Notas iniciais
Eu estava louca para postar! Mas com essa migração demorei mais do que o esperado... Mas tenho alguns capítulos prontos!

Capítulo 32

Sasuke

Já estava amanhecendo, liguei para Temari pedindo que se apresasse a chegar aqui, esperava ela e Sakura na sala de reuniões, mas não estava só aqui. A minha frente a me encarar, Sasori.

–Chegamos... – Sakura avisou dando espaço para Temari também entrar – Bom dia.

–Bom dia, Sakura. – Sasori a cumprimentou sem deixar de me encarar.

–Vamos logo ao assunto. – fiquei em pé – Só preciso da confirmação da Doutora Haruno para assim vermos se há algum tratamento.

–Fala como se eu tivesse morrendo. – não respondi a Sasori que pareceu mais preocupado.

–O que suspeita? – perguntou Sakura.

–Transtorno dissociativo de identidade. – Sakura e Sasori ficaram surpresos, Temari sorriu, devia suspeitar também.

–O que é isso? – Sasori ficou um pouco alterado e colocou a mão na cabeça.

– O transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado transtorno de múltiplas personalidades, conhecido popularmente como dupla personalidade, é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.

–Quer dizer que estou louco?!

–Não me interrompa. O pressuposto é que ao menos duas personalidades podem rotineiramente tomar o controle do comportamento do indivíduo. O critério de diagnóstico também leva em consideração perdas de memória associadas, geralmente descritas como tempo perdido ou uma amnésia dissociativa aguda. – ele parecia cada fez mais raivoso – A condição não tem relação com a esquizofrenia, ao contrário do que acredita a maioria das pessoas.

–O que pode ter me causado isto? – ele foi se acalmando, como se a raiva não tivesse antes tomando conta de seu corpo e mente.

–Estresse intenso, falta de compreensão ao enfrentar situações limites na infância ou também falta de proteção frente a situações limites. – Sasori riu sem graça passando as mãos pelo rosto – Posso saber qual a graça?

–A graça? A graça é você querer dizer que sou um traumatizado, um louco.

–Em nenhum momento usei tais palavras. – ele ficou em pé, andava até mim em passos leves.

–Está se divertindo, não é Uchiha? Um modo de me deixar longe de tudo e todos... – ele olhou para Sakura que sorriu sem humor – Isso é medo de uma competição justa?

–Sasori, mantenha sua compostura, caso contrario terei que deixar minha posição. – disse respirando fundo.

–Então saía, Sasuke. Mostre quem é de verdade! – ele se alterou vindo em minha direção, mas apenas esquivei.

–Não, Sasori. – olhei para Temari e Sakura, ambas inquietas em seus lugares – Você é um homem doente e pela primeira vez eu não sou o único a ver que tem algo de errado consigo. – ele deixou a expressão de seu rosto mudar, olhou para as mulheres da sala e ficou de cabeça baixa.

–Me ajude... – sussurrou se deixando cair em meus pés.

Impressionante a confusão de sentimentos que havia em mim, me senti mal por me sentir bem em vê-lo derrotado a minha frente como um dia fiquei por uma calunia. A vingança que nos primeiros anos sonhava realizar e com o amadurecimento deixe esquecer, agora estava de concretizando.

–Melhor o senhor Akasuna ser levado até o quarto. – concordei com Temari que ajudou o mesmo a se levantar, o dirigindo para fora da sala.

Sakura

Encarava o nada tentando assimilar melhor o que aconteceu nesta sala. Sasuke diagnosticar algo grave como Transtorno Dissociativo de Identidade e o modo que Sasori ágil, tudo foi muito rápido, muito inesperado para mim.

–Sakura... – olhei para Sasuke ainda em pé, estava mais tranquilo e me encarava com um leve sorriso – Está bem?

–Sim... – respirei ficando em pé – Sasuke, você tem certeza?

–Sakura, viu como ele ágil hoje? Ele agia assim apenas em minha presença, mas hoje perdeu o controle. – ele mudou sua expressão – Ou acha que estou mentindo?

–Não, mas... – implorei para as palavras saírem da minha cabeça – Farei os exames necessários e lhe mando um relatório o mais cedo possível. – fui saindo da sala, mas senti meu braço ser segurado.

–Não tem permissão para trabalhar hoje, Sakura. – arqueei uma sobrancelha – Informei a Tsunade que você trabalhou no lugar de Ino durante a madrugada, esta de folga pelo resto do dia.

–Mas precisamos...

–Sasori pode esperar. – ele me puxou para perto de seu corpo rapidamente – Mas eu não...

–Sas... – não pude falar mais nenhuma palavra...

Autora

Sasuke a calou apenas com um olhar, este mostrava desejo enquanto mordia os próprios lábios, os olhos dele estavam vidrados nos lábios rosados dela, mas não iria a beijar agora. Apenas a apertou ainda com mais força contra seu corpo, a via arfar e isso apenas lhe deixava ainda mais acesso, com a mão livre acariciou o pescoço alvo dela até encostar a gola do jaleco branco, foi tirando o contato do tecido com a pele dela para assim sentir em seus dedos.

Descia o jaleco lentamente, assim que viu o ombro desnudo da garota passou a língua por ali mesmo rapidamente voltando a encara-la, os lábios entreabertos buscando ar o fez sorrir de canto.

–Sasuke, aqui não... – ela tentou o afastar, mas ele parecia decidido em toma-la naquela sala.

Ele a soltou, por um instante ela respirou fundo achando que não passaria por aquilo, mas Sasuke apenas tirou seu próprio jaleco o jogando em qualquer canto e voltando a atenção para ela que recuava alguns passos. Sua expressão era algo que apenas o fazia sorrir, ele então com um modo um pouco bruto tirou o jaleco do corpo pequeno dela de uma única vez a fazendo o encarar um pouco assustada.

–Sas... – ele voltou a agarra-la com força a obrigando a se sentar sobre a mesa de reuniões, se colocou entre as pernas dela enquanto sua boca mordia com força seu pescoço exposto.

As mãos grandes dele lhe apertavam as coxas como se fosse lhe arrancar um pedaço a qualquer momento, a respiração contra sua pele e o batimento rápido de ambos corações dava sinais de uma forte adrenalina.

–Só tente não fazer muito barulho... – ele sussurrou com a voz rouca perto do seu ouvido a fazendo arrepiar e involuntariamente gemer.