Notas iniciais
Voltei, people! Desculpem - me pela demora em postar, mas os dias têm sido corridos por aqui. Tentarei tirar o atraso o máximo que puder.
Vamos lá...

Fizemos de tudo. Ao final da noite, ela parecia tão exausta que tive que servir de apoio durante seu banho. Ela me abraçou com paixão. Parecia excitada outra vez. Eu também sentia um desejo por ela mais do que o normal.

- Não posso resistir a isso. – sussurrei em seu ouvido – Mas não acha que devemos ter cautela? Já é a quinta vez...

- Que se dane a cautela, Gil! Quero você agora. – ela disse me puxando em seguida pelos cabelos.

- Amor! – disse com os olhos arregalados – E se machucarmos o bebê?

- Não comece, Gil! Você só pensa nisso. AL já esclareceu todas as suas dúvidas. Você já está ficando paranoico. Que tipo de cientista você é? E não se esqueça de que ele disse que isso é extremamente saudável.

- Está bem, fique calma, pode não fazer bem ao...

- Se você disser a palavra bebê mais uma vez eu juro que atiro em você.

- Ok – disse sorrindo.

- Fique quieto e deixe que eu faça o resto. – ela riu ligando o chuveiro. Ela entrou embaixo do chuveiro me arrastando junto. Começou a beijar meu peito dando suaves mordidas. Foi descendo lentamente sem desviar os olhos dos meus. Levou meu membro excitado até a boca enquanto a água escorria por seus cabelos. Me encostei na parede desnorteado. Ela sabia usar os lábios muito bem.

Alguns minutos depois a puxei pelos cabelos colocando – a de frente para mim. Sem cerimônias, apalpei – lhe os seios. Puxei os mamilos que a essa altura já estavam mais que enrijecidos. Ela gemeu baixinho. Incentivado, peguei meu membro e fiquei provocando – a na entrada de sua vagina. Desci a língua pelo seu pescoço e virei – a de costas introduzindo dois dedos dentro dela.

- Está toda molhadinha, que delícia! – sussurrei em seu ouvido. Penetrei – a por trás e iniciei o movimento de vai e vem. Parecendo gostar, ela abriu mais as pernas para que penetrasse mais fundo. Empolgado, acelerei os movimentos, indo cada vez mais fundo. A essa altura ela já gemia alto. Gritava:

- Mais forte! Ela se apoiou na parede, pois as estocadas a fazia se desequilibrar. Meu membro ia a cada vez mais fundo, latejava dentro dela. Coloquei o rosto na parede do boxe e gozei dentro dela.

- Você me enlouquece, Catherine! – gemi.

Ela se virou e começou a lamber o meu membro, provavelmente sentindo seu próprio gosto nele. Lambeu a ponta como quem lambe um sorvete e foi o enroscando com a língua por inteiro. Ela gemia e dobrava um pouco o joelho para que o chupasse melhor. Desceu a língua até a base e ficou sugando. Abocanhou – o por inteiro e chupou forte. Sentia os movimentos de vai e vem em sua boca. Fiquei mais uma vez excitado ao imaginar – me gozando em sua boca. A peguei novamente encaixando – a em minha cintura enquanto a água escorria por nossos corpos. Invadi sua boca com a língua e a beijei com luxúria. Desci minha língua quente e úmida por seus mamilos enrijecidos e os suguei. Catherine se contorcia de excitação. Suas pernas ao redor de minha cintura. Segurou minha cabeça com raiva e entendi que ela queria que os sugasse com mais força. A obedeci e ela foi ao delírio. Comecei a me movimentar dentro dela e percebi que ela segurava as primeiras contrações do orgasmo, ela sempre dizia que quanto mais demorado, mais gostoso.

- Eu vou gozar, continua... – ela gemia enquanto mordia meu ombro. Senti seu corpo estremecer. Ela já não mais gemia, mais gritava. A excitação se apossou de seu corpo e o gozo explodiu sem controle.

Continuava me movendo atrás dela com mais vigor e precisão, gemendo alto até sentir meu corpo ser dominado por uma onda intensa de prazer.

- Isso foi incrível.

