Dont Wanna Be Without You.
3 The first step
Notas iniciais
– Hey! – Acordei do meu transe com a voz de Max. Me levantei rapidamente do chão, assustada. – Você está bem?
– Estou...
– Niall havia esquecido o que aqui em cima? Ele desceu todo sorridente... – Disse Max, me olhando com um olhar malicioso.
– MAX! – Me lembrei que não deveria esconder coisas dele. Ele era a minha família, precisava contar para ele. A final, eu sempre contei tudo pra ele. – EU O BEIEJEI! EU BEIJEI O NIALL HORAN! – Max arregalou os olhos e começou a pular e a gritar, junto comigo.
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Perguntou Emilly, quando chegou em meu quarto. Nós paramos de pular, Max me olhou, sorriu, e olhou para Emilly.
– ELA BEIJOU O NIALL!
Todos nós começamos a pular juntos, gritando. Foi aí, bem nesse momento, que eu vi que haviam pessoas que se importavam comigo, que ligavam para os meus sonhos, e que eu ainda tinha motivos para continuar forte, como eu sempre fui. Já tive vários tropeços na vida, mas ainda continuei forte. Só esse fato dos meus pais não estarem mais comigo que me derrubou. E eu ainda precisava levantar. Como levantei dos outros tropeços.
– Mas como foi? – Perguntou Emilly, parando todo o movimento, segurando em meus braços.
– Ele tinha falado que achava que me ama e que eu era a garota certa... – Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. – Mas eu me afastei, falando que aquilo não era certo, que ele deveria pensar mais...
– VOCÊ É IDIOTA NÉ? – Disse Max.
– Não! Eu achei que seria o certo. Não era o certo?
– É o certo. – Disse Emilly. – Continua!
– Aí ele desceu as escadas, porque tinham chamado ele. Aí eu encostei na parede e fiquei pensando no quão idiota eu sou, mas aí ele voltou e falou que tinha esquecido alguma coisa, aí ele entrou no quarto, olhou dentro dos meus olhos, me pegou pela cintura, me deu um beijo e saiu correndo. E eu fiquei com cara de songa monga aqui em cima, aí eu sentei no chão, e foi quando o Max chegou. MEU PRIMEIRO BEIJO FOI COM O NIALL!
– MEU DEUS! Eu estou super feliz por você! – Disse Emilly me abraçando. – Finalmente as coisas estão melhorando! – Ela sussurrou no meu ouvido. – Ok, tente se acostumar com a ideia e arrume suas roupas.
– Ah é! Esqueci de uma coisa! – Eu disse, logo depois abraçando Emilly com muita força – Obrigada por melhorar a minha vida, prima. Te amo.
– Não foi nada. Eu te amo também. – Ela disse, se afastando de mim.
Eu sorri para ela. Os dois se retiraram do meu quarto. Eu olhei para as minhas malas e comecei a abri-las, para guardá-las. Aos poucos, subia o cheiro da minha casa. O cheiro da minha mãe. Do seu abraço. Limpei a lágrima que estava plantada no meu rosto, acabei de arrumar as minhas coisas. Quando acabei, entrou Emilly no meu quarto, e viu como as gavetas ficaram vazias.
– Nossa, suas gavetas estão vazias... – Ela olhou em seu relógio de pulso, levantou as sobrancelhas e olhou para mim. – Vamos, coloque seus sapatos. Vamos fazer compras.
– Emilly, você já fez demais...
– SHIU! – Disse ela, me interrompendo. – Coloque seus sapatos, e vamos.
Vi que não tinha escolha. Peguei meus sapatos e fui. Ela me levou a um shopping muito chique. Só havia lojas de marca por lá, nada que eu estava acostumada a ver. Ela me levava às lojas mais caras. Compramos quilos de roupas. Eram tantas roupas e sapatos, que nós não conseguíamos levar sozinha até o carro, um segurança que paquerou a Emilly, teve que nos ajudar.
Cheguei em casa, e quando fui arrumar as roupas, faltava espaço. Emilly estava sendo a melhor prima do mundo. Compramos maquiagens, sapatos de salto, tênis, calcinhas, sutiãs, calças, saias, camisetas, regatas, jaquetas, moletons, pijamas, jóias, compramos tudo! Aproveitamos e compramos material para a escola. Olhei para o relógio e já eram 20h00min. Queria dormir mais ou menos umas 22h00min para eu acordar bem amanhã para a escola.
