Notas iniciais
Momentos tristes nesse capítulo. Preparem os corações...

Tempos Atuais

Pensei no quanto eu poderia ter sido feliz e não fui. Na minha frente um homem fascinante que fui capaz de me amar como jamais pensei que iria amar alguém.Os anos se passaram rápidos demais desde a primeira vez que nos vimos. Quando o vi ali encostado em seu carro, lindo, encantador, o desejei mais do que tudo e me odiei.Odiei – me por estar ali, por não ter forças para fazê – lo desistir, por ser orgulhosa, cabeça dura, fraca.

Ao descer do carro ele me viu. Senti uma certa tristeza em seu olhar. Um olhar que paralisava, que me fazia esquecer os problemas, um olhar que suplicava por mim...Pela primeira vez em minha vida não agiria de maneira egoísta. O deixaria partir. Embora meu desejo fosse impedi – lo de ir atrás daquela idiota, impedi – lo de se entregar a alguém que não fosse eu, porém,meu amor falou mais alto. Ficar comigo significaria sofrimento e eu não queria isso para ele.Senti um forte impulso de me jogar em seus braços. Ele se aproximou. Num súbito o abracei fortemente, era uma despedida, a pior da minha vida. Percebi que lágrimas escorriam do meu rosto. As enxuguei rapidamente, não permitindo que ele as visse. Para minha surpresa ele me deu um beijo no rosto

- Vou sentir sua falta, Catherine! – ele sussurrou em meuscabelos.

_ Te amo, Gil. Você foi a única pessoa que amei... – mas meu orgulho não permitiu que pronunciasse em voz alta.

Nesse momento, Nick entrou no estacionamento em seu carro.Ele se afastou. Respirei fundo, ajeitei minha roupa e cabelo e me dirigi ao elevador em direção ao laboratório, proibindo – me de chorar. Já havia chorado demais para um dia só.

Esse elevador, esse prédio, essas pessoas... Já é algo comum +para mim. Um laboratório criminal não deveria ser o lugar para ninguém sentir –se familiarizado.

A caminhada até meu armário era curta. Tentava me concentrar no caso que estávamos investigando. O corpo encontrado no lago Mead e outro enterrado embaixo de uma ponte de concreto. Era de um jovem desaparecido há anos. Seu nome era Joel Steiner, a primeira vítima de Nate Haskell, o assassino“Dick e Jane”. E o corpo de Jeffrey Masters que estava desaparecido há 24horas. Havia sido estrangulado como os outros. Sua esposa, Maureen, estava desaparecida.

Parei em frente ao meu armário e encostei a cabeça na porta.O corredor estava barulhento com Csis apressados passando de um lado para o outro. Corríamos contra o tempo na esperança de encontrar Maureen com vida.Quem sabe se me concentrasse, poderia ajudá- los também. Oproblema era que a única coisa que conseguia pensar era como gostaria de sair daquele lugar. Também não queria ir pra casa. Não sabia onde me sentiria bem.

Já estava quase na hora do meu turno começar. Fui até minha sala atrás de algo para beber. Sentia desejo por café. A cafeteira estava vazia, no entanto, não tinha vontade de fazer ou pedir que alguém fizesse para mim. Fui até a cozinha e abri a geladeira. Estava lotada de comida. Peguei um copo de suco de laranja e me dirigi à sala de evidências.Enquanto tentava me concentrar na evidência, ouvi uma conversa entre Gil e Brass no corredor:

Gil: “Um novo corpo no local da primeira morte não é coincidência. Acho que Nathan Haskell enviou uma mensagem a alguém.

”Brass:” Não. Concordo. Falei com o diretor da prisão. A única comunicação externa que Haskell teve nas últimas 48 horas foi o telefonema para o Langston no seminário que você participou. E o Xerife Burdick quer montar uma força tarefa e pediu para você ficar na ativa. Então, estou pedindo. Certo. Já sei a resposta. Eu o manterei informado.

Nesse momento, Nick entra na sala:

- Quer que eu peça algo para você comer, Cath?

