Notas iniciais
Voltei...
Nesse capítulo Catherine ainda está sob o forte impacto em saber da gravidez. Conheceremos um pouco dos seus medos.
E, claro, teremos a reação de Gil ao saber da novidade.
Vamos lá?

Ele tinha confiado em mim, tinha certeza que não seria pai por acidente novamente. Como eu explicaria aquilo a ele? Como, se nem eu mesma entendia o que havia acontecido?

Saí do centro médico com os votos de “boa gestação” do Dr. Greene. Senti a ficha cair aos poucos, como se fosse algo impossível de aceitar de uma só vez. Uma gravidez não estava nos planos de ninguém: Muito pelo contrário, estava sendo evitada. Por isso, não consegui deixar a ansiedade de lado durante todo o percurso de volta a casa de Gil.

Nosso filho. Meu e de Gil. Nosso.

Tentava afastar a imagem que se formava na minha cabeça de um bebê gordo, rosado e sorridente, gargalhando enquanto Gil beijava sua minúscula barriga entre travesseiros fofos. Nos meus pensamentos, ele parecia feliz com a novidade. Nos meus pensamentos, ele me abraçaria e diria que me amava. E diria que aquele filho era a melhor coisa que eu podia ter dado a ele. Nos meus pensamentos, tudo seria perfeito. Mas nem sempre as coisas aconteciam de acordo com os meus pensamentos.

Passei as informações lentamente debaixo do chuveiro, falando em voz alta comigo mesma na tentativa de absorver melhor a verdade.

Eu estava grávida.

De Gil.

Meu filho não corria perigo.

Eu estava grávida.

De Gil.

Eu estava grávida.

Eu estava grávida.

Repousei as mãos na barriga outra vez, sentindo a água morna escorrer por ela. Olhei debilmente para o lugar, sentindo mais alegria do que alguém normal sentiria ao encarar um pedaço de pele.

Eu estava grávida.

Aquilo era assustador.

Aquilo era maravilhoso.

Quando me dei conta, já estava chorando. Tentei conter as lágrimas bravamente, porque sabia que qualquer emoção forte poderia refletir no meu bebê. E eu não colocaria em risco o meu bebê.

Nunca.

As lágrimas foram diminuindo. Junto com elas, diminuíram também as batidas aceleradas do meu coração. Respirei profundamente de forma repetida, buscando o controle perdido sem querer.

Eu estava grávida.

Havia alguém dentro de mim. Alguém muito importante. Alguém que era meu, e que carregava um pouco de Gil também. Alguém que assim como Lindsey, nos uniria ainda mais, a prova de que eu pertencia a ele. A prova de que ele era meu também. Eu estava grávida. E estava aceitando o fato de ficar mais feliz a cada minuto.

Me enxuguei de qualquer jeito, sem prestar atenção em muita coisa. Vesti o conjunto de moletom que havia deixado no closet e saí, me sentindo estranhamente como uma bomba-relógio.

Eu estava receosa quanto a muitas coisas. Gil poderia se sentir enganado. Será que ele poderia achar que eu havia feito aquilo de propósito, unicamente para garantir que ele não me deixasse? Será que ele poderia pedir para que eu não tivesse aquele filho?

O nosso filho?

Será que ele me abandonaria novamente?

Eu não estava bem. Por que estava tendo aquelas dúvidas absurdas? Por que estava deixando que uma insegurança tão antiga voltasse com tanta força em um momento tão importante da minha vida? Gil e eu conversamos sobre isso, eu não deveria cometer esse deslize, pensando que ele me abandonaria...Por que eu estava pensando naquilo? Ele me amava. Deixava isso claro quase todos os dias, mesmo com minhas múltiplas personalidades por causa da gravidez. E mesmo que fosse uma gravidez que ele não soubesse, e mesmo que aquilo não tivesse sido planejado… Ele nunca, nunca reagiria daquela forma. Ele não era assim. Eu o conhecia. E então, o celular tocou. Encarei o telefone, vendo o nome dele piscar no visor insistentemente.

