Down To Earth

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Espero que gostem e comentem. Se estiver algum erro de ortografia me desculpem.

Acabou que não deu para irmos ao shopping, o transito tava complicado e a gente voltou para a casa, eu estava deitada na minha cama no quarto e continuava a pensar nos meus pais, como será que eles estavam lá no interior sem mim e o Paulo? Estavam todos dormindo porque era quase duas da manhã, senti alguma coisa molhada cair no meu rosto, eram lágrimas, me levantei e fui até o banheiro, procurei um gilete e voltei para o quarto, sempre me disseram que quando meninas ou meninos estavam tristes descontar a raiva no próprio corpo era bom, consegui tirar aquela lâmina com dificuldade, mas foi. Não fiz hora e logo fui perfurando aquilo em meu braço, dou claro que doeu, mas a dor não era mas forte do que a tristeza que eu estava sentindo. Eu acabei não aguentando e soltei um grito alto, percebi que a luz do corredor acendeu e em seguida a porta do quarto abriu, era tia Renata.

- Maria Joaquina, vem cá. — Pegou minha mão, a gente desceu as escadas e fomos para a cozinha, eu não deveria ter gritado, eu deveria ter afundado a cabeça no travesseiro isso sim, Renata pegou um pano com água e foi passando no meu braço, logo aquele sangue todo sumiu, em seguida me levou para o quarto e trocou o lençol que estava cheio de sangue, me deitei na cama e abracei a boneca que minha mãe havia feito para mim. — Eu vou cuidar de você, e o Fernando também, sei que é difícil ficar sem os pais mas eu vou te levar para visitar eles.

- Obrigada. — Respondi. Em seguida ela saiu do quarto, assim eu acabei adormecendo. Na manhã seguinte eu acordei com o despertador tocando, levantei tranquila, fiz minhas higienes e em seguida me banhei, saí de toalha para o quarto e fechei a porta. Em cima da minha cama havia um uniforme, com certeza era o da escola que iriamos estudar, era uma bermuda meio curta azul escrito "Escola Mundial" de vermelho, e uma blusa branca de manga curta do mesmo jeito, me vesti e encarei aquelas caixas de sapato, peguei um tênis de cano alto preto da coleção da Larissa Manoela e uma meia, calcei e deixei meus cabelos soltos, prendi a franja para cima com uma presilha de coroa e peguei a mochila que estava em cima da cadeira do computador, desci as escadas e vi todos tomando café da manhã, eu estava atrasada. — Bom dia.

- Bom dia. — Responderam juntos. Tomei café com ambos e em seguida escovei os dentes, tia Renata que iria nos levar para escola já que ela estava de folga do trabalho enquanto Fernando ia para a empresa dele. Eu fui na frente enquanto Paulo e Daniel foram atrás. Na rádio tocava "Party Rock Anthem", não demorou muito e o carro parou na frente de um enorme escola onde tinha vários alunos do lado de fora conversando, me deu um frio na barriga nessa hora. — Divirtam-se, qualquer coisa me liguem.

- Paulo vem comigo eu vou te apresentar meus amigos. Maria Joaquina, você logo faz amizade com as meninas, mas por favor.. não se mete com aquelas ali porque elas são patricinhas mimadas e são muito chatas. — Apontou com a cabeça, assenti e eles foram para o lado dos garotos.

- Da licença! — Alguém gritou, porém antes que eu saísse da frente eu senti alguém caindo em cima de mim, olhei para a pessoa e era uma garoto, loiro dos olhos azuis. Ele se levantou e em seguida me estendeu a mão, assim eu me levantei também. — Desculpa princesa, você é aluna nova não é?

- Não sou princesa, mas obrigada pelo elogio, sim sou aluna nova, prazer Maria Joaquina. — Respondi.

- Não é princesa mas deve ser tratada como uma. — Disse. Que menino encantador, e muito educado. — O prazer é meu Maria Joaquina, eu sou o Jorge e seja bem vinda a Escola Mundial.

- Obrigada. — Sorri. Nós fomos andando e conversando, Jorge era legal, nós paramos na frente de três meninas que pareciam ser amigas dele.

- Meninas, essa aqui é a Maria Joaquina, aluna nova. E MJ essas são Valéria, Margarida e Marcelina as únicas meninas princesas dessa escola porque o resto é tudo piranha. — Disse, soltei uma gargalhada e me sentei ao lado de Margarida. — Eu vou deixar vocês conversarem, qualquer coisa eu to com os meninos.