- Não, Nicky, obrigada. Não estou com fome. Estou me sentindo um pouco enjoada, para falar a verdade.

Ele se aproximou e sentou ao meu lado:

- Você precisa comer, Catherine. Você está a cada dia mais abatida, daqui a pouco cai doente.

Conhecia Nick há mais de 15 anos e ele sempre fora um grande amigo...

- Eu sei, não se preocupe, estou me alimentando bem – menti. Fazia tempo que comer era uma obrigação que fazia de tudo para evitar. Não que quisesse emagrecer, simplesmente não sentia prazer algum em comer. – Só hoje mesmo que só vou tomar esse suco porque meu estômago está embrulhado – completei.

- Bem... – ele se deu por convencido – Qualquer coisa me fale. Ah, Gil e Brass nos esperam na sala de convivência – ele beijou minha testa.

- Pode deixar, só vou terminar aqui.

Terminei a análise da evidência consumida pelo cansaço. Estava me sentindo mole e com sono...

Entrei na sala onde todos já estavam reunidos e comecei arabiscar uns papéis prestando atenção ao que Brass dizia:

- O nome do assassino Dick e Jane é Nathan Haskell. Suspeito de matar pelo menos 14 pessoas em Nevada, Califórnia e Arizona nos anos 90. Foi detido numa blitz perto de Reno. Foi uma parada de sorte. O sangue no carro era de um corpo achado no deserto semanas antes. Tinha sangue sob as unhas de outro cadáver que acabara de ser achado. Uma testemunha o viu com uma das vítimas.Havia uma potencial arma do crime. O caso foi a julgamento. No meio dele,Haskell mudou sua alegação.

Gil : “Pegou perpétua sem condicional e está cumprindo pena em Ely.”

O interrompi nesse momento:_ Lembro – me dele. Era “Dick e Jane” porque sempre atacava casais.

Rilley: “Diz aqui que nenhuma das vítimas femininas foram achadas.”

Gil: “Recusou – se a falar sobre as mulheres. Mas sete corpos masculinos foram achados em diversas localidades. Cada um com faca das post mortem. O primeiro corpo achado tinha duas feridas. O segundo tinha três.O terceiro tinha quatro, então cinco, seis, sete, oito. — Nos encarávamos o tempo todo.

– Então, a teoria é de que o primeiro casal nunca foi achado.- concluiu.

Nick: ”Joel Steiner esua noiva foram considerados possíveis vítimas já que moravam perto de DJK. E foram dados como desaparecidos em 1997. Isso antes das outras vítimas confirmadas.”

Greg:”Tudo que precisamos é de uma identificação positiva de Joel.”

É, pelo visto, o turno seria longo...

Atravessei os corredores do laboratório de volta a sala de evidências. Pouco tempo depois, Gil entrou e se sentou ao meu lado me observando. Ele era realmente fascinante. Não me lembrava da última vez em que estivemos tão próximos daquele jeito.Resolvi falar alguma coisa antes que cometesse uma loucura:

_ Uma vez Lindsey ganhou um jeans customizado. Então fomos a loja, gastamos duas horas escolhendo a cor, os botões, tudo. E ela pôs o nome do namorado no bolso de trás. E adivinha só? Ela termina com o cara na semana seguinte e não usa sequer uma vez.

- Ainda é melhor que uma tatuagem – ele falou sorrindo.

- Não fale isso. Enfim, os tênis eram um trabalho customizado – me referindo a evidência –Temos um mandado para os registros de customizadores.

Percebi que Gil me olhava, mas me recusava a encará- lo.

- Catherine... sei que a surpreendi com o...

- Eu sabia – o interrompi – Sabia antes de você saber. Sorri, mas por dentro estava destroçada. Meu desejo era beijá- lo implorando para que ficasse comigo.

- Ninguém nunca me conheceu tão bem como você – ele sorriu.

- Bem, parece que os tênis foram desenhados por um tal de Gerald Tolliver – disse com a voz embargada.

