Double

9 Capitulo 8


Era de madrugada, mas a noite ainda continuava no seu desfile de vaidades.

Risos histéricos ouviam-se ao longe, estava obviamente bêbeda, tropeçava nos próprios pés e ria-se como se fosse a melhor piada que ouvira.

Um carro que se aproximava abrandou perta dela, tratava-se de um homem de meia idade, estava sóbrio, mas o seu membro sexual agitou-se ao ver a rapariga que ziguezague no meio da estrada.

— Boa noite menina! – Saudou ao parar o veículo ao lado dela – O que faz uma menina tão linda a esta hora da noite por aqui? Não sabe o que é perigoso?!

— Não aconteceria nada que eu não quisesse – Explicou.

— Quer Boleia? – Na sua mente viu uma noite bem terminada dentro desta jovem inconsciente.

A rapariga tentou entrar no carro mas acabou por cair tropeçando em si mesma, o homem saiu do carro e ajudou-a a levantar-se, encostou-a ao carro pressionando o seu membro já ereto dentro das calças contra ela, a rapariga virou-se para ele e olhou para baixo onde viu a saliência.

— Nossa! – Riu ela.

— Era mesmo o que querias não era? – Questionou ele, abrindo as calças e deixando saltar o seu membro cá para fora.

Começou a tocá-la descendo e descendo a sua mão até chegar ao meio das pernas dela, quando já estava pronto para penetrar ela parou-o e afastou-se-

— Qual é? Não vamos parar agora! – Berrou zangado forçando-a a encostar-se ao carro para acabar o serviço.

Ela Riu maldosamente e empurrou-o com força, o homem caiu ao chão, o membro baixou petrificado com o medo. A cara dela mudou, os seus olhos estavam vermelhos e uns caninos afiados estavam prontos a trespassar o seu pescoço.

— Eu tenho mulher e filhos! Deixe-me ir! – Suplicou.

— Ainda mais emocionante … — Sem medir a sua força sugou-lhe o sangue até o pescoço despegar do corpo.

— Noticia de ultima hora, corpo fora encontrado na berma da estrada brutalmente torturado! – Comunicava o jornalista na televisão da judiciária.

— Temos de parar isto Diego, estamos perante um assassino em série com ideias macabras… se não o encontrar-mos o quanto antes mais pessoas morreram! – Ordenou Nick batendo com os punhos na mesa.

— Não será um caso impossível! – Respondeu Diego saindo da sala.

Conduziu até Moonstone, modera-se para lá á uns meses juntamente com a sua irmã, escolheu esta cidade por ser pacata, para poder viver sem muitas interrogações, pelo menos essa era a história que contava sempre. Vivia numa moradia vitoriana que tinha já uns bons séculos de existência, era uma bonita casa para se ter uma vida. Rodara a maçaneta da porta principal, mal a porta se abrira respirou fundo para se poder preparar para o que ia ver.

Lá estava ela, deitada no sofá, os seus cabelos loiros longos tapavam a sua cara adormecida.

— Marie acorda! – Gritou.

— O que foi, uma pessoa não pode dormir em paz! – Resmungo esfregando os olhos.

— A que horas chegaste ontem?

— Não és meu pai para me pedir satisfações!

— Tens razão, mas também não sou ninguém para encobrir as tuas merdas, ontem um homem foi encontrado sem cabeça no meio da estrada… . Eles acham que estamos perante um assassino em série, vão começar a investigar! Como vai ser se chegarem até nós? Marie?!

— Descansa irmãozinho o homem queria violar-me eu só lhe ia ensinar a tratar uma Ladie, mas entusiasmei-me e ups caiu a cabeça! – troçou ela. – Terei mais cuidado para a próxima!

Marie levantou-se deu um passo em frente na direção de Diego, parou por uns segundos e olhou-o.

— Não me compares a ti irmãozinho … — Sussurrou .

Diego cravou a mão no pescoço de Marie, os seus olhos estavam vermelhos de raiva, podia acabar com ela naquele mesmo segundo.

— Não me provoques! Eu não deixo rasto como tu, quando nos descobrirem seremos mortos ou mesmo usados para fazer experiencias. Viemos para aqui, para começar uma vida nova, é mesmo isso que quero fazer… .

— É mesmo isso que queres fazer? – Repetiu de sobrancelhas levantadas – será que não andas à procura de algo ou de alguém? É… Pois… Diego, não te contem… ontem vi aquela rapariguinha que tu trouxeste… hm … é bonitinha, parece que já a vi nalgum lado! – Diego largou-a – Acho que foi impressão minha, como poderia ser não é?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.