Don't you know, Emma ? It's you.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
–É Regina, você queria alguma coisa? –Falo empurrando ela.
–Hã? Não, eu só estava falando para minha amiga que você é novato na nossa turma. –A filha de uma mãe falou na maior naturalidade, colocando vários salgadinhos na boca. –A propósito, eu sou Regina Mills. –Limpou a mão suja de salgadinho na calça do uniforme e estendeu a mão rindo.
–Killian Jones, Regina. E você, quem é? –Olhei em sua direção e ele estava me encarando. Olhos naquela cor de azul deveria ser pecado.
–Emma Swan, prazer.
–Prazer não tem nome Emma. –Porra...
–Oi? –Eu não estava acreditando no que ele estava fazendo.
–Desculpe, não resisti. –Seu sorriso fez com que eu sorrisse também e Regina não perdeu a oportunidade de me sacanear.
–Quer lencinho, amiga você tá quase babando. –Ela cochichou.
–Vai pro inferno.
–Bom meninas, vou deixar vocês conversando, mas quero companhia para conhecer o colégio, me ajuda Emma?
–Claro. –Foi automático, antes que ele terminasse a frase eu já tinha aceitado.
–Bom, então até depois. –Killian saiu, observei ele pegar a mochila na mesa do outro lado, dar um sorriso e sair pela porta de vidro.
–Emma? Você está me ouvindo? –Regina grita tirando-me dos pensamentos mais bizarros de todos os tempos.
–Sim – minto – Você dizia...?
–Dizia o quanto você ficou estúpida olhando pra o garoto.
–Eu não estava olhando pra ele – Ela levanta uma sobrancelha – Pare de me olhar assim! –Levanto da cadeira irritada.
–Desculpe –Ela ri.
–Ele é mesmo da nossa sala?
–Não, claro que não, ele é de Nárnia. –Ela se levanta pegando a mochila e saindo.
Bufo alto e saio correndo atrás de minha amiga.
Regina andava e cantarolava em meio aos alunos no corredor, eu apenas a acompanhava ao lado, sem ânimo nenhum para aula de história. Entrei na sala e joguei minha mochila na carteira. Regina sentou na minha frente.
Eu quase sempre dormia na aula de história, era automático eu arrumar a mochila em forma de travesseiro. Mas hoje não.
Deitei minha cabeça na mochila e Regina copiava a atividade em seu caderno. Até ouvi o barulho da porta da sala se abrindo e um cheiro de perfume que eu me senti nadando dentro do frasco.
Um assovio baixinho e alguém puxou meu cabelo na carteira de trás. Mas pera...aquela carteira ficava vazia, não? NÃO. Virei-me e Killian estava lá, o sorriso mais lindo de toda galáxia.
–Agora que ela não presta atenção mesmo. –Regina falou balançando a cabeça.
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–Emma ele é o tipinho de garoto que fica por diversão, ele está planejando te usar! –Regina falava no caminho pra casa.
–Nossa, não seja tão cuidadosa com os meus sentimentos –Finjo-me de ofendida.
Ao chegar a minha casa, jogo a mochila no sofá.
–Emma, no quarto. –Minha mãe aparece do além apontando pra mochila e depois pra mim.
–Meu Deus, mãe. –Pego a mochila e saio batendo o pé.
–E venha logo almoçar, nada de ficar no celular.
–Isso é a minha casa ou um colégio militar? –Ela me encara – Tá estou indo.
Depois do almoço eu dormi e acordei com o maior barulho. Isso era familiar.
Meu pai e minha mãe no telefone
–A questão não é essa, David! –Ela gargalha.
–Oh, sim você é um ótimo pai, foi um ótimo marido, claro que foi, quer ser o coelhinho da páscoa também? –Minha mãe diz com seu tom de ironia nível 1000.
–Calado David!
–Olha, é melhor você ligar outro dia, não estou com cabeça para aturar a mesma ladainha de sempre.
–Boa tarde. –Ela joga o celular no sofá e suspira.
É sempre assim, eles se amavam mas não se entendiam.
–Oh, Emma, eu não sabia que você estava aí. –Ela sorri fraco.
–Não se preocupe mãe.
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–Alô Emma, eu tô na sorveteria da esquina com a turma, vem pra cá. –Regina fala rindo. Como sempre.
–Não Regina.
–Não é? Espera um pouquinho. Vem Emma. –A voz de Killian foi como um choque elétrico.
–Killian? –Gaguejo.
–O próprio. –Ele fala.
–Tá vai, diz pra Regina que eu tô indo.
–Ok, love.
Desligo e dou um gritinho.
–Filha, você ta bem?
–Tô mãe, desculpa. –Pego uma jaqueta e saio dando um beijo no rosto de minha mãe que lia um livro no sofá.
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