Doris & Sissi
7 Barra Funda
Notas iniciais
Boa leitura
Dias passaram, e Dóris sequer recebeu uma visita.
Sentiu-se abandonada até descobrir que Sissi fora presa. Tudo fazia sentido, sua exegese equivocada a envergonhou. Deitou-se na cama malfadada, abraçando o lenço esquecido por Sissi.
Não havia familiares a que pudesse contactar.
Doris viveu meses na agonia de tê-la perdido para sempre.
Mudou-se para Barra Funda. Cantava e tocava piano para uma plateia de boêmios e poetas.
“Predestinado, nosso encontro” disse-lhe gentilmente o homem “Tens mãos de fada”
“Mario, deixe-a cantar” Oswald ralhou. “Cante, meu rouxinol, e faça meus ouvidos sua morada”
Cantou Lua Branca, diante dos poetas, aos prantos pelo amor perdido.
Notas finais
Esse foi um dos capitulos que mais gostei até agora.
Finalmente meus poetas estão aparecendo. Oswald de Andrade e Mário de Andrade.
Lembrar aqui que o Mário morou na Barra Funda.
O link da música Lua Branca, é bem tristinha https://maistocadas.mus.br/lua-branca-gastao-formenti/
Essa musica é de 1929, mas na história estamos no final de 1921, eu to usando novamente meus poderes de licença poética aqui, junto com o Juíz de Piracicaba que prendeu a Sissi KKK eu paguei propina pra ele agilizar o caso.
Alguém imagina como elas vão se encontrar novamente?
Beijos
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