- Não que você merecesse – ela disse resolutamente. Ergui as sobrancelhas e a virei para mim de modo que pudesse encará-la.

- Mesmo depois de fazer você gozar tantas vezes, você ainda é má comigo. Catherine riu e me abraçou, dando um leve beijo em meus lábios.

- Estou brincando. Não vale a pena ficar muito tempo brava com você. Quer dizer, você vive fazendo bobagens mesmo. É melhor não me estressar.

Depois do banho,levei-a para a cama e envolvi vários cobertores em seu corpo, protegendo-a do frio. Quando terminei de me arrumar, fui deitar ao lado dela, mas sabia que ela já estaria dormindo. Abracei-a com firmeza, mas ainda assim, de forma suave. Espalmei minha mão em sua barriga como sempre fazia, de certa forma me desculpando por incomodar a paz do meu pequeno. Era idiota, eu sabia, mas ainda assim, queria pensar que ele reconhecia meu toque e minhas intenções cada vez que me aproximava dele. Encostei o rosto nos cabelos de Catherine e fechei os olhos. Não precisei esperar muito até que o sono viesse, e segundos depois, com um sussurro quase inaudível até mesmo para o silêncio do quarto, desejei boa noite aos amores da minha vida e, sem pensar em mais nada, simplesmente adormeci.

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Fiquei na ponta dos pés e beijei seus lábios suavemente. Gil me puxou pela cintura e me apertou em seus braços. Era sempre assim. Uma despedida melancólica. Lindsey estava agora com a tese de que criamos uma relação dependente na qual nenhum dos dois sabia se soltar com facilidade. Não discordei, afinal de contas, eu não queria me soltar dele, se o nome disso era ser co-dependente, então, não me importo.

- Não carregue peso, ok? Peça ao empacotador que leve as compras até o carro. Estarei no laboratório esperando ansiosamente por vocês. – deu um beijinho na minha testa e outro em minha barriga, em seguida tirou as chaves do carro do bolso. – Não se esqueça de comprar mais frutas. Lembre – se que o Dr. Shaw mandou que aumentasse a ingestão delas.

Fiquei observando-o sair e entrei no supermercado para fazer minhas compras me sentindo sozinha… A fila preferencial estava um pouco grande, mas caminhava bem rápido, peguei uma revista qualquer sobre decoração de quartos de bebê e comecei a folhear. Afinal, precisava começar a decorar o quarto de Daniel… Senti uma pontada de neurose brotando e um pavor repentino me dominando.

- Catherine?

Prendi minha respiração e pensei se ainda teria tempo para retornar ao mercado e refazer todas as compras. Ao ouvir aquela voz a primeira sensação que veio foi sair correndo. Fugir. Desaparecer. Lou continuou parado do meu lado na expectativa de uma resposta, simplesmente ignorei. Um senhor na minha frente me olhou torto, provavelmente me censurando por não responder, falta de educação, sei.A fila andou mais um pouco, chegando a minha vez. Não olhei para o lado para conferir se ele ainda estava ali, apesar de querer muito. Meus olhos coçaram, mas ainda não sabia qual seria a minha reação… Bom, visto que tinha enrolado a revista em forma de porrete, não seria totalmente agradável.

Acabei com as compras e fui empurrando o carrinho tranquilamente até o carro. Assim que destravei o alarme do carro, uma sombra apareceu.

- Você realmente vai me ignorar? – ele disse muito próximo a mim.

- Se tivesse algo para falar com você. – resmunguei fechando meu porta malas. Ele me segurou forte pelo braço e me jogou contra a lateral do carro com força. – Ei. ME SOLTA AGORA! – gritei.

- Então é isso? Você agora não vai mais falar comigo. Namoramos durante um bom tempo, você aceita se casar comigo e em dois tempos você está namorando com seu ex supervisor,que por sinal te abandonou no momento em que você mais precisava dele, e ainda por cima morando com ele.– perguntou rangendo os dentes e me batendo mais uma vez contra o carro. – Você não vale nada Catherine. Tenho nojo e ódio de você. Ódio. – jogou-me de novo contra o carro.

