Drabble - Awake

1 Capítulo único. Por enquanto.


Notas iniciais
Não fiquem tão tristes.

Parte 1 — A Rotina

A rotina é mesmo algo desgastante. É incrível como, quando seus sonhos se realizam e se tornam parte da sua vida, a rotina trata de desfazê-los lentamente, como uma rocha a mercê das ondas eternas. Vê-se que nem tudo é lindo como quando você apenas sonhava, que seu príncipe não tem patente, cavalo, glitter nem slowmotion. É só o massante dia-a-dia, a intimidade estranha, aqueles malditos defeitos irritantes!


Estar casada é isso... mesmo quando se é esposa com o homem com quem sonhou por boa parte de sua vida. Ele deixa de ser sonho e se torna... comum. Irritantemente comum.


Era esse o nível de desgaste do casamento de MaNeul com Junsu. Toda esa situação ia contra o temperamento rebelde dela de sempre se livrar facilmente das coisas que ameaçavam sua tão amada liberdade. Isso a estava incomodando profundamente. Em casa tinha se tornado irritadiça, pouco tolerante com os filhos, vivia quebrando louças da cozinha sem querer (ou propositalmente) e há muito tempo evitava sequer encostar muito no marido durante a noite. No trabalho as coisas andavam tão ruins que o chefe até concedeu-lhe uma "licença não-remunerada até segunda ordem". Foi nesse clima que ela reuniu suas amigas para comunicar sua última decisão.

Maneul: Eu vou voltar para o Brasil.
Looji: O QUÊ? Como assim? Vocês vão morar lá?
Maneul: Não, eu... eu estou indo sozinha.
Cah: Manuh... por que isso agora? Seu casamento é tão bom. Se fosse eu falando isso faria mais sentido...
Lily: Você pensou bem nisso?
Maneul: Mais até do que o suportável!
Lily: ...E as crianças?
Maneul: Vão ficar. Eles precisam estudar, vocês sabem como o ensino do Brasil continua falho ao meu ver...
Looji: E o Junsu?
Maneul: Eu já falei com ele. Pff... Ele tá tão de acordo que nem se abalou... só me disse que cuidasse bem de minha saúde.
Looji: Mas Maneul... você ainda pode ficar aqui, com a gente. O Chang num iria se importar...
Maneul: Não Looji. Obrigada mas... não dá. Meninas, qual é, vocês sabem como é isso.. Eu tô vendo tudo o que sonhei ruir e vir abaixo, vendo tudo se tornar cinzento e sem graça como um coral morto. Eu não consigo aceitar que minha vida acabou aqui e só me resta viver isso até o dia de morrer.
Lily: Não sabíamos que a situação estava assim tão ruim...
Looji: Vamos sentir saudades...
Maneul: Eu também!
Cah: Eu ainda quero te dar uma surra!

Não muito longe dali Junsu discutia o mesmo assunto com seus amigos

Jaejoong: Mas você não disse nada??
Junsu: E o que eu poderia dizer? Ela simplesmente disse que voltaria pra casa da mãe dela no Brasil...
Yunho: E você está bem com isso?
Junsu: ... Talvez. Ela anda mesmo muito triste, eu também não tenho estado no meu melhor estado. Talvez seja a hora de sermos mais felizes, longe um do outro... Talvez ela possa ser mais feliz agora... sem mim.

Yunho: Se fosse a Cah querendo ir embora eu ainda entenderia... mas... a Manuh?
Yuchun: Só pense bem se é isso mesmo o que você quer. As vezes tomamos decisões estúpidas só porque são fáceis e depois se torna tarde demais pra voltar atrás.



Parte 2 — O Adeus

Talvez Junsu tenha tentado dizer uma ou duas vezes para Maneul que ele queria que ela ficasse, mas o seu orgulho estava tão ferido por estar sendo deixado que ele acabou se convencendo de que essa era mesmo a melhor saída. Ainda assim, algo no fundo de seus sentimentos sufocados parecia gritar para que ele agisse, e ele se sentia impotente quanto a isso, deixando nele mais uma certeza de que ele não a merecia, pois era um fraco. Irritado, acabava passando a maior parte do tempo no seu estúdio de música particular em casa, tentando não pensar na situação, fazendo aquilo que sabia fazer de melhor, algo em que ele sabia que não falharia.


