Notas iniciais
Bem, esse é o pior momento na vida do escritor. O fim. Eu realmente espero que vocês tenham gostado e agradeço os acompanhamentos

*15 anos depois*

Telhado do St Barts. Agora

Aquela era a mensagem que Sherlock Holmes me enviou em plena madruga. Tentei ignorar, mas ele enviou outra

Vamos lá, Molly. É importante

Bufei e cobri meu rosto com o travesseiro. Céus, eu estava cansada e a única coisa que eu queria era paz

Já está na hora. E é muito importante que você entre pela lateral. A que fica em frente à livraria

Sabia que eu não teria paz se não fizesse o que Sherlock pedia por isso, mesmo que a contragosto, levantei da cama, vesti a mesma roupa que havia usado no trabalho e saí de casa
Apesar de estar chovendo, o frio não estava tão intenso. Como eu morava perto do St Barts, fui andando
Enquanto eu andava em direção ao hospital, pensava em como era reconfortante saber que mesmo depois de tanto tempo eu Sherlock, Mary e John ainda estamos tão próximos. E por falar em John e Mary, eles se casaram três semanas atrás com direito a eu e Sherlock como padrinhos
Quando cheguei no hospital, estava tudo no mais perfeito silêncio
Em cima do balcão, havia um bilhete com o meu nome. Nele dizia:
Olá Molly. É bom que você esteja aqui. Agora, vá até o elevador da Ala Pediátrica
Era a letra de Sherlock. O que diabos ele pretendia?
O elevador estava cheio de fotos nossas, desde a adolescência até atualmente
Depois que chegou no último andar, Molly ainda tinha que subir um lance de escadas para chegar ao terraço
Ao abrir a porta, viu que o lugar estava cheio de velas e pétalas de rosas pelo chão
O celular dela vibrou. A mensagem era:

Olhe para a calçada

Eu fui até a borda do telhado e subi nela. Eu e Sherlock sempre íamos lá quando queríamos conversar

Casa comigo?

Estava escrito na calçada com tinta vermelha, que se assemelhava a sangue
—E então? -perguntou a voz de Sherlock
Eu me virei para ele. Apesar de eu estar em cima do degrau, a figura de Sherlock ainda era mais alta
—O que? Claro que sim! -exclamei o abraçando -Claro que eu caso com você
Ele me beijou. Um beijo calmo, porém apaixonado
—Lembre-me de agradecer a Mary. A ideia do elevador foi dela -ele disse ao estender a mão para me ajudar a descer o degrau
—Pode deixar -eu respondi sorrindo
Eu iria casar. Eu iria casar com Sherlock Holmes
Eu sabia que não seria uma tarefa fácil, mas sendo com Sherlock Holmes, tudo estaria bem
***
—Senhor Moriarty? Ele está aqui -anunciou Sebastian, pelo telefone
—Ótimo, mande ele entrar -respondeu James com um sorriso
A porta do escritório de Moriarty abriu com um rangido
—Ora se não é o meu taxista preferido! -falou o Napoleão do Crime, abrindo os braços como forma de boas vindas
—O garoto está morto, senhor. Daqui a pouca a polícia descobrirá
—Excelente. Aqui está o dinheiro -respondeu, estendendo as notas -Aguarde até novas ordens
—Sim, senhor. Mas pelo menos posso saber quem é a pessoa?
—O nome dela Jennifer Wilson. É a única coisa que precisa saber no momento
—Sim, senhor. Se me der licença
Moriarty fez um gesto para que o taxista se retirasse e assim ele o fez
Sherlock Holmes, você não pede por esperar. O jogo começou

Notas finais
Espero que tenham gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.