Dr. Hill

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Esse é um dos gêneros que mais escrevo. Enjoy!

Dr. Hill olhava-me fixamente, era esperado que eu pegasse a arma e seguisse adiante com o que combinamos durante semanas.

"Somente você pode fazer isso."

Era sua frase de encorajamento, porém, neste momento decisivo, ela se incidiu em minha mente como uma tortura.

_Dr. Hill, não posso fazer isso; ela parece tão real ... Eu a amo tanto!

Senti meu coração acelerar e fui pouco a pouco perdendo meu ar. Inesperadamente ele me sacudiu, achei estranho essa atitude de um psiquiatra para o paciente, _ pensando melhor, de todos médicos por quem já passei, Dr. Hill foi o mais íntimo de minha louca mente_ novamente me senti no controle, apesar de as vezes desconfiar que Dr. Hill possa ser tão louco quanto eu, ele sempre tem razão em suas atitudes.

Então ele largou levemente o revólver em minhas mãos e deu tapinhas amigáveis.

_Por amá-la mesmo que precisa fazer isso. Ela não pode ser prisioneira de sua mente, certo? Você disse que queria tê-la como uma lembrança feliz, é o único jeito, Sam.

Ele se levantou, indicando que era a hora. Então fiz o mesmo e me dirigi a uma sala quase vazia, a não ser por uma cadeira, e nela estava amarrada uma garota.

A garota que ninguém vê. A garota que não existe. A GAROTA QUE EU AMO!

—Sam? Sam, sou eu. Estou aqui, meu amor. Sou real. Não faça isso, por favor. _Minha fantasia estava suplicando.

É tão triste vê-la assim, me sinto a pessoa mais desprezível possível. Enquanto ela chora, tenho vontade de chorar também.

—Eu... Sinto muito. _Ergui o revólver._ Você é fruto da minha imaginação. Foi tudo tão... Tão perfeito! Mas eu não posso fazer isso com você. Não posso te manter presa aqui. _ Com a mão desocupada apontei o dedo indicador mostrando minha cabeça.

— Por favor, Sam. Não faça... _Não a deixei continuar. Mais uma palavra e talvez eu vacilasse.

Eu matei a única garota que amei, sendo real ou não, e a única coisa em que consigo pensar é: Porque tem tanto sangue? Nada disso aconteceu, mas porque me parece tão real?

_Dr. Hill! Dr. Hill! Fiz o que você disse. Não me sinto muito bem.

Esperei um minuto, mas ele não me respondeu. Será que foi embora em um momento tão importante?

_Dr.Hill? Sai daquele cômodo sangrento e fui procurá-lo. Inutilmente. Então ouço barulho de chave e a porta principal se abrir. Não é o Dr.Hill, aparentemente é outro doutor da clínica.

—Quem é você? _ Ele me perguntou, surpreso.

_Sou um paciente do Dr.Hill, estava em uma consulta.

_Dr.Hill? _ Ele me olhou de cima a baixo, depois pareceu dar uma espiada em algum canto.

_Sim, ele estava aqui uns minutos atrás.

_Certo. Pode esperar aqui? Eu vou procurá-lo para confirmar. _Ele não me esperou responder, foi ligeiramente para a porta. O estranho é que eu ouvi barulho de chaves novamente.

_Ei? Doutor? Preciso ir embora. Não me sinto muito bem.

O mais estranho ainda é que acho que o ouvi gritar para chamarem a polícia. Que diabos está acontecendo?

_Dr.Hill? Me deixem sair! _ A porta se abriu de novo, dois homens enormes me seguraram e me algemaram. Uma enfermeira veio e me deu uma injeção.

_Porquê? Porque estão fazendo isso? Preciso falar com o Dr.Hill.

—Não existe nenhum Dr.Hill. _Disse a enfermeira.

Do meu lado, eu vi passarem uma maca com um corpo coberto.

—Jesus Cristo! Você matou uma pessoa, tem noção disso? _ Ela explicou mais uma vez.

Eu estou tão confuso! E me sinto tão sonolento. Agora estou no chão, imobilizado. A minha frente eu vejo um espelho. Não é o Dr.Hill ali? ...

Notas finais
Aceito elogias, críticas, sugestões.. fiquem à vontade.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!