Maneul terminou de arrumar as malas e foi ao banheiro ver se não havia esquecido nada importante. Tirou a aliança de ouro branco e diamantes como sempre fazia antes de lavar as mãos. Aproveitou para molhar o rosto e os pulsos, mania antiga que vinha sempre que estava nervosa. Estava molhada quando ouviu a buzina do taxi na porta. Deu uma última conferida rápida nas coisas e saiu apressada para a frente da casa onde o Junsu havia carregado as malas mais pesadas, os gêmeos o estavam "ajudando" a pô-las no carro.

Maneul: Meus filhotinhos, venham aqui dar um abraço na eomeoni. Yoojin, você também. Deixa de birra e venha logo.

Essa era com certeza a parte mais dolorosa. Ver seus pequenos magoados, o Yoojin visivelmente irritado e o Minho lutando pra ser forte... e ela tendo que fingir estar tudo bem...

Minho: Eomma... é por causa da gente? Nós fizemos algo de errado?
Maneul: Mas que pergunta é essa? Lógico que não!! Eu já lhe disse que isso não tem nada a ver com vocês dois, é só entre mim e o pai de vocês.
Minho: Então por que nós não podemos ir?
Maneul: Meu amor, vocês têm que ficar aqui e estudar. Sabem que isso é o melhor, eu já disse isso mil vezes...
Yoojin: Então por que você não pode ficar?

As palavras de Yoojin ditas com tanta sinceridade e dor machucaram Maneul mais que qualquer outra coisa. Estava pensando em algo a responder para seu filho confuso quando ouviu as buzinadas do taxista impaciente.

Maneul: Bem... eu tenho que ir. Prometam que serão os homens de quem vou me orgulhar em ser mãe e eu trago uma camisa do velho Santos autografada pelo Robinho.
Yoojin: Promete?
Maneul: Prometo! E você Junsu... cuide bem deles por mim... por favor...
Junsu: Eu vou.
Maneul: Ok... então... Adeus.

Até o último momento Maneul manteve a esperança de que Junsu iria até ela e a pediria pra ficar dizendo que não poderia viver sem ela... mas ele não fez isso... ele não fez nada. Não correu, não acenou, nem sorriu... Então ela se virou e foi em passos confiantes e decididos. Cada um desses passos a estilhaçava, como pequenos pedaços de vidro se quebrando, tornando ainda menores, pedaços pequenos demais para terem importância, mas grandes o suficiente para lhe causarem dor tamanha que fazia o mundo perder o som. Pela janela do taxi sorriu para os meninos que acenavam tristemente.

A ultima coisa que pode ver foi o Minho consolando o Yoojin que secava com raiva lágrimas insistentes e as costas do Junsu voltando pra casa. Foi quando virou a primeira esquina, pôs as duas mãos no rosto e chorou. Chorou com toda a força que sua dor permitia. Quando olhou para as mãos percebeu que, pela primeira vez, havia esquecido a aliança. Desesperou-se por não saber onde estava, procurou pela bolsa rapidamente mas desistiu. Era assim que seria sua vida dali para frente. Sem aliança, sem o Junsu... Achou na bolsa o mini-gravador que o Yoojin tinha perdido. Isso ela iria levar consigo.


Parte 3 — As Palavras

Maneul já estava no Brasil haviam dois dias. Era incrível como a mãe continuava tão agradável e aconchegante, mesmo agora que ela já era mãe. Pensar nisso a fazia sentir pelos filhos que estavam tão distantes. Sua casa lhe dava milhares de lembranças, mas nem de longe a fazia se sentir como se estivesse em seu lar, sua casa de verdade tinha ficado para trás. Ela sorria e dizia para si mesma que o tempo melhoraria as coisas, mas o tempo nem sempre trabalha de forma a nos agradar. No caso dela o tempo trazia saudades, lembranças, coisas tão fortes que a faziam querer dormir apenas, sem se levantar mais. Pegou o gravador do Yoojin... ainda não tinha tido coragem de ouvir. Apertou o play.

"_ Nabi~... vamos gravar nosso plano infalível para pegar o Minho...
_ Tá maluco? Se a gente fizer isso vão ter provas de que fomos nós..."

"..._ Minho, admita pra mim que você é um porcoelho!
_ Se eu sou você também é. Nós temos a mesma cara, esqueceu?
_ Droga! Eu num tinha pensado nisso..."