Tomei meu banho, me troquei, sequei meu cabelo e me deitei. Estava assistindo um pouco de televisão, quando ouvi o meu celular tocar. Quando eu olhei para o relógio era 00h00min. Eu havia perdido totalmente a noção do horário. Peguei meu celular que estava no criado mudo. Era Niall.
– Alô? – Eu atendi, com uma voz sonolenta.
– Sophie?
– Sim, está tudo bem Niall?
– Sim. Só precisava ouvir sua voz mais uma vez antes de dormir.
– Awn. É sério?
– Seríssimo... Bom, eu devo ter te acordado, e se eu não te acordei, vai dormir. Amanhã você tem um dia cheio.
– Ok Niall.
– OK, boa noite.
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
Desliguei o celular e abri um sorriso. Desliguei a TV e me cobri, ainda com um sorriso no rosto. Fechei os olhos e não pude evitar de ainda ficar sorrindo. Minha vida estava finalmente melhorando. Fechei os olhos e caí no sono.
– Soooooooooooooooooooophie! – Acordei no dia seguinte com Max me chamando delicadamente, parado ali na porta. Abri os olhos devagar e os esfreguei com as mãos. – Vamos, se não você vai chegar atrasada maninha. – Ele saiu da porta.
Me levantei e olhei ao relógio. Eu realmente estava atrasada. Me levantei rápido, tomei um banho, me troquei, arrumei meu cabelo, passei uma maquiagem básica, com um delineador fino e um rímel, com um gloss. Arrumei meu cabelo e coloquei minha roupa.
Arrumei a minha mala, colocando os cadernos e os livros. Desci as escadas para tomar café e encontrei Harry, Niall e Liam sentados à mesa. Eu arregalei os olhos e me emocionei. Acho que não iria me acostumar a situação.
– Bom dia! – Disse Harry, sorrindo para mim, com sua voz rouca, linda.
– Hey dorminhoca! – Disse Niall, se levantando e se aproximando de mim. Não sabia o que fazer, simplesmente entrei em choque. Ele iria me beijar? Não, ele não podia. Ele simplesmente me abraçou forte e deu um beijo na minha testa, depois voltou à mesa.
– Hey! – Disse Liam, sorrindo e acenando.
– Oi! – Eu sorri, colocando minha mochila no chão e me direcionando para a mesa.
Peguei uma tigela, colocando cereais e leite. Eu me levantei para pegar uma colher e me sentei ao lado de Liam e comecei a me alimentar. Olhei para ele e seus olhos estavam arregalados.
– OH DEUS! – Eu disse, tacando a colher longe, indo para o outro lado da cozinha e batendo na parede, caindo no chão. – Desculpe! – Eu coloquei minha mão sobre seu braço, me desculpando.
– Não tem problema! Calma! – Disse Liam. – Está tudo bem, eu estava brincando.
– Sério? – Ele concordou. Eu me levantei e fui pegar a colher de volta. Eu a lavei e me sentei novamente, para continuar comendo.
– NÃO! – Liam bateu na minha mão, fazendo a colher cair no chão. Eu olhei assustada para ele. Eu peguei a tigela e tomei o leite com cereais, como se fosse aqueles asiáticos tomando sopa.
– Terminei. – Eu disse, me levantando e indo para a pia, para lavar a minha louça. Dobrei as mangas da jaqueta e lavei. – Onde está Emilly e Max?
– Emilly foi levar Max na escola dele. – Disse Harry.
– A escola de Max não é a mesma que a minha?
– É, mas ele quis ir mais cedo pra encontrar alguns amigos eu acho. – Disse Niall. – Ela foi falar comigo bem quando eu estava comendo, não deu certo.
– Ok, vamos? – Eu disse, pegando minha mochila.
– Vamos. – Disse Harry, pegando as chaves do carro.
Todos se levantaram, e fomos até o carro. Eu e Niall fomos aos bancos de trás do carro, Liam e Harry na frente, sendo que Harry foi dirigindo.
– Hey, onde estão Zayn e Louis? – Eu perguntei.
