Don't kill the magic!
1 That's why you breathe, because you're a bitche!
Notas iniciais
Espero que gostem da história ou que ao mesmo destinem alguns minutos dos seus dias para darem uma conferida na mesma...
Provavelmente vamos postar aos domingos e segundas...
Acho que é isso, boa leitura amorinhas!
Pov. Hope
“Estava em pé em meio a uma clareira em chamas, os aldeões corriam desesperadamente para salvar suas famílias enquanto o fogo se alastrava por todos os cantos, uma mulher morena vinha em minha direção, passando por mim como se eu nem existisse naquele lugar. Ela corria desesperada até uma árvore, de dentro dela podia-se ouvir o choro constante de um pequeno bebê enrolado em mantas, era uma menininha recém-nascida. A jovem pegou a criança e correu em direção ao bosque, mas antes que pudesse pensar em fazer alguma coisa foi cercada pelos soldados inimigos que haviam posto fogo no lugar. A morena sabia que eles estavam ali pela criança e não ia lhes entregar a menina tão facilmente, mas sabia que não poderia lutar, mesmo sendo poderosa ela estava exausta. Então fez a última coisa em seu alcance, retirou um delicado colar do bolso o colocando junto com a menina, e em seguida lançou lhe um feitiço, sussurrando em seu ouvido antes da pequena desaparecer...
- Eu te amo priminha, e nunca se esqueça de que...”
- Hop... – um ser sussurrava no meu ouvido
- Hmm... – resmunguei ainda dormindo
- Se você não estiver de pé quando eu voltar juro que jogo água gelada em você – Cassie disse sumindo pela porta do banheiro, ainda estava processando o sonho quando ela voltou com uma jarra de água.
- Que bom que acordou, odiaria jogar isso em você...
- Mais cínica impossível Cassie, está aprendendo – disse rolando os olhos, Cassie estava toda arrumada, pra que eu não faço ideia. – Vai aonde?
- Mesmo lugar que você, o inferno chamado Golden High, primeiro dia Hop! Vai se arrumar – Cassie disse enquanto procurava seus sapatos. – Pesadelos novos? – esse era o nosso problema, ambas tínhamos pesadelos desde pequenas e parecem que eles nunca vão nos deixar em paz.
- O de sempre, mulher morena, bebê recém-nascido, aldeia em chamas, bebês sumindo, meu colar, mulher começando a falar e você me acordando. Acho que o universo não quer que eu descubra o que aquela mulher tanto me fala... – comentei enquanto arrumava a cama – E você? Nada hoje?
- Depois te conto, se arruma rápido que as apresentações já vão começar – resmunguei em resposta e fui me vestir, meia hora depois me sentei na cama. – Quer saber ou não meu sonho?
Pov. Cassie
Depois que terminei de falar fiquei olhando-a.
- O que você acha que esses sonhos são? – pergunto não aguentando mais o silêncio
- Sonhos...
- Sério? Você não acha nem mesmo suspeito?
- Claro que acho, mas o que posso fazer eu não sei nada, só sei que esses sonhos são esquisitos – disse – Mas isso não me levará a nada.
- Sim... Eu sei... Mas é que isso me revolta. Eu sonhei de novo com o rubi que veio junto comigo quando fiquei órfã, mas dessa vez eu não vi o homem. Só vi a bebê chorando na porta da igreja – comento rouca – Eu sei que ele é meu pai, eu sinto a conexão, mas não entendo o porquê dos sonhos. Eu quero entender e você também deveria Hope.
- Você sabe que quero descobrir mais que tudo, mas não podemos fazer nada, isso é um fato! E agora vamos para o auditório. – Hop e eu logo arranjamos um lugar no meio do vuco vuco de pessoas e professores que entravam e saiam do auditório. Ficamos o que pareceu uma eternidade até que finalmente a diretora Scroll falou.
- Olá alunos, sejam bem vindos a mais um ano letivo na Golden High School. Sou a diretora Grinalda Scroll e esses – ela apontou para os professores atrás dela – Serão os profissionais que trabalharão conosco durante essa etapa. Professora Aline Reinert, professora de magia. – disse apontando para uma jovem de cabelos negros encaracolados e olhos verdes – Professor Raimund Whinterberg, que lecionará história. – falou indicando um homem de meia idade barbudo e gordo. – Professora Judith Marciell de educação física e professor Lisandro Casanova que ensinará transfiguração e estudos dos animais – os dois se levantaram imediatamente, Lisandro sorriu para os alunos e Judith olhou-nos com desprezo nítido.
