Notas iniciais
Olá! Então, preparados para mais um capítulo? Um grande acontecimento está por vir...

5 meses depois...

Estava sentada como de costume em minha sala, esperando ansiosamente pelo resto da equipe. Estava extremamente feliz e precisava compartilhar esse momento com alguém. Ao vê – los se aproximarem, corri até eles e os abracei.

Nick, Greg e Ray não entenderam nada. Encararam – se como se estivesse louca. Com um sorriso enorme, pulava de um lado para o outro fazendo círculos em volta deles. Não conseguia dizer nada.

Greg, já tonto pela minha agitação me segurou pelos ombros me obrigando a encará- lo:

- Agora me diga o que houve! – ele disse tentando parecer sério, mas não continha o riso.

- Fui promovida! – gritei emocionada – Conrad me promoveu a diretora assistente. Estou muito feliz!!!

Ray e Nick me felicitaram. Greg e eu pulamos feito malucos no meio do corredor do laboratório ignorando os olhares atravessados dos outros.

Queria chorar de alegria. Com o novo cargo, poderia finalmente dar atenção a minha filha e a Lou, ter uma vida social, cuidar com mais atenção dos cassinos que herdei de Sam. Não tinha como não estar feliz.

- Essa promoção não poderia ter chegado numa hora melhor! Todos me abraçaram percebendo que começaria a chorar.

Não era por menos. Há anos esperava uma oportunidade como essa e finalmente apareceu. Me abraçaram quando escutamos Ecklie chegar:

- Aqui não é o clube da amizade... – dizia Ecklie, ficando vermelho. Odiava cena que chamasse a atenção. – Aqui é um ambiente de trabalho.

- Desculpe, Conrad. – dissemos ao mesmo tempo e cada um foi para seu lugar.

Ecklie se aproximou de mim mais calmo. Abriu um tímido sorriso.- E você, Willows, prepare – se, pois em breve conhecerá o seu novo chefe.

- Sim – sorri de volta tentando conter a vontade de pular.

(Essa parte será contada na 3ª pessoa)

Gil estacionou o carro em sua vaga exclusiva e apoiou a cabeça no banco, com os olhos fechados, lembrando – se da noite mal dormida e dos pensamentos que lhe causaram insônia. Como entraria no laboratório? E se desse de cara com Catherine? Não. Não queria vê – La. Ou melhor, ela não poderia vê – lo. Mas se visse, o que diria? Qual desculpa dar afinal, ele abandonou a todos, inclusive ela, para ir atrás de Sara. Os deixou em seus momentos mais difíceis com a morte de Warrick...

Pensou em dar meia volta e fugir dali, mas não podia. Tinha responsabilidades, por mais que naquele momento não as quisesse. Respirando fundo, encheu – se de forças. Devia encarar a realidade.

Saiu do carro. Apertava a alça da pasta mais do que de costume, cumprimentou Judy ao sair do elevador e entrou no laboratório. Olhando de relance viu que a ruiva estava de costas na porta da sala de convivência.

Parou por alguns segundos e a fitou. Tinha certeza que era ela. Como não reconhecê – La. Os cabelos brilhantes e sedosos em uma cor única. Só ela mesma os tinha. Seu corpo perfeito. Roupas impecáveis. Sentiu seu coração bater como há tempos não batia. Uma onda de sentimentos antigos invadiu seu corpo. Poderia ficar ali o dia todo, naquele devaneio cheio de recordações, mas percebeu a idiotice que estava fazendo. Correu para as escadas. Não poderia ficar ali esperando o elevador e correr o risco de que ela se virasse e o visse.

Chegou ofegante, mas valeu a pena. Não se arriscaria ainda...

Trancou a porta e foi até sua nova mesa, onde apoiou a maleta que trouxera e a abriu. Tirou de dentro uma foto de Catherine, de quando se conheceram, anos atrás. Imaginou se ela estaria igual, os olhos tão amáveis ou os lábios tão doces como antes.

Sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo ao se lembrar dos momentos que passaram juntos. Daria tudo para reviver aqueles momentos...

Flashback

Final do turno e pouquíssimas pessoas se mantinham no laboratório. Somente os dois, Gil e Catherine, estavam no estacionamento se preparando para irem embora.

A chuva fina caía sobre os dois, refrescando – os do calor que seus corpos exalavam quando se encontravam.

Gil, fitando a bela mulher à sua frente, levou a mão até seu rosto e afastou os cabelos molhados de seu rosto. Abraçaram — se. Tinham medo de que aquela relação fosse um erro, mas era o erro mais perfeito de suas vidas e queriam cometê – lo.

Catherine apertou – se contra o peito dele, trêmula. Estava molhada e o vento causava – lhe frio. Ele riu.

- É melhor entrarmos no carro. Você pode ficar doente – ele disse e ameaçou abrir a porta do carro,mas ela o impediu abraçando – o mais forte.

- Não. Quero ficar aqui com você.

Apoiou sua testa na dele e o encarou sorrindo. Beijou – o. Não queria se afastar dele nunca. Assim como ele, desejava que aquele momento fosse eterno.

Sentiu que o beijo lhe aquecia. Tirou o casaco. Gil fez o mesmo. Aquele fogo que queimava ardentemente no fundo de cada um fez com que aos poucos fossem se deixando levar pela paixão. Quando deram por si já estavam abraçados dentro do carro, corpos colados e nenhuma roupa os cobria. Por um instante,pensaram em se afastar, pois corriam um grande risco em serem descobertos, mas precisavam ir a favor daquela sensação tão inesperada de se amarem no estacionamento do LVPD.

Seus corpos eram somente um. Estavam unidos da forma mais íntima possível e ali mesmo,confessaram amor por toda a vida, no momento mais feliz e completo de toda as suas vidas.

(Fim de Flashback)

Gil aproximou a foto do seu peito ao se lembrar da cena. A saudade poderia matar, isso ele sabia. Às vezes sentia que seu coração morria aos poucos. Maior era a dor ao pensar que tudo era culpa sua. Culpa de sua covardia, seu egoísmo, sua burrice.

Ao escutar o telefone tocar, num sobressalto, escondeu a foto na gaveta e pegou o telefone.

- Sim, Conrad. E quem será? – indagou com temor e suspirou decepcionado ao escutar a resposta – Sim, mas eu quero que ela venha sozinha. Não preciso da sua presença.

Desligou o telefone sem dar a chance de Ecklie contestar e desabou em sua cadeira. Catherine seria sua assistente, como nos velhos tempos. Era o seu maior temor... O destino parecia lhe pregar uma peça.

Não havia o que fazer a não ser dispensá- La. Mas será que seria capaz disso? A conhecendo bem, sabia que estaria comemorando a promoção.

Não. Não o faria. E além do mais, estava na hora de enfrentar a realidade.

Procurou relaxar os músculos. Recostou a cabeça na cadeira. Virou – se para a janela. Encarou o céu.

Nesse momento escutou batidas na porta, que na verdade pareciam estar dentro de seu estômago. Controlou – se. Permaneceu imóvel. Não soube o que fazer até que escutou novas batidas. Muito nervoso, pediu que entrasse. Continuou de costas paraa porta e de frente para a janela. Não conseguia encará- La.

Notas finais
Como será esse reencontro?
Aguardem cenas do próximo capítulo.
Bjs!