- Me solta, Lou. – choraminguei. Consegui empurrá – lo com o pouco de forças que me restava e entrei no carro, saindo em alta velocidade. O supermercado ficava a poucos metros da casa de Gil. Respirei aliviada quando alcancei a entrada para carros, mas para meu desespero, Lou havia me seguido até lá. Procurei por minha arma no porta luvas, mas me lembrei que a havia deixado no criado mudo ao lado da cabeceira da cama.

– Maldição! – pensei enquanto me decidia se descia do carro ou se ligava para a polícia. Optei pela primeira possibilidade. Desci rapidamente do carro com as chaves da porta em mãos. Ele foi mais rápido que eu e me segurou mais uma vez pelo braço antes que conseguisse alcançar a porta.

- Você achou que eu iria aceitar ser trocado por Grissom e não fazer nada? Ele sabe que você é uma vadia que usa as pessoas? — rosnou apertando o meu braço com mais força.

- Me solta, seu desgraçado! Eu estou grávida! – gritei com ódio.

- Você está o quê? – ele disse aparentando estar desnorteado. Seus olhos raivosos brilharam com mais intensidade. Ouvi uns passos se aproximando. Ele me chacoalhou e me deixou cair no chão. Me sentia completamente dolorida.Por impulso levei a mão até minha barriga e pedi a Deus que nada acontecesse de ruim ao meu filho.

- Moça? Moça? – um homem se aproximou – O que aconteceu? Quer que eu chame a polícia? — Lou se distraiu olhando para o homem parado a nossa frente, consegui me levantar e entrar em casa já discando para Gil. Eu precisava tanto dele agora...Lou continuava do lado de fora esmurrando a porta e gritando:

- Abra essa porta, Catherine! Você não vai escapar de mim assim facilmente. Você me deve explicações a respeito dessa gravidez...O celular chamou umas duas vezes e não esperei dizer alô.

– Gil, preciso que você venha para casa. – falei chorosa – O mais rápido possível.

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Pov — Grissom

– Como assim, Catherine? O que o Vartann está fazendo aí? – eu perguntei, tentando me acalmar.

Ele estava no supermercado e me seguiu até aqui. Acho que ele enlouqueceu... Consegui entrar em casa, mas ele está batendo tanto que eu acho que a porta vai cair... – Ela dizia com medo, e isso não era bom no estado dela. Da ligação eu podia ouvir os gritos dele.

– Já estou chegando aí – eu respondi e desliguei. Nunca senti o meu sangue ferver tanto por causa de raiva. Eu nem raciocinei direito, me levantei, peguei as chaves do meu carro, fechei a porta da minha sala, e corri para o estacionamento. Eu corri como um louco. Estava torcendo para que Vartann não tivesse conseguido entrar na minha casa. Se ele encostasse em Catherine, eu juro que dessa vez o matava.

Corri tanto que cheguei em casa em menos de 15 minutos. Ele ainda estava lá. Estacionei o carro de qualquer jeito, e saí de dentro, já chamando o nome dele.

– Hei Vartann??? Mas que merda você está fazendo aqui!? – Eu disse já me aproximando dele. Ele parecia transtornado.

– Ahhh...chegou o namoradinho... Eu quero falar com a Catherine! – ele disse me encarando.

– E quem disse que ela quer falar com você? – eu disse, tentando me controlar.

– Ela quer...ela sempre me quis...sempre me desejou! – ele disse rindo.

– Olha, eu vou desconsiderar as merdas que você está falando e peço para que vá embora. Você é louco de tentar invadir a minha casa?

– Eu não... eu quero o que é meu...eu quero a Catherine...ela me deve uma segunda chance, se ela deu pra você, porque não pode dar pra mim?

– Idiota, ela não quer mais você. É tão difícil de entender? – eu disse olhando pra ele incrédulo.

– Isso é porque você não sai do pé dela. Não a deixa em paz... Ela se mudou para sua casa? – ele disse querendo se aproximar de mim.

– Não te interessa, Catherine é minha noiva, ela está grávida e vamos nos casar. Não tenho que dar satisfações pra você! – eu respondi, tentando conter a minha raiva, mas já estava ficando difícil.