- Alô? Catherine? – Ele disse,– Oi, amor. Te liguei a tarde toda. Por que não atendeu o celular? Eu fiquei preocupado… Você está bem?

- Estou bem. Desculpa. Esqueci o telefone em casa. – menti. Ele ficou em silêncio por alguns segundos.

- Esqueceu “em casa”? Você não estava em casa?

Merda.

- Estou… Agora. – Respondi, lembrando que eu mentia tão mal que não valia a pena tentar inventar alguma coisa de última hora. Só tornaria as coisas piores.

- Você saiu?

- É… Eu dei uma saidinha. — Mais silêncio. Esse um pouco mais longo.

- Onde você foi?

- Onde eu fui? – Repeti a pergunta, olhando para o teto na esperança que ele sussurrasse para mim qualquer mentira.

- É. Pra onde? – Ele insistiu.

- Dei uma passada no médico…

- Você piorou! Eu sabia! O que aconteceu? O que você tem? Eu sabia que isso ia acontecer!

- Gil?

- Estou chegando em casa, não saia dai! Não saia da cama! Eu não devia ter ido trabalhar!

- Você está chegando? – Congelei.

- Estou não quero você sozinha! DROGA! — Ouvi uma buzina alta e alguns palavrões proferidos das profundezas dos pulmões dele.

- Você pode se acalmar? – Pedi, agora preocupada – Dirigir nesse estado…

- Eu estou calmo! – Ele falou, quase berrando – Você está bem?

- Já disse que sim. Por favor, se acalme.

- Vou me acalmar quando chegar em casa. Até mais. Te amo. — E desligou.

Coloquei o celular na mesinha ao lado da cama e me encostei na cabeceira. Aquela situação já era delicada na sua essência. O fato dele estar tão nervoso só piorava, e muito, a minha ansiedade. Fiquei perdida em pensamentos. Me lembrava da gravidez de Lindsey e tudo o que passei. Instintivamente levei as mãos a barriga e pensei em como ela reagiria a chegada de um irmão ou irmã. E então, ouvi o barulho de chaves impacientes na fechadura da porta da sala. Meu coração deu um salto.

- Amor! – ele irrompeu pelo quarto correndo na minha direção. Se sentou ao meu lado, me dando um beijo no rosto.

- Eu estou bem. – Falei na tentativa de tranquilizá-lo, enquanto ele encostava sua mão no meu pescoço e na minha testa para se certificar de que eu não tinha febre.

- O que você tem? – Ele perguntou, e senti pena dele pelo estado de nervos em que se encontrava. Se a simples idéia de uma doença fazia com que ele agisse daquela forma, o que aconteceria quando ele soubesse a verdade? Será que eu deveria responder à pergunta dele?

“O que eu tenho? Um bebê.”

- Calma… – Comecei, limpando a garganta – Eu não estou doente.

- Não? Então o que você estava sentindo passou?

- Não passou. – Falei – E acho que não vai passar antes de aproximadamente sete meses. Ele me olhou com uma expressão que eu só lembrava ter visto na minha mãe, quando tive sarampo com oito anos. Era uma expressão de preocupação tão intensa que eu sabia que ele estava sofrendo. Por isso, mesmo que toda a ansiedade do mundo estivesse martelando contra o meu peito naquele momento, respirei profundamente e tomei a coragem de falar o que ele tinha que ouvir. Nem que fosse para acabar com aquela tortura.

- Eu estou grávida.

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Pov – Gil
Eu estou grávida”.

Aquela frase demorou um pouco para fazer sentido. Não porque era uma frase complicada, mas sim porque, de todas as coisas que eu esperava ouvir da boca dela, aquela era a menos provável delas. Comecei a acompanhar o processo que meu cérebro resolveu desenvolver. Era um processo de análise de informação.

Grávida”.

Essa palavra estava relacionada à gravidez, o que, na maioria dos casos, envolvia um bebê.

“Estou”. Alguém estava grávida. Alguém estava esperando um bebê naquele momento.

“Eu”. Catherine. Catherine estava grávida. Catherine estava esperando um filho. Não qualquer Catherine. A minha Catherine.