- Ele é um príncipe. — Marcelina disse. — Então MJ, quantos anos você tem, ter irmão ou irmã, veio de onde, mora com quem?

- Marcelina! Não enche a coitada com tanta pergunta. — Uma delas disse, se eu não me engando a Valéria.

- Eu tenho doze anos, tenho um irmão mas velho que tem treze que também veio para cá, vim do interior de SP com ele e moro com os pais do Daniel. — Respondi, assim que disse "pais do Daniel" elas ergueram uma sobrancelha, normal as pessoas ficarem surpresas.

- Você mora com os pais do Daniel? — Margarida perguntou, assenti. — O Daniel é o garoto mas irritante da escola, você não pode falar nada que ele já vem se intrometer, monta na suas costas toda hora e etc.

- Eu sei disso, eu e ele nunca nos demos bem desde pequeninos, ele e meu irmão são tipo chiclete de tão amigos. — Falei, elas soltaram gargalhadas. Senti uma mão tapar meus olhos, coloquei minhas mãos sobre a da pessoa. — Paulo?

- Isso princesa. — Se sentou ao meu lado, percebi que ele e Margarida se entre olharam por mero vinte segundos, sorri fraco e encarei o tênis. — Que bom que já fez amigas, prazer meninas eu sou o Paulo.

- Essas são Margarida, Valéria e Marcelina. — Disse. Ficamos conversando até o sinal tocar, eu e meu irmão iriamos ser da mesma sala que as meninas e Jorge, e dos amigos de Daniel também, me sentei no fundão ao lado de Marcelina. — Marce, agora é aula de que e de quem?

- É aula da professora Helena, a melhor professora de todas e é ciências, você vai gostar dela eu tenho certeza. — Respondeu, sorri fraco e esperei ela entrar, assim que ela entrou me viu, porém no meu olhar ela sabia que eu não queria ser apresentada. — Professora, a senhorita está tão feliz hoje?

- Alguém percebeu isso, milagre. — Brincou. — Eu quero dar a noticia a vocês que essa semana ainda vocês vão ter uma excursão de dois dias para um sitio, além de se divertirem formarão duplas e irão pesquisar coisas sobre a natureza no jardim.

- Legal "fessora", mas pode ser dupla de três? — Daniel perguntou, ergui uma sobrancelha e coloquei a mão na cabeça, como alguém podia ser tão burro desse jeito? — To brincando.

Helena formou as duplas e eu fiquei com a Margarida, a excursão séria depois de amanhã e com certeza a tia Renata iria deixar a gente ir, depois da escola eu iria para a casa de Jorge, Paulo ficou de avisar tia Renata, no caminho nós cantávamos a música do Justin Bieber "Down To Earth", sim eu era uma Belieber e Jorge um Boylieber.

- Jorge, quem é essa bela dama? — Um senhor perguntou ao ver nós dois entrarmos na casa, aquele parecia ser seu pai.

- Maria Joaquina, prazer senhor. — Apertei sua mão. Ele sorriu para mim e em seguida foi para dentro, coloquei minha mochila na cama de Jorge e em seguida me sentei ao lado da mochila, observei o quarto do mesmo, era cheio de miniaturas de carrinhos. — Eu acho que se você for no meu quarto vai achar ele muito patricinha.

- Quarto de menina é sempre meigo, fofinho, cheio de inhe inhe.

- Pior que é verdade, mas nem todos.. — Respondi. A empregada veio nos chamar para almoçar, fomos andando até a cozinha onde estava uma senhora sentada, assim que me viu sorriu e se levantou. — Prazer, eu sou a Maria Joaquina.

- O prazer é todo meu, sou a Rosana. Fique a vontade na nossa casa, Jorge depois do almoço leve a Maria Joaquina para passear aqui pelo bairro, vocês podem andar de skate ou de bicicleta. — Falou.

- Ta bom, você vai gostar aqui do bairro. — Se sentou, Jorge aproximou seu rosto do meu ouvido e suspirou fraco. — Eu vi esses cortes no seu braço tá? Quero conversar com você depois.

Gelei, eu deveria ter ido de blusa de frio, mas tava muito calor eu iria morrer ali dentro. Jorge era meu amigo e eu sabia que poderia confiar nele, então não custa nada explicar para o mesmo o que acontece comigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.