Notas iniciais
Oie gente!! To muito contente com os comentarios, espero que apareçam mais e mais leitoras para minha fic!!! Espero que gostem deste capitulo, é um pouco menos interessante, mas é digamos, ah sei lá eu gostei deste capitulo espero que gostem tabm! To louca pra chegar no casamento do Dorian com Hillen, quando lerem tal capitulo voces vao entender por que minha ansiedade para posta-lo! Mas ate lá, (cap 7) fiquem com mais este capitulo importante!! Prestem atenção na conversa com o padre!!! bjus

Dorian Gray

Naquela tarde, três dias antes do dia do meu casamento com Dorian Gray, minha mãe insistiu que eu fosse até a igreja conversar com o padre e confessar meus pecados a ele como era costume de nossa família a gerações antes que uma dama fosse entregue a seu marido. Mesmo achando aquilo totalmente desnecessário, afinal, meu futuro esposo não fazia questão de uma cerimônia religiosa. Eu aceitei o conselho de minha mãe e me dirigi até a catedral para falar com o padre, e talvez até fosse uma boa idéia já que eu sentia que precisava mesmo me abrir com alguém que eu saberia que manteria meu segredo seguro. Sentei-me na cabine de confissão e esperei que o padre me atendesse. Quando ele abriu uma pequena janelinha cheia de buraquinhos e pediu que eu desse início a meu diálogo, eu desabafei.

_Perdoe-me padre, mas nunca fui do tipo que costuma se confessar...

_Sempre existe uma primeira vez minha jovem... _disse ele com seu tom de voz calmo e educado.

_Nem sei bem por onde começar. _disse baixando a cabeça e enrolando meus dedos.

_Diga por que veio...

_Irei me casar em alguns dias padre... _olhei para a cortina a minha frente. _Minha mãe queria que eu me confessasse antes de me casar. Talvez ela ache que eu deva pedir perdão pelas coisas que terei de fazer... Quando passar a pertencer ao meu marido.

_E como se sente em relação a isso?

_Não sei se estou pronta padre... Pra... _senti uma ponta de vergonha por ter de dizer tal coisa a um homem de Deus. _Me entregar a um homem... Perdoe-me padre... _baixei meu rosto.

_Não sinta vergonha por isso minha jovem, não deve se sentir culpada por cumprir com seus deveres quanto a seu esposo. Mas diga, do que tem medo?

Não sei era tão transparente assim meu pavor diante de tal coisa, ou se aquele homem do outro lado da viga realmente entendia do que estava falando, mas já que era pra isso que eu estava ali, resolvi confessar-lhe tudo de uma vez.

_Tenho medo do meu futuro marido padre...

_Ele não costuma ser gentil?

_São seus modos, seu comportamento, e seu jeito de falar. E nosso casamento não é por amor padre... E sim por uma divida de família.

_Como se chama minha jovem?

_Hillena senhor... Potter.

_Potter? _percebi sua surpresa. _A filha mais velha dos Potter?

_Sim padre...

Percebi silencio no outro lado. Então notei que o padre fechou a pequena janela e fiquei inquieta. Não entendi o que estava acontecendo até ver a cortina a minha frente se abrir e o padre estender sua mão a mim. Ele pediu que eu o seguisse, então eu o segui. Andamos pelos corredores da catedral falando sobre meus pais, minha família, e todos os nossos problemas. Descobri por fim que o padre se chamava Adamsky e era um velho amigo de meu pai. Ambos teriam estudado juntos na sua juventude. Ele me perguntou por fim quem era o homem a quem meu pai prometeu minha mão. Tive a impressão de ver certo mistério nos olhos azuis do padre ao ouvir o nome de meu noivo. Ele tentou disfarçar sua surpresa, mas eu notei.

_Algum problema padre?

_Não minha querida! _ele sorriu tentando disfarçar, mas já era tarde.

_O senhor o conhece?

_Não. Não poderia ser a mesma pessoa...

_Em quem o senhor estava pensando?

_Eu conheci um homem chamado Dorian Gray querida... _ele ficou sério. _Há alguns anos atrás. Ele era jovem, e era sua primeira vez em Londres. Veio para o enterro do velho tio, que deixou toda sua fortuna para o único sobrinho. Encontramo-nos duas ou três vezes, e uma delas foi ao enterro de certo pintor chamado Basil, que era muito próximo do jovem Gray. Voltamos a nos encontrar apenas dez anos depois, com a morte de uma irmã de um senhor chamado Henry Wotton. Também muito próximo do senhor Gray.

_O que aconteceu com ele?

_Fiquei devidamente espantado ao ver tal homem após tanto tempo com a mesma expressão juvenil. Mesmo tendo se passado mais de dez anos, ele continuava com a mesma aparência. Como se... Não tivesse se passado sequer um único ano pra ele...

_Bem e quantos anos ele tinha quando o viu pela primeira vez?

_A sua idade minha jovem... Vinte e um anos...

_Bom então realmente não pode ser a mesma pessoa porque meu noivo não deve ter mais de trinta... Infelizmente não tenho certeza dessa informação, mas...

