E as dores? As lindas, necessárias e indolores dores...

Ah, elas doem, e como doem...

Elas sofrem, oh sim! As minhas dores!

E sempre revelam algo.

As histórias, ah, elas...

Sempre guardam segredos.

Sempre trazem as crenças e os medos

Daqueles que tornaram por vezes a escrevê-las.

Assim como eu. Como muitos.

De novo e de novo.

E mais uma, duas vezes... Minutos.

Horas. Dias. De novo.

E escrever, e desencadear.

E, como antes, pôr-se a imaginar.

Chega. Deu.

Machucou? Doeu.

Mas é necessária, a cicatrização.

A dor, a sofreguidão.

A absorção de toda essa aflição.

Transformando-a em dor, de novo, então.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!