Dos Elfos e Homens

3 Saga Da Vinda dos Elfos: Capitulo 1 - Dos Primeiros Filhos


Notas iniciais

Millarth mais uma vez levantou a expectativa de criar os Primeiros Filhos, agora que Uworth habitava outras terras, os pensamentos dos criadores não seriam interferidos. Então Millarth trabalhou criando seres magníficos e belos onde os fez habitar toda aquela terra. Iluwa era chamado os Primeiros Filhos, alguns homens chamavam de Filhos dos Deuses nas histórias relatadas. Posteriormente os elfos admiravam suas belezas, adoravam eles fazendo referencias e festas em suas homenagens. Voltando agora a criação dos Iluwa, Millarth trouxe um grande povo fazendo-o habitar nas Terras Meridionais, muito dos Criadores adotavam alguns desses seres como ajudante. No Mar onde Nettor vivia ele adotou Hipön, o guardião dos rios que banhavam as terras. Nettor o fez como mensageiro e observador das águas, tudo que acontecia no mundo Hipön dizia para Nettor. Galhalder adotou Jeena, A Mãe da chuva e do clima, ela controlava a chuva também o clima e aonde vinham os presságios para Galhalder plantar suas árvores.

Muito tempo depois da criação dos elfos, Kinward escolhou Mawor um elfo que não era da linhagem dos Iluwas, nem mesmo de qualquer linhagem da Primeira Criação. Millarth tinha o porta-voz principal que era chamado de Dexus o líder de todos os Iluwas. Alquan era o mais veloz de todos e por isso se juntou a Aqüil, porém o que Aqüil não via no céu, Alquan via na terra, muitas vezes os dois apostavam corridas, com eles muitas vezes traziam os vendavais as Terras Meridionais.

Balheo era o mais fortes dos Iluwa como esportista e como lutador, na verdade quando soube que Kinward derrotou o Phrometheus ele desafiou Kinward para uma luta, mas perdeu humilhadamente, logo após isso ele treinou suas forças, novamente o desafiou mais centenas de vezes. Balheo adorava a luz, mas não amava Uworth como amava seus irmãos e criadores. Contudo ele admirava cada um deles, a força que todos exerciam em suas criações com tal que muito aprendera com cada um que vivia.

Irmão de Balheo era Menerill, que vivia só, não criava nada, pois nada pensava, apenas no além, dizem que Menerill não tinha sentimentos nem mesmo vontade, por isso foi chamado de Menerill Uworill, O Sem Amor, assim como Uworth que é o sem luz. Poucas atenções davam a ele por pouca criação ele fizera. Millarth viu que ele era só e perguntou:

– Por que anda só? Não procuras aprender a criar, já que não tens nada criado por tuas mãos?

– Não quero criar nada que não seja idolatrado até o fim dos tempos – disse Menerill — não quero desperdiçar minha arte para qualquer momento, apenas espero o momento certo, não contemplo e nem amo o que todos criam, nem mesmo presto atenção no que foi feito.

Assim Millarth viu o espírito de Uworth pairando sobre ele, mas nada disse. Nada podia ser falado, em silêncio saiu assustado. Menerill sentia inveja, menos amor por Dexus, pois ele queria estar em seu lugar liderando todos em sua volta, fazendo o que bem querer, quando era chamado em reuniões ele opinava contra todos, mas não construía argumentos favoráveis e persuasivos para trair Dexus.

Ora, Uworth permanecia nas Terras Brancas do Norte onde criou sua fortaleza, malevolências e outras crueldades, sempre se ouvia tudo que se passava pelas Terras Meridionais, claro que apenas o sentimento de ódio e de escuridão poderia mostrar a Uworth o que estaria acontecendo, assim ele sentiu o coração negro de Menerill. Quando viu que uma brecha nos sentimentos de ódio, invadiu a festa dos Criadores aproveitando-se bem se transformando em uma serpente no qual poderia ir aos lugares mais adeptos a visão e proteção.

Quando Menerill estava sozinho sem ninguém em sua volta levantou-se então Uworth em forma de lobo para o Iluwa solitário.

– Olha para tu, sozinho como uma folha seca na primavera. Vejo que nada habita em teu coração com exceção a fome de poder.

Menerill se interessou pedindo que o lobo continuasse a falar. À medida que se ouvia sobre poder, ele se interessava mais seguindo seus conceitos e atrocidades por muito tempo. Uworth não podia voltar a sua forma original então se infiltrou como animais sorrateiros, Millarth assim nunca perceberia sua presença, mas perceberia que a sombra negra que cercava Menerill estava aumentando, mas continuou em silêncio mais uma vez.

