Dorgas e Dominós
15 Capítulo 15 - Portal
Notas iniciais
Tava eu, Christina Amarga e minhas duas amigas, Sidney e Luíza no acampamento de verão do colégio Fimose da Cruz.
Um grupo de garotos homosexuais e esquisitos havia matado a gente mas, por algum motivo, nós voltamos do reino dos mortos com poderes de sereia e agora vamos fazer aqueles desgraçados pagarem pelo o que fizeram.
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!” Gritou um garoto ruivo e peitudo, enquanto eu enforcava ele com minhas mãos molhadas. Eu estava super chateada porque por causa deles acabei engolindo o meu chiclete sem querer.
“Vamos afogar todos os peixes desses viados!” Decidiu Luíza.
“Boa idéia!”
Aqueles sodomitas gozaram nos peixes que a gente pegou então vamos assassinar todas as coisas deles. Nós, meninas bonitas, odiamos todos os homosexuais, porque sabemos que Deus simplesmente não aprova essas safadezas ideológicas.
Afogamos os peixes dos desgraçados na água salgada, aí pegamos o nosso barquinho azul de volta e fomos embora, enojadas.
EXCETO QUE NÃO, PORQUE O FILHO DA PUTA DAQUELE MULEKE PEDERASTA COMEU O NOSSO BARCO INTEIRO.
“O que faremos agora?”
“Não sei…” Disse Sidney, triste. “Eles destruíram todos os nossos peixes, só porque a gente não apoia o estilo de vida deles...”
“Aqueles filhos da puta, vamos bater mais neles!” Rosnou Luíza.
Aquela menina era uma fera as vezes. Ela adorava agredir as pessoas.
Porém, antes que pudéssemos fazer qualquer coisa, o grupo desapareceu de vista, nos deixando sozinhas e frustradas.
As únicas pessoas que estavam por perto eram uns campistas. Dois deles estavam vestindo roupinhas de marinheiro em vez do uniforme do acampamento e como a gente achou isso fofo, decidimos falar com eles.
“Ei, vocês viram um trio de garotos?” Perguntei. “Um é ruivo, peitudo e tem olhos meio verdes, meio azuis, o outro é branco, moreno e estrábico e o último tem pele escura, franja e usa óculos.”
“Acho que sim. Os dois primeiros são os nossos… ãhn, ex-amigos... mas esse outro eu não sei.” Respondeu o marinheiro azul. Um dos dentes dele estava faltando.
“Prazer.” Disse o outro, de roupa vermelha. “Meu nome é Renrique Sal.”
“E o meu é Hanrique Sal.”
“O prazer é meu…” Falei, colocando mais um chiclete sabor menta na boca. “Meu nome é Christina. Essa é a Sidney, e essa é a Luíza.”
As duas acenaram para eles.
“Estamos procurando os filhos da puta que gozaram nos nossos peixes.”
“Ah…” Disse Hanrique, surpreso. “Ok…”
“É verdade, eles invadiram o nosso barco e gozaram nos nossos peixes, aqueles viados! Agora a gente vai perder o concurso de pescaria.”
“Não se preocupe, os homens não vão permitir que eles vençam.”
"Meninas, meninas!" Chamou Lucuma, a representante de turma. "O que houve? Vocês estão encharcadas!"
"Um grupo de garotos matou a gente mas agora nós voltamos à vida." Disse Sid.
"O QUÊ?!"
"E a gente perdeu o concurso de pescaria porque uns degenerados gozaram nos nossos peixes." Continuou Lu.
"Meu Deus do céu!"
"Mas afinal, quem ganhou o concurso?" Perguntou Hanrique.
"Minha irmã." Resmungou Luíza, fechando a cara. "No caso meia-irmã, a Blair."
"Ah, aquela piranha sabe pescar?" Perguntei.
"Não, ela só saiu roubando os peixes das outras meninas."
A turma olhou para frente, onde estavam o General Garanhão e o senhor Repinhondas dando uma medalha de ouro para a mulher borbulhante conhecida popularmente como Blair Blue.
Luíza não gostava de Blair porque ela era parte da comunidade LGBT+ e todo mundo sabe que só tem degenerados nessa porra. Blair era uma garota trans muito peixosa, mas infelizmente isso não era o suficiente para agradar o coração de sua irmã.