– Ahhhh...então é verdade....ela está grávida....então você...você a engravidou... – Ele disse me empurrando com as mãos.

– Você é louco...

– Você a engravidou, não foi... Eu sempre a amei, sempre a respeitei, agora vem você e rouba a minha namorada. Há um ano, estávamos juntos e eu tinha certeza que a gente se casaria, mas você apareceu e a roubou de mim... – ele se aproximou tentando me dar um soco, mas antes disso eu desviei e acertei um nele. Ele cambaleou, mas não caiu.

– MAS QUE MERDA...VOCÊ É LOUCO? CATHERINE NÃO TE QUER MAIS.... SUPERA... – E assim, ele veio me bater, me agarrou pela cintura e nos dois caímos no chão. Ele conseguiu dar alguns socos no meu rosto, mas eu logo me recuperei. Nunca fui de brigar, mas também nunca fui de apanhar. Consegui me virar e comecei a socá-lo sem dó. Eu batia tanto, que minha mão direita doía. Eu sentia o gosto de sangue na minha boca, e meu rosto doído, por causa dos socos que ele me deu.

Eu já estava perdendo a noção, só parei quando eu senti uns braços tentando me puxar. Eu estava tão cego e com tanta força que nem me liguei por alguns segundos. Só parei, quando ouvi Catherine dizer:

– Por Deus...Pare, Gil...você vai matá-lo – Ela tentava me puxar, e chorava enquanto falava. Eu reparei nele e percebi que ele estava quase desacordado, seu rosto sangrava muito, assim como as minhas mãos. Eu me levantei e a puxei para um abraço.

– Calma...fique calma!

– Brass já deve estar chegando... Liguei para ele e pedi que viesse. Não quis ligar para o 911 para não comprometer Lou no DP.- Ela disse chorando e eu a puxei e entrei na casa. Parou perto da porta e estava muito pálida. Na hora eu fiquei muito preocupado.

– Amor, você está bem?? Fica calma.. acabou... – Eu disse me aproximando dela, e a abraçando- Fica calma, porque isso não é bom nem pra você, nem pro bebê...Por Deus,fique calma.

– Tudo bem, eu estou bem....Assim que ela terminou de falar, Brass chegou e conseguiu acalmar Vartann. Saí para fora novamente, com o objetivo de colocá – lo a par de tudo o que havia acontecido. Não quisemos prestar queixar, mas disse a ele que não toleraríamos mais abusos de sua parte. Da próxima vez o denunciaria para a corregedoria. Depois dessa pequena conversa, eu voltei para casa. Quando entrei, Catherine estava sentada no sofá, com o olhar perdido.

– E aí, como foi lá? – Perguntou assim que me viu.

– Foi tudo bem...ele vai bem. Brass o levou embora e ameacei denunciá- lo a corregedoria se continuar te importunando. Como você está? – Eu realmente estava preocupado com ela, por causa da gravidez.

– Estou melhor...só um pouco cansada.

– Vamos para o quarto. –, disse me levantando e a ajudando se levantar. Ela se ergueu, mas ainda sem tirar da cara aquele olhar perdido.

Ela foi para a cozinha beber água e eu a segui. O clima estava estranho entre nós. Era difícil ficarmos juntos no mesmo local sem nos falarmos. Percebi que as mãos dela tremiam, enquanto ela segurava o copo em que bebia.

– Você está bem? – eu disse me aproximando. Ela balançou a cabeça afirmativamente e disse.

– Só com um pouco de cólica. Onde tem um kit de primeiros socorros aqui? – ela me olhou.

– No banheiro do meu quarto, por quê? – Eu achei estranha a pergunta dela.

– Então vamos subir. Seu rosto está machucado. – ela ia se virando e saindo da cozinha, quando eu a segurei na mão e perguntei.

– O que foi? Conversa comigo, querida? – eu disse a olhando nos olhos.

– Lá em cima a gente conversa, tudo bem? – Ela deu um sorriso fraco que não me convenceu, mas eu a segui. Chegando ao quarto eu me sentei na cama e fiquei esperando por ela que vinha com o Kit de primeiros socorros na mão e já tirava um algodão e um remédio. Enquanto ela limpava o ferimento, que era no supercílio e no meu lábio, eu fiquei reparando no rosto dela. Ela estava muito triste e abalada com tudo isso.

