— Tohe! Vamos jogar! — Noah gritava pelo corredor dos dormitórios. — Temos que treinar para as semifinais! Vamos! Vamos! Vamos! Vamos! Vamos!

— Argh! Eu já ouvi. — Ele chutou a parte de trás do joelho do amigo, fazendo-o cair com um baque consideravelmente audível. — Eu só vou pegar meu uniforme, vai na frente. — e continuou a caminhada sozinho.

— Que merda, por que você nunca deixa seu uniforme nos armários da quadra? Você demora muito pegando essa droga. — o companheiro de basquete reclamou. E Tohemmet tinha que admitir que Noah estava certo em se irritar, não havia uma única vez que ele não chegara atrasado para os treinos. Se não fosse tão bom como armador, o capitão já teria lhe tirado do titular.

— Babababa. Está entrando por um ouvido e saindo por outro. — cantarolou pondo as mãos no bolso e andando de forma largada como sempre.

Tohe até poderia estar sendo relaxado por fora, mas por dentro o nervosismo o seguia como o bom companheiro que era; seu estômago revirava sempre que se aproximava do quarto sabendo que ele estaria lá. O irritadiço e aceso Guz. Seu pakeha*.

Notas finais
* Na Nova Zelândia eles chamam as pessoas de pele “branca” de “Pākehā” que significa “pele clara” ou “não-Maori”, na língua Maori.