Sem saber por que, apenas aproximou seus lábios do pescoço daquele que falava e deu-lhe um beijo demorado, úmido e com os lábio semiabertos. Havia levado sua mão às costelas do rapaz em outro ato não premeditado; pressionava o corpo alheio como quem tinha intimidade para isso. Mas não tinha. Poderia ter pensando em diversas razões para não fazê-lo. Apenas não pensou. E por isso foi um alívio sentir o arrepio acompanhado de um suspiro daquele que também não estava entendendo nada. Percebeu que não podia parar, beijou-lhe o peito pouco abaixo dos ombros. Sentiu o calor da outra pele em seus lábios. Só ai percebeu que aquele já estava despido. Beijou mais abaixo e em seguida passou sua língua circularmente pelo mamilo enrijecido daquele que claramente ainda se arrepiava. Parou então, pela primeira vez, para olhar a expressão facial da vítima de atitude tão abrupta. Mais um estímulo para que ele prosseguisse seu ato. O semblante do moço era de quem não fazia ideia se aprovava ou não a situação em que havia sido posto. Sua boca não se mexia mas todos os músculos refletiam “é um homem... devo deixá-lo continuar?”. Aquele que agora voltava sua atenção ao abdômen do amigo pode notar que este havia contraído mãos e pés como se o chão e o apoio da poltrona pudessem lhe ajudar a compreender o que acontecia naquele instante. Beijou o limite entre a pele exposta e o tecido da cueca preta do rapaz. Sabia que chegara o momento de acatar a decisão do outro. Ainda assim, não poderia esperar muito tempo para que ele refletisse, sabia que a bagunça de pensamentos da ocasião era sua aliada naquela inesperada empreitada. Dirigiu seus lábios à boca do rapaz confuso, imaginou que desse beijo obteria sua resposta, entenderia qual o próximo passo a ser dado. Tal beijo nunca aconteceu. Despertar me frustra.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.