- Muito bem, os alunos veteranos de A-H, por favor, juntem-se a senhorita Marciell. Alunos de I-O sigam o senhor Casanova, P-V, por favor, acompanhem a senhorita Reinert e de X-Z o senhor Whinterberg. E os calouros, por favor, sigam-me para que vos mostre nossas instalações – sem a menor força de vontade Hope se levantou da cadeira me puxando junto e fomos nos juntar ao grupinho Marciell... Que fique bem claro, Judith é a mulher mais sem noção da face da terra. Ela odeia o seu trabalho tanto quanto baratas odeiam inseticida. E sua função no colégio não facilita a vida de ninguém. Você deve estar pensando que uma professora de educação física não pode fazer mal a uma mosca. Talvez em uma escola mundana seja assim, mas no nosso caso significa que ela explorará nossos maiores medos e usará contra nós.
- Bom dia fracassados. – rosnou infectando toda a sala com seu mau hálito matinal – Iremos para a arena, e não pense que vão ter folga porque é o primeiro dia. – Alguns bufaram, outros reviraram os olhos e Hop e eu apenas nos entre olhamos.
- Quando esse inferno acabará? – ela dramatizou.
- Quando você faz dezoito anos?
Ela gemeu.
- Vai demorar.
-Foi o que pensei. – todos começaram a andar para a arena. Alguns conversando sobre suas férias, ou seja, os que ainda têm família, e outros apenas resmungando por terem que fazer educação física às oito horas da manhã.
- Me conta mais sobre o sonho, Hop... – falo andando distraída.
- Não tenho mais nada pra falar. – respondeu bocejando. Inconscientemente observei Hop ela sempre teve um jeito só dela. Meio de mal com a vida e às vezes vida louca. Mesmo sendo fisicamente delicada, ela tinha um cabelo ruivo bem vermelho liso e ondulado nas pontas, olhos azuis claros, pele branca, mas não pálida, magra, e alta. Ela era o tipo de encrenqueira que ninguém quer chegar perto. O que era irônico para muitas pessoas já que nós duas sempre nos demos bem. Sendo eu como sou... Sim, sou bem perceptiva com minhas ações e quando não sou Hop faz questão de deixar claro.
“Você é muito certinha...”.
“Para de ser tão CDF Cassie...”.
“Para com essa mania de tentar controlar tudo!”
Quem olhava de longe estranhava. Mas depois de onze anos dividindo o mesmo quarto nós duas descobrimos muitas coisas em comum, como a data do aniversario que compartilhamos (06 de novembro) e o ódio por Alexis, Francine, Victoria e Viollet.
- Hop, você não acha estranho a família da Alexis ter assumido assim... Do nada? — perguntei lembrando de como foi estranho quando o primeiro ministro assumiu o clã das bruxas — Não tem tipo uma hierarquia igual ao dos vampiros?
- Nem me lembre de que a família dessa vadia manda em mim, vontade de quebrar a cara dela isso sim... Mas também acho estranho, pra mim foi tudo um golpe, aquela família é nojenta...
- Acho que sim... Mas o pior foi que todas as famílias desapareceram, sabe... Isso é muito suspeito. Pelo menos pra mim.
- Pelo menos eu tenho uma família, diferente de você, Grimaldi — Alexis e seus clones vinham rebolando em nossa direção. – E você não é diferente... Sério, qual seu nome mesmo o loirinha?
Rosno.
- Oi?! – digo me virando, minha presas começam a latejar.
- É você mesmo... Ah garota não me faça perder tempo. – falou bufando – Não faz diferença.
- Melhor não ter família do que viver no meio de assassinos — Hope disse, o desprezo era claro em sua voz. Corriam rumores que a família de Alexis mexia com magia demoníaca, e matavam humanos para experimentos, um crime cuja pena é morte. — E para de se achar Alexis, sua família não é digna do poder, nunca que uma vadia como você vai mandar em mim. O poder é a única coisa que você quer, é por isso que você respira. Ah! E porque você é uma vadia. – Só digo uma coisa... Deu merda.