No dia que Ravindill chegou, muitos se apaixonou admirando a mais bela de todas as Iluwas: com seus cabelos cacheados loiros como ouro que se alongavam até a sua cintura, seus olhos refletiam a cor do mar mostrando toda beleza do mundo, seu manto era o mais extenso e belo com pequenos pontos brilhantes. Foi chamada de Alfling Ravindill, que significava Donzela da Luz, e por muito tempo os Iluwas a desejaram exceto Dexus que se casara com Galhalder. Mas mesmo com muitos Iluwas a desejando ela não tinha grande amor por nenhum deles apenas por um que era só e era alegre que cantava por todos os momentos, seu nome era Ignel, O Bardo. Voltando para os feitos de Ravindill ela criou as estrelas dando nomes poéticos como Gilm, Falrin, Behin e muitos outros nomes que foram ditos nas canções sobre a criação do céu.

Ignel era o cantor mais divertido de toda Terra Meridional, suas canções possuíam poder de fazer o coração dos mais tristes se alegrarem exceto o coração de Menerill que não havia sentimentos de alegria e nem de tristeza, apenas sentimentos de escárnios. Ignel nunca prestava atenção aos que chegavam e aos que partiam, pois seu amor estava na música e na historia, assim ele fez o coração de Rivindell que cantava ao seu lado quando só. Quando Millarth fez os elfos posteriormente todos os Iluwas subiram para o Grande Jardim exceto Ignel que amava os elfos e os homens, não desejava abandonar aqueles povos, por muito tempo ele vagou pelo Mundo escondendo seu nome cantando para os povos até mesmo nos dias mais escuros e mais tristes de suas vidas.

Voltando para os tempos antigos, Uworth permaneceu em forma de animal por milênios onde coordenou Menerill as montanhas ensinando suas perversidades e escárnios. Os tempos de festas estavam chegando aproveitando a única brecha Uworth soltou criaturas horrendas e demônios do norte que trouxera contigo, assim teve a Primeira Guerra Dos Iluwas, onde Ignel cantou para todos contando a história dos dias antes dos elfos. Balheo e seus seguidores lutaram bravamente tendo uma vitória sem perdas, ali procurou Menerill que não se encontrava em lugar nenhum. Quando avistou as montanhas, Menerill saiu. Balheo se enfureceu avançando ferozmente como um animal para cima de Menerill. Quase o matou, mas pela sorte das palavras de Millarth o Iluwa estava vivo, quase morto e todo desfigurado, mas mesmo levando tantos socos pesados como colinas desmoronando ele não mudou sua expressão.

– O que pensas que faz Balheo? – disse Millarth furioso – Isso que o mal quer de tu, tua raiva e teu coração cheio de ódio.

Balheo chorou por muito tempo aceitando o grande pecado que fez. Assim foi julgado pelos Criadores, permanecendo preso por atacar seu irmão sem sombra de provas. Millarth curou Menerill dos ferimentos perguntando com lagrimas no rosto.

– Tu fizeste aquilo?

Menerill estava desacordado, sua alma já não presenciava naquele corpo por isso nada respondeu. Na verdade Uworth levou a alma de Menerill para outro corpo, onde permaneceu sua mesma personalidade. Enquanto Millarth e os outros choravam por sua morte, Uworth voltava para seu reino ao norte. Balheo quando soubera que matou o próprio irmão se arrependeu de ter atacado prometendo nunca mais usar força bruta contra nenhum filho da luz.

Depois de milênios, Balheo foi solto trabalhando em suas criações, nunca mais desafiou Kinward ou usou força bruta para guerras e brigas naquelas terras. Muitas bem-aventuranças viveram os Iluwa e os criadores, até o dia em que Millarth chamou os elfos, a segunda de suas criações, que eram muito parecidos com os Iluwas, eram chamados de Filhos da Luz.

Assim como a lei de Millarth dizia: todos os Primeiros Filhos deveriam se mudar para o Grande Jardim, mas Ignel o contrariou usando argumentos de amor pelo os elfos que ainda não haviam chegado por total, apenas seus corpos desacordados permaneciam no Lago de Maldovar. Millarth insistiu.

– Ignel, o maior de todos os cantores entre os Iluwas, meu filho mais honrado e minha personificação, eu sei o tanto de amor que tu sentes pelos próximos filhos que virão, mas agora veja que nosso tempo acabou por aqui, venha conosco.

– Não – Negou Ignel contra própria vontade – Então ficareis no mundo coordenarei os elfos para quando chegar a hora deles eu os encaminharei para o longo caminho até o Grande Jardim. Coloque Bhrankar como o Guardião, a sua força é imensa, nem mesmo Uworth passará.

– Então será assim, Ignel, O Bardo – Millarth disse dando então uma nova função para Ignel – A partir de agora teu nome não serás mais falado, pois ele é um nome dos imortais que vivem além da existência, seu nome agora será Edwing, O Bardo.s mais falado, pois ele

Por eras Edwing que antes era Ignel dos Primeiros Filhos, andou cantando pelo mundo todo, conduzindo elfos para os Sete Caminhos.

Notas finais
tem uma grande relação entre Sauron e Menerill ou Balheo e Tulkas, como eu disse a historia é inspirada na mitologia nórdica e ideia baseadas em Tolkien, mas isso apenas os personagens e algumas raças élficas nas quais são mostradas nos próximos capítulos