"Ai, aquela puta!"
"Mas o que faremos agora?"
"Vamos acender uma fogueira bem gostosa e queimar aqueles homossexuais nela!"
"Não!" Implorou Lukuma.
"Eu nem sei onde aqueles mulekes se meteram..."
De repente, um portal se abriu do meio do nada.
"Ô, Fernando?!" Era uma jovem adulta vestindo uma fantasia de demônio. "Cadê você?"
"Oi, Sata." Disse Renrique, que já era muito familiar com os moradores do Inferno.
"Oi Renriquinho, você sabe onde tá o Fernando? A Nilse tá chamando ele."
"É o que estamos tentando descobrir." Respondeu ele. "Tá todo mundo planejando a morte dele aqui."
"Eita, porra!" Disse Satana. "Então está bem, tchau!"
A mina então fechou o portal e se mandou.
"Bem, acho que é isso." Disse Lucuma, começando a caminhar de volta para o acampamento. "Vou comer alguma coisa no refeitório, querem ir comigo? Preciso ficar de monitora."
"Ah... tá bom..." Disse eu, desapontada.
A gente realmente havia perdido praqueles gays. Agora eu não queria mais ficar no Fimose da Cruz. Ano que vem geral vai mudar de escola, foda-se, eu vou dar um jeito de tirar a gente desse pântano.
"A propósito..." Começou Sid. "Vocês estão solteiros?"
"PORRA, SID!"
"ASSIM NÃO, MULHER!"
Renrique deu um sorrisinho malvado e Hanrique ficou vermelho.
"Sim, nós estamos solteiros."
"Você vai querer pipoca?"
"Não." Disse Zonas, abrindo sua mochila do My Lil McPônei "Eu trouxe comida de casa."
O namorado olhou engraçado para ele. "Zonas, isso é um pacote de bala."
"E?"
"Bala não é comida."
"Mas isso também não é bala... é chupango."
"Bala de chupango."
"Não."
"Chupango de bala."
"Não!"
Fernando riu. Ele parecia uma pessoa completamente diferente quando não estava bêbado ou chapado, era como se metade da sua personalidade voltasse para dentro.
A moça da lojinha colocou groselha na pipoca do Fernando, que já ficou todo feliz. Aí, os dois foram para o cinema.
Tinha uma fila bem feia esperando por eles.
"Vida boa, vida boa, Fernandinho..." Começou Zonas. "Vida boa."
"Shiu!"
"VIDA BOA, VIDA BOA!"
O barulho assustou um grupo de adolescentes que estava na frente deles e três kpopers encapetadas se viraram para trás para falar: "Ôu! Cala a boca vocês aí, mano!"
"...vida boa, vi-" Fernando pegou um punhado de pipoca e empurrou na boca dele. "Hmph..."
"Se vocês continuar falando, as kpopeiras vão te encher de porrada."
"Ninguém me mata de porrada, eu sou indestrutível, eu sou imporradável."
"Tá bom, então..." Suspirou Fernando.
Finalmente, os dois conseguiram entrar e achar seus lugares na sala do cinema.
"Que pena que o resto da galera não pôde vir, esse filme vai ser foda!"
"É..."
Aquela tinha sido uma semana de azar para os jogares de dominó. Em questão de poucos dias, Markalo e Junim ambos pegaram escoburto e gripe taurina ao mesmo tempo, Benedito Aviário contraiu mais de três DSTs novas e a Quiririm ficou de TPM.
Hanrique, Renrique e Jão não pegaram nenhuma doença, mas eles são heterosexuais o que é mais ou menos a mesma coisa.
Zonas estava enfiando o pacote inteiro de chupangos na boca com embalagem e tudo quando o seu celular vibrou.
"Cacetada..." Resmungou ele. Era mensagem do Markalo.
"Zonas, me ajuda, o Xanuim tá tentando usar o dinheiro do seu Benedito Aviário pra comprar água do banho do Dog Brasil Usuário!"
"O que foi?" Perguntou Fernando.
"Nada, só encheção de saco, mesmo." Respondeu ele, fechando o whatsapp e se deparando com uma selfie do seu Benedito sem camisa.
"Hmmmm..." O garoto franziu a testa. Ele havia esquecido completamente de ter colocado essa foto como papel de parede do celular.
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