– Não vai falar comigo? –perguntei.

– O que quer que eu diga, Gil? Que gostei de ver você brigando daquele jeito!? Que achei legal você ter dado uma surra em Lou? – ela disse se afastando de mim.

– Bom...eu gostaria de ter pelo menos o seu apoio. Já estaria de bom tamanho. –disse indignado.

– Você quer que eu apoie violência? Depois de tudo que eu passei? — ela disse com os olhos cheios de lágrimas.

– Sabe de uma coisa...eu não te entendo, Catherine... Você queria o que? Que eu apanhasse?? – eu perguntei já perdendo a calma, e me levantando.

– Lógico que não...só queria que você se cuidasse mais...- ela disse passando as mãos nos cabelos.

– Não se preocupe, foram só uns socos! – eu disse sarcástico.

– Mais que saco, Gil...não falo de você ter apanhando ou não, eu digo para que você tenha cuidado. E se ele sacasse a arma? Você poderia ter se machucado. – ela disse já deixando as lágrimas caírem.

– Hei, pequena...desculpa se eu te assustei, mas tudo isso é demais. Não posso ficar ouvindo os outros te ofenderem e ficar calado. Eu amo você, não me conformo em ficar somente ouvindo ofensas. – eu disse beijando o topo da cabeça dela.

– Mas você prometeu que iria tomar cuidado. Você tem que ter cuidado Gil...se alguma coisa te acontecer eu não vou me perdoar. – Ela disse com o rosto no meu peito.

– Catherine...- eu me afastei e a fiz me olhar – Você confia em mim? – ela assentiu – Então pronto! Eu sei o que eu faço. Só me apoie e tenha fé em mim. Eu já te prometi que não vou te deixar, e eu vou cumprir a minha promessa, tudo bem? – eu disse segurando o rosto dela.

– Tudo bem...desculpe se te pareceu que eu não estava te apoiando, mas é que eu fiquei com tanto medo... – eu a abracei, e ela retribuiu. Aos poucos ela foi se acalmando. Eu fazia carinho nas costas dela, e sem querer encostei no braço dela e ela gemeu.

– O que foi? – eu perguntei me afastando um pouco para poder olhá-la.

– Nada demais...- ela disse desviando o olhar do meu, e eu como sempre, não acreditei.

– O que tem aqui – eu disse tocando no braço dela e ela se afastou fazendo uma careta de dor. – Catherine- eu respirei fundo e disse com calma – Tira o seu casaco!

– Não...está frio... — ela disse se afastando com medo.

– Catherine, me deixe ver o que tem no seu braço – disse me aproximando dela, quase a imprensando na parede.

– Mas eu já disse que não é nada. – ela disse com o olhar triste.

– Se não é nada, não custa você me mostrar. Anda logo... – eu disse já impaciente, e ela por fim me obedeceu. Ela vestia um vestido de algodão azul claro, e no seu braço havia as marcas de uma mão. As marcas eram tão fortes que estavam quase roxas.– Quem fez isso, Catherine??? – eu perguntei demonstrando raiva, mas ela não me respondeu e os seus olhos se encheram de lágrimas.

– MAS QUE DROGA...VIU?.EU CHEGUEI TARDE....EU DEVERIA TER MATADO AQUELE DESGRAÇADO. – Eu disse me afastando dela e passando as mãos no meu cabelo em um gesto de nervosismo.

– Não, amor...não diga isso...

– Como não,...você ainda o defende? – eu perguntei com raiva e incredulidade.

– Nãooo...você sabe que não, mas não vê que eu não quero brigas....eu não quero ser a causa disso... eu já me sinto bastante culpada por tudo e não quero ver você assim. – ela disse se aproximando e eu a abracei novamente.

– Olha...vamos parar de falar sobre esse assunto, pelo menos por agora, certo!? – eu disse e ela assentiu. – Vou pegar uma pomada pra passar no seu braço. Ela somente assentiu. Eu peguei uma pomada no armário do meu banheiro e passei em seu braço. Enquanto eu passava, ela fazia caretas de dor.– Não acredito que ele ainda chegou a te tocar – eu falei mais pra mim mesmo.