– Eles não conseguiram acordar. Na verdade, Zayn não conseguiu, e Louis não queria o deixar sozinho. Ontem dormimos na mesma casa, e Louis é super protetor. Não mais do que eu, mas é. – Disse Liam, se gabando.
Eu abri um sorriso, e o carro inteiro ficou em silêncio. De repente senti a mão de Niall sobre a minha, sentindo-o colocar um papel dentro da minha mão e sorrindo. Eu ia abrir o papel e Niall abaixou minha mão, impedindo-me de abrir o papel. Eu o coloquei dentro da minha bolsa, e sorri para ele. O que tinha no papel?
Harry parou o carro, dizendo que já havíamos chego. Eu olhei para a entrada do colégio e senti um frio na barriga, um arrepio por toda a minha espinha. Meu estômago girou, e eu comecei a ficar com frio.
– Hey, vai ficar tudo bem Soso... – Disse Niall acariciando minhas costas.
– Só relaxa, é seu primeiro dia de aula, eu sei como é e o que está acontecendo com você. – Disse Liam. – Mas elas vão te aceitar, confie em si mesmo.
– Qualquer coisa pode me ligar Sophie. – Disse Harry sorrindo pra mim. – Não quero que fique mal, ok? É só... uma escola.
– Ok. Eu consigo. É... consigo. – Eu abri a porta do carro, Mas Niall me puxou, fazendo-me fechá-la. – Tudo bem?
– Boa sorte. – Ele disse, após me dar um beijo.
Eu fiquei sem graça e sorri. Fiquei corada. Olhei para Harry e Liam, e eles sorriam maliciosos. Niall estava todo vermelho, com um sorriso enorme. Seus olhos estavam brilhando, aquela era uma expressão que marcará minha vida para sempre. Eu correspondi com a cabeça, sorrindo.
– Ela beijou Niall Horan? – Ouvi ecos de pessoas em minha volta. Mas eu não estava acreditando que aquelas gringas não fizeram nada ao ver que Harry Styles, Liam Payne e Niall Horan estavam na porta de sua escola. Todos estavam me olhando torto.
– Hey! Você deixou isto cair! – Me virei para trás e me deparei com uma garota, com os cabelos pretos e olhos cor de mel, muito bonita. Em sua mão, ela segurava o papel que Niall me dera. – Desculpe, sou Alicia. – Ela esticou o braço para me dar um aperto de mão. Eu sorri e apertei sua mão, logo em seguida, pegando o papel de sua mão.
– Sou Sophie. – Eu disse, forçando um sorriso. – Obrigada por me entregar. É muito importante pra mim.
– O que é? – Ela disse, andando, me fazendo ir junto a ela.
– Eu ainda não sei, mas é importante.
– Abra, eu fiquei curiosa.
Por incrível que pareça, havia conhecido Alicia há menos de 5 minutos atrás, e já a considerava a minha melhor amiga. Ela era a única pessoa com quem eu podia contar ali. Eu sei que parece desesperador, mas é a verdade.
– Ok. – Eu desdobrei o papel cuidadosamente, devagar. Eu o olhei e sorri. Estava escrito assim:
Hey, meu bebê, boa sorte na escola nova. Vai ficar tudo bem, qualquer coisa, eu estou com o meu celular. Eu te amo muito, e vou te proteger de qualquer coisa, minha princesa. Você é tudo o que eu preciso. Fica do meu lado, pra sempre?
– MEU DEUS! ESSA É A ASSINATURA DO NIALL! NIALL HORAN! FOI ELE QUE TE ESCREVEU ISSO? – Alicia entrou um choque, e começou a gritar no meio do corredor da escola.
– SHIIIIIIIIU ALICIA! – Eu disse, colocando o dedo sobre sua boca, para tentar fazê-la ficar quieta. – Vem comigo até meu armário.
Eu peguei em seu braço, e a arrastei até o meu armário. Eu coloquei a senha, o abri, e coloquei alguns cadernos e livros lá dentro. Colei o horário na porta e o fechei. Ainda estava segurando o bilhete que Niall me dera.
– Você está inscrita nas mesmas aulas que eu? – Perguntou Alicia, ainda um pouco nervosa sobre o bilhete do Niall, pegando o meu caderno, pra ver as anotações dos horários. – Todas as aulas da semana você está junto comigo!