- Veja se está desaparecido – ele completou.

- Não somente desaparecido, tem antecedentes. Furtos,roubos. Várias detenções por drogas.

- DP de Reno o tinha como um informante antes de desaparecer há seis meses. Sabe o que isso significa?

- Pegar a estrada. – disse.

Algum tempo depois...

Era fim do turno. O caso havia sido solucionado. Encontramos Maureen em Black Mesa.O caso foi exaustivo, mas todos queriam fazer isso por Grissom, afinal, era seu último “jogo”. Thomas Donover foi preso em flagrante enquanto torturava Maureen.

Voltamos para o laboratório já pela manhã. Gil foi direto para sua sala arrumar o restante de suas coisas. Fiquei parada no corredor oobservando.- Catherine, você precisa ser forte, ok? – falava para mim mesma em um tom que evidenciava que tentava me convenver disso – Vai ficar tudo bem.

Fui para minha sala. Algum tempo depois Gil entra com as malas. Ele me olhou, estava tão triste. Eu devia fazer isso por ele.

- Já? – eu limpei as lágrimas.

- Sim – ele respondeu.

Tentávamos sorrir. Ele se aproximou de minha mesa e me abraçou. Não sei se isso ajudava ou não, mas estar com ele era tudo o que eu mais queria.

Tentávamos sorrir. Ele se aproximou de minha mesa e me abraçou. Não sei se isso ajudava ou não, mas estar com ele era tudo o que eu mais queria.

- Aqui – ele disse tirando um embrulho do bolso e me alcançando – Abra somente quando eu estiver bem longe, assim poderá me sentir um pouco mais perto.

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- Quando você estiver longe o bastante para eu não poder te agradecer? – disse chateada.

- Querida... – ele murmurou enquanto nossos lábios se tocavam e nosso abraço ficava mais forte e ansioso.

- Não se esqueça de mim – eu disse sem conseguir evitar as lágrimas.

- Jamais poderia esquecer você – ele disse – Jamais, Cath,jamais...

Comecei a chorar descontroladamente.

- Eu vou embora. – falou mais para ele do que para mim.

- Eu sei – disse com os olhos vermelhos – Se cuida, Gil. Espero que seja feliz. Ele se afastou e foi andando em direção a saída.

- Eu te amo, Gil – sussurrei enquanto o via partir.

“Adeus”

Uma palavra tão simples... E, no entanto, porque sinto meu peito destroçar? Por que parece que ela perfura meu coração como uma faca? Profundo, dolorido, não aliviando os golpes um minuto se quer...E o pior, porque desde que a escutei não o tenho mais ao meu lado?Gil...Gil...Se apenas pudesse alcançá – lo e então conseguir segura – lo para depois lhe dar um abraço forte, como esse que você me deu instantes atrás. E do qual eu nunca deveria ter deixado você se afastar.

Queria abraça – lo para não solta – lo nunca mais. Queria envolvê – lo com um significado muito mais forte do que uma despedida.Queria tê – lo ao meu lado e assim, com esse sentimento que agora me destrói, não permitir nunca mais que você vá para outro lugar que não seja aqui, comigo. Em meus braços.

Se eu não tivesse fraquejado e permitisse que essas palavras que agora ardem em minha garganta escapassem e o atingissem, você ficaria?

A falta que você me faz é tanta, como se intermináveis dias houvessem passado. E minha mente que até então mantém – se apenas revivendo esses últimos momentos que passamos juntos, já chega a pregar – me peças. Posso quase ver, de forma dolorosamente nítida, o seu sorriso gentil.Mas, agora, tudo o que esses sentimentos e vislumbres emaranhados conseguem é que um aperto cada vez mais forte atinja meu coração.

Por que dói tanto? E as lágrimas que correm livres parecem apenas aumentar o vazio que tanto me amedronta.E essa escuridão? Sinto como se a qualquer momento fosse me engolir.