Pov. Hope
Falei mesmo e falo de novo, nenhuma vadia mal comida vai conseguir mandar em mim, ela pode ser a rainha do mundo e mesmo assim eu cuspira na cara dela com o maior prazer. A vaca perdeu a voz ou foi transformada pela medusa, de duas uma, ela não se mexia em nem falava... É parece que o que eu falei está certo, a família dela mexe mesmo com magia da tre... MAS O QUE? Essa vadia teve mesmo a coragem de me dar um tapa, é sério isso produção?
- Como eu não sou lixeira pra encostar em lixo... – falei indiferente e com um simples movimento com a mão direita a empurrei para o mais longe possível – Agora sim você está no seu devido lugar – disse me referindo à poça de lama na qual ela caiu de bunda.
- Aproveita, ouvi falar que lama faz bem para a pele. Quem sabe até essa pele de crocodilo tem salvação – Cassie gritou sarcástica. Já disse que amo minha pequena Cass? Não? Então, Cass eu te amo! Alexis voltou bufando – igual à vaca que ela é – pra junto dos seus clones, ela olhou para o meu lindo cabelo ruivo e logo o mesmo começou a pegar fogo nas pontas, ai ai.. Essa vadia tá morta. Distrai-me apagando o fogo e quando vi Cassie estava se atracando com a puta e óbvio que estava ganhando. Quando eu e as clones fomos separar as duas era tarde demais. A diretora Scroll apareceu no exato momento que Cass fincou suas presas no pescoço lamacento de Alexis.
- Mas o que... HOPE GRIMALDI E CASSANDRA WITTSTOCK, NA MINHA SALA... AGORA! – a sapa velha vociferou, não sei se foi minha impressão, mas ela pareceu duas vezes maior agora que estava enfurecida. Cass e eu seguimos a sapa em silêncio absoluto, quando finalmente chegamos em sua sala ela estava potencialmente mais calma. – Sentem-se senhoritas.
- Diretora, não foi nossa culpa. A Alexis ela... – Cassie disse morrendo de medo de levar uma detenção séria, mas foi interrompida pela sapa.
- Poupe-me de seus discursos Cassandra, sei exatamente o que aconteceu próximo à arena e concordo que ela provocou ambas, porém, não justifica as provocações e uso de magia para agressão da senhorita Grimaldi e muito menos seu ato de violência Srtª. Wittstock, de onde já se viu morder sua colega? Você terão duas semanas de detenção junto com os senhores Hunt, Campbell, Griffim e Moore. Às 20hrs, e para cada dia que faltarem mais dois serão acrescentados.
- Com licença Srtª. Scroll, mas isso é injusto, a Alexis começou e nem mesmo está aqui conosco, duas semanas é muito tempo e pelo amor da rainha Katherine, o que esses meninos fizeram para ficarem de detenção conosco? Achei que era o único problema sério dessa escola... – falei enquanto analisava minhas unhas, elas tão precisando de uma nova camada de esmalte falando nisso... Ah é, a diretora – Acho que a Alexis, no mínimo, deveria ser punida. Ou a senhora a está protegendo?
- Não fale bobagens Hope, a Srtª. Alexis terá que cumprir três semanas de trabalho comunitário por ter iniciado essa confusão logo no primeiro dia de aula, vocês são mesmo impossíveis... E respondendo sua pergunta, os meninos fizeram uma brincadeira de muito mau gosto com seus respectivos instrutores, por isso serão igualmente punidos. Meninas gostaria que vocês entendessem que não estou sendo injusta preciso educar vocês duas da melhor maneira possível para que um dia se tornem quem estão destinadas a ser. – Cassie me olhou curiosa pela última e memorável frase da sapa – Estão dispensadas pelo restante do dia, e não quero mais confusão com Alexis. Quero que vocês se encontrem com os meninos às 19:45 no salão principal, levem uma mochila com suprimentos e o que mais quiserem. A detenção é secreta, não comentem com ninguém e tomem as devidas providencias, estejam preparadas para tudo. Estamos entendidas?
- Sim, Diretora Scroll – falamos juntas e um pouco atordoadas com tanta informação recente. Meninos novos é? Oba, mais diversão! Que venha nossa primeira missão nesse inferno dourado.
Notas finais
XxMay e Mary
Fale com o autor