Down
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Nesse capítulo saberemos a reação de Lindsey ao saber que ganhará um irmãozinho ou irmãzinha.
Vamos lá?
Acordei ao sentir um toque suave em meu ventre. Abri os olhos assustada e me deparei com Gil acariciando minha barriga. Precisava me acostumar com aquilo...
_ Oi, amor, bom dia! – disse com um sorriso nos lábios.- Te acordei? – ele indagou com um ar de culpa estampado no rosto.
- Sim, mas adorei. – respondi – O que o bebê está te dizendo? – brinquei.
- Que ele tem a mãe mais linda do mundo – disse se aproximando e me beijando.
- Saia daqui! – gritei o empurrando – Se esqueceu no nosso trato? Ainda não escovei os dentes. — Mas dessa vez meus apelos foram em vão. Senti sua língua invadir minha boca e não tive como recusar. Ele começou me beijando intensamente, aninhado entre minhas pernas. Suas mãos sempre delicadas estavam fortes, na minha cintura e quadril. Eu não sei bem que feitiço era aquele, mas que momento bom! Os lábios dele estavam no meu pescoço e em surpresa, seu braço serpenteou ao redor da minha cintura.
Eu acho que surtei, mas o resultado foi um gemido baixo e um ondular de quadril involuntário. Gil gemeu no meu ouvido, enviando uma carga de arrepio pelo meu corpo inteiro. Seus olhos estavam cheios de desejo e quando arqueei meu corpo em busca de ar, um sorriso perverso iluminou seu rosto olhando para meus seios.
– Oh… – gemi baixinho sentindo sua língua quente cumprimentar a pele do meu colo. Mordiscadas, beijos leves, chupadas, roçar de quadril, mãos fortes… Senti sua mão serpentear pelo meu seio, enquanto sugava meu lábio inferior com força. Ficaria toda marcada, com certeza.
– Gil… – choraminguei empurrando-o – Se você deixar marca, eu te mato. – resmunguei e ele riu, encostando a testa na minha – Eu te amo.
– Eu também te amo, princesa.
Beijei seus lábios lentamente e comecei a tirar sua camisa,passando a mão por seu peitoral,cheguei então as calças que já estavam completamente saltadas devido ao seu conteúdo.
Senti seu corpo e sua pele macia. E parecia que a cada toque que eu lhe dava, um pêlo de seu corpo se arrepiava, e eu estava adorando aquilo! Adorava o poder que eu exercia sobre ele, mas foi uma pena que ele logo descobrisse que também havia um poder sobre mim. Me acomodou em sua cama, ainda me beijando, e foi tirando minha calça devagar. A cada lugar que ele tirava ele ia beijando de leve, e dando lambidinhas, o que me fez ficar mais excitada ainda. Eu desejava aquele homem cada vez mais, queria poder tê-lo, e fazê-lo me querer, ah como eu queria. Quando ele terminou de tirar minha calça, eu o virei ficando por cima. Comecei a beija-lo novamente. Fui descendo, e beijando seu peito, chegando até sua barriga, onde demorei um tempinho enchendo de beijos e lambidinhas, desci até perto de sua virilha, e abri sua calça com a boca. Passei a mão pelo seu membro, sentindo sua ereção, e me deixando orgulhosa por isso. Reparei em sua samba-canção que era preta, e isso me deixou mais excitada ainda.
Mais uma vez ele me virou na cama, ficando por cima de mim,com cuidado e começou a beijar meu corpo novamente. Mordi o lábio, que acho que foi o sinal verde para ele, que se aproximou e começou a beijar e lamber meus mamilos. Agora sim eu poderia dizer que eu o queria como nunca. Ficar olhando para ele se divertindo com os meus seios, era a coisa mais excitante do mundo. Depois de alguns minutos, o fiz virar na cama de novo, ficando por cima dele. Sem mais delongas, abaixei sua samba-canção, e comecei a tocar seu membro. Nunca me senti muito atraída em questão de chupar o membro de um dos meus namorados, mas com Gil era diferente, eu sentia que eu poderia fazer qualquer coisa pra ele e com ele, que tudo seria romântico. Comecei devagar, apenas lambendo a cabeça de seu membro, que o fez dar um gemido, depois aprofundei minha boca, lambuzando-o por inteiro, e fazendo movimentos de vai-e-vem com a minha boca e minha mão. Fiquei assim por um tempo, revezando entre seu membro, e suas bolas, até perceber que ele não aguentaria mais. Tirei minha boca de seu membro, e fui subindo com beijinhos pela sua barriga, pelo seu peito, até chegar em sua boca. Ele já estava suando e cansado, pena que a diversão nem havia começado ainda. Ele me virou na cama, eu gemi ao sentir seu membro nu encostar na minha calcinha. Desejei que pudesse tirá-la e começar tudo logo de uma vez, mas eu me controlei. Gil foi descendo seus beijos, e tirando minha calcinha. Quando percebi o que ele ia fazer, apenas o puxei para cima de novo, fazendo seu membro encaixar dentro de mim.
