Notas iniciais
GALERAAA! Desculpe a demora pra escrever de novo e tudo mais, mas quero dizer que vou voltar a escrever! Tomara que gostem! Eu vou pular um pouco o que ela passa na clínica e tals, se não fica muito cansativo! Me digam o que acharam!

Arregalei os olhos, olhando para o médico, que tinha uma expressão triste. Olhei para todos na sala, mas foquei em Niall. Ele estava com uma expressão da qual nunca havia visto antes. Seus olhos estavam caídos, sua boca estava meia aberta. Harry foi o primeiro a se mover. Com as mãos sobre a boca, ele se sentou na poltrona que havia ao lado da minha cama, tampando o rosto, chorando.

- Vou deixá-los a sós um momento. — Disse o doutor quebrando o silêncio do quarto, se retirando e fechando a porta.

Eu me levantei da cama, e sem pensar, com movimentos involuntários, fui até Niall devagar, sem movimentos bruscos. O quarto ainda estava em silêncio. Parei em frente a Niall, olhei em seus olhos, sem brilho algum. Ele me abraçou desesperadamente, se desfazendo em lágrimas.

Ele não achava espaços para conseguir respirar e soluçava alto. Eu, tentando ser forte, segurava meu choro ao máximo, tentando não preocupar a todos ali. Principalmente Emilly. Já não bastava eu vir para Londres e atrapalhar a vida dela e vem mais essa, que eu tenho câncer.

- Eu preciso sair daqui. — Disse Liam, quebrando o silêncio. Ele saiu pela porta e a bateu com força. Logo em seguida ouvimos um barulho auto vindo lá de fora. Saímos correndo ver o que tinha acontecido, Liam tinha derrubado uma fileira de macas, e estava sentado no chão, esfregando a cabeça.

Entrei novamente no quarto. Dei de cara com Louis, que olhava dentro dos meus olhos, vendo o quão triste eu estava. Ele abriu um sorriso pequeno no canto da boca.

- Sô, você não precisa parecer forte para mim. — CABUM! Eu caí em seus braços, chorando que nem um neném, que nem uma desesperada!

Louis me apertava forte entre seus braço, eu molhava toda sua camiseta com minhas lágrimas. Eu não sabia o que fazer além de chorar. Pra mim, aquela era a minha única solução. Eu me afastei de Louis, secando as lágrimas, com os olhos vermelhos e inchados. Respirei fundo.

Zayn me virou para ele, pegando em minha mão. Com os olhos cheios d'água, ele respirou fundo, pegando fôlego para dizer o que tinha a dizer. Eu o olhei, o insentivando.

- Não vamos sair do seu lado, não importa o que aconteça! Vamos ajudá-la não importam as circunstâncias! A gente vai estar aqui pra tudo! Pra te levantar quando cair, pra te fazer sorrir enquanto você chora. A gente vai estar aqui pra te fazer feliz!

Eu sorri, conseguindo manter as lágrimas presas. Abracei Zayn com todo o carinho e compaixão, tentando mostrar o quanto eu sou grata por ele estar na minha vida. "Obrigada", sussurrei em seu ouvido.

Harry e Liam não queriam falar com ninguém, nem comigo. Zayn tentou ir falar com eles. Nada. Disseram que precisavam de um tempo sozinhos, para pensar.

Procurei Max por todo o quarto, e não achei. Estava começando a ficar aflita! No banheiro de dentro do quarto ele não estava. Pedi para Louis o procurar no bainheiro masculino da sala de espera.

Me sentei na cama, fazendo perna de índio e ali fiquei. Ainda pasma com a notícia. E a minha escola? E o meu cabelo? Minha vida?

Emilly voltou ao quarto, após conversar com o médico. Ela se sentou ao pé da cama, colocando a mão em meu joelho, num gesto de consolo. Ela olhou em meus olhos, cheios de lágrimas, tentando sorrir. Mostrar alguma característica de felicidade para me confortar.

Ela olhou para os meninos, fazendo um movimento com a cabeça para eles se retirarem. Todos captaram a mensagem e saíram do quarto. Eu segurava o choro, tentando mostrar, ao mínimo, segurança.

