ele acabou de ir para o vagão da sonserina – respondeu Luna – você viu o Neville? Tenho que falar com ele.
— Não vi não, mas vê se ele não esta com Rony na cabine.
Após Luna ir, eu fiquei pensando se ia ou não ia até o vagão da sonserina, afinal aquela doninha estava lá, e eu não queria vê-lo de jeito nenhum, mas achei que se eu não fosse Rony ia, e na volta ia mexer com o Harry.
Eu fui e não poderia ter me arrependido mais, porque aquela fuinha estava lá. Só o que eu conseguia pensar era ele me chamando de sangue ruim. Que raiva desse idiota! Mas também me veio a cabeça que eu ia ser superior se fosse até lá.
— Olá, será que você ainda tem... – e antes que eu pudesse terminar fui interrompida pela doninha.
— Olha só quem está aqui! A san...
— Você nem pense em terminar essa frase Malfoy! – disse eu muito irritada a ponto de bater nele
— O que você vai fazer? Hein, sangue ruim? – provocou a doninha falante
Eu não consegui me conter e lhe dei um tapa na cara em que minha mão tinha ficado marcada em sua bochecha. Depois disso não sabia como reagir, estava lá parada olhando para ele, logo voltei a mim, vi que ele ainda estava me olhando, e eu fixei meus olhos nos dele, e não sei o que deu em mim, mas comecei a me desculpar com ele.
— Eu sinto muito Malfoy, eu não quis fazer isso – eu não sei o que deu em mim, mas não conseguia parar.
— Granger não pensa que isso vai ficar assim, isso vai ter volta! – berrou Draco, e essas palavras só me deixaram mais chateada, eu não deveria ter feito aquilo, então por que eu o fiz? E tudo que ecoava em minha cabeça era um pequeno “mas”.
— Então o que você vai querer senhorita? – falou alguém me fazendo voltar a mim.
— hã? Ah ta... – eu disse após ver que era a mulher do carrinho de doces – eu vou querer dois sapos de chocolate e uma caixa de feijões de todos os sabores.
Pov. Draco
Eu estava na estação esperando o trem para Hogwarts, quando a garota mais linda que eu já tinha visto passou por mim, rapidamente perguntei Crabbe e Goyle quem era ela, e quando ouvi a resposta me arrependi.
— Serio cara? Aquela é a sangue ruim! – respondeu Crabbe
— É você não esta achando a sangue ruim bonita, ou você esta? – disse Goyle brincando
— Óbvio que não! É só que eu não tinha reconhecido ela. – me justifiquei, mas confesso que por um segundo achei ela bonita, mas não, claro que não.
Finalmente me vi no trem de Hogwarts, eu estava sozinho, pois tinha dito para Crabbe e Goyle que eu não estava afim de companhia hoje.
Ficar sozinho me deu mais tempo para pensar, e logo me peguei pensando na Granger, como ela era linda e esperta, tão fiel aos seus amigos... Mas o que eu estou fazendo, não podia pensar nela, afinal ela era uma sangue ruim, mas uma sangue ruim linda... PARA!
— Acho que vou comprar algo para comer – falei para mim mesmo
Felizmente a mulher do carrinho de doces estava perto da minha cabine.
— O que vai querer senhor Malfoy? – perguntou a mulher do carrinho de doces
— Eu vou...
— Olá será que você tem... – disse alguém me interrompendo, e quando me virei era a Granger, então logo a cortei.
— Olha só quem está aqui! A san... – eu comecei a falar, mas ela me cortou
— Você nem pense em terminar essa frase Malfoy! – disse ela muito irritada
— O que você vai fazer? Hein, sangue ruim? – falei para Granger, mas eu realmente não sabia por que tinha dito isso.
Eu não pude nem reagir, ela me deu uma tapa, e todos começaram a olhar para mim. Mas nós dois ficamos lá parado, um olhando para o outro, até que voltamos a nós. E ela começou a falar
— Eu sinto muito Malfoy, eu não quis fazer isso – ela começou a se desculpar, e eu comecei a pensar porque ela esta dizendo isso ela nem gosta de mim
— Granger não pensa que isso vai ficar assim, isso vai ter volta! – eu falei olhando nos olhos dela, e depois me arrependi disso.
Eu voltei para minha cabine brigando comigo mesmo. Eu não conseguia dizer o porquê eu tinha dito aquilo para ela, também pensei que também não deveria me preocupar com ela, mas eu me preocupava.
— Que droga! Esqueci de comprar meus doces – Lembrei-me, mas também pensei e se ela ainda estiver lá. – acho q tenho de voltar lá
Saí novamente de minha cabine, olhei para o corredor vi a Granger saindo então fui até lá.
— Olá senhor Malfoy devo lhe dizer que sua bochecha esta inchada – disse a senhora dos doces
— Olha não me trate assim sua petulante — eu disse enfurecido
— Sinto muito senhor Malfoy, mas é que você a fez chorar.
— O que? – eu disse surpreso
— É ela saiu daqui com os olhos cheios de lágrimas – disse a mulher do carrinho de doces – e eu que sempre pensei que a senhorita Granger não ligava para o que o senhor diz.
— Hum... Isso é interessante – murmurei – mas isso não me importa só o que eu quero é duas Varinhas de Alcaçuz, e uma caixa de feijões de todos os sabores.
— Achei que o senhor não gostasse desses feijões, mas aqui esta senhor Malfoy.
É realmente eu não gostava daqueles feijões, mas acho que Hermione poderia gostar, e talvez fosse um bom presente de desculpas.
continua...
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