"...'Ai gatchuuuu... ander maiskin...' Não, eu não posso cantar isso pra Nabi... nossas idades não permitem..."

Mãe: Rsrsrsrs... esse menino já tá assim perigoso nessa idade?
Maneul: Mãe! A senhora estava aí... (desliga o gravador)
Mãe: Sim, vim te chamar pra comer alguma coisa. Dois dias que está aqui e não te vi comer nada. Eu que cozinho mal demais ou você que desacostumou com o sabor da comida brasileira?
Maneul: Rs... obrigada mãe, mas eu não quero. E você cozinha muito bem!
Mãe: Você me dizia por telefone que sonhava com minha comida e agora não quer mais?
Maneul: ... desculpe...
Mãe: Qual o sentido de se desfazer dos seus sonhos quando eles se tornam realidade? Só serve aquilo que é impossível? Só são válidos os sonhos irrealizáveis? Bem... a comida tá lá dentro. Bem real e nada ilusória. E para de alisar esse dedo e vê se coloca logo a aliança de volta. Tá na cara que te faz falta.

Maneul se sentia desconfortável com as lições de sua mãe. Ainda hoje não conseguia conversar com ela direito. E ela tinha sido bem estranha dessa vez, comparando sonhos a comida... deu o play novamente no gravador.

"... _ Eomma~...
_ Nossa... não sabia que um de meus filhos me acompanharia na profissão de jornalista...
_ Não é isso! Qual foi a primeira música que o papai cantou pra você que te deixou muito feliz?
_ Nossa Yoojin, você me sai com cada uma... Eu acho que... nossa, eu não me lembro. Adorava as músicas de seu pai...
_ Então qual música poderia deixar uma moça muito feliz... e que não fosse proibida pra pessoas de 7 anos...?
_ Já tô te sacando! Bem, deixa eu pensar... 'Aaaaatirei o pau no gato-to mais o gato-to...'
_ Aaaaah... não eomma... que sem graça isso!"

"..._ Appa~... você pode me ajudar? A eomma é muito sem graça com essas coisas!
_ Que coisas?
_ Com gatos!
_ Gatos?
_ É... mas isso não importa agora. Você pelo menos consegue se lembrar qual foi a primeira música que cantou pra eomma que deixou ela muito feliz?
_ Sim
_ Sério? Qual era?
_ Uma que dizia assim:
"Nakitai tokiwa nakeba iikara
(Quando eu quero chorar, mesmo se eu chorar,)
Nee... muriwa shinaide
(É porque é bom, por favor não force a si mesma)
Namida karetara egaoga hiraku
(Quando minhas lágrimas cairem, um sorriso aparecerá,)
Hora... mou waratteru...
(Veja,eu estou sorrindo já)..."

Maneul desligou o gravador aos prantos. Não aguentava mais ouvir aquilo. Sabia que agora ela não podia voltar atrás, sabia que o tinha magoado tanto... ele se lembrava da música. Begin. Ela lembrou do que sentiu quando ele cantou pra ela pela primeira vez. Não era a primeira vez que ela o via cantar, mas era a primeira que ele cantava só pra ela. Como doía ser assim tão estúpida! Agora nenhum dos motivos que a levaram a fazer o que fez pareciam fazer sentido, mas não tem como voltar no tempo. Estava acabado.


Parte 4 — A Letargia

(Carregue o vídeo e dê o play quando vir o aviso http://migre.me/3MRfO)

A vontade de não se levantar mais se intensificou a ponto de fazê-la querer hibernar. Lembrava-se de uma música antiga... "Don't wake up, won't wake up... don't wake me up..." Chorou tanto que não tinha mais como chorar... sentiu tanta dor que essa anestesiou seu corpo, ela não sentia mais nada, era como se flutuasse. Estava calma. Profundamente calma e triste, como se visitasse o fundo do oceano, aconchegante a ponto de convidá-la a ficar lá para sempre. Ela gostava da ideia abissal de não sentir mais essa dor, mas nem se lembrava mais porque sentia dor. Sabia que não queria mais sentir.

Mas ainda tinha alguma coisa... algo que dizia que ela tinha que voltar pra superfície... quando tentou se mover no fundo do mar sentiu ainda mais dor e resolveu ficar parada... até congelar.

"..._ Será que a Nabi gosta desse tipo de musica velha?... to-ma-do-u-no...wa? Que coisa estranha!... acho melhor eu escrever uma cartinha mesmo..."