Eu realmente me senti aliviada ao ouvir isso. A final, não sou simpática ou extrovertida, mesmo sem saber 1/10 da vida dessa menina, eu me sentia segura ao lado dela. Bem mais segura do que antes, quando eu ainda estava sozinha.
Alicia entrou na sala correndo, pois estávamos atrasadas. Ela passou correndo do meu lado, fazendo meu caderno cair. Eu me abaixei e peguei. Quando olhei em minha volta, vi que teria que entrar na sala sozinha. Respirei fundo e entrei. Ia ficar tudo bem.
Eu passei pela porta, e a professora me olhou, com um olhar confuso. Ela era baixa, com uma idade próxima de 30 anos, loura e magra, com o cabelo tipo chanel e uma franja da altura das sobrancelhas. Eu iria ter aula de Matemática.
– Posso ajudar? – Disse ela. – É uma aluna nova? – Eu concordei, com a cabeça. – Qual seu nome querida?
– Sophie... Sophie Marshall. – Eu disse, trêmula e com a voz fraca.
– Ah, a Sophie. De onde você vem?
– Brasil.
– Você é brasileira?
– Não, eu me mudei pra lá, mas estou voltando porque meus pais morreram. – Vi uma expressão de surpresa nos olhos dos alunos e da professora.
– Bom, arranje um lugar, e seja bem vinda.
Eu abaixei a cabeça e sorri, agradecendo. Me sentei ao lado de Alicia. Coloquei meus cadernos sobre a mesa e os abri, arranjando uma folha em branco para começar a anotar as matérias.
A professora começou a explicar coisas que eu já havia aprendido no Brasil, mas eu não respondia nada. Eu olhei para a sala, e vi que havia três meninas me olhando e rindo de mim. Eu abaixei a cabeça e me senti anormal, como um alienígena. Eu tampei meu rosto com a minha mão, coberta pela manga do meu casaco, envergonhada.
– Não ligue para elas... – Disse um garoto que estava na minha frente, se virando para trás. Ele era lindo. Seus cabelos eram pretos, seus olhos azuis escuros. – Elas são as patricinhas do colégio. Elas nunca aceitarão ninguém. Para elas, só elas são lindas e perfeitas, o resto é resto.
– Elas são bonitas mesmo. Mas por que estão rindo de mim?
– Porque... Calma! Você é a garota que saiu do carro do Harry e do Liam não é?
– É... Sim. O Niall estava lá também... Você gosta de One Direction?
– SIM! SOU UM BOY DIRECTIONER!
– Qual seu nome?
– Lucas. Sou descendente de brasileiros.
– Já ouvi muito esse nome. – Eu disse, rindo.
– Mas então... O porquê elas estão rindo de você. É porque quando entra alguém novo, elas ficam assim. Mas elas só ficam assim se entra uma garota melhor do que elas, e por mim, elas podem ficar assim, porque você é melhor do que todas. – OMG! Ele estava dando em cima de mim?
– Awn, obrigada. – Eu disse toda envergonhada.
Lucas se virou para frente logo depois de abrir um sorriso lindo. Após a aula acabar, nos retiramos para mudarmos de sala e ter aula de ciências sociais. Quando fui me levantar, as três meninas que estavam rindo de mim vieram em minha direção e tacaram meus livros no chão. Eu olhei bem dentro dos olhos da loura alta, que parecia ser a chefe do bando (isso, bando, porque era tudo cachorra) e peguei meus cadernos.
– Você é a menina que conhece o One Direction? – Disse a loura alta. Cujo descobri que se chamava Mary, quando sua amiga a chamou.
– Não queria ficar conhecida assim, mas sou.
– Nem pense em encostar no Zayn, ele é meu. – Disse Mary.
– Já encostei já querida. – Eu disse, tentado fazê-la ficar irritada.
– Quem você pensa que é?
– A menina que conhece o Zayn, uma coisa que você não é. – Eu disse, dando um sorriso provocativo.
Eu lhe dei as costas e saí andando, pisando forte, pegando Alicia pelo braço e a arrastando para fora da sala. Eu sei que não deveria ter me gabado dessa maneira, mas eu estava tão irritada, nem pensei direito. Mas eu não deveria ter feito isso, não deveria ter me gabado desse jeito, falando sobre isso tão abertamente. Eu não fiz uma coisa boa.
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