Doppelganger

1 Prólogo - Carta


Notas iniciais
Esse é o prólogo, ele não vai mostrar muito os personagens, eu prefiria mesmo era mostrar um pouco um dos temas que será tratado Boa leitura.. eu acho..
Prólogo — Carta

“Vivendo miseravelmente, vivendo como pássaros em gaiolas, era assim que nossa vida acabou se tornando após aquele momento. Não, eu falo como se fosse algo repentino, sendo que não foi. “Aquele momento” no qual me refiro, foi um ocorrido que se alastrou de acordo com o passar do misterioso tempo.

Um mistério nunca mais solucionado, até os dias de hoje. Pelo menos, até o momento de agora em que escrevo isso. Eu espero que possamos voltar as nossas vidas normais.

Esperança tola. Depois daquele ocorrido, eu duvido muito que possamos voltar... E também, para piorar, estamos nos separando cada vez mais pelo desespero, pela fome, pela sede, pelo isolamento. Talvez, deveríamos ter escutado o que aquela moça disse.

Talvez, eu não deveria nem ter escrito isso.

Mas é a minha esperança tola.

Uma pequena esperança que brotou dos meus sentimentos de desespero, de socorro.

Por favor, nos ajudem...”

Hiroko Michiko

- E então? – Aquela voz autoritária ecoou pela sala, como se estivesse obrigando os ali presentes dessem uma resposta imediata.

- Não me diga que está triste por uma simples cartinha, tirada de um simples diário de uma adolescente. Não é como se ela fosse a única sofrendo isso, se é que me entende. Acho desnecessário qualquer ação nesse caso, não temos nada a ganhar com isso, apenas a perder... – Respondeu um homem, que estava sentado até pouco tempo atrás, e se levantou subitamente para dar a resposta pedida.

- Eu só perguntei a sua opinião, não é como se eu estivesse afirmando nada, e como você sabe, é a única coisa que veio depois de tanto tempo. Você sabe que a minha opinião é a mesma que a sua não há muito a fazer sobre isso. – Novamente, a voz autoritária soou pela sala, mas agora não estava em busca de uma resposta imediata.

O pequeno pedaço de papel parecia ter viajado um belo caminho. Era difícil de ler, não que a letra fosse ilegível, mas o estado dessa carta a tornava ilegível. Afinal, era mesmo uma carta? Bom, estava direcionada a alguém...

Mas, quem?

Esses homens, talvez, seriam a resposta. O único problema é que a eles não iriam ajudar a pessoa que estava sofrendo. Apesar que, aparentemente, não era a única pessoa que estava sofrendo, havia mais pessoas. Crueldade? Insensibilidade?

Não, era apenas medo. O mesmo medo que a autora dessa carta tinha. Medos relacionados que indispõem a resolução desse sofrimento dito.

Porém, o homem com voz autoritária olhou mais uma vez para o papel, havia algo de estranho na última frase.

Por quê? Por que parecia tão diferente do resto?

Por que razão?

Tocando o frio papel, ele passou seu dedo do alto da folha, até o fim, onde se encontrava a sua indagação.

Levantou seu dedo, e olhou. A tinta tinha ido parar em seu dedo. Isso não era possível, não naquela carta, certo...? Apesar que, ela estava faltando uma parte, então poderia ser que...

- Não pode ser... – Sua voz autoritária subitamente mudou para um tom que demonstrava perfeitamente seu choque. O outro homem, abriu a boca para perguntar, mas fechou-a rapidamente. A resposta já viria, era só uma questão de paciência...

- É... Sangue. Sangue fresco.

Notas finais
Er, esse é só o prólogo XD Espero que tenham gostado pelo menos ç_ç Eu gostaria de umas reviews! É que... eu não sei se devo continuar ou não XD Mas, provavelmente, vou escrever o primeiro capítulo, aí penso mais se vou continuar mesmo ou não... É só, obrigada por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.