"..._ Appa~ você pode declarar pra mim que vai tirar esse gravador do Yoojin, por favor?
_ Tá bem Minho... 'eu vou tirar esse gravador do Yoojin'... está bem assim?
_ Ótimo! Agora esconde isso!..."

"..._ Como será que isso funciona?... "

"..._ Acho que é assim... agora onde eu ouço isso?...
_ Junsu~
_ Tô indo... agora ele desliga... aqui..."

"..._ Espero que eu consiga dizer com a música o quanto eu quero ter você perto de mim...

(aperte o play do vídeo)

Nakitai tokiwa nakeba iikara
(Quando eu quero chorar, mesmo se eu chorar,)
Nee... muriwa shinaide
(É porque é bom, por favor não force a si mesma)
Namida karetara egaoga hiraku
(Quando minhas lágrimas cairem, um sorriso aparecerá,)
Hora... mou waratteru...
(Veja,eu estou sorrindo já)...

Tomadounowa miraiga arukara
(Porque o lugar destas hesitações faz um futuro)
Mabushisani makenai...
(Eu quero encontrar a coragem)
Yuukiga hoshii
(Que não mostra em suas representações)

Every day and night with you
(Todo dia e toda noite com você)
Chiisana kimino tewo nigirishimerukara
(Eu sou incapaz de mostrar fraqueza, isso não seria legal)
Every day every night everywhere
(Todo dia, Toda noite, Todo lugar)
Tsunagaru kanshokuwo zutto tashikameyou
(O sentimento de duas pessoas grita mais e mais,)
Ima monogatariwa... Begin
(Agora você e eu começamos)

Hitomisorashite sakenderutsumori
(Seus olhos viram para outro lugar esquivando?)
Demo bokuwa sukidayo
(Mas, eu gosto disso)
Hanareteitemo wakacchiaumono
(Mesmo se nós fossemos separados, há coisas a dividir e compartilhar,)
Sou omoiga areba
(Sim, se nós tivessemos nossas memórias)

Kinouni mada sayounara iezuni
(Agora denovo eu não posso dizer adeus)
Kusugutteru jikanwa
(Porque o tempo abalado)
Munashii dakesa
(É apenas vazio)

Every day and night with you
(Todo dia e toda noite com você)
Samenai binetsudake moteamashinagara
(Eu sou incapaz de mostrar fraqueza, isso não seria legal)
Every day every night everywhere
(Todo dia, Toda noite, Todo lugar)
Futarino kankakuwo motto kasaneyou
(O sentimento de duas pessoas grita mais e mais,)
Ima kimito bokuwa... Begin
(Agora você e eu começamos)

Hontou wa boku mo onaji da yo
(Na verdade eu também sou o mesmo)
(Baby I need you, I need your touch)
(Oh baby I need you, I need you touch, baby)
Yoru no yami ni obieteru
(Eu fico receoso na escuridão da noite)
(You tell me now)
Demo hitori ja nai
(Mas eu não estou sozinho)

Every day and night with you
(Todo dia e toda noite com você)
Furueru kimino tewo nigirishimerukara
(Porque eu desejo continuar segurando apertado sua pequena e trêmula mão)
Every day every night every way
(Todo dia, Toda noite, De qualquer forma)
Tsunagaru kanshokuwo
(Eu continuo sentido)
Zutto tashikameyou
(A conecção que confirma,)
Ima monogatariwa... Begin
(Agora essa história começou)

Every day and night with you
(Todo dia e noite com você)
Samenai binetsudake moteamashinagara
(Eu sou incapaz de mostrar fraqueza, isso não seria legal)
Every day every night every way
(Todo dia, Toda noite, De qualquer forma)
Futarino unmei wo sotto kasaneyou
(O sentimento de duas pessoas grita mais e mais,)
Ima futaridakede... Begin
(Agora apenas duas pessoas começaram)..."

Maneul: Junsu... Junsu!
Junsu: Eu estou aqui...
Maneul: Eu... eu...
Junsu: Por favor não fale nada. Você ainda está fraca.
Maneul: Eu preciso falar antes que você se vá novamente. Eu amo você. Não porque você foi meu sonho... mas porque você é minha realidade... não vá embora... por favor...
Junsu: Eu não vou. Nem você...


