Dos Elfos e Homens
5 Saga Da Vinda dos Elfos: Capitulo 3 – Da Partida dos Elfos
Os elfos por muito tempo viveram em harmonia no mundo, aprendendo, conhecendo sobre todas as façanhas e crenças dos criadores que antes viveram ali. Edwing sabia que o tempo da partida dos elfos para O Grande Jardim estava próximo, por isso conduziu primeiro os elfos-brancos, que foram os primeiros a chegarem ao mundo. Quando Edwing sentiu que a hora estava próxima logo foi até o reino de Alnareth avisar o rei. O Bardo cansado abre a porta do castelo ofegante.
– Tenho uma grande notícia para lhe passar Senhor dos Elfos-Brancos – continuou o bardo – A hora de partir está próxima, os criadores nos chamam para vivermos em harmonia junto a eles.
Lenedar ouviu uma surpresa, com isso não teve tempo de pensar em responder logo; o rei não queria sair daquele reino, simplesmente pela luz que iluminava suas terras, mas também tinha grande ansiedade em conhecer o Pai de Todos.
– Não podemos viver em harmonia nesta terra? – as questões começaram a subir na cabeça de Lenedar, isso fez que começasse a se perguntar mentalmente, sem respostas de si mesmo expressava com palavras mais baixas e pensativas. – Que mal podemos ter se ficarmos? Que luz iluminará meu povo se eu partir?
Edwing possuía todas as respostas, mas o receio de contar sobre Uworth, sobre os iluwas e sobre Lësiral deixou em silêncio por alguns segundos. Assim ele cantou respondendo as perguntas e mostrando na mente de Lenedar o mal que estava por vir.
O Rei dos Elfos-Brancos viu em sua cabeça; a destruição de Alnareth e da Árvore da Luz, viu a queda de seus filhos viu o rosto também negro de Uworth, mas também viu a felicidade caso mudasse de ideia, viu festas e harmonia entre todos os filhos de Millarth, viu a eternidade fluindo em suas mãos, viu a magnífica terra dos Deuses.
– Se formos embora, deixaremos este mundo para o mal?- questionou com tristeza nos olhos — Quem protegerá a maior de todas as criações dos Deuses?
– O mundo está destinado a ter um fim, pois o mundo é mortal e quem vive nele também será, vós elfos não contém essa mortalidade, por isso deves partir – disse Edwing de cabeça baixa quase chorando, pois estava relembrando dos argumentos de amor que disse a Millarth, ele se viu no lugar do elfo desta vez e viu que o amor pelo seu reino era maior que sua vontade de conhecer seu Pai.
Lenedar avisou a todos sobre a partida deixando o seu povo escolher entre partir e ficar. Claro que muitos não quiseram partir por adotar as mesmas dúvidas que Lenedar teve mesmo assim uma boa parte do reino partiu para os Sete Caminhos. Lenedar levava sua mulher e filho. Suas filhas estavam em Enthor sabendo que o povo dos altos elfos também iria partir, por isso não teve motivos para preocupação. Mesmo Lenedar partindo com seu povo, Thas’Owen, o filho mais velho quis ficar usando argumentos ofensivos.
– É assim que um Rei larga tuas terras? Não me orgulho de ti, pai. Vá vergonha dos elfos-brancos e não voltes a pisar aqui, agora sou o Rei desta terra.
Com essas palavras muitos permaneceram e seguiram Thas’Owen como Rei, chamando de o Independente, seu reinado durou mais tempo que muitos elfos poderiam acreditar, apesar de sua personalidade rígida, muitos dos elfos brancos aceitaram como um grande líder que posteriormente uma grande imagem para todos os próximos reis.
Quando os altos elfos souberam da partida dos elfos-brancos, eles decidiram partir também. Mas o filho de Loherndill também ficou junto com os poucos eldarion que não quiseram partir, pois ali eles eram protegidos pelos poderes de Aqüil, fora que Eaal não tinha interesse em ser o Rei, mas assumiu o trono por muito o elfo foi chamado de Eaal, O Vermelho, um título que surgira pelo seu manto vermelho ganhado pelo pai que no qual respeitou as vontades e o amor por Enthor.
Antes de Alwing encontrar com Menerill, ela também recusou a partir e ficou com Eaal, seu sobrinho. Seu pai era Auglin que também partiu com os elfos, Alwing recusou o trono de seu pai aceitando Eaal como rei, assim continuou caminhando e dançando nas montanhas de Elderoth.
Os elfos Medianos não souberam de nada sobre a partida para o Grande Jardim, pois eles não foram guiados por Edwing e nem aprenderam sobre seus criadores.
Os Elfos-Brancos chegaram primeiro ao Grande Jardim contemplando as belas paisagens e os seres que viviam por lá, logo foram bem recebidos por todos. Millarth e os outros criadores festejavam cantando enquanto os elfos chegavam a cada momento. Logo após a chegada dos elfos-brancos, vieram os altos elfos nos quais amaram as montanhas e rios que cercavam embelezando as paisagens, com isso tiveram amizade com Nettor posteriormente. Quando Millarth viu que mais uma raça ainda faltava esperou mais tempo, mas Edwing o contou sobre sua demora.
– Perdoe-me, pois os medianos recusaram a serem guiados e agora vivem nas Terras Meridionais sem rumo na escuridão – disse Edwing triste.
