Dores Reais

2 Capítulo 1 - Dor Sem Fim


Notas iniciais
Só sei que preciso de alguém. De desabafar. Não é uma história sobre uma garota que reaprende a ser feliz.... talvez. É um desabafo dolorido.

Dor. Apenas essa palavra vem em minha mente quando penso em mim e em minha vida... A dor do passado, da rejeição, do futuro, das críticas... Dor; apenas isso. Eu vivo fingindo, com um falso sorriso estampado. Eu brinco, me zango e grito. Mas não suporto começar a pensar. Refletir. Sentir. Por que aí é quando minha mente começa a trabalhar, e eu não suporto mais pensar. São tantas coisas ao mesmo tempo... Tantas vidas, tantos sonhos e dores. Dor. A palavra que me descreve melhor que nehuma outra. Provavelmente, se pedissem para outras pessoas me descreverem em apenas uma palavra, diriam vivaz, esperta, bela, criativa, estudiosa, chata, brava, pensadora, comilona, magra, legal, feia..., mas nunca usariam as palavras sentimentalista, sensível, dor, tristeza, olheiras... Se pedissem em duas palavras, provavelmente seriam estuda muito, gosto dela, é feliz, se diverte, briga muito, é chata, feia de doer, muito estranha, é instável, escreve bem..., mas nunca olhos doloridos, sente muito, sempre triste, sensível de mais... sabe, a vida é muito curiosa... algumas pessoas pensam que nos conhecem melhor do que nós mesmas, mas conhecem apenas a superfície. Somos como icebergs. Cerca de apenas 30% de nossos sentimentos e tudo mais aparecem, enquanto todo o resto está imerso nas profundezas de nós mesmos. Algumas pessoas pereferem viver com as impressões, não com elas mesmas, suas verdades. É mais fácil... viver com a imagem que os outros criam de nós mesmos... não nos revelar. Nos esconder simplesmente. Feridas... algumas vezes quero fazê-las. Mas logo desisto. A dor virou minha amiga, junto com a tristeza e os falsos sorrisos. Sem esquecer dos "estou bem" quando eu na verdade me sentia um trapo velho e rançoso. Que ninguém quer. Apenas um desabafo... preciso de ajuda... é como se eu gritasse sem parar, mas ninguém tivesse tempo para notar ou se importar. Sequer ver. A dor está sempre lá, por mais que na hora ou no momento eu esteja me divertindo e aparentemente feliz. A felicidade nunca é completa. Sempre há aquela pequena pontadinha no fundo de nosso ser. Aquela tristezinha escondida, apenas esperando para sair. Junto com a dor e as lágrimas, que eu já não consigo mais soltar. É como se eu tivesse secado. Mas sempre está lá. Por mais que sejamos icebergs, os sentimentos sempre estão lá. As impressões que as pessoas tem de nós, com as quais é mais fácil conviver do que com nós mesmos. Apenas um desabafo sem alvo.

Notas finais
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