Doubtful Fate
13 Capítulo 12 - There is a drug that cures it all
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=f7QWZBiNTMc&ob=av2e
Boa leitura =)
Capítulo 12 — There is a drug that cures it all
POV Sara
–Queria viajar pelo mundo. – Disse enquanto saia do carro.
–Quem sabe depois de se recuperar. – Damon respondeu pegando minha mala. Eu havia voltado para casa depois de meu pequeno deslize.
–Não quero esperar recuperação, vou buscá-la. E se chama viajar. – Falei entusiasmada.
–Esquece. – Ele retrucou.
–Pare de ser tão chato, Damon. – Respondi emburrada.
–Pelo menos não sou louco. – Ele disse ironicamente. Virei meus olhos e ele sabia exatamente o que eu pensava. – Está bem, um pouco. Mas não tanto quanto você.
–Não sou louca em querer aproveitar minha vida. – Resmunguei.
–Não. Mas é louca em arriscá- la desse jeito. – Damon abriu a porta de casa, dando- me passagem.
–Olha só quem fala. – Sorri para meu amigo que tombou sua cabeça para o lado em reprovação.
–Sem mais conversa. Não te deixo ir. – Ele disse mandão, colocando minha mala no sofá.
–Como se mandasse em mim. – Retruquei. – Onde está Elena? – Perguntei mudando de assunto.
–Em casa. Ela precisava arrumar algumas coisas com Jeremy e Alaric. – Ele respondeu indiferente.
–Então vai lá cuidar dela e deixe-me em paz. – Falei sorrindo sarcasticamente. – E não diga que não gosta de fazer isso. Você não me engana.
–Não disse nada… — Ele sorriu, jogando-se em meu sofá.
–Realmente gosta dela né? – Perguntei jogando-me a seu lado.
–Não… — Ele disse fechando a cara. – Eu a amo.
–HOUUM! – Gritei irritando-o. – Tão fofo!
–Não fale isso, Sara! – Ele reclamou. – Damon Salvatore nunca é fofo.
–Então é o quê? – Perguntei imaginando sua resposta.
–Extremamente sedutor, sexy, gostoso…mas nunca fofo. – Bingo, eu o conhecia bem demais para saber sua reação.
–Está bem. – Respondi rindo. – Não falarei mais isso. Mas que é…é.
–Pare sua tonta. – Ele disse dando um leve soco em meu braço. Peguei o controle, passando pelos canais. – Mas sabe…acho que nunca ficarei com ela, e isso dói.
–Não seja tão pessimista. – Respondi fitando-o. – Sabe que ela gosta muito de você.
–Falou certo. Ela gosta de mim, mas continua amando Stefan. – Seus olhos transformaram-se em pura triteza e alguma decepção. O abracei, confortando-o.
–Você nunca sabe o que passa no coração de uma mulher. – Sussurrei. – Não desista dela, Damon. – Falei encorajando-o. – Infelizmente ele se foi, e ela…vocês não podem esperar e deixar a vida passar assim. – Me sentia mal pelo fato de Stef também ser meu amigo. Mas não conseguia ver Damon e Elena sofrendo desse jeito. – Me prometa que não desistirá.
–Nem se eu quisesse. – Ele disso sorrindo. – Eu nunca irei desistir de Elena.
–Esse é meu garoto! – Ri entusiasmada para meu amigo, animando-o um pouco.
–Mas e você, mocinha? – Ele perguntou com uma sombrancelha erguida, mudando de assunto. Damon não gostava de manter o foco em sua vida amorosa por muito tempo, ou por desconforto ou pelo simples fato de doer demais.
–Eu? – Perguntei surpresa. – Comigo não tem nada. Não tem ninguém.
–Ter, têm mas…
–Ele não é certo. – O cortei emburrada.
–O amor não é certo. É sem noção demais. – Ele respondeu filosoficamente. – Mas não quer dizer que não arrisque.
–Damon pare. – O cortei novamente. – Eu não posso ficar com alguém assim. Ele matou Jenna, matou Elena. Se não fosse por Bonnie… Você não se incomoda por tudo que ele fez no passado? Continua fazendo tirando-nos Stef?
–Me incomodo, e não vou mentir. Toda vez que olho para Klaus, quero arrancar sua cabeça fora por tudo. Matar Jenna, minha Elena. Tirar meu irmão? Machucar minha amiga? – Ele pausou fitando-me e respirando fundo. – Mas vocês se amam, e no final isso que importa.
–Quem diria que um dia veria você assim tão…inspirado. – Brinquei e ele mecheu seus lábios, dizendo Elena silenciosamente. Ri e apoiei minha cabeça em seu ombro. Minha mente girava na frase de Damon que preferi ignorar “vocês se amam”, isso suava tão belo e assustador que me fez encolher.