- Não com tanta pressa, baby. — Ele disse entrando e saindo apenas uma vez de mim. Vi quando ele se levantou da cama indo em direção à cozinha. Droga! É assim que ele me deixa? Quase explodindo de tesão?
Voltou com uma tigela que havia alguma coisa, e um spray de chantilly. Sorri ao entender seus planos, e fui correndo pegar o chantilly. O fiz deitar na cama novamente, mas dessa vez o prazer não seria para ele. Passei chantilly no meu corpo inteiro, fazendo uma calcinha e um sutiã de chantilly pra mim.Voltei para pegar a tigela que estava em cima da mesinha de cabeceira, e percebi que era calda de chocolate. Passei um pouco de chocolate também por onde ainda não estava coberto por chantilly no meu corpo. Eu sabia que depois eu ia ficar toda melada, mas nesse caso eu não ligava. Foi então que eu fiz o inesperado. Deitei em cima dele lambuzando-o de chocolate e chantilly também, sujei a mim, a ele e ao lençol, mas nesse momento nós dois parecíamos nem ligar.
- Eu preciso tanto de você... — disse vindo e ficando por cima de mim, enquanto lambia um pouco de chantilly e chocolate dos meus seios. — ... Dos seus beijos, do seu corpo, do seu toque. Eu não sou o mesmo sem você. — Ouvindo essas palavras, meu coração pareceu explodir. Subi em cima dele, e como uma resposta de SIM, eu coloquei seu membro dentro de mim, e comecei a cavalgar em cima dele. Ele que me desculpe se queria mais diversão com o chocolate, com o chantilly ou até comigo, mas eu já não estava aguentando mais.
Ficamos assim por algum tempo, eu o sentindo dentro de mim, e ele se divertindo comigo. Mudamos de posições várias vezes, experimentando as que sabíamos e as que nunca havíamos feito antes (se é que isso era possível) e tudo com muito cuidado pois ele tinha medo de “machucar” o bebê. Depois de várias tentativas chegamos ao orgasmo juntos. Gil deu um gemido alto, que eu logo calei com um beijo.Ele caiu deitado do meu lado na cama, e eu o abracei dando-lhe um selinho. Virei para o outro lado, e ficamos em silêncio. Olhei pela janela do quarto, e vi o lindo dia que estava lá fora. Sorri feliz, feliz como fazia um bom tempo que não me sentia.
- Amor, precisamos contar a novidade a Lindsey. – falei enquanto alisava suas costas.
- Estava pensando a respeito disso. – disse enquanto tocava minha barriga. – O que acha de almoçarmos juntos hoje?
- Ótima ideia! – falei, adorando a oportunidade de um almoço em família. – Agora me deixe tomar banho e me arrumar para o trabalho ou nos atrasaremos. – Não quero ser acusada de negligente pelo meu chefe, principalmente agora que estou grávida... – brinquei enquanto tentava me desvencilhar dos seus braços.
- Sim, você tem um chefe muito exigente que não vai tolerar negligências de sua parte, mesmo estando grávida dele... – ele disse entrando na brincadeira e beijando meus cabelos. — Adoraria te acompanhar no banho, mas preciso limpar essa bagunça.
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- Tem certeza? – seus dedos apertavam minhas mãos frias e trêmulas.
- Não sei, tenho medo da reação dela. – respirei fundo – que ela comece a agir de modo estranho comigo.
- Tenho certeza que isso não vai acontecer. – ele disse tentando me tranquilizar.
- Como pode ter tanta certeza?
- Porque ela passa a maior parte do tempo que estamos juntos falando de você, Catherine. Ela fala como se você fosse o centro do mundo dela. Confesso que ás vezes fico um pouco enciumado... – disse de forma sarcástica.
- Jura? – olhei para ele com um sorriso bobo nos lábios.
- Juro, querida. – ele beijou minha testa.
- Como será que ela vai reagir quando souber que vai ganhar um irmão?
- Ou uma irmã... – ele corrigiu. – Talvez fique um pouco enciumada no início, ou não. Nossa filha é imprevisível...
- A quem será que ela puxou? – disse revirando os olhos.
- Não faço ideia – disse sorrindo e tocando minha barriga. – Elizabeth!
- O quê? – perguntei não entendendo.
- O que acha de Elizabeth se for uma menina?
- Acho bonito. Sua mãe vai gostar. Vou ter que paparicar sua mãe, né?
