Drácula- Nova Versão.
3 Hóspede.
P.O.V. Melissa.
Eu fui hospedada na Ala real, num quarto super chique. O próprio Drácula me escoltou até lá.
–Nossa! Que chique!
–Chique?
–Luxuoso.
–Porque fala palavras tão diferentes?
–Porque vim do ano de 2014.
–Do futuro?
–Sim.
–E como é?
–Bem melhor do que agora, temos eletricidade, água encanada, tratamento de esgoto, as mulheres podem interferir na política, nada de fogueira, nem cristãos diabólicos e assassinos.
–Gostei.
–Imaginei que diria isso. E o melhor de tudo, os vampiros são totalmente aceitos, nada de caçadores nem nada disso.
–Deve ser ótimo.
–E é, mas infelizmente a maioria das pessoas ainda não sabe que vocês são reais.
–E a aceitação?
–Todos sonham em ser como você, imortal, super poderoso, com sangue real. Você é a personificação de todos os desejos humanos.
–Então sou famoso?
–Super famoso. Se soubessem quem você é, que é real seria assediado na rua, te pediram autógrafos e fotos e um monte de coisa.
–Fotos?
–Olha, vou mostrar. E de quebra descobrir se vocês aparecem em fotos.
–O que é isso?
–Uma máquina fotográfica digital. Não se assuste com o flash, não vai doer.
–Flash?
–A luz. Agora, sorria.
A luz nos atingiu e eu fiquei cego.
–Não consigo enxergar!
–Calma, já vai passar.
As imagens lentamente se formaram a minha frente outra vez.
–Uau!
–E porque sempre mexe as mãos ao falar?
–Porque minha melhor amiga é surda, assim como o namorado da minha outra melhor amiga.
–É surda?
–Sim.
–Não quero ser inconveniente, mas estou com fome. Tem alguma coisa pra eu comer, por favor.
–Claro. Seu desejo é uma ordem, minha rainha.
Ela me olhou com uma cara de confusão.
–Ein? Como?
–Deixe pra lá.
–Tá bem.
Depois que ele saiu, comecei a pensar e cheguei a conclusão mais apavorante do mundo.
–Sou eu. Meu pai do céu, sou eu!
–O que?
–Ai, agora eu to ferrada.
–Qual o problema?
–Eu sei que sou eu. A reencarnação da sua mulher e isso não vai acabar bem.
–Claro que vai.
–Não, não vai. Eu li o livro e você vai morrer.
–Morrerei feliz por estar ao seu lado.
Tive que respirar fundo.
–Bem, o noivo é inexistente, meus pais me acham perturbada e minhas amigas não nasceram ainda então, pode ser que consigamos mudar o fim da história.
–Claro que vamos conseguir.
–Vamos, é hora do jantar.
–Vai matar alguém?
–Infelizmente sim.
–Tá bem.
–Só isso?
–Só isso.
–Acabo de dizer que vou matar alguém e você simplesmente está bem?
–Sim, afinal não é culpa sua e todos morrem algum dia. Ou quase todos.
Nós rimos.
Na sala de jantar ela me viu matar uma mulher da idade dela e não teve nenhum tipo de reação. Simplesmente continuou comendo seu jantar.
–Eu não vou limpar isso.
–Claro que não, Reinfield vai.
–Ele existe?
–Existe.
–É humano?
–Não.
–Queria muito conhecê-lo, se não for pedir demais.
–Claro. Reinfield!
–Sim, mestre?
–Oi Reinfield, como vai?
–Vou bem, senhorita.
–Esta é Melissa.
–Mas, podem me chamar de Mel.
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