Parte 5 — O Despertar

Talvez esse tenha sido o sonho mais lindo de Maneul desde que entrara no estado letárgico. Por um momento ela sonhou que tudo tinha voltado, que ela não tinha sido tão estúpida a ponto de perdê-los pra sempre, de deixar para trás as maiores felicidades de sua vida. E então ela acordou... sentindo frio, com dor no braço onde havia uma agulha injetando soro direto em sua veia, em um quarto de hospital branco de dar agonia. Ela tinha sido estúpida.

Mãe: Graças a Deus você acordou!
Maneul: Mãe! Então eu ainda estou aqui...
Mãe: Sim...
Maneul: O que aconteceu?
Mãe: Ninguém soube me explicar. Você teve um colapso nervoso e entrou num estado letárgico. Você dormiu sem parar. Eu estava pra morrer de preocupação...
Maneul: Por quanto tempo?
Mãe: Quatro dias.
Maneul: Meu Deus, meus filhos! Eu não liguei pra eles...
Junsu: Não precisa se preocupar com isso... eles estão bem.
Maneul: Junsu... Você... você está mesmo aqui? Não foi um sonho...
Junsu: Eu te disse que não iria embora.
Maneul: Me desculpe... mianhe... mianhe...
Mãe: Eu vou deixar vocês dois sozinhos...

Maneul não soube contar o tempo em que passou chorando no abraço de Junsu, se embriagando com aquele perfume que lhe fez tanta falta. Como ela poderia ter pensado que poderia viver sem a presença diária dele. Ela precisava dele mais do que podia imaginar...

Maneul: Aquilo não foi mesmo um sonho?
Junsu: Não... eu estava aqui o tempo todo.
Maneul: Como?
Junsu: Na verdade eu peguei o avião dois dias depois que você saiu. Sua mãe me ligou também... me pediu pra trazer sua aliança de volta, ela não aguentava mais te ver alisando o dedo.

Maneul olhou para a mão. A aliança estava lá.

Maneul: Obrigada. Me desculpe por tudo... me desculpe por esquecer da música...
Junsu: Me desculpe também. Eu devia ter feito algo antes.
Maneul: Me promete que vai me procurar sempre?
Junsu: Eu prometo que nunca mais vou te deixar ir.

Finalmente ela se deu conta de que pensar tanto no que foi perdido a estava fazendo perder o que estava acontecendo. Depois de mais um dia se recuperando no hospital Maneul recebeu alta, pediu desculpas a mãe e disse que precisava voltar para abraçar seus filhos, não aguentava mais de saudades. Não é preciso citar que ela e o Junsu ficaram tão grudados (ou mais) quanto nos primeiros dias de namoro. Eles se reapaixonaram e se redescobriram sendo exatamente os mesmos.

******

Aeromoça: Atenção senhores passageiros, informamos que por conta de uma turbulência precisaremos aterrisar o avião para pequenos reparos. Contamos com sua compreensão. O reembarque será feito o mais rápido possível.
Maneul: Ai não! Só faltava essa! Onde estamos agora? Itália?
Junsu: Parece que sim... vamos descer.


Maneul: Nossa, olha ali... Aquele não é o Robinho?
Junsu: Parece que sim...
Maneul: Venha, rápido. Eu prometi ao Yoojin, tô com a camisa aqui... corre...

Maneul: Senhor Robinho... com licença. Meus filhos e eu somos grandes fãs do senhor, poderia escrever um autógrafo para um deles nessa camisa?
Robinho: Brasileira? Uau, é uma camisa do velho Santos! Deve ter sofrido pra conseguí-la.
Maneul: Nada. Pelo Rei do Futebol vale tudo.
Robinho: Que isso! O eterno Rei é o Pelé, não eu. Em nome de quem devo escrever?
Maneul: Yoojin
Junsu: Só dele??
Maneul: Ah é! Coloque para o Minho também.
Junsu: Não! Eu falava de mim...
Maneul: ...Ok... Por favor, coloque no nome de Junsu também.
Robinho: É bom saber que tenho admiradores. Quem sabe não marcamos de jogar uma pelada qualquer dia desses senhor Junsu.
Junsu: Seria uma graaande honra!~
Maneul: Vamos Junsu! Pelamordidels!

Notas finais
Bem... é isso aí!Como essa é apenas uma drabble é capaz que sejam postadas mais dessas por aqui. Espero que tenham gostado a ponto de acompanhar.Obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!