Notas iniciais
Demorei, mas aqui esta o capítulo! Deem um olhada nas minhas outras fic, tenho duas que acham que vão gostar. Publicity Love e Viva pela Dança

Capítulo 40

Sakura

Minutos antes de sair de casa, poucas palavras são ditas pelo meu mau humor da matinal, não suporto sequer dar um “bom dia”, sigo para a parada de ônibus, porque o taxi está levando quase todo meu salario!

Observo as pessoas estressadas com o atraso, mantenho minha irritação internamente apenas xingando kami mentalmente por colocar o mundo contra mim.

Finalmente posso me sentar e aproveitar a viagem, respiro fundo e volto a ser tranquila, vejo uma senhora se sentar ao meu lado e começo a rir enquanto conversamos, um pouco mais alegrinha acabo falando algumas besteiras e depois de uma bolsada na cara prefiro me calar.

Depois de uma manhã no hospital sem muito o que fazer porque sem o Sasuke aqui tudo fica perdido, caminho até o ponto de ônibus, taxi está caro demais para um pobre neurologista. Preparo minha mente, cantarolando mantras de relaxamento e chego até meu primeiro desafio: bancos lotados, ônibus atrasados, pessoas irritadas por estar ali, o cheiro dos escapamentos dos ônibus e carros, pessoas fumando, o cheiro estranho de comida e aquelas pessoas passando ali em frente com seus automóveis se exibindo para pessoas como eu.

Objetivo finalmente visualizado, olho ao redor vendo meus concorrentes a um lugar no banco. Após uma série de empurrões, mãos bobas e puxões de cabelo consigo me sentar, infelizmente no corredor...

Ônibus lotado, pessoas esmagando as outras, acabo sendo atingida umas cinco vezes por bolsas, o que faço? Respiro e ignoro. Pisam no meu pé, puxam meu cabelo, o que faço? Respiro e ignoro. Uma mulher com uma menina mimada fica em pé ao meu lado, a menina pisa no meu braço, na minha bolsa, o que eu faço? Respiro e ignoro. O cheiro de perfumes, cigarros e suor me enjoam, o que faço? Não respiro e rezo.

Passo o resto do dia sorrindo, ignorando e finalmente respirando.

Ok, essa ultima frase foi uma grande mentira! Cheguei em casa e soltei um grito enorme que eu acho que ouvi as taças da cozinha quebrarem!

Mas por favor, quem inventou o ônibus?! Com certeza alguém que não deve pegá-lo!

Alguém lembra o pessoal de dar um banho naquele ônibus? Aquilo fede vomito!!!

Falando em banho, pessoas que pegam ônibus, perfume é só um pouco não é para tomar banho com ele!

Fumantes do mundo por favor tomar um banho também antes de pegar o ônibus, não adianta parar de fumar lá dentro só, vocês ficam fedendo ainda!!!

Cobradores de ônibus parem de travar aquele negocio ali quando eu for passar, não vou dar meu numero por esta brincadeira de mau gosto!

Motoristas, não precisam buzinar toda vez que encontram um colega em outro ônibus, não precisam andar mais devagar do que lesmas, e parem de parar fora das paradas só para as gostosas, mulheres feias e velhas também merecem consideração!

Um breve depoimento...

–Está bem? – Itachi perguntou entrando em casa.

–Não. Quero o Sasuke. – disse fazendo bico e me jogando no sofá.

–Sério? Achei que estava se dando tão bem com o Deidara... – ele tinha que jogar isso de novo – Sakura, eu te tenho como uma irmã, mas não vou deixar eu machuque o Sasuke.

–Itachi, vê se entende, eu amo o teu irmão! – disse séria o encarando – Deidara é e sempre será somente um amigo.

Sasuke

Encarava meu pai, depois de tanto tempo aqui em Londres ele finalmente havia falado, e depois de tantos anos em minha vida ele havia me pedido perdão.

–Nos deixe a sós, Mikoto. – ele mandou e minha mãe saiu sem ao menos me olhar, fechou a porta deixando somente nós dois ali dentro – Errei muito com você, Sasuke. – me sentei a sua frente, escorado na janela onde ele tanto olhava – Poderia lhe dizer que a culpa é toda do meu pai, mas eu havia prometido não ser como ele e acabei sendo muito pior.

Não entendia aquela conversa, mas não iria atrapalha-lo.

–Acho que nunca lhe falei sobre seu tio Madara... – franzi a testa – Bem, eu não sou filho único como havia dito. Tenho um irmão mais novo que viveu muitos anos comigo, eu era seu herói e eu prometerá sempre lhe cuidar. – ele olhou para mim – Parecido com você e Itachi, não? – assenti – Mas nosso pai era rígido com ambos, queria extrair o nosso melhor sem se importar como fosse...

“Um dia quando voltava da faculdade vi minha mãe chorando e meu pai gritava com irmão, o vi ameaçar bater no mesmo e corri para ficar a sua frente levando o tapa por ele. Com isso meus pais nos mandaram para o quarto e Madara sempre permanecia em silencio, perguntava para ele o que havia acontecido e ele dizia somente ‘sinto muito’.

Desci falar com nossos pais e tive a noticia. Madara havia sido flagrado aos beijos com um outro garoto. Imagine só, um Uchiha gay! Aquilo foi tão horrível para mim quanto para meu pai.

Voltei até a meu irmão que chorava, eu olhava com tanto nojo para ele que cheguei ao ponto de bate-lo, ele não reagiu em nenhum momento. Quando parei o vi sangrando e não fui ajuda-lo, simplesmente peguei suas coisas e joguei para fora do meu quarto. Nosso pai viu aquilo e disse para ele aproveitar que suas roupas estavam na rua e fosse embora e nunca mais voltasse, daquele dia em diante ele não era mais um Uchiha.

Ele obedeceu, não disse nada e seguiu para fora, mas antes me olhou dentro dos olhos e sorriu, não era um sorriso de raiva ou de ironia, era um sorriso de carinho.

Nossa família resolveu esquecer que ele existia.

Então vocês cresceram, me deram tanto orgulho. Eu até que gostava de ter Itachi mais ao meu lado e ver você ajudando sua mãe, era como uma grande e perfeita família. Mas então venho aquele boato que você era gay, eu tive nojo de ser seu pai. Não poderia deixar um filho meu ser algo assim e lhe mandei para aquele lugar, mesmo sabendo como seria a educação daquela escola.

Você voltou como o filho que eu sempre havia sonhado ter, mas já não era a aquele garoto de antes e isso sempre me doía. Nos afastamos tanto e somente quando a Sakura surgiu foi que voltamos a ser aquela família, você até voltou a sorrir...

Isso tudo me vez ver o quanto tinha errado, o quanto sempre errei. Eu nunca devia ter ouvido aqueles malditos boatos e se fossem verdade, eu devia ter o apoiado. Nunca devia ter te mandado para longe de nós. Desculpe, Sasuke. Desculpe não ser o pai que você merece.”

Notas finais
Momento lágrimas, eu não sei, mas eu chorei enquanto escrevia!