_Este homem deveria ter mais de quarenta anos atualmente Hillena... Não pode ser a mesma pessoa! _Adamsky sorriu e tocou meu ombro para que continuássemos a caminhar. _Esqueça essas historias, é apenas isso que elas são. Tenho certeza que seu noivo deve ser um bom partido. Seu pai não entregaria sua filha a um homem que pudesse lhe causar algum mal.

As palavras do padre Adamsky foram de grande ajuda naquele momento. Confesso que fiquei curiosa quanto a historia sobre o outro homem que também se chamava Dorian Gray assim como meu noivo. Mas eu já tinha coisas mais importantes com o que me preocupar para perder meu tempo investigando sobre a vida de estranhos. Voltei pra casa e não conversei sobre o assunto com ninguém, tão pouco com minha irmã, que cada vez mais parecia me odiar por estar me casando com o senhor Gray. Creio que ela tenha acabado por se apaixonar platonicamente pelo meu noivo.

_Onde estava? _perguntou Gil assim que entrou no quarto.

_Na igreja, mamãe pediu que eu fosse me confessar.

_Desde quando você é religiosa? _ela cruzou seus braços, gesto que fazia sempre que estava irritada.

_Não acredito que contar meus pecados a um padre vá me livrar de minha penitencia, mas, conversar com alguém que não esteja diretamente envolvido neste casamento foi de grande ajuda. _disse retirando meus brincos.

_Irá vê-lo hoje? _sabia que ela se referia ao meu noivo.

_Não... _a encarei enquanto desamarrava meu vestido.

_Ele pediu que um dos empregados lhe trouxesse um recado... _Gillian se deitou sobre sua cama com os cotovelos sobre os travesseiros.

_Dorian? _franzi a testa. _Por quê? Nós nos veremos em dias...

_Não sei...

_E do que se tratava? _retirei meus sapatos.

_Ele não disse. O recado era somente pra voce.

_Estranho, poderia ter deixado um bilhete então... _tirei o corpete que prendia minha cintura.

_Por que não vão se casar na igreja?

_Pergunte ao senhor Gray. Foi uma exigência dele que o casamento fosse apenas no civil.

_Ele é um homem tão rico, por que não ostentar uma bela cerimônia de casamento?

_Tenho certeza que a festa será grandiosa, o senhor Gray não é nada discreto...

_Fala como se fosse uma coisa ruim... Não entendo você, todas as moças da cidade adorariam se casar com o senhor Gray, ele escolheu você, entre todas elas, e não consegue ficar feliz com isso... _Gillian se levantou bufando.

_Gillian, eu não o amo... É tão difícil assim entender isso? _me indignei a responder em tom baixo.

_Como pode não amá-lo? _ela me lançou um olhar de desaprovação. _Ele é educado, gentil, rico, e muito bonito. O que mais você quer? Acha que ele não é bom o suficiente pra você? _ela se aproximou de mim.

_Não vou discutir sobre isso com voce. Está decidido, eu vou me casar com o senhor Gray e é apenas isso... _desviei dela.

_Eu odeio você... _suas palavras me deixaram chocada. _Não sabe a sorte que tem... _me virei para repreendê-la pelas palavras duras, mas vi seus olhos se encherem de lágrimas. _Eu nunca terei tanta sorte, e você sequer o ama... Não é justo.

_Gillian... _me aproximei para confortá-la, mas ela se afastou e saiu correndo de nosso quarto.

Partiu-me o coração ver minha pobre irmã apaixonada por um homem que ela pensava ser uma coisa totalmente diferente do que ele realmente era. Queria poder dizer a ela todas as coisas que Dorian fazia quando estávamos sozinhos, mas não poderia. Do jeito que ela estava iludida por Dorian, acabaria contando tudo aos nossos pais, e isso só nos causaria mais problemas. Isso se ela acreditasse em mim, estava tão cega de amor por aquele homem, que agora se voltava contra mim, me culpando pela sua infelicidade. Dei de ombros...

Ainda fiquei pensativa, querendo saber o que Dorian poderia querer me dizer antes do casamento, que exigia tal segredo a ponto de enviar uma mensagem particular por um de seus empregados, e não deixá-lo tocar no assunto com ninguém além de mim. Dei de ombros mais uma vez...

Levantei-me, e me dirigi rumo ao banheiro onde nossa fiel governanta, que não teve coragem de nos abandonar mesmo na situação mais difícil, mesmo sabendo que poderia não ter seu trabalho remunerado por um longo tempo, aquecia a água de meu banho. Deixei meu corpo despido imergir na água quente, e fechei meus olhos enquanto recebia ajuda de nossa governanta para esfregar minhas costas. Depois ela me deixou sozinha, e foi cuidar de seus outros afazeres que pela falta de empregados na casa, eram muitos agora. Fechei meus olhos afundando na banheira ficando totalmente imersa debaixo da água, e relaxei tentando livrar minha mente dos pensamentos sobre Dorian. Mas volta ou outra acabava vendo a imagem de seus olhos negros me observando daquele jeito intimidador, e incomodo. Não conseguia tirar da cabeça que em poucos dias, Dorian finalmente teria de mim o que queria. Tudo que eu podia esperar era que não fosse tão terrível como eu imaginava que seria.

Notas finais
Mereço revs?!