- Os médicos precisam lhe internar o mais rápido possível para começarem o tratamento. — Disse Emilly — Escolhi uma das melhores clínicas de Londres pra você. Não poderei passar muito tempo contigo, mas irei tentar ao máximo. — Ela me olhou com um olhar de consolo. — Nós vamos conseguir superar isso. Juntas!

Ela me puxou pela mão e me abraçou forte, me fazendo chorar. Nos braços de Emilly, era diferente. Eram como os braços de minha mãe. Eu me sentia segura.

- Eu queria tanto que eles estivessem aqui! — Eu disse, me referindo aos meus pais.

- Eles estão! Eu estou aqui!

Após alguns minutos, nos afastamos. Eu perguntei sobre o tempo de tratamento, quanto poderia durar.

- Eu conversei com o médico sobre isso e ele disse que como descobrimos antes que se espalhasse, o tratamento pode durar no máximo um ano. Mas ele disse que, no câncer, tudo é incerto.

- E quando eu vou pra clínica?

- O convênio já está cuidando de tudo, e nesse momento, já devem estar preparando o seu quarto. Eles vão me ligar, falando quando você já pode ir.

- E as minhas roupas?

- Irei para casa agora preparar suas malas. Você aguenta aqui?

- Sim. Mas queria falar com Max.

- Pedirei para Louis ir falar com ele. — Ela me deu um beijo na testa. — Vai dar tudo certo.

Eu sorri e concordei com a cabeça. Ela saiu do quarto e conversou com os meninos. Harry entrou no quarto e impediu que os outros entrassem, fechando a porta. Ele se sentou ao pé da cama, colocando a mão em meu joelho, procurando as palavras certas a serem ditas.

- Eu queria lhe dizer que não importa o que aconteça, eu vou ficar do seu lado e te ajudar em todos os momentos, difíceis ou não. Vou fazer o máximo para ir na clínica e ficar com você, do seu lado, te ajudando em seus altos e baixos. E nada pode me impedir disso, ok? Eu te amo.

Sem pensar, eu fiquei de joelhos na cama e o abracei o mais forte possível. Aquelas palavras haviam realmente mexido comigo. Harry era realmente um ótimo amigo, e eu queria muito que ele ficasse do meu lado.

- Harry, obrigada mesmo. Eu te amo muito! Obrigada por ser meu amigo! — Eu sussurrei em seu ouvido.

- É, amigos. — Harry disse com uma voz frouxa.

Liam abriu a porta com força, me assustando, fazendo-me cair sentada na cama. Olhei para Harry e ele estava chorando.

- Oh, Hazza! Não chore. — Eu sequei uma lágrima em seu rosto, o fazendo abrir um sorriso. — Seu sorriso é tão perfeito!

- Olha, Sophie — Começou Liam — Eu sinto muito por tudo o que está acontecendo, e pra tudo o que precisar eu vou estar aqui, como seu amigo ok? Me dê um abraço! Eu te amo.

Liam abriu os braços e eu corri para dentro deles, o apertando com todas as minha forças.

- Obrigada por estar aqui! Eu te amo muito! — Eu respirava, sentindo um cheirinho de Liam, do qual eu nunca me esquecerei. — Eu não sei onde eu estaria sem vocês.

Liam pressionou minha cabeça em seu peito, colocando o queixo sobre minha cabeça, acariciando meus cabelos. O clima quebrou quando alguém bateu na porta.

- Posso entrar?

- Alicia? ALI! — Eu me afastei de Liam e corri para os braços de minha amiga, do qual eu senti tanta falta, da qual eu precisava tanto. — Como você soube?

- Zayn me passou um sms. Não acredito nisso! — Alicia me abraçou novamente, chorando.

- Ninguém da escola está sabendo, né? — Eu disse com preocupação.

- Não. Mas logo mais vão saber. As directioners pelo menos.

- Então, preciso que você anote tudo das matérias e arranje um jeito de algum professor vir aqui me dar umas aulas e aplicar as provas pra mim.

- Eu dou um jeito!

- Obrigada.