O quadro na minha visão não se mexia. Não sei se a imagem ficou apenas congelada nos meus olhos. Mas quando a informação começou a fazer sentido dentro da minha cabeça, um enorme espaço em branco passou a existir. Como se eu tivesse desmaiado e só voltado à vida algum tempo depois. Mas eu não havia desmaiado. Eu continuava ali, sentado na cama.

- Gil?

Pisquei algumas vezes e me dei conta de um par de olhos azuis me encarando. Eram olhos que eu conhecia muito bem.

- Gil? – Os olhos azuis repetiram. Não respondi, tentando organizar os pensamentos. Limpei a garganta baixo, tentando pronunciar a única palavra que estava na ponta da minha língua, mas que parecia tão incrivelmente difícil de sair. O primeiro passo era confirmar aquilo.

- Grávida?

- Sim. – Os olhos azuis se apressaram em responder – Você será pai novamente!

Fiquei em silêncio outra vez, absorvendo aquela informação. Era uma informação óbvia, mas que até então eu não tinha considerado: Eu era o pai. Eu tinha participação nisso.O filho era meu também.

Era nosso.

Pisquei mais vezes, tentando formular minha próxima pergunta, tão simples quanto à primeira.O segundo passo era entender como aquilo havia acontecido.

- Como?

- Eu não sei! – Os olhos azuis começaram a chorar instantaneamente, e aquilo me pegou desprevenido. Acordei um pouco do meu estado de transe, vendo Catherine se debulhar em lágrimas na minha frente – Eu juro que tomei todas as pílulas! Juro por Deus! Eu não fiz nada de propósito!

Fiquei sem reação, mas torcendo para que ela parasse. Eu estava em choque, mas vê-la naquele estado ainda me fazia mal, principalmente quando sabia que a culpa era minha, embora eu não entendesse como. Então o celular tocou no bolso da minha calça, interrompendo a crise de choro. Ela olhou para mim, então entendi que tinha que fazer alguma coisa para que o barulho parasse. Lembrei que, provavelmente, alguém estava querendo falar comigo. E eu até deixaria quem quer que fosse esperando caso não soubesse exatamente quem era.

Atendi o celular sem sequer desviar o olhar dela para confirmar minha suspeita.

- Oi, Conrad.- Falo com você outra hora… – Comecei, sentindo orgulho de mim mesmo por conseguir formular uma frase tão complicada, mas fui interrompido por gritos.- Você não é o único. – Respondi, sem em nenhum momento deixar de encarar Catherine. Ele ficou em silêncio do outro lado da linha, e então pude aproveitar um pequeno momento de paz. Joguei o celular no colchão e voltei ao meu estado catatônico. Catherine me encarava de volta, com os olhos e nariz vermelhos do choro. Instintivamente, olhei para sua barriga, que estava escondida pelo casaco fofo do moletom, mas que eu sabia estar ainda perfeitamente lisa. Ela notou e, por algum motivo – ou talvez agindo por instinto também – colocou a mão na barriga.

- Você está… Grávida… – Estendi minha mão e toquei em um lugar muito próximo de onde a mão dela estava. Aquilo não foi uma pergunta, mas também não soou como uma afirmação. Não era nada em particular: Apenas eu, tentando ficar totalmente consciente dos fatos. Como se falar aquilo em voz alta surtisse algum efeito.

- Estou… – Ela respondeu em uma voz muito baixa, quase envergonhada.

Sim, ela estava grávida. Do meu filho.

Nosso filho.

Afaguei gentilmente o tecido do casaco, com um medo irracional de empregar muita força ali.

- Há quanto tempo…

- Dois meses. – Ela respondeu, com uma voz um pouco mais segura.

Dois meses. Eu era pai novamente havia dois meses. Sentei mais perto dela. Tive a impressão de vê — la recuar um pouco, mas devia ser apenas impressão. Encarei seus olhos outra vez, e instantaneamente veio à minha cabeça a imagem de um bebê perfeito com aqueles mesmíssimos olhos azul piscina. Acho que sorri.