Tudo que peço nesse momento é um pouco, apenas um vislumbre seu. Só umpequeno momento que possa me arrancar desse abismo em que estou me atirando.

Lentamente, algo cai de minha mesa. Ergo lentamente meu braço, até quase tocá- lo com as pontas dos dedos. Abro a caixinha. Uma borboleta...Enxugo o rosto e finalmente ergo o corpo que até então mantinha encolhido. Como eu poderia esquecer? Sim, as borboletas estavam aqui, ao meu lado, todo o tempo. Suas belas cores e frágil brilho me envolvendo. Isso foi por algum motivo especial?

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Butterfly (Mariah Carey)

When you love someone so deeply

They become your life

It's easy to succumb to overwhelming

fears inside

Blindley I imagined I could

Keep you under glassNow I understand to hold you

I must open up my hand And watch you rise

Spread your wings and prepare to fly

For you have become a butterfly

Fly abandonedley into the sun

If you should return to me

We truly were meant to be

So spread your wings and fly

Butterfly

I have learned that beauty

Has to flourish in the light

Wild horses ride unbridledOr their spirit dies

You have given me the courage

To be all that I can

And truly feel your heart will

Lead you back to me when you're

Ready to land

Spread your wings and prepare to fly

For you have become a butterfly

Fly abandonedly into the sun

If you should return to me

We truly were meant to be

So spread your wings and fly

Butterfly

I can't pretend these tears

Aren't overflowing steadily

I can't prevent this hurt from

Almost overtaking me

But I will stand and say goodbye

For you'll never be mine

Spread your wings and prepare to fly

For you have become a butterfly

Fly abandonedly into the sun

If you should return to me

We truly were meant to be

So spread your wings and fly

My Butterfly

Spread your wings and prepare to fly

For you have become a butterfly

Fly abandonedly into the sun

If you should return to me

We truly were meant to be

So spread your wings and fly

Butterfly

Borboleta

Quando você ama alguém tão profundamente

Eles se tornam parte de sua vida

E é fácil sucumbir a medos opressivos internos

Cegamente eu imaginei que poderia te manter dentro de um vidro

Eu
preciso abrir minhas mãos

E
ver você subir

Abra
suas asas e prepare-se para voar

Porque
você se tornou uma borboleta

Oh,
voe livremente rumo ao sol

Se
você voltar para mim,

Nós
verdadeiramente éramos para ser

Então
abra suas asas e voe

Borboleta

Eu
aprendi que a beleza

Tem
que florescer na luz.

Cavalos
selvagens devem correr livres

Ou
seus espíritos morrem.

Você
deu-me a coragem

Para
ser tudo aquilo que eu sempre quis

E
sinceramente eu sinto que o seu coração irá

Conduzí-lo
de volta para mim quando você

Estiver

Abra
suas asas e prepare-se para voar

Porque
você se tornou uma borboleta

Oh,
voe livremente rumo ao sol

Se
você voltar para mim,

Nós
verdadeiramente éramos para ser

Então
abra suas asas e voe

Borboleta

Eu
não posso fingir que estas lágrimas

não
estão caindo sem parar

Eu
não posso evitar essa dor

Que
está me consumindo

Mas
eu suportarei e direi adeus

Porque você nunca será meu

Até que você aprenda a voar

Abra
suas asas e prepare para voar

Porque
você se tornou uma borboleta

Voe
livremente para o sol

Se
você voltar pra mim

Nós
verdadeiramente éramos para ser

Então
abra suas asas e voe

Borboleta




pronto para pousar



Agora
eu entendi que para ter você

Abra
suas asas e prepare para voar

Porque
você se tornou uma borboleta

Voe
livremente para o sol

Se
você voltar pra mim

Nós
verdadeiramente éramos para ser

Então
abra suas asas e voe

Borboleta

Assim
tremule pelo céu

http://www.youtube.com/watch?v=V8chbHoDaPg&feature=player_embedded


Notas finais
Momento triste, né? O que será da vida de Catherine agora sem seu grande amor? Aguardem os próximos capítulos...