–Olha nós aqui Sarinha…os mais perdidos. – Ele disse.
–A gente acha nossos caminhos. – Afirmei positivamente.
–Nós já os achamos…só falta seguí-los. – Damon respondeu firmemente.
[…]
–Querida, vou sair mas logo volto, está bem? – Meu pai perguntou pegando as chaves. Sorri assentindo, ele estava tão preocupado comigo que até esquecia de seus milhares de problemas. A doença avançava, mas ele não se importava consigo, apenas comigo. Sentei no sofá, deixando as lágrimas caírem por preocupação com meu pai. Damon havia ido visitar Elena, claro. Eu estava sozinha, não tinha ninguém dizendo para me controlar, que meu coração podia não aguentar. Ouvi a campainha tocar, e fui atendê-la. Limpei rapidamente minhas lágrimas, tentando disfarçar alguma coisa.
–Precisamos combinar tudo para dia do Natal. – Caroline disse entrando em casa com Bonnie e Tyler. – Já está chegando, daqui alguns dias.
–Está melhor? – Tyler perguntou abraçando-me rapidamente.
–Estou Ty. Obrigada. – Respondi abraçando Bonnie também.
–Não liga muito para ela. Está louca. – Bonnie disse, fazendo-me rir.
–HEY! – Caroline gritou lá da cozinha. – É festa e realmente acho que deveríamos fazer algo lindo esse ano. O que acha Sara?
–Acho perfeito. Uma festa nunca é demais. – Respondi com algum entusiasmo.
–Viram? Esse é o espírito! – Caroline disse voltando à sala.
–Amor…só se acalme. – Tyler disse, pegando-a nos braços e beijando-a. Bonnie virou seus olhos aos meus o que me fiz rir de desconforto.
–Arrumem um quarto! – Bonnie murmurou. Tyler soltou Caroline e riu.
–Natal. – Ela disse, focando-se novamente. – Elena ofereceu a casa para fazermos a festa? Ou acham a de Damon melhor? É maior.
–Tanto faz, Carol. – Bonnie disse. – Decida você. A gente sabe que sempre faz uma festa linda.
–Sim, sempre faço. – Ela afirmou animada. – Mas uma ajuda nunca é demais.
–Está bem, o que temos que fazer? – Perguntei já arrependida.
[…]
–Hey, eu vi seus olhos vermelhos quando chegamos. – Bonnie sussurrou. – O que aconteceu?
–Só preocupação com meu pai. – Respondi sinceramente.
–Ele não melhorou? – Ela perguntou entristecida.
–Não melhorou nem piorou, mas mantém seu foco em mim por muito tempo e esquece do que têm. – Abaixei minha cabeça, fitando o piso de meu quarto.
–Câncer é uma droga. – Caroline disse, vindo em minha direção, abraçando-me. – Ele ficará bem Sa, você vai ver.
–Ele vai. – Respondi confiante. – Época de Natal ele sempre melhora.
–AA! – Caroline soutou um pequenho grito. – Vocês estão demitidas! Sr. Murray hoje é meu mais novo ajudante na festa de Natal. Acha que ele aceita?
–Claro que aceita. – Respondi sorridente. Caroline beijou minha cabeça e correu ao andar de baixo, indo animar meu pai com a notícia.
[…]
Me sentei no sofá, passava um filme de terror, mas dessa vez era assustador, e não ridículo como o que assisti com as meninas. Estava encolhida no cobertor, abraçada a uma almofada. Meus olhos percorriam a sala, certificando-me que não havia ninguém ali.
–Estou ficando louca com esse filme. – Murmurei. Ouvi a porta lá em cima de meu quarto rangendo. Sabia que não era meu pai. Com seus remédios, dormia a noite inteira. Senti meu coração descontrolar e imediatamente tentava irreverter a situação para não causar algo fatal. Levantei e silenciosamente, peguei um abajur pesado da sala. Se alguém tentasse alguma coisa, eu acertaria. Minhas mãos tremiam, mas lutei contra meus instintos de fugir e continuei, chegando à meu quarto. Consegui ouvir alguns passos. Era um vampiro por conseguir entrar assim pela janela de meu alto quarto. Ótimo, eu estava morta. Lentamente empurrei a porta semi-aberta de meu quarto vendo uma grande figura do costas no escuro, mexendo em algumas coisas jogadas em minha cama. Levantei o abajur, pronta para atacar.
–Não ouse fazer isso. – A figura virou seu corpo, fitando-me.
–Liam! – Gritei, pulando em seu colo.
Fale com o autor