- Eu não sei como isso aconteceu… – ela começou, e imediatamente depois de ouvir aquilo, fui subitamente tomado pela lembrança de um detalhe esquecido havia algum tempo.

- Eu sei. – Falei calmamente, simplesmente por falar.

Ela me encarou como se eu fosse alguma aberração. Olhei de volta para ela, enquanto meus pensamentos voltavam um pouco no tempo, confirmando os exatos dois meses de gravidez dela.

- A primeira noite que você decidiu voltar para mim…

- Nós usamos camisinha. – Ela me interrompeu, parecendo querer que seu contra-argumento fosse o suficiente.

- Eu sei… – Continuei – Mas naquela noite… Foi você quem abriu a embalagem do preservativo. — Ela continuou me olhando como se implorasse para que eu desenvolvesse minha linha de raciocínio.

- E o que tem isso? – Ela perguntou.

- Você estava tremendo um pouco… Não conseguia rasgar o plástico…

- E? — usando o tom que ela costumava usar quando queria me agredir fisicamente.

- “E” que… – Recomecei, olhando para ela outra vez – Você rasgou a embalagem com os dentes. — Catherine ficou em silêncio, processando a informação, ainda me encarando. Após algum tempo, ela continuava em silêncio, agora com o olhar desfocado. Como não tinha certeza se ela havia chegado à conclusão que eu queria que chegasse, resolvi terminar meu argumento, em um tom de voz tão homogêneo e calmo que me fazia parecer alguém à base de calmantes fortes.

- Você deve ter mordido a camisinha e furado a borracha. Quando fui jogar no lixo, notei que estava pingando, mas no calor do momento, não dei importância. — Ela continou me encarando, sem nenhuma reação. Eu esperei, voltando a acariciar o moletom na altura da barriga, me permitindo agora fazer realmente alguma pressão e encostar no corpo dela.

Meu filho estava ali.

Nosso filho.

- Eu estou grávida desde o primeiro dia… Desde o primeiro dia que resolvemos ficar juntos?

Encarei seu rosto outra vez. Ela parecia em algum tipo de choque, o que poderia me deixar em pânico caso eu mesmo não estivesse em um também.

- Acho que sim… – Consegui responder, puxando um pouco para cima o pano e tocando diretamente em sua pele agora, distraído demais para prestar atenção em qualquer outra coisa.

- Então… – Ela falou, tão de repente que me assustei – Quer dizer que a culpa foi mesmo minha…

Culpa? Ninguém tinha culpa de nada, porque “culpa” era um termo usado em situações onde algo ruim estava em questão. E a única coisa em questão, naquele momento, era o meu filho.O nosso filho.

“Culpa” não se encaixava naquela conversa, de forma alguma.

- Gil? – Ouvi ela me chamar, mas não me virei. Eu parecia hipnotizado por aquela barriga.

- Sim. – Respondi, sem me mover.

- Você está bem?

“Bem” era um pouco vago. Eu não estava “bem”. “Bem” não dizia tudo que eu sentia. Não dizia tudo que estava dentro de mim. Era uma palavra muito simples, muito pobre para descrever meu estado naquele momento. Eu não estava “bem”.

Estava em choque. Em êxtase. Estava tentando conter o turbilhão de coisas no meu peito, tentando conter o grito, tentando conter as lágrimas. Estava tentando ficar calmo, tentando recuperar o fôlego e o movimento das pernas. Estava tentando recuperar o controle das batidas do meu coração.

- Estou. Estou muito bem. — Minha voz continuava calma e baixa. Como um perfeito psicopata traçando seus planos mais minuciosos.O quarto mergulhou no silêncio outra vez. Eu queria levantar os olhos e encará — la, mas não conseguia .Fui me sentar ainda mais perto dela. Estávamos tão próximos agora que eu poderia apoiar minha testa em seu ombro, mas mesmo assim não desviei o olhar de sua barriga. Espalmei a mão ali, tentando inutilmente sentir alguma coisa. Ainda assim, a simples sensação de estar o mais próximo possível daquela criança me fazia bem. O quarto ficou em silêncio outra vez. Por um longo tempo. Experimentei aquela sensação de paz enquanto repassava na minha cabeça, pela centésima vez, a frase que havia me feito ficar naquele estado.