– Me desculpa...a culpa é minha se ele ficou assim, nervoso – ela disse olhando para o seu próprio braço.

– Como assim...o que vocês conversaram?? – eu perguntei curioso.

– Eu disse a ele que estava grávida e que nós estávamos noivos, e ele simplesmente pirou. Eu não deveria ter falado para ele.

– Mas, amor, uma hora ele ia ficar sabendo. Isso seria inevitável. Não quero que você se sinta culpada. – eu disse, encarando o rosto dela com intensidade, fazendo com que ela me olhasse.

– Você é bom de mais pra mim... – ela disse dando um sorriso fraco, e com os olhos se enchendo de lágrimas novamente – Eu não te mereço...

– Heii...não diz isso...por favor! – disse me aproximando e beijando sua boca. Ela retribuiu e suas mãos foram para os meus cabelos, e eu a abracei. O nosso beijo era fraterno, com carinho, muito gostoso, e enquanto nos beijávamos, senti na nossa boca, o gosto das lágrimas que caiam dos olhos dela.

– Eu te amo...e eu não vou desistir de você – eu disse, encostando a minha testa na dela.

– Eu também te amo....e obrigada...- ela disse, e nós dois rimos.

– Eu vou tomar banho, okay? – falei beijando sua testa e me levantando.

– Tá bom...você está com fome? Eu posso fazer um lanche para você – Ela disse se levantando também.

– Só se você me acompanhar...não vou comer sozinho... – eu disse me aproximando do banheiro.

– Tudo bem... não demore...Eu sorri, e entrei no banheiro para tomar banho. Tentei não demorar muito. Quando terminei, me vesti com uma calça de moletom e uma camiseta preta. Desci e encontrei Catherine sentada na mesa olhando para a janela, absorta em pensamentos.

– Oi, pequena...nem demorei tanto...- Eu disse me sentando na frente dela.

– Não...você até que foi rápido... – ela disse, e sorriu.

– E no que é que a senhorita está pensando? – eu perguntei enquanto começava a me servir.

– Se eu te disser que em nada, você acredita? – ela perguntou, e eu sorri, sem olhar pra ela e balancei a cabeça negativamente – Bem...eu estava pensando em Lou. – Ela disse passando a mão nos cabelos e suspirando.

– Não se preocupe com ele, Brass fez sérias ameaças a ele. Não voltará a nos importunar. E com o tempo ele vai se convencer que te perdeu... – eu disse tentando convencê-la.

– Eu sei, e sinceramente, é isso o que me motiva. – ela disse mordendo os lábios.

– Ótimo, vamos falar de outras coisas...como você esta? E sua cólica, passou? – eu perguntei, tentando mudar de assunto, mas vi que ela ficou apreensiva.

– Hum... mais ou menos...depois do jantar vou tomar o remédio novamente – ela disse, baixando a cabeça, fazendo com que seus cabelos ficassem na frente do seu rosto.

– Hummm...se você quiser, eu posso fazer aquela massagem de novo! – disse,tocando em seus ombros.

– Quero sim..você não faz ideia de como suas massagens me aliviam. – Ela disse e riu. – Acha que teremos problemas se não voltarmos para o trabalho hoje?

- Nenhum problema, não temos nenhum compromisso importante e nada que não possa ser adiado. – disse dando beijos em seu pescoço.
E assim seguiu a nossa conversa. Ficamos falando amenidades enquanto ela preparava nosso almoço. Eu a ajudei a lavar a louça e depois fomos para o nosso quarto. Lá, abraçado a ela, eu fiz a massagem prometida depois que ela tomou seu remédio. Fiquei acariciando sua barriga e logo ela adormeceu. Permaneci a seu lado na cama a observando em seu sono tranquilo. No íntimo, sabia que Vartann não desistiria tão fácil... Mas prometi a mim mesmo que ele nunca mais tocaria nela, do contrário, morreria.

Notas finais
Então, por enquanto é isso. Espero sinceramente que gostem e comentem. Um super beijo e mais uma vez obrigada pela paciência.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.