Dor que gera vingança, que gera dor…

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Poema único

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Aquela dor alucinante cortava a minha alma.

Era tão profunda que perfurava minha mente.

Tão marcante que selava meu coração.

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Possuía tons abstratos, degradês sublimes.

Poderia ser vermelha como o sangue,

Ou negra da cor da morte, do fim.

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Não duvidaria de seus vibrantes tons de azul.

Da satisfação em causar torpor.

Fazer o sofrimento bater à porta.

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Tão forte quanto o alívio, duradoura quanto a esperança.

Os caminhos que a dor usa são sombrios.

Repletos das sombras que se esgueiram pelo mundo.

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Oh mal que me sobrevém!

Aparta de mim teu furor!

O que prefiro está bem longe de ti!

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Dor, tal sentimento desinibido.

Tua presença traz estranheza,

E teus laços nos causam mal.

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Não a quero comigo.

Quem há de a querer?

Trazes apenas tormenta e morte.

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Sim, trazes morte.

És tão astuta quanto uma víbora.

Até ela és capaz de derrubar!

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Um cântico lhe faço;

Atenta-te a ele,

Pois nunca mais será pronunciado…

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"Que ao raiar da lua cheia,

Que cruza com o mórbido e escuro céu,

E que reflete o brilho das estrelas.

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Lá, ali mesmo, se apaixonarás.

E cantaras, chorarás, gargalharás.

E sentirás todo o gozo de tal sentimento.

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Para depois, sem qualquer cuidado, seres abandonada.

Pisoteada, maltratada, humilhada.

Para que sintas na pele o que causas aos outros: dor."

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Oh mal que me sobrevém.

Aparta de mim teu furor.

O que prefiro está bem longe de ti…

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