“Eu estou grávida”.

Catherine estava grávida.

Do meu filho.

- Acho que é um menino.

A voz dela quebrou o silêncio, e por algum motivo aquilo me fez despertar. Encarei-a sem conseguir fazer nada – talvez esperando que ela me dissesse como agir -, perguntando silenciosamente por que ela achava aquilo.

- Intuição. – Ela respondeu ao meu pensamento, e sorriu de forma tímida, quase culpada. Admirei aquele sorriso por algum tempo, sem dizer uma palavra. Fui atraído por aqueles olhos como algum tipo de ímã, já me sentindo completamente entregue a eles. Subitamente entendi que a mulher à minha frente era, sem a menor sombra de dúvidas, a mulher da minha vida. Não que isso nunca tivesse me atingido em cheio, mas naquele momento eu morreria por essa verdade. Ela era a pessoa mais importante da minha vida. Ela me daria outro filho.

Sorri de volta, encostando minha testa na dela e sentindo minha garganta apertar. Queria dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas as palavras pareciam feitas de gesso. De repente – não porque eu não esperasse, mas sim porque pareceu ser rápido demais -, duas lágrimas caíram dos meus olhos. Ela se apressou em limpar as duas, mas não seria tão fácil assim. Não era um momento de descontrole passageiro. Era uma emoção genuína, uma emoção tão forte que meu peito parecia prestes a explodir. E então, tudo que precisei foram alguns segundos até que estivesse literalmente soluçando, chorando compulsivamente como uma criança nos braços dela, ferindo todo meu orgulho masculino. E eu não conseguia dar a mais remota importância a isso.

Abracei-a de forma delicada, com um medo idiota de apertar muito seu corpo. Escondi o rosto no pescoço dela e deixei que as lágrimas simplesmente escorressem, sem a menor intenção de impedi-las. Seus braços pequenos me envolveram como uma mãe abraça um filho crescido, me embalando e tentando me acalmar. Por um segundo, temi estar assustando-a com meu descontrole, mas não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer.

Eu seria pai novamente. Graças a ela.

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With Arms Wide Open — (Creed)

Well I just heard the news today

It seems my life is going to change

I close my eyes, begin to pray

Then tears of joy stream down my face

With arms wide open

Under the sunlight

Welcome to this place

I'll show you everything

With arms wide open

With arms wide open

Well I don't know if I'm ready

To be the man I have to be

I'll take a breath, I'll take her by my side

We stand in awe, we've created life

With arms wide open

Under the sunlight

Welcome to this place

I'll show you everything

With arms wide open

Now everything has changed

I'll show you love

I'll show you everything

With arms wide open

With arms wide open

I'll show you everything

Oh yeah

With arms wide open

Wide open

If I had just one wish

Only one demand

I hope he's not like me

I hope he understands

That he can take this life

And hold it by the hand

And he can greet the world

With arms wide open

With Arms wide open

Under the sunlight

Welcome to this place

I'll show you everything

With arms wide open

Now everything has changed

I'll show you love

I'll show you everything

With arms wide open

With arms wide open

I'll show you everything oh yeah

With arms wide open

wide open

Com os braços bem abertos — ( Cree)

Acabei de ouvir as notícias de hoje

Parece que a minha vida vai mudar

Fechei os meus olhos, comecei a rezar

Lágrimas de felicidade caíram logo pelo meu rosto

Com os braços bem abertos

Sob a luz do Sol

Bem-vindo a este lugar

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Com os braços bem abertos

Não sei se estarei preparado

Pra ser o homem que tenho de ser

Vou tomar fôlego, vou trazê-la pra junto de mim

Paralisamos deslumbrados, criamos vida

Com os braços bem abertos

Sob a luz do Sol

Bem-vindo a este lugar

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Agora tudo mudou

Vou-te mostrar amor

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Com os braços bem abertos

Vou-te mostrar tudo

Oh yeah

Com os braços bem abertos

Braços bem abertos

Se eu tivesse apenas um desejo

Somente um pedido

Eu torceria pra que ele não fosse como eu

Espero que ele compreenda

Que pode ter esta vida

E segurá-la pela mão

E apresenta-la ao Mundo

Com os braços bem abertos..