Alicia sorriu, com um olhar de compaixão. De repente, Max abre a porta do quarto, vindo rapidamente em minha direção. O impacto entre nós dois é forte, mas eu nem liguei. Eu desmoronei com o abraço dele, e ele não havia chorado tanto assim desde quando nossos pais morreram.

- Eu vou abandonar os estudos, tudo! E vou ficar com você em todos os momentos, todos os dias! 24 horas por dia, 7 dias por semana!

Ficamos alguns segundos em silêncio. Estava procurando as palavras certas para impedi-lo de fazer essa burrice.

- Não, Max. — Eu me afastei de seus braços. — Você não vai desistir dos seus sonhos por mim. Não. Você vai continuar seus estudos, normalmente. Talvez eu fique seis meses na clínica, não vale a pena! Promete que você não vai fazer isso?

- Prometo. — Disse ele, respirando fundo. Não queria ninguém se prejudicando por mim.

Se Max parasse os estudos, iria ser um disperdício! Suas notas eram realmente boas, não sendo abaixo de B (ou 8 como era no Brasil). Pessoas mudando suas rotinas seria a última coisa que eu queria.

Não queria também os meninos modificando seus horários para me verem. Realmente, não queria ninguém mudando por mim. Os queria muito ao meu lado, mas não por se sentirem obrigados. Além do mas, eles estão trabalhando no novo CD deles. Não queria atrapalhar.

- Mas eu vou ficar todos os momentos possíveis ao seu lado. — Disse Max. — Você é uma das pouquíssimas coisas que ainda me fazer eu me esforçar e continuar forte. Você é a minha família, tudo o que eu tenho.

Voltei a me enroscar em seus braços, chorando em seu peito. Eu só queria que tudo acabasse logo, estava contando os segundos para o meu tratamento acabar.

Algumas horas de silêncio no meu quarto, até que chega Emilly, pronta para me levar a clínica. Entrei no carro com ela e Max, e os meninos foram em outro carro, nos seguindo. Foi um silêncio absoluto, até chegar lá.

Logo que cheguei fui levada até o meu quarto. Arrumei as minhas coisas no armário e me sentei em uma cadeira em frente a janela. Chorei, chorei, chorei muito. Estava sozinha no quarto. Estava o maior silêncio, quando ouvi a porta se abrindo. Não olhei para trás, não queria ninguém me vendo daquela maneira. Olhos inchados e vermelhor, quase roxos.

- Posso entrar? — Era Niall.

- Pode.

- Você está muito mal?

- Não, Niall. Eu posso estar morrendo agora, mas eu to ótima.

- Desculpa.. Eu queria te falar algumas coisas. — Ele fechou a porta. — Você não quer olhar pra mim? — Fiquei em silêncio. — Ok, não precisa, só ouça.

Ele se sentou na cama atrás de mim. Eu comecei a ouvir alguns acordes de seu violão. Ele tossiu, aquecendo a garganta. Sem mais nem menos, ele começou a cantar Little things pra mim. Eu chorava muito, mas não conseguia me virar para ele.

Após ele cantar a música inteira, o silêncio voltou ao quarto. Ele colocou o violão de lado e ficou me olhando.

- Sophie, eu não quero te ver assim. Olhe para mim pelo menos, diga alguma coisa.

- Eu não quero que você me veja desse jeito.

- Eu vou embora então.

Ele se levantou na cama, pegando o violão. Eu levantei correndo, o virei de frente para mim, e antes que ele visse meu rosto, eu o beijei. O dei um beijo apaixonante. Ele jogou o violão no chão, pegando em minha citura. Eu passei os meus braços atrás de sua nuca e deixei algumas lágrimas rolarem. Depois de alguns minutos, afastei a minha boca da dele, deixando nossas testas encostadas.

- Não abra os olhos. — Eu disse. — Você é o menino mais perfeito que eu já conheci. Obrigada por me tornar mais forte. — Eu o abracei, respirando fundo.

- Eu vou te amar, pra sempre. Não importam as circunstâncias! — Ele sussurrou no meu ouvindo. — Só vamos torcer para isso acabar logo!

E era isso o que eu faria.

Notas finais
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