- Seria bom – ele sorriu. – Elizabeth Flynn Grissom. Adorei!
- Eu acho que vai ser um menino. – coloquei a mão sobre a dele, que ainda estava em minha barriga.
- Seria bom, formaríamos um casal – ele disse empolgado.
- Hum Hum... – sorri fechando os olhos – Eu gosto do seu nome para o bebê.
- Gilbert? Eu não gosto. – falou com ar de desgosto.
- Não, Arthur! – me aprecei em dizer.
- Ninguém me chama de Arthur.
- Por isso mesmo. Eu gosto de Arthur...
- Arthur... – repetiu acariciando minha barriga. – bebê, se você for um menino, acho bom gostar de beisebol.
- Não seja bobo!
- Não acredito que teremos outro filho e dessa vez, juntos.
- É realmente um sonho. – disse me aconchegando em seus braços.
- Agora é melhor irmos contar a novidade a Lindsey, não acha?Confirmei com a cabeça e saímos do carro em direção ao laboratório de biologia.
Avistei — a de longe. Conversava com alguns amigos no corredor e ao nos ver abriu um imenso sorriso e veio correndo em nossa direção.
- Oi, família! – disse nos abraçando.
- Oi, amor! Viemos te buscar para o almoço. Está disponível? Queríamos fazer uma surpresa por isso não ligamos antes. – Gil disse.
- Vocês são sempre bem vindos e mesmo que tivesse algum compromisso, desmarcaria. Jamais perderia a oportunidade de almoçar com meus pais. – disse e sorriu orgulhosa.
Pegamos o carro e fomos direto para o restaurante. O mesmo que estávamos acostumados a frequentar e que ficava próximo ao campus.
Ao chegar lá, já havia uma reserva para nós. Nos sentamos e começamos a fazer os pedidos. Almoçamos e conversamos durante todo o tempo. Lindsey nos contava detalhes de suas experiências na faculdade. Gil e eu ouvíamos tudo com muita atenção e de vez em quando trocávamos olhares. Quando terminamos, ela foi logo dizendo:
- Agora me contem logo o real motivo que nos trouxe aqui. Estou morrendo de curiosidade. — Gil segurou minhas mãos e começou:
- Filha, você sabe o quanto amamos você...
- Eu também os amo muito. – ela o interrompeu.
- Precisamos te contar algo. – intervi.
- Fale, mamãe! Não consigo te ver tão ansiosa assim.
- Bom, — recomecei – como estava dizendo, precisamos te contar algo. Não sabemos se vai gostar, mas não podemos esconder isso de você. Quero que me prometa que vai escutar tudo e depois você fala, tudo bem?
- Sim, eu prometo.
- Estou grávida! – falei sem ter coragem de encará – la. Gil apertou minha mão.
Lindsey permaneceu em silêncio e não conseguia interpretar a expressão em seu olhar. Senti meu estômago se contrair e por instinto coloquei a mão em meu abdômen. Meu gesto chamou sua atenção.
- Você está me dizendo que terei um irmão?
- Ou uma irmã. – Gil apressou em dizer. Silêncio novamente.
- Você está grávida! – disse abrindo um grande sorriso. – Grávida! Minha mãe...
Respirei aliviada ao ver seu sorriso. Ela havia realmente gostado da notícia. A conhecia muito bem. Nesse momento, ela se levantou e veio até mim me abraçando em seguida. Meus olhos se encheram de lágrimas que caíram pelo meu rosto. Lindsey me abraçou com ternura. Retribuí seu gesto de carinho. Gil se levantou e também nos abraçou. A partir daquele momento lidaríamos com aquela gravidez juntos. Entendi que a vida estava me dando a chance de dar aquela criança tudo aquilo que não pude dar a Lindsey.
- Já sabem o sexo? – ela perguntou de repente.
- Não, ainda estou com oito semanas e não comecei nem mesmo o pré-natal. Descobri ontem. Mas tenho uma intuição que será um menino.
- Eu também. – ela disse confiante e olhou para o pai que não gostou muito do fato dela concordar comigo...
- Acho que vai ser uma menina. – ele disse revirando os olhos. Sorrimos.
- Te amo, Lindsey! Isso nunca vai mudar. – falei e em seguida lhe dei um beijo no rosto.
- Também te amo e prometo ser a melhor irmã do mundo. – disse acariciando minha barriga.
- Eu sei que será. Agora vem cá, não tenho o dia todo, então vamos aproveitar. – a puxei para o meu colo, não me importando com os olhares curiosos. – Estava com tanto medo que você rejeitasse esse bebê.
Ficamos assim por um bom tempo. Conversamos, rimos, falamos do futuro. Um verdadeiro almoço em família...
Notas finais
Nos vemos nos reviewis, como sempre.
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