Com os braços bem abertos

Sob a luz do Sol

Bem-vindo a este lugar

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Agora tudo mudou

Vou-te mostrar amor

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Com os braços bem abertos

Vou-te mostrar tudo

Com os braços bem abertos

Braços abertos

http://www.youtube.com/watch?v=9JiZ7vBWVE8

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- Eu amo você. – Consegui falar contra seus cabelos, lutando contra o choro e os soluços que me interrompiam em quase cada sílaba – Obrigado por me fazer sentir uma alegria que nunca imaginei poder sentir. Obrigado por voltar pra minha vida e marcá-la dessa forma. Eu amo você…

Beijei seu pescoço suavemente, querendo apenas sentir a pele dela contra meus lábios. Seus dedos se enrolaram nos fios do meu cabelo como ela sempre fazia, e isso foi o suficiente para me fazer sorrir, mesmo em meio às lágrimas. Porque eu sabia que ela faria isso. Porque eu a conhecia. Porque ela era minha, e tinha me dado a chance de ser dela da mesma forma.

- Eu também te amo… – Ela sussurrou no meu ouvido, e senti minha garganta apertar outra vez. Eu conseguia amá-la ainda mais. Agora em dobro. A partir daquele momento, não só tendo a certeza que minha vida toda dependia dela, mas também da criança que estava ali. E então, de repente, Catherine se tornou algo tão absurdamente precioso que me senti vulnerável. Absolutamente NADA poderia acontecer a ela. De nenhuma forma. Em nenhuma circunstância. Não por simplesmente carregar meu filho, mas porque ela havia se tornado, de uma forma irreversível e irrefutável, a pessoa que tinha o papel mais forte na minha vida. Ela era a mãe dos meus filhos.Isso era imenso. Ela era minha. Ela me daria um outro filho, e por mais que eu repetisse exaustivamente essas verdades dentro da minha cabeça, elas não perdiam o valor.

Funguei contra seu pescoço, tentando voltar ao normal. Fiquei por algum tempo parado, ainda abraçando — a de forma suave. O simples fato de conseguir parar de tremer fez com que eu me sentisse melhor.

- O que mais sua intuição diz? – Perguntei, abafando o som da minha voz na pele dela.

- Que ele vai ter os seus olhos. Assim como Lindsey – Ela respondeu, fazendo algum tipo de contorcionismo e conseguindo tirar meus sapatos, abrindo as pernas e me permitindo me aconchegar entre elas. Suas mãos continuavam em meus cabelos, praticamente me ninando. Então, pela primeira vez depois que recebi a notícia da gravidez, percebi que o dia abarrotado de afazeres sem ela ao meu lado havia me deixado exausto. Agradeci silenciosamente por estarmos em uma sexta-feira. Me mexi, me sentindo um pouco desconfortável por estar colocando todo o meu peso em cima do seu corpo. Talvez eu estivesse exagerando no final das contas, mas como pai de primeira viagem, — Sim, porque mesmo tendo Lindsey, não estive ao lado dela durante a gestação, então tudo seria novidade — eu tinha o direito de ser idiota.

- Não se preocupe. – Ela falou, me puxando novamente para perto dela enquanto eu tentava apoiar meu peso em outro ponto. Me perguntei se a gravidez estaria fazendo com que ela desenvolvesse o estranho dom de ler minha mente. No final, me entreguei ao cansaço e aos dedos dela no meu couro cabeludo. Sonhei com um menino lindo de olhos azuis misteriosos, sardas claras e cabelos ruivos e lisos.Sonhei com meu filho. Sonhei com a miniatura perfeita de Catherine. E se isso fosse possível, eu tinha certeza que havia passado aquela noite inteira sorrindo inconscientemente.


Notas finais
Bom é isso, espero que realmente gostem desse capítulo pois é uma parte que me deu muito prazer em escrever.
Nos encontramos nos reviews, como sempre.
Beijos!