– Não há do que se perdoar – disse Millarth, pois ele sabia que esses elfos não iria seguir Edwing, também sabia que muitos posteriormente iriam conhecer aquelas terras – Eles têm motivos e rumos quando estiverem vivos e por muito tempo eles caminharão, acharão os mesmos caminhos que os eldarion e elinedir passaram, agora sorria, cante uma de suas belas canções.
Os elfos viviam em harmonia, enquanto Uworth trabalhava duro sem descanso nas Terras Brancas com Menerill antes de ele partir. Soube-se então Uworth que os elfos haviam partido que poucos ainda permaneciam nas Terras Meridionais e seus planos de dominar toda a luz daquela terra aumentavam cada vez mais. Porém, seu plano iria além do que se imaginava, dizia ele que se dominasse o Grande Jardim, dominaria todo universo. Menerill ainda tinha sede de poder, Uworth planejara tudo para que o iluwa renegado ficasse mais forte. Assim começou suas experiências e dessas experiências ele criou os demônios, animais amaldiçoados e monstros que espalhavam medo por onde passavam. Também criou os lobos gigantes e a imagem de sua própria aparência os enviando por um caminho secreto até o Grande Jardim provocando uma guerra entre os elfos e Criadores, porém diferente da guerra em que os últimos iluwas tiveram essa era uma guerra no qual o mal tinha total poder e domínio, impossível que este domínio seria parado com forças brutas, Uworth sabia disso, também sabia que não iria conseguir vitória, mas isso deixaria como um aviso dos próximos atos que viriam.
Novamente Uworth atacou em tempos de festas com isso nenhum dos elfos, iluwas e qualquer Criador percebessem uma grande onda de escuridão que desciam as fortalezas de Rarasär. Os criadores foram pegos de surpresa pelos demônios que corriam em direção à festa. Ao céu viam as gárgulas negras de Uworth onde dificultou as defesas de Aqüil. Balheo lutava bravamente, mas sem perceber uma flecha envenenada pelo sangue do próprio Uworth o atingiu sua perna, a pequena picada da flecha não demonstrou dor, mas demonstrou uma morte lenta e cansaço fácil por cada esforço que fazia, assim caiu o mais forte dos iluwa no qual acreditava que havia matado o irmão. Kinward e Millarth procuravam salvar os elfos e os iluwa que não podiam lutar. Os reis dos elfos que partiam a luta também: Auglin Rei dos Altos Elfos lutava bravamente sem parar até confrontar de cinco Cavaleiros Negros, que eram a forma espelhada de Uworth. O Senhor do Escuro via-se tudo pelas suas imagens espelhadas reconhecendo um grande elfo no qual sentiu interesse na força dele. Auglin não tinha mais forças para lutar, mas sua determinação era maior que seu cansaço, quando ele ergueu sua espada, as cinco lanças negras perfuraram o corpo do elfo, assim cai Auglin, Rei dos Altos Elfos. Lenedar ainda vivia quando Auglin morreu, mas também estava crítica sua situação no meio da guerra, quando viu que Auglin caiu ele procurou recuar, entretanto os demônios o cercaram e capturaram-no vivo para Uworth, o rei tentou reagir, mas acabou sendo levado desmaiando com um ataque surpresa pelas costas e foi arrastado pelas gárgulas sem nenhum elfo perceber. Assim caíram os reis élficos no meio da Primeira Guerra que participaram, o povo estava desnorteado e aterrorizado, ao ver isso Nettor com raiva levantou sua fúria das águas fazendo um tsunami lavando toda Terra Sagrada de toda escuridão, muitos demônios foram para o fundo do mar, nos quais morreram afogados junto a eles o corpo do rei Auglin também jazia no mar, pelas crenças de uns também acreditavam que o corpo de Lenedar também havia sido afundado. A batalha ficou conhecida pelos relatos de Queda dos Reis. Edwing jamais a cantou, pois chorava ao lembrar-se da morte de muito dos elfos que morreram, também jamais contou para os que ficaram nas Terras Meridionais. Quando Loherndill soube da morte do pai, chorou por muito tempo assumindo o trono dos altos elfos em honra ao pai, como os elfos-brancos perderam seu rei, eles não tinham mais uma ordem, mas Naen, filha de Lenedar ainda estava viva e ela se tornou rainha dos elfos-brancos, logo depois se casou com Loherndill tornando uma aliança entre as duas raças élficas e os próximos elfos foram chamados de elfos-supremos.
Uworth mesmo perdendo, riu da desgraça dos seus irmãos no qual provocou uma guerra entre a escuridão e a luz. O senhor do escuro jamais descansava, ainda continuava com seus trabalhos, dessa vez viu que mais um pouco ele chegaria à vitória. Menerill sofria com as experiências de Uworth, quando trocou de corpo ele se viu no corpo de um monstro horrendo no qual se envergonharia de se olhar e viveu sua vida toda naquele corpo amaldiçoado e por muitos foi chamado de elfo-negro ou elfo-demônio.
Quando se deu conta de que os elfos já haviam superado as perdas da última guerra, os elfos começaram suas criações de armas mais fortes, artesanatos, criações de pedras e o começo da utilização de magias. Claro que no começo os elfos não sabiam manusear espadas ou até mesmo forja-las perfeitamente, isso começou com a Primeira Primavera que surgiu com a canção de Galhalder, Senhora das Árvores, por onde ela andava as flores se abriam e as brisas suaves passavam como um sentimento tão belo que não era possível descrever. Os elfos muito aprenderam no Grande Jardim, a criação de pedras e minerais brilhantes foi o começo das grandes invenções élficas.
Fale com o autor